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Trump anuncia projeto de US$ 12 bi para formação de reserva de minerais críticos | Café com ESG, 03/02

EUA anunciam projeto para reserva de minerais críticos; sucesso na coleta de um montante que se acredita ser de terras raras no Japão.

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado fechou o pregão de segunda-feira em território positivo, com IBOV e o ISE avançado 0,79% e 1,03%, respectivamente.

• No Brasil, o BNDES divulgou ontem que já aprovou R$ 1,3 bilhão do programa BNDES Renovação da Frota – a iniciativa faz parte do Move Brasil, programa de mobilidade verde lançado pelo governo federal em janeiro de 2026, que apoia a aquisição de caminhões novos, mais eficientes e menos poluentes, e seminovos que atendam a requisitos ambientais do Proconve 7.

• No internacional, (i) o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou, nesta segunda-feira, um projeto para criar uma reserva americana de minerais críticos de US$ 12 bilhões – segundo ele, a reserva terá US$ 10 bilhões de financiamento do Banco de Exportação e Importação dos Estados Unidos e US$ 2 bilhões do setor privado; e (ii) o Gabinete do Governo do Japão e a instituição nacional de pesquisa marinha do país anunciaram que coletaram com sucesso um montante de lama que se acredita conter elementos de terras raras a 6 mil metros de profundidade no Oceano Pacífico, perto da remota ilha de Minamitorishima.

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Gostou do conteúdo, tem alguma dúvida ou quer nos enviar uma sugestão? Basta deixar um comentário no final do post!

Brasil

Ibama restabelece programa de adesão à conversão de multas ambientais

“O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) restabeleceu o procedimento de adesão à conversão de multas ambientais, mas restringiu a medida à modalidade direta, na qual o próprio autuado implementa e realiza serviços de preservação, melhoria e recuperação do meio ambiente. A decisão consta em portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU), desta segunda-feira (2). O programa de conversão de multas foi temporariamente suspenso, em agosto do ano passado, para adequação às contestações apresentadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Procurado pelo Valor, o Ibama afirmou que a portaria “amplia e aperfeiçoa o arranjo institucional para a conversão direta de multas ambientais”. As conversões permitem encerrar o processo administrativo por meio da substituição de multa administrativa por projetos ambientais. Até então, o processo era dividido em duas modalidades: direto e indireto (quando os projetos são executados por terceiros). Com a nova regra, apenas a conversão direta será autorizada pelo Ibama.”

Fonte: Valor Econômico; 02/02/2026

Entidades criticam saída da Abiove e empresas da Moratória da Soja

“O Greenpeace Brasil, o WWF Brasil e o Imaflora classificaram como “grave retrocesso ambiental” a saída da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e 19 tradings da Moratória da Soja. Em comunicado conjunto divulgado nesta segunda-feira (2/2), as entidades salientaram que a decisão terá impactos no desmatamento da Amazônia e outros efeitos negativos. “Ao saírem do acordo, essas empresas assumem integralmente a responsabilidade pelos impactos ambientais, sociais, climáticos e reputacionais de tal decisão, uma vez que, com a Moratória esvaziada, abre-se caminho para a expansão descontrolada do cultivo de soja no bioma Amazônia, colocando as populações em risco, aumentando o desmatamento e as emissões de gases de efeito estufa no país. Esse cenário resultará em eventos extremos cada vez mais frequentes e severos no Brasil, como secas, ondas de calor e inundações”, afirmou Ana Clis Ferreira, porta-voz de Florestas do Greenpeace Brasil.”

Fonte: Globo Rural; 02/02/2026

Segurança energética orienta agenda do governo para transição em 2026

“Emissão de CBIOs, investimentos na produção de biocombustíveis, leilões para termelétricas e ampliação de hidrelétricas são as apostas do governo brasileiro em 2026, quando o assunto é transição energética. A lista consta de um documento de 914 páginas entregue ao Congresso Nacional nesta segunda (2/2) marcando a abertura dos trabalhos legislativos. A tradicional mensagem do Executivo aos deputados e senadores tem a função de sinalizar as prioridades do governo para o período. Sem menção direta na mensagem do presidente Lula (PT) ao Congresso Nacional lida pelo deputado Carlos Vera (PT/PE) nesta tarde, a transição energética é mencionada 37 vezes no documento de 914 páginas. E um dos focos é o petróleo. A primeira menção a “transição energética” ocorre ao lado da palavra “segurança”, em um capítulo dedicado a detalhar os investimentos do Novo PAC. Dos R$ 713 bilhões mapeados na carteira de energia, R$ 461,2 bilhões estão no óleo e gás.”

Fonte: Eixos; 02/02/2026

BNDES aprovou R$ 1,3 bilhão para renovação de frota de caminhões em um mês

“O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulgou, nesta segunda-feira (2/2), que já aprovou R$ 1,3 bilhão do programa BNDES Renovação da Frota. A iniciativa faz parte do Move Brasil, programa de mobilidade verde lançado pelo governo federal em janeiro de 2026, e apoia a aquisição de caminhões novos, mais eficientes e menos poluentes, e seminovos que atendam a requisitos ambientais do Proconve 7. No mês de janeiro, foram realizadas 1.152 operações, com um ticket médio de R$ 1,1 milhão. Até o momento, o programa atendeu caminhoneiros autônomos, cooperados e empresas transportadoras rodoviárias de carga de 532 municípios, em todas as regiões do país. “Caminhoneiros, cooperados e empresas transportadoras têm agora condições mais competitivas para trocar veículos antigos e mais poluentes por caminhões novos ou seminovos, mais seguros e eficientes”, disse o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, em nota. O Move Brasil tem a disponibilidade de R$ 10 bilhões, sendo R$ 6 bilhões em recursos do Tesouro Nacional e R$ 4 bilhões em recursos captados pelo banco.”

Fonte: Eixos; 02/02/2026

Fundo Amazônia apoiará produção de comunidades da região

“O governo vai selecionar projetos para investir R$ 80 milhões do Fundo Amazônia na produção agrícola e extrativista de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na Amazônia Legal. O objetivo é resolver gargalos históricos dessas comunidades na região, como falta de infraestrutura de armazenamento da produção local, dificuldade de agregação de valor, de adequação a padrões sanitários e de acesso a mercados. Os recursos serão concedidos para ao menos 32 projetos que serão selecionados em edital aberto ontem. A execução da seleção e a distribuição dos recursos será realizada pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico (BNDES) em parceria com a Companhia Nacional do Abastecimento (Conab).”

Fonte: Globo Rural; 03/02/2026

Internacional

A BP enfrenta novas táticas de investidores em campanha de pressão climática

“A BP está sendo desafiada devido ao aumento dos gastos upstream em petróleo e gás por um grupo de acionistas ativistas e fundos de pensão, que mudam de tática sobre as mudanças climáticas para questionar a estratégia de negócios do setor. Nest, o maior esquema de pensão para locais de trabalho do Reino Unido por membros, o fundo federal suíço Publica e quatro fundos britânicos de autoridades locais fazem parte da medida, tomada em resposta a empresas como a BP abandonarem seus negócios de energia renovável e reverterem compromissos climáticos. O grupo de investidores irá focar na “alocação de capital indisciplinada” na BP e co-apresentou uma resolução ao Australasian Centre for Corporate Responsibility na reunião anual da BP em abril. A resolução significará que a nova diretora executiva da BP, Meg O’Neill, enfrentará novamente a ACCR, que a desafiou repetidamente na Woodside Petroleum. A proposta dos acionistas pede que a BP defina como a empresa adota “uma abordagem disciplinada para os gastos de capital a fim de gerar um retorno aceitável sobre o capital” para novos projetos de petróleo e gás.”

Fonte: Financial Times; 03/02/2026

Projeto japonês de terras raras obtém sucesso na coleta de amostras do fundo do mar

“O Gabinete do Governo do Japão e a instituição nacional de pesquisa marinha do país anunciaram na segunda-feira que coletaram com sucesso lama que se acredita conter elementos de terras raras a 6 mil metros de profundidade no Oceano Pacífico, perto da remota ilha de Minamitorishima. O esforço faz parte do Programa Interministerial de Promoção da Inovação Estratégica (SIP) do governo japonês. A ideia é depender menos da China, que controla quase 70% da mineração global de terras raras e usa os produtos como ferramenta de coerção econômica. O SIP e a Agência Japonesa de Ciência e Tecnologia Marinha-Terrestre (Jamstec), responsável pela missão, classificaram a iniciativa como “o primeiro passo rumo à industrialização de terras raras de origem nacional em nosso país”. O navio de pesquisa Chikyu, da Jamstec, partiu do porto de Shimizu, em Shizuoka, região central do Japão, em 12 de janeiro e chegou à área de mineração experimental planejada na zona econômica exclusiva (ZEE) do Japão, perto de Minamitorishima, localizada a cerca de 1.950 quilômetros a sudeste de Tóquio, em 17 de janeiro. As operações começaram na sexta-feira e a primeira lama de terras raras foi bombeada com sucesso nas primeiras horas da manhã de domingo.”

Fonte: Valor Econômico; 02/02/2026

Trump anuncia projeto de US$ 12 bilhões para reserva de minerais críticos nos EUA

“O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou, nesta segunda-feira (2/2), um projeto para criar uma reserva americana de minerais críticos de US$ 12 bilhões, visando minimizar a dependência de terras raras e minerais da China. Chamado de Projeto Vault, a ação busca “garantir que as empresas e trabalhadores americanos nunca sejam prejudicados por qualquer escassez”, disse Trump em coletiva de imprensa no Salão Oval. “Espero que os contribuintes lucrem com o empréstimo desse projeto”, acrescentou. Segundo ele, a reserva terá US$ 10 bilhões de financiamento do Banco de Exportação e Importação dos Estados Unidos e US$ 2 bilhões do setor privado. Também presente na coletiva, o secretário do Interior, Doug Burgum, afirmou que “mais 11 países estão se juntando ao clube de minerais críticos” e “outros 20 países querem se juntar”. Já o secretário de Comércio, Howard Lutnick, comentou que a ação vai trazer de volta a indústria de automóveis e de minerais críticos aos EUA.”

Fonte: Eixos; 02/02/2026

Os esforços da UE para diversificar as importações de matérias-primas críticas falharam até agora, dizem auditores

“O Tribunal de Contas Europeu afirmou na segunda-feira que os esforços da UE para diversificar suas importações de metais e minerais essenciais para tecnologia, defesa e transição energética “ainda não produziram resultados tangíveis”. A Lei de Matérias-Primas Críticas da UE em 2024 estabeleceu um plano para impulsionar a produção local de 34 materiais estratégicos, reduzindo a dependência excessiva de importações de apenas alguns países – principalmente China, Turquia e Chile. A lista inclui lítio, antimônio, tungstênio, cobre e elementos de terras raras necessários para fabricar produtos como semicondutores, turbinas eólicas e projéteis de artilharia. A lei estabeleceu metas não vinculativas para 2030, quando a UE deve extrair 10% dos minerais necessários, aumentar a capacidade de reciclagem desses materiais para 15% e ser capaz de processar 40% de suas necessidades anuais de cada matéria-prima estratégica.”

Fonte: Reuters 02/02/2026

Propostas da UE devem limitar as vendas de veículos elétricos a partir de 2035, diz o grupo de campanha

“Os veículos elétricos provavelmente representarão 85% das vendas de carros novos na UE a partir de 2035, com base em seus planos de eliminar uma proibição efetiva de novos modelos com motores a combustão, embora essa participação possa cair até 50%, informou o grupo de defesa do transporte limpo T&E. Sob pressão das montadoras, a Comissão Europeia propôs em dezembro uma redução de 90% nas emissões de CO2 em 2035 em relação aos níveis de 2021, em vez de zero para todos os carros e vans novos. A T&E criticou a maior retirada da UE em relação às políticas verdes em anos, afirmando que as propostas permitirão a continuidade das vendas de veículos com alta emissão de CO2, enquanto os produtores chineses avançam ainda mais com veículos elétricos a bateria (BEVs). A Comissão Europeia afirmou em dezembro que seus planos apoiariam as vendas de veículos elétricos na UE e economizariam 2,1 bilhões de euros (US$ 2,5 bilhões) aos fabricantes de veículos ao longo de três anos, liberando recursos para inovação e novos modelos elétricos.”

Fonte: Reuters 02/02/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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