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XP Morning Call 22/08/2018

Diariamente compilamos e analisamos diversas notícias e publicamos um relatório com comentários relativos às notícias relevantes para nossa cobertura, assim como eventos importantes para monitorar no cenário político e macroeconômico, tanto no Brasil quanto no mundo, e seus respectivos impactos para a bolsa brasileira.

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Tópicos do dia

Brasil

  1. Política Brasil – Pesquisas trazem volatilidade, mas cenário não mudou

Internacional

  1. Agenda: Potencial acordo do NAFTA, minutas do FOMC e estoques de Petróleo no radar

Empresas

  1. Petrobras: Leilão da Cessão Onerosa ou em 2018 ou só 2020, segundo o MME
  2. Eletrobras: ANEEL aprova a separação da Amazonas Energia; positivo
  3. Azul: United espera JV com companhias aéreas da América Latina. Neutro


Conteúdo na íntegra

Brasil

Política Brasil – Pesquisas trazem volatilidade, mas cenário não mudou

Em pesquisa divulgada hoje pelo Datafolha, na disputa sem Lula, Bolsonaro lidera com 22%, seguido por Marina (16%), Ciro (10%), Alckmin (9%), Alvaro Dias (4%) e Haddad (4%). No cenário com Lula, o ex-presidente aparece como primeiro colocado com 39% das intenções de voto, seguido por Bolsonaro (19%). O resultado segue a linha da pesquisa do Ibope de segunda, que trouxe volatilidade e levou a bolsa a cair 1,5% ontem. O receio é de uma eleição de um governo menos comprometido com reformas. Dito isso, em linhas gerais, as pesquisas não trouxeram grandes novidades, com resultados muito parecidos aos da nossa pesquisa proprietária. Na visão do nosso time político, tempo de televisão e financiamento são determinantes para o sucesso de uma campanha, mas isso deve ser refletido nas pesquisas somente às vésperas da eleição, e portanto a percepção de risco deve continuar elevada.


Internacional

Agenda: Potencial acordo do NAFTA, minutas do FOMC e estoques de Petróleo no radar

No campo internacional, destacamos três tópicos para acompanhar: (1) um potencial anúncio do governo americano na quinta sobre uma renegociação do NAFTA, ainda que muitos obstáculos ainda tenham que ser superados, (2) a divulgação da ata do FED às 15 horas de hoje (horário de Brasília) e (3) a divulgação dos estoques de petróleo dos EUA pela IEA (Agência de Informação de Energia Americana) às 11:30, com o consenso de mercado apontando para um decréscimo de -1,5 milhões de barris versus o aumento de 6,8 milhões da semana anterior (que pressionou negativamente os preços da commodity).


Empresas

Petrobras: Leilão da Cessão Onerosa ou em 2018 ou só 2020, segundo o MME

De acordo com o secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, se o leilão do petróleo excedente das áreas da Cessão Onerosa não ocorrer em 2018, ele poderá ser adiado para 2020. A razão para o atraso é que a partir de 2019 , o TCU adotará uma nova sistemática que amplia demasiadamente o período de análise para leilões de privatizações e concessões. De acordo com o secretário, o prazo limite para resolver os parâmetros do leilão é 15 de setembro, e lembramos que o principal obstáculo para o evento é a aprovação do Projeto de Lei da Cessão Onerosa no Senado. Vemos a notícia como negativa para a Petrobras, dado que o governo planejava pagar o reembolso do contrato da Cessão Onerosa com recursos arrecadados do leilão do petróleo excedente. Para maiores detalhes sobre a nossa tese de Petrobras, clique aqui.

Eletrobras: ANEEL aprova a separação da Amazonas Energia; positivo

Ontem, a ANEEL aprovou a separação da Amazonas Energia, subsidiária da Eletrobrás, em 2 entidades: uma empresa de distribuição e uma empresa de transmissão de geração (Amazonas D e GT). As duas companhias assinaram um acordo pelo qual a geradora reembolsa os custos com compra de combustíveis da distribuidora. Vemos a notícia como positiva para a Eletrobrás, dado que aumenta a viabilidade da privatização do Amazonas D (cujo leilão está previsto para o final de setembro).

Azul: United espera JV com companhias aéreas da América Latina. Neutro.

Em evento realizado ontem nos EUA, a United afirmou estar estudando formação de Joint Ventures com três companhias latino-americanas em um futuro próximo, sem detalhes sobre o timing disso. Entre elas, está a Azul, da qual já é acionista. Vale relembrar que a intenção de realizar esse acordo já havia sido anunciada pela Azul após a assinatura por Temer do acordo de “Céus Abertos” com o país, que põe fim na regra que estabelece limite de frequência semanal de vôos entre os países. Para maiores detalhes sobre a nossa tese de Azul, clique aqui.

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