IBOVESPA +1,40% | 191.490 Pontos
CÂMBIO +0,09% | 5,16/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de terça-feira em alta de 1,4%, aos 191.490 pontos, renovando máximas históricas. O índice foi beneficiado pelo fechamento da curva de juros, especialmente nas pontas mais longas, além do forte desempenho da Petrobras (PETR4, +2,5%).
Entre os destaques positivos do dia estiveram ações mais sensíveis à dinâmica de juros, como Vamos (VAMO3, +6,4%), Natura (NATU3, +6,4%) e Yduqs (YDUQ3, +6,2%). Na ponta negativa, Minerva (BEEF3, -4,4%) recuou após analistas da XP rebaixarem a recomendação da companhia de compra para neutro.
Para o pregão de quarta-feira, no cenário internacional, todos os olhos estarão voltados para a divulgação do balanço da Nvidia, além dos resultados de Blackstone, Lowe’s e Salesforce. No Brasil, os destaques da temporada de resultados de hoje serão Copel, Engie Brasil, Intelbras, Nubank e WEG.
Renda Fixa
Os juros futuros dos EUA fecharam a terça‑feira sem direção única, influenciados pelo anúncio de tarifas globais de 10% pelo governo Trump, pela expectativa para o discurso do Estado da União de Trump e por comentários de dirigentes do Fed sobre inflação e mercado de trabalho, enquanto o leilão de US$ 69 bilhões em T‑Notes de 2 anos teve demanda em linha com a média recente. A T‑Note de 2 anos subiu para 3,46% (+4 bps), a de 10 anos ficou estável em 4,03% (0 bps) e o T‑Bond de 30 anos caiu a 4,69% (‑1 bp).
No Brasil, os juros futuros recuaram principalmente na ponta longa, que renovou os menores níveis do ano após um leilão de NTN‑B com forte demanda. O DI jan/27 fechou em 13,24% (‑1 bp), o DI jan/29 em 12,57% (‑3 bps) e o DI jan/31 em 12,99% (‑6 bps).
Mercados globais
Nesta quarta-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,2%; Nasdaq 100: +0,2%). Na véspera, os índices reagiram positivamente ao alívio nas preocupações com disrupção provocada por IA. O movimento foi liderado por uma alta de quase 9% da AMD, após anúncio de parceria plurianual com a Meta para fornecimento de GPUs para data centers de IA. O foco agora se volta para Nvidia, cujos números e guidance serão determinantes para o sentimento em tecnologia, em meio a questionamentos sobre valuations e capex em IA. Investidores também repercutem o discurso do Estado da União de Trump, que reiterou preferência por solução diplomática com Teerã, embora mantenha a retórica firme sobre comércio e tarifas.
Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: +0,5%), com alívio após a implementação de tarifa universal de 10% pelos EUA, abaixo dos 15% inicialmente ameaçados. No corporativo, a Diageo cai 6% após reduzir dividendos e cortar projeções para 2026, citando fraqueza na demanda na América do Norte e China. Já o HSBC reportou lucro antes de impostos de US$ 29,9 bilhões, acima das estimativas.
Na China, os mercados fecharam no positivo (CSI 300: +0,6%; HSI: +0,5%), acompanhando o rali de tecnologia nos EUA. No restante da Ásia o movimento foi similar, onde o Nikkei renovou máxima histórica (+2%), enquanto o Kospi superou pela primeira vez os 6.000 pontos (+1,9%).
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a terça‑feira com alta de 0,07%, influenciado pelo fechamento da curva de juros, especialmente nas pontas mais longas. A alta foi puxada sobretudo pelos Fundos de Fundos, que avançaram 0,35%. Além disso, do lado positivo, os Fundos de Papel e os Fundos Multiestratégia também registraram avanços, de 0,13% e 0,07%, respectivamente.
Já os Fundos de Tijolo ficaram praticamente estáveis, com desempenhos mistos entre os subsegmentos. Os Fundos de Ativos Logísticos e de Lajes Corporativas apresentaram altas de 0,11% e 0,09%, enquanto os Fundos de Shoppings recuaram 0,23%.
Entre as maiores altas do dia, destacaram‑se TOPP11 (+2,9%), URPR11 (+2,7%) e VGIP11 (+1,7%). No campo negativo, as principais baixas foram GZIT11 (-1,9%), TGAR11 (-1,6%) e TRBL11 (-0,7%).
Economia
A confiança do consumidor nos Estados Unidos se recuperou acima do esperado, puxado principalmente pela percepção de melhora nos indicadores de expectativas, principalmente de mercado de trabalho, enquanto o indicador de situação atual recuou levemente. No Brasil, dados do balanço de pagamentos mostraram aumento no déficit em conta corrente em janeiro, puxado principalmente por remessas de lucros e dividendos ao exterior. Apesar disso, o investimento estrangeiro direto continuou bastante elevado e financiando boa parte do déficit em transações correntes. Esperamos que o déficit em conta corrente se mantenha patamar elevado este ano (projeção de 3,0% do PIB). Já a arrecadação tributária federal mostrou avanço de 3,6% ante o mesmo mês do ano passado em termos reais, puxada principalmente por tributos relacionados ao mercado de trabalho. Avaliamos que a arrecadação deve continuar a crescer acima do PIB neste ano devido à entrada em vigor de medidas de aumento de arrecadação.
Na agenda do dia, termos a divulgação da leitura final do CPI de janeiro para a Zona do Euro. A expectativa é de alta de 1,7% A/A no índice cheio e de 2,2% A/A no núcleo, o que representa uma desaceleração em relação ao mês de dezembro e pode abrir espaço para novos cortes de juros na região. No Brasil, conheceremos o resultado primário do governo central de janeiro, para o qual temos expectativa de superávit de R$ 90,3 bilhões, pouco acima do registrado no ano passado. Além disso, teremos dados de crédito, incluindo saldo total da carteira e inadimplência de pessoas físicas.
Veja todos os detalhes
Economia
Resultado primário do governo central e CPI da Zona do Euro são os destaques de hoje
- A confiança do consumidor nos EUA se recuperou mais do que o esperado em fevereiro, em meio a uma melhora na percepção das famílias sobre o mercado de trabalho. O Conference Board informou que seu índice de confiança do consumidor subiu 2,2 pontos, para 91,2 neste mês, bem acima da previsão dos economistas de 87,0. O Índice da Situação Atual continuou em queda, já que a visão líquida sobre as condições de negócios atuais recuou 0,7%, enquanto os três componentes do Índice de Expectativas avançaram levemente em fevereiro: as expectativas para as condições de negócios e do mercado de trabalho em seis meses ficaram menos negativas, e as expectativas de renda se tornaram mais positivas;
- O déficit em conta corrente do Brasil se ampliou para US$ 8,4 bilhões em janeiro de 2026, acima das expectativas, embora o déficit em 12 meses tenha recuado para 2,92% do PIB. A balança comercial permaneceu superavitária (US$ 3,5 bilhões), com exportações e importações recuando na comparação anual, enquanto o déficit em serviços diminuiu levemente. O déficit em renda primária aumentou devido ao crescimento das remessas de lucros e dividendos. Pelo lado financeiro, os ingressos de IED (Investimento Estrangeiro Direto) voltaram a crescer, chegando a US$ 8,2 bilhões, superando as projeções e retomando a tendência de alta observada no ano passado, levando o IED em 12 meses a 3,42% do PIB e financiando parcialmente o déficit externo. Olhando à frente, espera-se que a maior demanda doméstica mantenha o déficit em conta corrente em patamar elevado (projeção de 3,0% do PIB em 2026), apesar do viés de alta para exportações e do IED robusto — especialmente em data centers e minerais críticos — de modo que o déficit externo ainda elevado exigirá monitoramento atento;
- A arrecadação federal no Brasil se manteve sólida em janeiro, atingindo R$ 325,8 bilhões — alta de 3,6% em termos reais. O aumento foi impulsionado principalmente pelas contribuições previdenciárias, ainda robustas e refletindo um mercado de trabalho aquecido, e pelo forte crescimento do imposto de renda retido na fonte sobre ganhos de capital, sustentado por juros elevados. Apesar de uma leve desaceleração em relação à média de 2025, a composição das receitas indica resiliência e uma expansão mais disseminada, em especial nos tributos ligados ao trabalho e no PIS/Cofins. À frente, o crescimento da receita tributária tende a desacelerar gradualmente à medida que a atividade e a inflação arrefecem, mas ainda deve superar o crescimento do PIB em 2026 graças às novas medidas de aumento de receita;
- A agenda internacional desta quarta-feira traz como destaque a leitura final do CPI da Zona do Euro para janeiro. O consenso de mercado aponta para alta de 1,7% A/A no índice cheio e de 2,2% A/A no núcleo, indicando desaceleração em relação à leitura de dezembro (1,9% A/A e 2,3% A/A) e podendo abrir espaço para novos cortes de juros. Na agenda doméstica, teremos a divulgação do resultado de janeiro do governo central, para o qual esperamos um superávit de R$ 90,3 bilhões, além dos dados de crédito — incluindo saldo total da carteira e inadimplência de pessoas físicas.
Empresas
LWSA (LWSA3): Execução sólida e múltiplos atrativos criam um ponto de entrada interessante
- Estamos fazendo upgrade de LWSA para BUY, com novo preço-alvo de R$ 5,00, implicando ~45% de upside.
- Atualizamos o modelo após sinais mais claros de melhora operacional e disciplina na alocação de capital;
- No operacional, vemos avanço consistente em Commerce, que já representa 75% da receita e 73% do EBITDA. A receita ex-Squid voltou a acelerar em dois dígitos e o attach rate mostrou inflexão ao longo de 2025. Em Subscriptions, há aceleração de novos clientes e melhora de ARPU, refletindo melhor go-to-market e maior adoção de serviços integrados;
- No Ecossistema, GMV saudável e espaço relevante para aumento de penetração de TPV e serviços financeiros;
- Em capital allocation, a dinâmica mudou. Desde 2024, a companhia já devolveu cerca de R$ 400 milhões aos acionistas, aproximadamente 20% do market cap atual, via dividendos, buybacks e redução de capital. O foco saiu de M&A e migrou para execução no core e retorno de caixa;
- Em valuation, o papel negocia a ~11x e ~9,6x P/E 26-27, cerca de 1 desvio padrão abaixo da média dos últimos 3 anos, com ~8% de FCF yield. Vemos desconto relevante frente a pares globais, mesmo com expansão de margem e crescimento de FCF em duplo dígito;
- Além disso, permanece a opcionalidade de monetização do BeOnline/SaaS, que pode destravar valor adicional;
- Após o recente selloff global de software, entendemos que o risco-retorno ficou mais assimétrico. Com melhora de execução, geração de caixa crescente e múltiplos comprimidos, ficamos mais construtivos.
- Clique aqui para acessar o relatório completo
TIM (TIMS3): Novo Guidance para 2026: cenário operacional estável e dividendos mais altos
- A TIM divulgou hoje seu plano estratégico atualizado com guidance para 2026.
- A companhia projeta crescimento de ~5% em receita de serviços e de 6–8% em EBITDA no ano, com capex entre R$ 4,4–4,6 bi, mantendo a tendência de queda de intensidade de investimentos e sem sinal de pressão adicional de capex;
- Do ponto de vista operacional, os números vêm em linha: crescimento moderado de top line, próximo à inflação, e continuidade de expansão de margem;
- O principal destaque está na remuneração ao acionista: a TIM agora indica para 2026 um retorno total de R$ 5,3–5,5 bi (incluindo qualquer evento relacionado ao ano), acima da referência anterior de ~R$ 4,6 bi/ano para o ciclo 2025–27;
- Aos preços atuais, isso implica um dividend yield em torno de 8%, reforçando o apelo do papel sob a ótica de retorno em caixa. Na nossa visão, o novo nível de remuneração reflete confiança da gestão na geração sustentável de FCF e na disciplina de balanço.
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
JBS (JBSS32) | Um trimestre decente
- Estamos projetando um trimestre decente para a JBS, de modo geral em todas as divisões;
- Os destaques devem ser JBS Brasil e JBS Austrália, com forte expansão de adj. EBITDA A/A impulsionada por preços robustos e maiores volumes, apesar de uma compressão sequencial de margem;
- Esperamos que Seara seja o ponto negativo devido a bases de comparação difíceis, embora projetemos que supere os pares com expansão de margem T/T por sazonalidade e melhores ganhos com exportações. No consolidado, projetamos receita de BRL 129.6bn (+11% A/A e +5% T/T) e adj. EBITDA de BRL 8.9bn (-17% A/A e -10% T/T) – XPe US Comp adj. EBITDA de USD 1.3bn;
- Em um trimestre marcado por liberação sazonal de capital de giro, particularmente em US Beef e Pork, projetamos FCF em BRL 3.8bn.
- Link: https://conteudos.xpi.com.br/acoes/relatorios/jbs-jbss32-um-trimestre-decente/
Mercado Libre (MELI): Forte crescimento de receita, mas EBIT abaixo do esperado por maiores provisões
- Mercado Libre reportou resultados mistos no 4T, com forte desempenho de receita, mas EBIT abaixo das expectativas devido a maiores despesas de marketing e provisões;
- O crescimento da linha de receita permaneceu sólido, com aceleração no Brasil e no México e desaceleração prevista na Argentina, enquanto a margem EBIT foi pressionada pelos investimentos estratégicos de longo prazo da companhia, como marketing, frete grátis, 1P, CBT e expansão do crédito;
- A empresa também apresentou diversas métricas operacionais que reforçam, em nossa visão, que a estratégia está no caminho correto, como maior frequência de compra, aumento da retenção de usuários, menores custos de envio (-11% a/a), aceleração do crescimento de assinantes MELI+ e níveis recorde de baixa inadimplência;
- Destacamos também que cerca de 2/3 do desvio negativo de EBIT veio de maiores provisões decorrentes da aceleração da carteira de crédito, o que vemos como um efeito negativo de curto prazo, porém sustentado por métricas saudáveis. Mantemos recomendação de Compra;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
C&A (CEAB3): Um 4T fraco, como esperado; desaceleração da receita e pressão na margem EBITDA
- C&A reportou resultados fracos, porém em linha com nossas expectativas, no 4T;
- Em vestuário, a companhia apresentou desaceleração na receita, principalmente por efeitos climáticos, ambiente promocional mais intenso e maior nível de rupturas em produtos de entrada. Isso, combinado ao fim da operação de eletrônicos e menor receita do C&A Pay devido à concessão de crédito mais restrita, levou à queda da receita (-3%), pressionando a margem EBITDA por desalavancagem operacional;
- Acreditamos que tais dinâmicas eram amplamente esperadas. Apesar do trimestre fraco, não acreditamos que isso altere a tese estrutural de execução consistente e historicamente bem-sucedida da C&A;
- Indicadores iniciais de desempenho do 1T devem ser foco na teleconferência de resultados. Mantemos recomendação de Compra;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
GPA (PCAR3): 4T fraco; continuidade operacional em risco
- GPA reportou resultados tímidos no 4T, com receita pressionada por demanda fraca e inflação de alimentos contida, mas com expansão de margem bruta e EBITDA por eficiências operacionais;
- A dinâmica de geração de caixa segue preocupante, com o fluxo de caixa livre de 2025 consumido por elevados resultados financeiros;
- Investidores devem focar na inclusão do “risco de continuidade operacional” nas notas explicativas, dado que o GPA reportou capital de giro líquido negativo de ~R$1,2 bi, decorrente principalmente de R$1,7 bi em dívidas a pagar em 2026, enquanto continua gerando prejuízo líquido. Com isso, a nota traz incerteza quanto à sua continuidade operacional da companhia. Para lidar com a situação, a empresa trabalha na gestão de passivos e monetização de créditos tributários;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
ISA Energia (ISAE4): Resultados 4T25
Resultados Operacionais Amplamente em Linha
- A ISA Energia reportou resultados operacionais do 4T25 amplamente em linha;
- A companhia divulgou um EBITDA de R$ 854 milhões, 2% abaixo da projeção da XP (XPe), explicado principalmente pela redução pontual de Parcela de Ajuste (PA) e Parcela Variável (PV) observada na receita da companhia no trimestre (-R$ 52 milhões, ou -4% da receita XPe), enquanto despesas PMSO melhores que o esperado (10% abaixo de XPe) ajudaram a compensar parcialmente a frustração de receita;
- Além disso, destacamos que o lucro líquido reportado de R$ 329 milhões ficou abaixo de nossas estimativas, principalmente devido ao fato de termos estimado que o benefício fiscal diferido dos pagamentos de IoC seria capturado integralmente no 4T, enquanto a ISA já havia apropriado parte desse efeito no 3T25;
- No geral, esperamos uma reação neutra do mercado aos números divulgados.
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Santander (SANB11): Ainda há potencial de valorização
- Em 26 de fevereiro, o Santander Brasil divulgou os resultados do 4T25 e do ano de 2025.
- Embora os números tenham vindo amplamente em linha com nossas estimativas, estamos aproveitando a oportunidade para refinar nossas projeções;
- Apesar de esperarmos um crescimento mais conservador da carteira de crédito e continuidade da pressão sobre a NII de Mercado, projetamos um NIM ligeiramente maior para 2026, principalmente impulsionado pela melhora no custo de funding;
- Em relação ao custo do risco, antecipamos que o banco continuará crescendo por meio de um mix de carteira conservador, focado em linhas de crédito com garantia, efeito que deve ser parcialmente compensado, no curto prazo, pela deterioração da qualidade de crédito, em especial em SMEs.
- Ainda assim, o crescimento da receita deve ser suficiente para sustentar a alavancagem operacional em curso, resultando em crescimento de lucro líquido em dígito duplo baixo no ano;
- Embora não vejamos catalisadores claros de curto prazo para a tese, reiteramos nossa recomendação de Compra, dado que as units SANB11 são negociadas a 1,3x P/B 2026, apesar de um ROE estrutural projetado de 20%, bem acima do custo de capital próprio (Ke);
- Também enxergamos o Santander como um pagador de dividendos atrativo, com dividend yield (DY) esperado de 8,6% para o final de 2026. Incorporando as novas projeções e um Ke menor, nossa estimativa de valor justo para o final de 2026 sobe para R$ 44,0/unit (de R$ 37,0/unit), implicando potencial de alta de aproximadamente 25% em relação aos níveis atuais;
- Clique aqui para acessar o relatório completo
BR Partners (BRBI11): Retomada da atividade com espaço para reprecificação
- A BR Partners (BRBI11) divulgou os resultados do 4T25 e do ano de 2025 em 26 de fevereiro.
- Embora os números tenham vindo amplamente em linha com nossas expectativas, estamos aproveitando a oportunidade para atualizar nossas estimativas de forma a refletir: (i) os resultados mais recentes; (ii) um equity risk premium ligeiramente menor; e (iii) as premissas macroeconômicas mais recentes;
- Para 2026, esperamos uma recuperação mais consistente da atividade de mercado de capitais, em linha com os primeiros sinais observados em dez/25. A melhora esperada deve ser impulsionada por uma melhor conversão do pipeline de M&A, pelo forte momentum ainda observado no segmento de soluções de capital (restructuring) e por um ritmo robusto de emissões de dívida;
- Incorporando esses fatores, nosso preço-alvo para o final de 2026 subiu para R$ 26,0/unit (de R$ 21,0/unit). Nosso novo preço-alvo implica um potencial de alta de aproximadamente 33%, o que nos leva a manter nossa recomendação de Compra;
- Vale destacar que, desde nossa última atualização, a liquidez das units aumentou de forma significativa, com o volume médio diário negociado (ADTV) passando de cerca de R$ 4 mi para ~R$ 6 mi, em grande parte como resultado dos esforços de listagem de ADRs na Nasdaq e da melhora das perspectivas para o segmento em 2026;
- Clique aqui para acessar o relatório completo
Iguatemi (IGTI11): Expansão sólida de receita motivada pelo crescimento das vendas
- A Iguatemi divulgou resultados positivos para o 4T25, em linha com nossas expectativas. Operacionalmente, as vendas dos lojistas cresceram +12,8% A/A, ajudadas por (i) SSS de 5,9%, (ii) SAS sólido de 8,4%, (iii) aumento nas vendas por m² (+7% A/A);
- Embora a ocupação tenha diminuído 100 pontos base A/A, os custos de ocupação também diminuíram -0,1 p.p. e a inadimplência líquida em -3,5%, continuaram a indicar uma condição saudável dos lojistas e espaço para aumento de aluguel. A receita líquida superou nossos números (+4% vs Xpe) e cresceu 11% A/A, impulsionada por (i) forte aluguel variável, (ii) aumento das taxas de administração e (iii) expansão robusta do varejo. O FFOPS continuou pressionado pelas despesas financeiras, caindo -8% A/A, para R$ 0,67/ação;
- A alavancagem financeira atingiu 1,88x (+0,4x em relação ao trimestre anterior), refletindo a menor posição de caixa no trimestre (-4,6% em relação ao trimestre anterior). Mantemos nossa recomendação de compra e reiteramos a Iguatemi como nossa principal escolha entre as empresas de propriedades de renda;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Principais notícias dos setores
Nestas publicações diárias, trazemos as principais notícias nacionais e internacionais dos setores: Financeiro, Varejo (e-commerce, supermercados, lojas de roupa, farmácias, etc.), Agro, Alimentos e Bebidas, Energia (óleo & gás e elétricas) e Saúde.
- Mineração & Siderurgia: Sinais cautelosos emergindo para o setor de aço no brasil, segundo a Gerdau
- Gerdau reportou resultados neutros no 4T25 e destacou durante seu conference call um ambiente ainda fraco no Brasil, contrastando com o desempenho sólido esperado na América do Norte.
- Management antecipa alívio de margem no Brasil a partir dos investimentos em Miguel Burnier no 2S26E, enquanto mantém o foco em desinvestimentos non‑core, ganhos de competitividade e aceleração de buybacks.
- Enquanto isso, a Vale atualizou o plano de capex de seus projetos de cobre e introduziu sensibilidades de FCFE, destacando uma contribuição esperada de ~US$1,1 bilhão de Base Metals em 2026E e um FCFE yield consolidado de ~7,0–8,5%.
- Os preços do ouro subiram +6% S/S, com entradas em ETFs de +3 toneladas na semana de 20 de fevereiro, impulsionadas por fluxos da América do Norte.
- Em relação aos dados recentes do setor, observamos que (i) os preços do minério de ferro recuaram ‑1% S/S, com estoques portuários na China estáveis S/S; e
- (ii) os preços de bobina quente e vergalhão ficaram estáveis S/S no Brasil, com a paridade do aço plano em +22% e a paridade do aço longo em ‑6% para o vergalhão turco, enquanto importações de aço do Egito (isentas de tarifas de importação) sugerem paridade em +5%.
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
- Mineração e Siderurgia: Momentum de antidumping em meio a uma demanda aparente mais fraca em Jan’26
- O sentimento no setor de aço no Brasil permanece misto, com demanda aparente mais fraca tanto para produtos planos quanto longos no início de 2026E, com uma leitura relativamente melhor para os produtos de aço plano;
- Com medidas antidumping já vigentes para pré‑pintado, bobina fria e galvanizado (a investigação de bobina quente deve ser concluída entre Jun–Jul’26), vemos potenciais ajustes de preços à frente principalmente impulsionados por esses mecanismos de defesa, com uma recuperação gradual da atividade à medida que as taxas de juros recuam;
- Por outro lado, o aço longo permanece mais pressionado pela demanda fraca e pelos ramp-ups de capacidade, apesar de algum espaço para aumentos seletivos de preços;
- De forma geral, mesmo que as importações migrem parcialmente para origens alternativas, ainda esperamos que a implementação de antidumping dê suporte à recuperação de preços e rentabilidade nos próximos meses;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
- Construtoras de alta renda: Equilibrando oferta e demanda e ajustando o ritmo de crescimento
- No 4T25, esperamos resultados positivos para as construtoras residenciais , embora com alguma volatilidade. No segmento de baixa renda, a sólida conversão da carteira de pedidos e a produção resiliente devem sustentar um forte crescimento das receitas (média de +32% a/a), com tendências mistas na margem líquida. TEND deve liderar com um lucro líquido de +288% em relação ao ano anterior, seguida pela CURY (+57%) e PLPL (+40%). A DIRR deve reportar um crescimento sólido (+31% a/a), enquanto a MRV deve apresentar o resultado mais pressionado;
- No segmento de renda média, a receita deve permanecer mista, refletindo diferenças na conversão da carteira de pedidos e no avanço do PoC. A MDNE deve ser o destaque, com a maior expansão do resultado líquido (+125% a/a), enquanto a Cyrela deve apresentar resultados positivos, com um crescimento do lucro líquido de 9% a/a. A EZTEC, no entanto, deve ser o ponto fraco, dado o progresso limitado da construção, prejudicando o reconhecimento da receita (-33% a/a);
- Mantemos nossa preferência por nomes de baixa renda, com a CURY3 como nossa principal escolha;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- GPA fala em ‘incerteza relevante’ sobre ‘continuidade operacional’ da empresa (Valor Econômico);
- Queda do dólar pode dificultar luta contra aço importado, diz Gerdau (Valor Econômico);
- Cosan, Shell e BTG avançam em negociações para injetar capital na Raízen (O Globo);
- Nova versão de projeto para capitalização do BRB após caso Master prevê até R$ 6,6 bi em empréstimos (Valor Econômico);
- Clique aqui para acessar o clipping.
Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- IFIX sobe 0,07% e encosta na máxima de 52 semanas (Suno);
- FIIs de varejo alimentar e logística mantêm vacância abaixo de 3% em 2026 (FIIs);
- InfoMoney lança ferramenta gratuita para investidores de FIIs (InfoMoney);
- Clique aqui para acessar o relatório.
- ETFs: confira as principais notícias dos índices e movimentos setoriais
- Itaú Asset lança quatro novos ETFs para complementar estratégias de renda fixa: A Itaú Asset lançou quatro novos ETFs de renda fixa — incluindo o 5PRE11, focado em títulos prefixados de duration de 5 anos, e os TD3511, TD5011 e TD6011, atrelados ao Tesouro IPCA+ — ampliando sua prateleira para 34 produtos e oferecendo alternativas mais longas para investidores que buscam capturar ciclos de queda de juros. (Estadão);
- O que explica o boom dos ETFs de renda fixa no Brasil? Veja oportunidades e barreiras: O patrimônio dos ETFs no Brasil quase dobrou em pouco mais de um ano — de R$ 46,4 bi para R$ 90,2 bi — impulsionado sobretudo pelos ETFs de renda fixa, favorecidos pela mudança na tributação dos fundos exclusivos; segundo Danilo Gabriel e Leonardo Vasques, gestores da XP Asset, esse movimento abriu uma “oportunidade geracional” para produtos atrelados a juros e inflação, embora a indústria ainda enfrente baixa penetração e desafios de adoção. (Infomoney);
- US retail investors fuel surge in leveraged ETF trading, study shows: A new study reveals that nearly 90% of all trading in U.S. leveraged single‑stock ETFs is driven by retail investors, propelling rapid growth in these highly speculative products even as regulators resist approving more aggressive leveraged offerings. (Reuters);
- Bitcoin Break-Even Trap Is Killing Every Rally as Buyers Strike: Bitcoin’s rallies keep failing as nearly half of all circulating coins sit below their holders’ cost basis, creating a “break‑even trap” in which underwater investors sell into every bounce, draining buying momentum and preventing any sustained recovery. (Bloomberg).
ESG
Deputados aprovam o parecer do projeto de lei do Redata para incentivo a datacenters | Café com ESG, 25/02
- O mercado fechou o pregão de terça-feira em território positivo, com IBOV e o ISE avançando 1,40% e 1,71%, respectivamente;
- No Brasil, a Câmara do Deputados aprovou, por votação simbólica na madrugada desta quarta-feira, o parecer do deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) ao projeto de lei do Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter, o Redata – a proposta segue agora para o Senado, onde precisa ser votada até as 23h59 desta quarta, já que à meia-noite caduca a medida provisória que trata da matéria;
- No internacional, (i) os planos da Índia para fortalecer sua posição no mercado solar dos EUA enfrentam um revés após Washington impor tarifas compensatórias pesadas sobre células solares e painéis enviados de alguns polos asiáticos – o Departamento de Comércio dos EUA determinou ontem que fabricantes que atuam na Índia, Indonésia e Laos se beneficiaram de um amplo apoio estatal que distorceu a concorrência nos mercados de energia limpa mais atraentes do mundo; e (ii) o principal lobby empresarial da União Europeia instou o bloco a manter permissões de carbono gratuitas para indústrias, aumentando a pressão sobre os agentes que preparam uma grande reformulação do mercado de carbono da UE – Bruxelas está redesenhando o Sistema de Comércio de Emissões da UE, que tem sofrido crescente pressão política de líderes preocupados com a competitividade debilitada da Europa, com alguns governos pedindo um corte no preço do ETS ou até mesmo uma pausa no sistema;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.

Se você ainda não tem conta na XP Investimentos, abra a sua!
![YA_2026_Banner_Intratexto_-_download[1]](https://conteudos.xpi.com.br/wp-content/uploads/2025/12/YA_Banner_Intratexto_-_download1.jpg)
