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Future Climate e Pachama criam JV que pode gerar 5 milhões de créditos de carbono em 5 anos | Café com ESG, 01/04

Future Climate e Pachama formam joint venture focada em restauração florestal; alta nos preços dos combustíveis impulsiona o interesse por veículos elétricos

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado fechou o pregão de terça-feira em alta, com IBOV e o ISE avançando 2,71% e 3,49%, respectivamente.

• No Brasil, (i) a Future Climate e a Pachama acabam de anunciar a criação da Originals, uma joint venture focada em restauração florestal e remoção de carbono – o negócio vai combinar os portfólios de projetos de restauração da empresa brasileira com os da californiana, somando cerca de 12 mil hectares e com potencial de geração superior a 5 milhões de créditos de carbono em cinco anos; e (ii) a EcoGeo, empresa do grupo Ecopar e da GeoGreen BioGás, anunciou nesta terça-feira (31/3) um investimento de R$ 140 milhões na construção de sua primeira planta de produção de biometano em escala comercial em Goiás – a previsão é que a usina entre em operação em 24 meses e produza volume suficiente de biometano para abastecer cerca de 100 ônibus diariamente.

• No internacional, segundo o marketplace AutoTrader, o aumento dos preços dos combustíveis e a “ansiedade da bomba” causados pelo conflito no Oriente Médio trouxeram um aumento do interesse dos consumidores por veículos elétricos, levando a mais test drives, visualizações publicitárias e vendas de veículos usados no Reino Unido – dados mostram que as visualizações publicitárias dos novos modelos BYD aumentaram 77% ano a ano, enquanto as buscas por veículos usados BYD subiram mais de 375%.

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Gostou do conteúdo, tem alguma dúvida ou quer nos enviar uma sugestão? Basta deixar um comentário no final do post!

Brasil

EcoGeo vai investir R$ 140 milhões em planta de biometano para uso na frota de ônibus em Goiás

“A EcoGeo, empresa do grupo goiano Ecopar e da GeoGreen BioGás, de São Paulo, anunciou nesta terça-feira (31/3) um investimento de R$ 140 milhões na construção de sua primeira planta de produção de biometano em escala comercial em Goiás. O biocombustível será utilizado na frota de ônibus do transporte coletivo da Região Metropolitana de Goiânia. A previsão é que a usina entre em operação em 24 meses. A usina será construída no município de Guapó (GO) e operará, inicialmente, com uma capacidade de produção de 30 mil m³/dia – volume suficiente para abastecer cerca de 100 ônibus diariamente. O projeto inclui ainda a construção do primeiro gasoduto estadual dedicado ao biometano, sob responsabilidade da Goiasgás. O duto, com cerca de 25 quilômetros de extensão, conectará a usina às garagens e pontos de abastecimento do transporte coletivo. O biometano será gerado a partir da decomposição de resíduos como lodo, biomassa e subprodutos agroindustriais; e será integrado à Nova Rede Metropolitana de Transportes Coletivos (RMTC), que já utiliza ônibus elétricos e passará a incorporar o biometano como alternativa energética.”

Fonte: Eixos; 31/03/2026

Future Climate e Pachama criam a Originals, a JV da floresta

“A Future Climate e a Pachama acabam de anunciar a criação da Originals, uma joint venture focada em restauração florestal e remoção de carbono. O negócio vai combinar os portfólios de projetos de restauração da empresa brasileira com os da californiana, somando cerca de 12 mil hectares e com potencial de geração superior a 5 milhões de créditos de carbono em cinco anos. A própria Originals estima este portfólio em R$ 300 milhões em valor presente. “Essa JV pode ser o kick-off de uma tendência de consolidação, aproximando o capital global das plataformas operacionais locais,” Fábio Galindo, o fundador da Future Climate, disse ao Brazil Journal. A Pachama – mais conhecida por sua plataforma tecnológica de geração e monitoramento de créditos de carbono florestais – tinha investidores como a Breakthrough Energy Ventures (de Bill Gates) e a Amazon Climate Pledge Fund (ligada a Jeff Bezos). Mas no fim do ano passado, a Pachama foi comprada pela Carbon Direct, que também atua no gerenciamento de créditos de carbono. Após o M&A, a decisão foi fazer o split do negócio de restauração florestal – o que fez a Future Climate se interessar pelo ativo.”

Fonte: Brazil Journal; 31/03/2026

Com apoio de Estados, MP do diesel sai esta semana, diz Durigan

“O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou ontem (31) que a medida provisória (MP) com a nova subvenção ao diesel importado, negociada junto aos Estados, sairá nesta semana. Segundo ele, o governo está próximo de obter unanimidade dos entes em torno da proposta. Segundo o Comitê dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), mais de 80% dos Estados já sinalizaram positivamente com a adesão à proposta, que tem como objetivo mitigar os efeitos do conflito no Oriente Médio. Segundo apurou o Valor, quatro ainda não retornaram: Rio de Janeiro, Rondônia, Distrito Federal e Pará. Durigan afirmou que não precisa de unanimidade para que a MP seja editada. “Eu gostaria que tivesse unanimidade para que a gente fizesse o quanto antes sem qualquer tipo de ruído ou de questionamento, mas, ainda que busquem unanimidade, a gente não precisa de unanimidade”, afirmou. O Ministério da Fazenda informou que as negociações seguem.”

Fonte: Valor Econômico; 01/04/2026

Internacional

França atrai fabricante taiwanês de baterias para veículos elétricos e busca outras empresas

“A França intensificou seus esforços para atrair fabricantes de baterias para veículos elétricos, incluindo o subsídio à fábrica de uma startup taiwanesa. O presidente francês, Emmanuel Macron, terá a segurança econômica em mente durante suas visitas ao Japão e à Coreia do Sul a partir de terça-feira. Japão e França firmaram um acordo para um projeto conjunto de refino de terras raras no ano passado. Macron também visitou a China em dezembro, onde saudou a expansão dos investimentos de empresas chinesas na França. Os dois países também assinaram acordos de cooperação em áreas como energia nuclear e agricultura. O presidente chinês, Xi Jinping, indicou a intenção de aumentar as importações da França. Em fevereiro, a startup taiwanesa de baterias ProLogium Technology realizou a cerimônia de inauguração de uma nova fábrica em Dunquerque, que recebeu cerca de 1,5 bilhão de euros (US$ 1,73 bilhão) em subsídios e pretende iniciar suas operações por volta do final de 2028.”

Fonte: Valor Econômico; 01/04/2026

Líderes de Japão e França devem fechar acordo sobre terras raras

“Os líderes do Japão e da França devem chegar a um acordo nesta quarta-feira para criar um roteiro para diversificar o fornecimento de terras raras e outros minerais críticos, segundo apurou o “Nikkei Asia”. Uma declaração conjunta a ser emitida pela primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, e pelo presidente francês, Emmanuel Macron, expressará preocupação com as restrições à exportação de minerais críticos — uma referência velada aos controles da China sobre metais de terras raras. Os governos de ambos os países pretendem iniciar um projeto público-privado no sudoeste da França no final deste ano para refinar terras raras pesadas usadas em motores de veículos elétricos e outras tecnologias. Takaichi e Macron confirmarão este e outros planos para construir cadeias de suprimento de terras raras que não dependam da China.”

Fonte: Valor Econômico; 01/04/2026

Indonésia promove trabalho remoto e expansão do biodiesel para amenizar crise do petróleo

“A Indonésia anunciou nesta terça-feira medidas para reduzir o consumo de petróleo, incluindo uma política de trabalho remoto e o incentivo à expansão do biodiesel, diante da escassez de combustível decorrente da guerra no Oriente Médio. Airlangga Hartarto, ministro coordenador da economia, afirmou que os funcionários do governo central deverão trabalhar de casa todas as sextas-feiras, enquanto os funcionários das administrações locais deverão trabalhar duas vezes por semana. O setor privado é incentivado a seguir o exemplo. A política entrará em vigor na quarta-feira, com exceção de serviços públicos essenciais, como saúde e segurança, bem como setores estratégicos, incluindo energia, transporte e logística. “Essas medidas visam mitigar e antecipar a dinâmica global por meio da transformação digital da cultura de trabalho”, disse Hartarto em uma entrevista coletiva transmitida ao vivo na noite de terça-feira, de Seul, onde acompanha o presidente Prabowo Subianto em visita de trabalho.”

Fonte: Valor Econômico; 01/04/2026

‘Ansiedade com a bomba’ causada pela alta dos preços dos combustíveis provoca aumento do interesse pelos veículos elétricos

“O aumento dos preços dos combustíveis e a “ansiedade da bomba” causados pelo conflito no Oriente Médio trouxeram um aumento do interesse dos consumidores por veículos elétricos, levando a mais test drives, visualizações publicitárias e vendas de veículos usados. Para a indústria automotiva, a maior preocupação é se o interesse será mantido em um momento em que montadoras como Ford, Honda e Stellantis cancelaram lançamentos de modelos elétricos e diluíram suas ambições de transição dos motores a gasolina. “A maré está mudando sobre a natureza volátil e a dependência excessiva de combustíveis fósseis, e agora começamos a ver a ‘ansiedade da bomba’ [pelo custo da gasolina] substituindo a ‘ansiedade de autonomia’ [sobre se as baterias vão acabar a energia durante a viagem]”, disse Matt Galvin, chefe do negócio da fabricante de veículos elétricos Polestar no Reino Unido, apontando para o aumento das consultas e testes de condução para seus veículos. As visualizações publicitárias dos novos modelos BYD no Reino Unido aumentaram 77% ano a ano, enquanto as buscas por veículos usados BYD subiram mais de 375%, segundo o marketplace online AutoTrader.”

Fonte: Financial Times; 31/03/2026

O Canadá pretende dobrar áreas protegidas contra o desenvolvimento até 2030

“O Canadá pretende dobrar o tamanho das terras e águas protegidas contra o desenvolvimento até 2030, como parte de uma nova estratégia de natureza de 3,8 bilhões de dólares canadenses, disse o primeiro-ministro Mark Carney a repórteres na terça-feira. Ottawa financiará até 14 novas áreas marinhas protegidas e conservadas, além de pelo menos 10 novos parques nacionais e áreas nacionais de conservação marinha de água doce. Também financiará até 10 novas áreas nacionais de conservação marinha e 15 parques urbanos nacionais. Isso protegerá pelo menos 1,6 milhão de quilômetros quadrados (620.000 milhas quadradas) de terras e até 700.000 quilômetros quadrados de oceanos nos próximos quatro anos. O Canadá abriga 20% do total de água doce do mundo, 37% dos lagos, 25% das áreas úmidas e 24% das florestas borreais. Também possui a maior linha costeira do mundo.” Aumentará a conservação terrestre de 14% para 30% até 2030 e a conservação marinha de mais de 15% para 28%, a caminho de 30% até 2030″

Fonte: Reuters; 31/03/2026

Itália adiará o desligamento de usinas a carvão em 13 anos

“A Itália está prestes a adiar para 2038, 13 anos depois do planejado originalmente, o fechamento permanente de suas usinas a carvão, segundo um projeto de lei aprovado pela câmara baixa do parlamento na terça-feira. A medida sinaliza a disposição do governo de direita da primeira-ministra Giorgia Meloni em moderar as políticas anti-mudança climática diante dos crescentes desafios no fornecimento de energia desencadeados pelo conflito no Irã. A Itália possui quatro usinas a carvão atualmente em espera, três das quais pertencem à maior concessionária do país, a Enel. (ENEI.MI). O ministro da Energia, Gilberto Pichetto Fratin, disse este mês que eles poderiam ser reativados caso o conflito no Oriente Médio provocasse uma crise energética. Segundo seu plano de energia e clima de 2024 (PNIEC), a Itália deveria abandonar o carvão definitivamente até o final de 2025. O decreto que adia o prazo para 2038 ainda precisa ser aprovado pelo Senado, mas isso é amplamente esperado, dado o apoio do governo.”

Fonte: Reuters; 31/03/2026

COP15 da CMS termina com proteção recorde de novas espécies

“A 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre Espécies Migratórias (CMS) da ONU encerrou neste domingo, 29, em Campo Grande (MS) com resultados históricos. O evento reuniu 2 mil participantes de 133 países ao longo de uma semana de negociações e aprovou a proteção internacional de 40 novas espécies migratórias — o maior avanço desde a criação do tratado. A inclusão contribui para reduzir em 10% o déficit global de proteção e reforça a meta de preservar 30% das áreas terrestres e marinhas do planeta até 2030, um dos objetivos centrais da Estrutura Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal. Entre as espécies agora protegidas estão guepardos, corujas-das-neves, lontras gigantes, tubarões-martelo gigantes e tubarões-raposa, além de aves migratórias, espécies marinhas e peixes de água doce que dependem de múltiplos países ao longo de suas rotas. A diversidade das inclusões evidencia a escala hemisférica do desafio: algumas aves cruzam mais de 30 países em seus deslocamentos, enquanto espécies oceánicas dependem de poucos sítios de reprodução — o que torna esses sistemas particularmente frágeis.”

Fonte: Exame; 31/03/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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