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Veja 3 motivos para investir em IPCA+ na renda fixa

Entenda os principais motivos para vermos títulos em IPCA+ como boas opções de investimento.

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Entendemos fazer sentido alocação em títulos IPCA+, sejam eles públicos ou privados. Afinal, em nossa visão, são os títulos que protegerão os investidores de pressões inflacionárias que possam vir a aparecer ao longo dos próximos anos, principalmente se mantidos até o vencimento. Além disso, o patamar de juro real atual oferecido é consideravelmente elevado, representando boa oportunidade de retorno às carteiras.

Vale se atentar, contudo, que o cenário de incertezas fiscais tende a manter voláteis as taxas de juros de mercado, especialmente as mais longas. Essas variações podem afetar o investimento no dia a dia, por isso busque ativos alinhados a seus objetivos e perfil de investidor, conhecendo sempre os riscos envolvidos.

Em 2022, vimos três meses consecutivos de deflação no Brasil – fenômeno ao qual não estamos muito acostumados. Quando isso acontece, os títulos atrelados ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desvalorizam. Com isso, a reação dos investidores pode ser a de “fugir” deste indexador – não investindo ou resgatando títulos que já detêm.

À época, compartilhamos nossa visão de que o movimento de deflação seria passageiro, uma vez que foi resultado do movimento de desoneração de combustíveis por parte do Governo Federal – iniciativa que não seria perene. Assim como esperado, em outubro o IPCA voltou ao campo positivo.

Acreditamos que o cenário atual continue atrativo para a renda fixa, incluindo títulos IPCA+, uma vez que o índice acumula alta de 5,8% nos últimos 12 meses e a expectativa é de que termine 2023 em 5,7% (revisado para cima recentemente pelo nosso time de Economia da XP).

Veja aqui nossas recomendações de renda fixa para Fevereiro

Veja os fatores que reforçam a nossa visão de oportunidade para esse indexador:

1. Previsões não acertam sempre

A história recente mostra que estimativas para o IPCA de economistas (representadas pelo Boletim Focus, do Banco Central – BC) ou de mercado (via inflação implícita nos contratos futuros) mutas vezes se mostram erradas. E, na maioria das vezes, para baixo – a inflação acaba sendo maior do que a projetada.

O motivo por trás disso é que choques inflacionários tendem a ser positivos e em grandes magnitudes. Além disso, chamam-se “choques” justamente pela sua natureza imprevisível, e não estão contemplados nas projeções.

Ou seja, quando houve divergência entre o que projetavam e quanto de fato foi a inflação, os erros mais significativos se deram em momentos de IPCA realizado muito superior às estimativas. De acordo com o histórico, a média de erro do Boletim Focus foi de cerca de +1,5% em relação ao esperado e a média de erro da inflação implícita foi cerca de +1,0% acima do que era indicado nas estimativas.

Isto mostra ser complexo acertar ou prever choques inflacionários, mesmo por parte de especialistas no tema. Por este motivo, é importante alocar parte dos recursos em títulos que protejam destes possíveis choques, caso venham a acontecer.

2. CDI não é a melhor opção para retornos acima da inflação

Atualmente, um título público indexado à inflação (NTN-B) com vencimento em 2035 paga juro real de cerca de 6,3%. Ao investir em títulos IPCA+, os levando até o vencimento, há previsibilidade deste retorno real (em geral mais elevado do que no caso do CDI) contratado no momento da aplicação.

Vale ressaltar, no entanto, que antes do vencimento os ativos em IPCA+ apresentarão volatilidade, que será maior quanto mais longo for o título. É possível observar que quando o IPCA sobe, existe tendência de elevação no juro real (pois o BC pode buscar combater a inflação com aumento de juros). Isto tende a gerar oscilações nos preços dos ativos atrelados ao índice.

Dada a volatilidade, é possível que investidores prefiram os títulos pós-fixados. Afinal, a Selic hoje está em 13,75% e deve permanecer neste patamar até o final de 2023. No entanto, é possível observar que, nos últimos 15 anos, o retorno real médio de um investidor que aplicou apenas em CDI foi de cerca de 3% ao ano.

Ou seja, a NTN-B 2035 paga hoje aos investidores um juro real que é quase o dobro do rendimento real médio em CDI dos últimos 15 anos.

Quando a alta da inflação é vista como temporária, o BC tende a não reagir com alta de juros na mesma proporção, pois saberá que boa parte da inflação voltará com o passar do tempo. Isso normalmente acontece quando a alta é fruto de um choque de custos, como foi o caso da pandemia. Assim, ainda que o CDI suba, ele acabará ficando abaixo do que foi a inflação. 

Portanto, apesar de títulos pós-fixados serem ótimas opções para determinados objetivos, nem sempre o CDI acompanhará a alta do IPCA, não sendo um instrumento eficaz para manutenção do poder de compra e acúmulo de juro real.

3. Cenário é favorável para IPCA+ (mas atenção à marcação a mercado)

Atualmente, um dos principais fatores a se acompanhar na economia local é o risco fiscal, que tem levado a importantes oscilações nas expectativas futuras de juros (nominal e real). Isto ocorre porque o baixo controle dos gastos públicos, em momento de dívida alta, reduz a previsibilidade da economia, pressionado o câmbio e a inflação.

Além disso, vem aumentando o debate sobre uma eventual elevação na meta de inflação. Se ocorrer, se tornaria ainda mais provável um cenário de inflação mais alta adiante, e poderia evitar que o BC pense em subir juros, pelo menos no curto prazo.

Apesar de entendermos que muitos desses riscos já estejam mapeados e embutidos nas taxas negociadas dos títulos de renda fixa, não se pode descartar a possibilidade de deteriorações adicionais, a depender de medidas que venham a ser anunciadas nos próximos meses, além de cenário externo que pode influenciar.

Recentemente, nossos economistas da XP observaram surpresas na divulgação do IPCA-15 de janeiro, que registrou variação mensal de 0,55%. A surpresa altista veio no item “emplacamento e licença de veículos” e o anúncio feito pela Petrobras de elevação no preço da gasolina também levou à revisão na projeção para o IPCA deste ano, de 5,4% para 5,7%.

Por fim, a reabertura chinesa deve impulsionar preços de commodities enquanto a contração da atividade econômica no resto do mundo exerce força contrária. A visão, portanto, é de que os preços devem se acomodar, ainda que em um patamar mais elevado.

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