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Moody’s rebaixa Braskem para ‘Ba2’; Perspectiva alterada para Negativa

A Moodys rebaixou o Rating da Braskem para 'Ba2', ante 'Ba1', e mudou a perspectiva para Negativa. Saiba mais.

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No dia 12 de dezembro, a Moodys rebaixou o rating da Braskem S.A. (“Braskem”) para ‘Ba2’, ante ‘Ba1’. Enquanto isso, a agência também mudou a perspectiva de Estável para Negativa. As ações foram motivadas, segundo a Moody’s, pelo aumento dos riscos potenciais relacionados ao incidente geológico em Alagoas, em um momento de apertadas métricas de crédito e fraca geração de caixa devido ao ciclo de baixa petroquímica e às operações ainda moderadas no México.

Relatório da Moody’s

Na visão da Moody’s, os ratings atribuídos à Braskem baseiam-se, principalmente, na grande posição de caixa da Companhia, atrelada (i) à falta de cláusulas financeiras que possam ameaçar a liquidez de curto prazo da empresa em meio a uma alavancagem crescente; e (ii) ao histórico de geração positiva de fluxo de caixa livre sob condições adversas de mercado. Contudo, a agência avaliou que os recentes índices de alavancagem, somados aos adicionais riscos de passivos derivados dos incidentes geológicos em Alagoas, tornam o rating “Ba2” mais condizente com a atual situação da Companhia.

No dia 30 de novembro, a Braskem publicou um fato relevante informando ao mercado que havia recebido uma Ação Civil no valor de R$ 1 bilhão decorrente dos incidentes geológicos em Alagoas. Para a Moody’s, a provisão adicional não compromete a liquidez da Braskem, contudo, reduz o “colchão” da empresa para enfrentar o ciclo de baixa no setor. Além disso, a agência menciona que a nova provisão diminui a visibilidade sobre futuras responsabilidades que não foram cobertas no acordo ratificado pela Braskem com as autoridades governamentais em dezembro de 2020. O total de provisões relacionadas a esse incidente somava, no 3T23, R$ 14,4 bilhões, dos quais R$ 9,2 bilhões foram desembolsados até setembro de 2023.

Para a agência, a robusta posição de caixa da Braskem fornece uma boa proteção contra o potencial impacto financeiro da nova provisão, contudo, a ação civil ocorreu em um momento de alta alavancagem financeira.

  • “Ao final de setembro de 2023, a Braskem tinha um caixa total de R$ 18,7 bilhões, mais uma linha de crédito compromissada de US$ 1 bilhão (aprox. R$5 bilhões), e apenas R$ 4,3 bilhões em dívidas com vencimento até o final de 2026. No entanto, a alavancagem bruta ajustada pela Moody’s atingiu pico de 15,7x, e a geração de fluxo de caixa livre foi negativa de R$ 4,7 bilhões nos doze meses encerrados em setembro de 2023, refletindo o fraco momento operacional e os desembolsos relacionados às provisões em Alagoas.”
  • A Moody’s espera que a alavancagem ajustada da Braskem diminua para cerca de 5,0x – 6,0x até o final de 2024, à medida que (i) o EBITDA da empresa melhore junto com os spreads petroquímicos; e (ii) as iniciativas de redução de custos da Braskem levem a uma geração de fluxo de caixa livre neutra, mesmo com os atuais desembolsos relativos a Alagoas.”

Por outro lado, segundo a Moody’s, a nota de crédito da Braskem continua sustentada pelo elevado porte da empresa na América em termos de capacidade de produção de resinas, com margens operacionais historicamente acima da média do setor, pelo relacionamento de longo prazo com clientes e pela diversificação geográfica da Companhia. Adicionalmente, para a agência, a considerável posição de caixa da empresa, o histórico de geração de fluxo de caixa livre positivo sob condições de mercado adversas e as iniciativas de gestão de passivos apoiam a boa liquidez da Braskem.

De acordo com a agência, a perspectiva negativa reflete (i) os potenciais problemas na qualidade de crédito da Braskem decorrentes do incidente em Alagoas, em um momento de operações e métricas de crédito enfraquecidas; e (ii) as projeções da Moody’s de que as métricas de crédito da Braskem permanecerão fracas nos próximos 12 a 18 meses.

Por fim, segundo a Moody’s, a nota de crédito da Companhia poderia ser rebaixada novamente caso o perfil de liquidez da Braskem se deteriorasse devido a adicionais passivos materiais decorrentes de litígios e ações coletivas, volumes de vendas mais fracos do que o previsto ou spreads petroquímicos que resultem em maior alavancagem ou consumo de caixa, ou políticas financeiras mais agressivas, incluindo pagamento de dividendos consistentemente acima do nível mínimo estabelecido pela lei. A alavancagem total ajustada (dívida total ajustada/EBITDA) persistentemente superior/igual a 4,5x e cobertura de juros (EBITDA/despesas de juros) continuamente abaixo de 2,5x podem, também, contribuir para um novo rebaixamento.

Fonte

Moody’s

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