Não sabe como tirar proveito da Volatilidade com fundos de previdência? leia esse texto!

Muitas vezes temos até medo do termo volatilidade, mas ela não necessariamente significa algo ruim! veja por outros olhos essa medida de risco.


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Como tirar proveito da volatilidade com os fundos de previdência

Volatilidade é um termo complicado, e a maioria dos investidores, principalmente pessoas físicas, até arrepiam quando ouvem falar de todos os altos e baixos da bolsa de valores. De fato, quando olhamos para os efeitos da volatilidade no dia a dia dos ativos do mercado, a quantidade de números em verde e vermelho no jornal ou no nosso home broker, a ansiedade bate na porta.

Porém, existe uma classe de ativos em especial que na verdade se beneficia dos efeitos da volatilidade: os fundos de previdência. Se você continua guardando todo o seu dinheiro em fundos referenciados DI, ou não sabe como os fundos de previdência podem te ajudar a impulsionar seus investimentos, continue lendo porque esse texto é pra você!

O que é volatilidade?

Afinal, o que é a volatilidade? Antes de pensar em qualquer conceito, dê uma olhada na imagem abaixo.

Na imagem podemos ver duas curvas em forma de sino e uma reta que divide ambas as curvas no meio – ou seja, todos os pontos de um lado e do outro da curva estão à mesma distância da linha tracejada, essa linha é a média de ambas as curvas de sino.

Perceba que a curva em amarelo está muito mais concentrada ao redor da média, enquanto a curva preta está mais espalhada pela imagem. Você já deve estar começando a entender onde eu quero chegar. A volatilidade é a medida de quanto os retornos (a linha da curva) estão concentrados ou espalhados ao redor da média, é uma medida de dispersão.

Mesmo vendo a imagem acima e entendendo a dispersão ao redor da média, pode continuar ainda um tanto nebuloso como aplicar isso aos seus investimentos, então vamos analisar um caso concreto para que não restem dúvidas!

Analisando os dados do fundo X no fechamento de Julho/21, o mesmo apresentou um retorno acumulado nos últimos 12 meses de 16.23% e sua volatilidade no mesmo período foi 9.53%. Isso significa que, se analisássemos esse fundo ao longo de vários anos, na maioria dos anos (7 a cada 10 anos pra ser mais exato) nós veríamos que o retorno acumulado do fundo estaria entre 6.7% e 25.76% (da mesma forma que vimos no gráfico, a volatilidade é a distância dos retornos para a média). Ou seja, se você investir nesse fundo durante 10 anos, você pode esperar que 7 anos o fundo dê retornos positivos – os outros 3 anos, não necessariamente serão negativos, a gente só não tem tanta certeza para afirmar ainda.

Tudo bem, ficou mais claro agora o que esperar dessa volatilidade, mas e os outros 3 anos? O que sabemos sobre eles?

Para entender melhor vamos chamar a volatilidade de desvio padrão – esse é o nome que utilizamos na Estatística, mas ambos significam a mesma coisa. Desvio padrão nos dá a intuição de que há algo que está desviando (no caso, dá média) e que existe um valor padrão para esse desvio. Quando nós fizemos a conta para chegar nos 7 anos dentre o total de 10 no último parágrafo, nós subtraímos à média e adicionamos à média somente um desvio padrão, e, na estatística, um desvio padrão te dá a certeza de somente 68% dos valores – daqui surge o 7/10.

Se utilizarmos dois desvios padrões ao invés de um, podemos esperar que aquele mesmo fundo X varie entre -2.8% e +35.3%  – aqui já vemos um valor negativo: investido os 10 anos no fundo, é esperado que haja anos em que o retorno é levemente negativo, porém a maior probabilidade é de que os retorno sejam positivos, podendo chegar em até 35.3% em algum ano, o que compensaria muito o ano que foi negativo.

A volatilidade pode até nos assustar um pouco quando olhamos simplesmente para a variação, mas existe um outro componente muito importante que determina os nossos ganhos com investimentos – o retorno médio que aquele investimento é capaz de gerar! Se o retorno médio fosse zero, a probabilidade de ganhar e perder seria a mesma, mas quando escolhemos bons investimentos (ou os melhores gestores) podemos esperar um retorno médio positivo, que faz com que a volatilidade traga relativamente mais retornos positivos do que negativos – isso não muda o fato de que a volatilidade ainda é uma medida de risco e que esses valores podem variar, essa são somente as nossas expectativas de acordo com os retornos que o fundo já apresentou. Por isso, é importante estar sempre atento a mudanças de mercado e às recomendações do seu assessor!

Como então isso se aplica a previdência?

Apesar de ser ideal ver os investimentos em geral como um esforço de longo prazo, os fundos de previdência dão ao investidor alguns incentivos a mais para realmente investir a longo prazo – um deles é que quanto mais tempo você mantém um investimento, menos imposto você vai pagar – isso implica diretamente em maiores ganhos! A alíquota começa bem alta (em 35%), mas depois de 10 anos, em uma tributação regressiva, o imposto vai ser menor do que a maioria dos fundos de investimento (10%) – a exceção seria somente os fundos isentos.

Além do que a gente já discutiu até aqui, o longo prazo que assumimos quando investimento em previdência gera um outro efeito sobre a volatilidade que a deixa ainda mais interessante! Vejamos o gráfico a seguir.

Esse é um gráfico de Risco x Retorno para os Top 50 fundos recomendados pela XP. Há muita informação interessante aqui, mas vamos no ater às três retas que vemos ali: existem dois fatores muito importantes para cada uma delas, o primeiro é a altura da reta (mais especificamente, onde ela começa no canto esquerdo do gráfico), e o segundo é a inclinação da reta. A altura da reta é determinada pelo retorno médio (a média da distribuição no gráfico anterior) – quanto mais alto, maior o potencial de ganho. Enquanto isso, a inclinação e determinada pela volatilidade – como as inclinações das três curvas são muito próximas, vamos considerar esse fator seja o mesmo para todas as curvas.

A curva mais baixa de todas se refere ao retorno médio dos fundos nos últimos 12 meses, a seguinte aos últimos 24 meses e a curva mais alta ao retorno desde o início dos fundos. Como vimos, quanto mais alta a reta, maior o retorno médio esperado – no entanto, a volatilidade observada nesses 3 períodos permaneceu mais ou menos constante.

Não é incrível isso?! Quando entendemos a volatilidade de uma forma mais geral, vimos que se o retorno médio for positivo, tendemos a ganhar muito mais do que perder, agora estamos vendo que para um mesmo fundo quanto mais tempo você passa investindo nele, enquanto o retorno médio pode variar bastante, a volatilidade tende cada vez mais a estabilidade (volatilidade de longo prazo).

Uma das partes mais importantes da nossa discussão, no entanto, é a seleção dos gestores em que vamos investir – queremos os melhores gestores, aqueles que podem trazer o maior retorno médio no longo prazo. E quanto a volatilidade dos fundos, podemos tirar proveito dela de pelo menos duas formas diferentes! Baixa volatilidade pode até ser confortável, porém volatilidades mais altas podem te trazer um ganho excedente excepcional, desde que você entenda que o risco é maior. O ideal, como sempre, é balancear os dois e ter em sua carteira tanto fundos mais defensivos como fundos com maiores potenciais de ganho.

Agora eu entendi! e onde investir agora?

É assim, portanto que você pode tirar proveito da volatilidade – e os fundos de previdência são alguns dos melhores veículos para isso, e existem ainda mais motivos do que o que discutimos hoje – para saber mais, fique ligado porque faremos mais estudos interessantes nas próximas semanas sobre os fundos de previdência!

E para estar sempre atualizado sobre os melhores gestores do mercado, visite os nossos materiais de Top Fundos, em especial o Top 30 Fundos de previdência e já comece a investir!

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