Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O mercado fechou a semana passada em território negativo, com o IBOV recuando 0,92% e o ISE 0,58%. No pregão de sexta-feira, o Ibovespa e o ISE registraram quedas de 1,16% e 1,50%, respectivamente.
• No Brasil, (i) a chinesa Huawei e a britânica Aggreko se aliaram em um projeto para instalar na Amazônia usinas solares associadas a baterias, em um esforço para reduzir a geração termelétrica poluente em regiões isoladas – segundo as empresas, o projeto representará a maior operação no Brasil de sistemas de armazenamento de energia; e (ii) a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou, na reunião desta sexta-feira, dois itens da agenda de regulamentação do biometano: a individualização das metas anuais para produtores e importadores de gás natural e o Certificado de Garantia de Origem de Biometano (CGOB), ambos sob a relatoria do diretor Pietro Mendes.
• No internacional, a GKN Powder Metallurgy abandonou os planos de produzir ímãs permanentes de terras raras na Europa, dada a dificuldade da região em criar uma indústria doméstica capaz de competir com a China – em contexto, a China controla 90% da produção de terras raras processadas e 70% da produção de mineração.
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Brasil
Empresas
Huawei e Aggreko vão desenvolver na Amazônia maior projeto com baterias do Brasil
“A chinesa Huawei e a britânica Aggreko se aliaram em um projeto para instalar na Amazônia usinas solares associadas a baterias, em um esforço para reduzir a geração termelétrica poluente em regiões isoladas que representará a maior operação no Brasil de sistemas de armazenamento de energia, disseram as empresas à Reuters. O empreendimento, que vai atender desde cidades pequenas até maiores, como Tefé (AM), com cerca de 75 mil habitantes, foi desenvolvido com base em uma chamada pública feita pelo governo federal no ano passado. A Aggreko, que já opera usinas termelétricas em várias comunidades desconectadas da rede elétrica nacional, propôs ‘hibridizar’ suas operações locais com solar e baterias para reduzir o consumo de combustível fóssil. O plano das empresas prevê a implantação, a partir deste ano, de microrredes para atender o consumo de energia em 24 localidades do Amazonas, totalizando 110 megawatts-pico (MWp) em usinas solares e 120 megawatt-horas (MWh) de capacidade em sistemas de armazenamento de energia. São R$850 milhões em investimentos, incluindo R$510 milhões bancados com recursos de um fundo criado após a privatização da Eletrobras, agora Axia Energia. O restante será aportado pela Aggreko, que comprará as baterias da Huawei.”
Fonte: InfoMoney; 02/03/2026
Biocombustível da Be8 reduz emissões de navio em mais de 99%
“A Navegação Aliança, uma armadora nacional do grupo Trevisa Investimentos, fez um teste com o uso do BeVant, biocombustível desenvolvido pela Be8, em um navio que realizou uma operação no interior do Rio Grande do Sul. De acordo com análise da WayCarbon, o uso do renovável teve um nível de emissões de gases de efeito estufa 99,41% menor do que o combustível de origem fóssil. O teste foi realizado em dezembro no navio NM João Malmann, no trecho entre as cidades de Porto Alegre, Rio Grande, Pelotas e Guaíba, na hidrovia do Rio Grande do Sul. Uma equipe técnica da Volvo Penta, empresa do Grupo Volvo líder na fabricação de motores de alto desempenho e sistemas de propulsão nos setores marítimo e industrial, acompanhou os testes.”
Fonte: Globo Rural; 01/03/2026
Refinaria de Mataripe, da Acelen, elevará em 10% capacidade para produção de diesel
“Reuters. A Refinaria de Mataripe, operada pela Acelen em São Francisco do Conde (BA), prevê ampliar em 10% sua capacidade de produção de diesel a partir de junho, como resultado de parte de investimentos de R$ 736 milhões previstos para 2026, afirmou Celso Ferreira, vice-presidente de Operações, em entrevista à Reuters. A unidade, a segunda maior refinaria do país em capacidade, deverá elevar a produção de diesel de 12,4 mil para 13,7 mil metros cúbicos por dia (m³/dia), em um momento de crescente demanda do combustível fóssil no Brasil, que levou a dependência externa a níveis elevados. No ano passado, o país importou cerca de 29% do diesel consumido, segundo dados da consultoria StoneX. “Esse é o grande investimento do ano em termos de evolução de capacidade”, disse Ferreira, destacando que a expansão envolve a instalação de novos equipamentos, como trocadores de calor e válvulas, além de melhorias nos reatores da unidade de diesel. A Acelen, do fundo Mubadala Capital, dos Emirados Árabes Unidos, planeja seguir investindo nos próximos anos na refinaria, que chegou a ser objeto de interesse da Petrobras para uma eventual recompra pela estatal, no governo de Luiz Inácio Lula da Silva.”
Fonte: Valor Econômico; 27/02/2026
Política
ANP conclui regulamentação de biometano
“A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou, na reunião desta sexta-feira (27/2), dois itens da agenda de regulamentação do biometano: a individualização das metas anuais para produtores e importadores de gás natural e o Certificado de Garantia de Origem de Biometano (CGOB), ambos sob a relatoria do diretor Pietro Mendes. Conforme antecipado pelo eixos pro, serviço exclusivo para empresas da agência eixos, a ANP mudou o seu entendimento e aumentou o universo de supridores de gás natural obrigados a comprar CGOBs, para fins de comprovação da política de incentivo ao biometano prevista na lei do Combustível do Futuro. A minuta aprovada estende o rol de partes obrigadas para toda “pessoa jurídica, proprietária do gás natural que venha a ser efetivamente produzido, quer associado ou não ao petróleo” Contempla, assim, autoprodutores, importadores, autoimportadores e todos os produtores – “concessionários, cessionários e os contratados dos contratos de partilha”, excluída a gestora do gás natural da União, no caso, a PPSA. Ficam excluídas da parte obrigada pequenos produtores ou importadores – empresas que produzam ou importem até 160 mil m³/dia na média anual. A isenção é prevista na lei.”
Fonte: Eixos; 27/02/2026
Regiões produtoras de carvão tentam garantir competitividade no Redata
“Enquanto aguarda uma decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União/AP) para entrar na pauta de votações, o projeto que cria o Regime Especial de Tributação para Data Centers (Redata) ganhou uma emenda voltada às regiões carboníferas do Sul. A proposta busca equiparar esses territórios às regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste no acesso a benefícios do regime, que tem entre suas condições a contratação de energia “limpa ou renovável”. O projeto de lei que institui o Redata foi aprovado pela Câmara dos Deputados na madrugada de quarta-feira (25/2), após ser reapresentado como PL 278/2026 para substituir a medida provisória do governo que perdeu validade no mesmo dia. A expectativa era que o texto fosse analisado rapidamente pelos senadores, mas o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, decidiu adiar a votação, frustrando o governo e representantes de empresas de tecnologia que acompanhavam a sessão. Na quinta (26/2), o senador Esperidião Amin (PP/SC) apresentou emenda para incluir explicitamente as regiões carboníferas da Região Sul entre as áreas com compromissos reduzidos para habilitação ao regime.”
Fonte: Eixos; 27/02/2026
Internacional
Empresas
GKN cancela planos para fábrica de ímãs em retrocesso para os objetivos europeus de terras raras
“A GKN Powder Metallurgy abandonou os planos de produzir ímãs permanentes de terras raras na Europa, disseram três fontes com conhecimento do assunto, destacando a dificuldade da região em criar uma indústria doméstica de terras raras capaz de competir com a produtora dominante, a China. A China controla 90% da produção de terras raras processadas e 70% da produção de mineração. A Europa tem sido criticada por ficar atrás dos EUA ao oferecer apoio financeiro a projetos para desenvolver seus próprios suprimentos. Os planos da PM da GKN para fabricar ímãs de terras raras – usados em veículos elétricos, eletrônicos e aplicações de defesa – foram abandonados no final do ano passado antes da finalização de uma aquisição por um fornecedor automotivo dos EUA, pois era considerado uma atividade não central com perspectivas de lucro incertas, disse uma das fontes. Uma segunda fonte disse que a GKN estava avaliando o que fazer com uma planta piloto de ímãs que construiu e avaliando opções. As fontes recusaram ser identificadas porque a informação não havia sido divulgada. O PM do GKN recusou-se a comentar.”
Fonte: Reuters; 27/02/2026
Política
Ministério alemão planeja acabar com os subsídios para pequenos sistemas solares
“O ministério da economia da Alemanha planeja acabar com os subsídios para sistemas solares menores, como painéis de telhado, de acordo com um projeto de lei visto pela Reuters, apontando para a redução dos preços das novas células solares e a iniciativa do governo para conter os custos de energia. “Subsídios para sistemas com capacidade instalada de até 25 quilowatts serão descontinuados”, diz o projeto de lei. O ministério liderado por conservadores argumenta que esses sistemas muitas vezes são economicamente viáveis sem subsídios, desde que produtores – muitas vezes proprietários privados – usem grande parte da eletricidade que produzem. Aqui estão alguns detalhes: Um porta-voz do ministério na sexta-feira não comentou diretamente o que chamou de vazamento, mas disse que o ministério está trabalhando em novas regras e espera que elas possam ser discutidas pelo governo até o final de março; “Pouca atenção foi dada à eficiência de custos e à segurança do fornecimento no sistema energético”, disse o porta-voz; Apesar das mudanças propostas, o ministério reafirmou a meta da Alemanha de aumentar a participação da eletricidade gerada a partir de energias renováveis para 80% do consumo bruto de eletricidade até 2030, acima de cerca de 55% no ano passado; Assumindo que o gabinete apoie o plano, o parlamento teria que aprovar o projeto para que as novas regras entrassem em vigor.”
Fonte: Reuters; 27/02/2026
Boom solar na China ajuda as emissões de energia a caírem levemente em 2025
“As emissões da China provenientes de energia e indústria caíram ligeiramente no ano passado, após um boom solar ajudar a suprir uma parte maior das crescentes necessidades energéticas, segundo estatísticas oficiais, dando continuidade a uma tendência iniciada no ano anterior. Os dados divulgados no fim de semana mostraram uma queda de 0,3% nas emissões de energia e indústria durante 2025. Isso ocorreu em um contexto mais amplo de um aumento de 3,5% no consumo total de energia. Os números preparam as bases para o apoio contínuo de Pequim às indústrias de renováveis e tecnologia limpa quando ela assinar seu plano quinquenal em uma reunião na próxima semana. A participação total de toda a geração de energia limpa em 2025 atingiu 40%, aumentando em relação aos 37% do ano anterior, impulsionada principalmente pela energia solar, que superou a geração eólica. Aumentos menores vieram da hidrelétrica e da energia nuclear.”
Fonte: Financial Times; 01/03/2026
“Aumentar a produção na Europa pode reduzir a diferença de custos entre as baterias fabricadas na UE e as vindas da China para cerca de 30%, ante os atuais 90%, informou o grupo de campanha de transporte e meio ambiente T&E em um relatório na segunda-feira, e instou a UE a apoiar o setor com seus planos “Made in Europe”. O executivo da UE está prestes a propor sua “Lei do Acelerador Industrial” na quarta-feira, com exigências para priorizar produtos fabricados localmente quando recursos públicos forem utilizados. Ele foi projetado para abranger “setores estratégicos-chave”, incluindo baterias, energia solar e eólica, fabricação de hidrogênio, energia nuclear e veículos elétricos. Algumas montadoras afirmaram que os requisitos de conteúdo local tornariam as baterias proibitivamente caras e prejudicariam a competitividade de seus modelos. O relatório da T&E afirmou que a melhoria da eficiência da fabricação, especialmente por meio de taxas de sucata mais baixas, bem como conhecimento de mão de obra e automação, pode reduzir a diferença de custos para US$ 14 por quilowatt-hora em 2030, ante um potencial US$ 41.”
Fonte: Reuters; 27/02/2026
A Itália inicia conflito com Bruxelas sobre os custos do carbono
“O governo da primeira-ministra italiana Giorgia Meloni está caminhando para um confronto com Bruxelas sobre um pilar fundamental do pacto verde da UE, após Roma propor cortar as contas de energia reduzindo os custos de carbono dos preços de atacado da eletricidade. O governo de Meloni tem sofrido forte pressão das indústrias italianas para reduzir os preços persistentemente altos da energia no país, que os fabricantes reclamam terem corroído sua competitividade. Para enfrentar o problema, Roma busca reformar o mercado de eletricidade do país, transferindo o ônus de pagar as licenças da UE para emitir carbono das usinas a gás para os consumidores. Roma afirma que isso deve reduzir as contas, já que a forma mais cara de geração de eletricidade, geralmente o gás, atualmente define o preço para todas as empresas, mesmo que estejam produzindo energia renovável e não precisem comprar licenças. Esses fatores representam até um quarto do preço atacadista da eletricidade.”
Fonte: Financial Times; 01/03/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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