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PIB dos EUA e IPCA no Brasil na agenda da semana

Conflito no Oriente Médio e preços do petróleo são alguns dos temas de maior destaque nesta segunda-feira, 06/04/2026

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IBOVESPA +0,05% | 188.052 Pontos

CÂMBIO +0,09% | 5,16/USD

O que pode impactar o mercado hoje

Ibovespa

O Ibovespa encerrou a semana passada em alta de 3,4% em reais e 4,4% em dólares, aos 188.052 pontos, superando significativamente as ações globais.

Natura (NATU3, +11,9%) foi um dos destaques positivos após o anúncio da intenção da Advent de entrar como acionista minoritário, além de outras atualizações estratégicas relevantes (veja mais detalhes aqui).

Na ponta negativa, as petroleiras Petrobras (PETR3, -2,3%; PETR4, -2,3%) e Prio (PRIO3, -4,1%) estiveram entre os destaques de queda, acompanhando a queda do preço do Brent. Veja o resumo semanal da Bolsa aqui.

Renda Fixa

No comparativo semanal, os juros futuros devolveram parte relevante dos prêmios recentes, com o movimento concentrado no início da semana, em meio tanto à leitura de que o prolongamento do conflito no Oriente Médio poderia afetar o crescimento global quanto a um otimismo sobre uma possível resolução, que impulsionou o fechamento das curvas. Nos EUA, a T Note de 2 anos encerrou em 3,80% ( 11 bps vs. semana anterior), a T Note de 10 anos em 4,30% ( 13 bps) e o T Bond de 30 anos em 4,88% ( 9 bps). No Brasil, o DI jan/27 fechou em 14,03% ( 37 bps), o DI jan/29 em 13,63% ( 49 bps) e o DI jan/31 em 13,74% ( 41 bps).

Mercados globais

Nesta segunda-feira, os futuros nos EUA operam em leve alta (S&P 500: +0,2%; Nasdaq 100: +0,5), após uma semana positiva, quando o S&P 500 subiu cerca de 6%, interrompendo uma sequência de cinco semanas de queda. O movimento ocorre em meio a novas sinalizações sobre um possível cessar-fogo entre EUA e Irã, com discussões envolvendo um plano que incluiria a reabertura do Estreito de Ormuz. Ainda assim, o cenário segue volátil, com o petróleo como principal driver. No radar, investidores reagem ao payroll divulgado na sexta-feira, que mostrou criação de 178 mil vagas (acima do esperado), mas com sinais mistos na dinâmica do mercado de trabalho.

Na China, os mercados permanecem fechados por feriados. No restante da Ásia, onde houve negociação, o tom foi mais construtivo, com o Kospi avançando 1,4% e o Nikkei subindo 0,6%. O pano de fundo segue sendo a combinação de expectativas de cessar-fogo com elevada incerteza quanto ao desfecho do conflito, mantendo os mercados sensíveis a manchetes e com o petróleo ditando a direção de curto prazo.

IFIX

Na semana, o Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) avançou 0,44%,influenciado pelo alívio das tensões entre Estados Unidos e Irã. Entre os segmentos, os Fundos de Tijolo registraram alta de 0,48%, com destaque para Shoppings (+0,87%) e Ativos Logísticos (+0,45%). Além disso, os Fundos de Recebíveis também apresentaram desempenho positivo, com avanço de 0,38%.

Ainda assim, o índice encerrou março em queda de 1,06%, pressionado pelos segmentos mais sensíveis às variações dos juros futuros, com destaque para os Fundos de Fundos (-2,27%) e os Fundos de Tijolo (-1,61%), este último impactado, sobretudo, pelo desempenho negativo das lajes corporativas (-2,48%). Em contrapartida, os Fundos de Recebíveis apresentaram retração mais moderada (-0,42%), em linha com seu perfil mais defensivo em um ambiente de juros possivelmente elevados e IPCA pressionado pela alta do preço do petróleo, o que pode se refletir em rendimentos mais robustos à frente.

Economia

Segundo a Reuters, Irã e Estados Unidos receberam uma proposta de cessar fogo articulada por Paquistão, Egito e Turquia, que prevê a reabertura imediata do Estreito de Ormuz e uma trégua inicial como ponte para um acordo mais amplo. Em paralelo, Trump voltou a ameaçar ataques a instalações energéticas iranianas caso o estreito não seja reaberto, mantendo o Brent pressionado em torno de 110 dólares por barril e ampliando riscos inflacionários globais.

No Brasil, segundo o jornal O Globo, o governo enfrenta resistência para implementar o pacote de contenção dos preços de diesel, gás e frete, com distribuidoras rejeitando a subvenção e o Congresso pressionando para flexibilizar a MP do frete.

Nos Estados Unidos, a criação de 178 mil vagas em março foi impulsionada por fatores pontuais. Os dados do mercado de trabalho seguem sugerindo perda de fôlego.

Na agenda internacional desta semana, destaque para a publicação da inflação ao consumidor (CPI) de março nos Estados Unidos, para a qual o mercado espera forte aceleração em função dos impactos da guerra sobre preços de energia. Ainda nos Estados Unidos teremos a divulgação da inflação ao consumidor medida pelo deflator de consumo (PCE), da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária americano e a leitura final do PIB do 4º trimestre. No Brasil, o IBGE divulga o IPCA de março. Por fim, conheceremos o saldo da balança comercial do mês passado.

Veja todos os detalhes

Economia

Conflito no Oriente Médio segue sem resolução

  • Segundo o jornal Reuters, Irã e Estados Unidos receberam uma proposta para encerrar as hostilidades e reabrir o Estreito de Ormuz, com possível implementação imediata. O plano, articulado por Paquistão, Egito e Turquia, prevê um cessar-fogo inicial seguido por um acordo mais amplo, formalizado por memorando de entendimento via Paquistão, que atua como canal exclusivo de comunicação. As negociações envolveram autoridades de alto nível e incluem a discussão de uma trégua de 45 dias como etapa intermediária para um acordo permanente.
  • Paralelamente à proposta, o presidente Donald Trump elevou o tom ao ameaçar ataques a instalações energéticas iranianas caso o estreito não seja reaberto. O bloqueio da região segue pressionando o mercado global de petróleo, com riscos inflacionários e impactos negativos sobre o crescimento mundial. Nesse contexto, o preço do petróleo Brent segue pressionado em torno de 110 dólares por barril, acumulando forte alta desde o início do conflito — quando era negociado próximo a 70 dólares por barril.
  • No Brasil, o governo enfrenta resistência à implementação do pacote para conter os preços de diesel, gás de cozinha e frete, que se elevaram com o conflito no Oriente Médio. No caso do diesel, as principais distribuidoras se recusaram aderir à subvenção, devido a preços máximos abaixo do mercado internacional e incertezas sobre o pagamento do subsídio. No Congresso, segundo o jornal O Globo, a medida provisória que reforça a fiscalização da tabela de frete sofre pressão, com emendas que podem flexibilizar o texto e reduzir seu impacto.
  • Os Estados Unidos registraram criação líquida de 178 mil novas vagas em março, a maior em 15 meses. A alta, no entanto, foi impulsionada por fatores pontuais, como o fim de greves. Os dados de mercado de trabalho seguem indicando perda de fôlego, com a taxa de desemprego em 4,3% explicada pela queda da participação, desaceleração do crescimento salarial para o menor ritmo em quase cinco anos e redução da jornada média de trabalho. A guerra com o Irã eleva a incerteza, mas os efeitos ainda não estão plenamente refletidos nos dados.
  • Na agenda internacional desta semana, destaque para a publicação da inflação ao consumidor (CPI) de março nos Estados Unidos, para a qual o mercado espera forte aceleração em função dos impactos da guerra sobre preços de energia. Ainda nos Estados Unidos teremos a divulgação da inflação ao consumidor medida pelo deflator de consumo (PCE), o indicador de inflação favorito do Fed (banco central), da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária americano e a leitura final do PIB do 4º trimestre. Além disso, serão divulgadas as leituras finais dos PMIs de serviços das principais economias – PMIs são sondagens com empresas que buscam medir o pulso da atividade econômica. No Brasil, o IBGE divulga o IPCA de março. Por fim, conheceremos o saldo da balança comercial do mês passado.
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Empresas

AmBev (ABEV3) | Produção forte em fevereiro; possível correção em março

  • O IBGE divulgou os dados de produção industrial (PIM) de fev/26, juntamente com revisões positivas da série histórica desde ago/25;
  • Dados de fevereiro. A produção de bebidas alcoólicas cresceu fortes +8,9% A/A e +1,4% M/M; na base bimestral, a produção avançou +4,3% A/A;
  • De acordo com nossas análises, o sell‑in de cervejas permaneceu relativamente saudável, enquanto o sell‑out foi fraco, indicando acúmulo de estoques no varejo. As estimativas apontam estoques em ~60 dias, acima da média de 30–40 dias. Como resultado, esperamos uma correção relevante na produção em março;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Embraer (EMBJ3) | Melhora A/A nas entregas atenua a sazonalidade mais fraca do 1T

  • A Embraer anunciou suas entregas referentes ao 1T26, compostas por 10 aeronaves comerciais (vs. 7 no 1T25), 29 jatos executivos (vs. 23 no 1T25), além de 1 KC-390 Millennium e 4 A-29 Super Tucano entregues na divisão de defesa (vs. zero no 1T25);
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Vivara (VIVA3) | Entendendo como preço e eficiência sustentam margens e retornos em um cenário de alta do ouro

  • A VIVA3 tem sido uma das piores performances do varejo brasileiro no ano, pressionada pelas preocupações dos investidores com a forte alta dos preços do ouro e da prata;
  • A companhia dispõe de instrumentos para proteger suas margens, sendo o preço a principal alavanca, seguido pela otimização de peso dos produtos;
  • Do ponto de vista de ROIC, enxergamos um caminho crível para que a otimização de estoques da Life mantenha os retornos das lojas em níveis saudáveis;
  • Em suma, nossa análise nos dá conforto para manter a VIVA como nossa principal recomendação;
  • 2026 será um teste relevante para a qualidade e a resiliência do negócio, teste que acreditamos que a VIVA irá superar;
  • Também atualizamos nosso modelo com ajustes marginais, dado que já incorporávamos um cenário mais cauteloso para 2026. Nosso novo preço-alvo para o final de 2026 é de R$38,0/ação (ante R$41,0/ação);
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

AmBev (ABEV3) | Cenário favorável para volumes da AmBev

  • Horas após a divulgação dos dados de fevereiro da PIM, o Grupo Petrópolis (não listado) divulgou seus resultados mensais de fevereiro;
    O volume de produção do Grupo Petrópolis avançou 2,5% M/M e 5,7% A/A, o que ainda implica uma queda de -6,2% A/A no bimestre jan–fev;
  • Ao estimarmos a produção industrial ex‑GP, a produção de bebidas alcoólicas teria crescido +9,3% A/A acima dos +8,9% reportados no dado consolidado da PIM;
  • Confira o relatório aqui.

Renda fixa

De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa


Estratégia

Principais notícias

  • O Ibovespa encerrou a semana em alta de 2,7% em reais e 4,4% em dólares, aos 188.052 pontos, superando significativamente as ações globais.
  • Natura (NATU3, +11,9%) foi um dos destaques positivos após o anúncio da intenção da Advent de entrar como acionista minoritário, além de outras atualizações estratégicas relevantes (veja mais detalhes aqui).
  • Na ponta negativa, as petroleiras Petrobras (PETR3, -2,3%; PETR4, -2,3%) e Prio (PRIO3, -4,1%) estiveram entre os destaques de queda, acompanhando a queda do preço do Brent.

Alocação & Fundos

Principais notícias

  • Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
    • FIIs na Semana | IFIX em alta e transação entre PMLL11 e HGBS11 (Research XP);
    • Transação do shopping Jardim Sul entre PMLL11 e HGBS11 no radar (Research XP);
    • XP vê FIIs como proteção diante da baixa correlação com mercados globais (InfoMoney);
    • Clique aqui para acessar o relatório completo.
  • ETFs: confira as principais notícias dos índices e movimentos setoriais
    • • Como o conflito no Irã pode afetar a curva do IPCA+ (e como aproveitar esses movimentos nos seus investimentos): O risco de escalada no conflito no Irã, com impacto potencial sobre o preço do petróleo, pode provocar movimentos distintos ao longo da curva do IPCA+, favorecendo prazos mais curtos em cenários de choque inflacionário e abrindo oportunidades estratégicas em títulos e ETFs indexados à inflação, conforme o perfil de risco do investidor. (B3);
    • • ETFs no Brasil: 25 anos em 5: Bruno Stein argumenta que o mercado brasileiro de ETFs vive uma aceleração estrutural, condensando em poucos anos as etapas de crescimento observadas nos EUA ao longo de décadas, com destaque para o avanço dos ETFs de renda fixa e a transformação do modelo de distribuição, o que torna a adoção desses veículos cada vez mais inevitável no Brasil. (Valor Investe);
    • • Global equity funds draw second weekly inflow amid war de-escalation hopes: Global equity funds received inflows of roughly $40.14 billion for the prior week, LSEG Lipper data showed. (Reuters);
    • • Bitcoin cai com nova ameaça de escalada no Irã e volta da aversão ao risco: O bitcoin voltou a cair diante da retomada da aversão ao risco global, após novas ameaças de escalada militar no Irã, com pressão vendedora sobre ativos mais voláteis; ainda assim, entradas recentes em ETFs de bitcoin à vista ajudam a limitar quedas mais acentuadas, mantendo o mercado dividido entre risco geopolítico e fluxo institucional (Valor Econômico).
    • • Acesse o relatório completo aqui.

ESG

Aneel autoriza primeiro projeto com baterias no sistema elétrico, da Statkraft na Bahia | Café com ESG, 06/04

  • • O mercado fechou a semana passada em território positivo, com o IBOV avançando 3,57% e o ISE 4,05%. No pregão de quinta-feira, o Ibovespa andou de lado (+0,05%) o ISE registrou queda de 0,50%;
  • • No Brasil, (i) a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) assinou na última quinta-feira a primeira autorização para inserção de sistema de armazenamento de energia em uma usina fotovoltaica no país – o projeto da Statkraft prevê a integração de um sistema de armazenamento de energia em baterias (BESS) com capacidade nominal de 5.016 kWh e potência instalada total de 1.250 kW à usina Sol de Brotas 7, localizada no município baiano de Uibaí; e (ii) segundo especialistas do setor de energia, a diretriz aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) que prevê uma distância mínima de 12 milhas náuticas da costa para instalação de parques eólicos offshore pode inviabilizar quase metade dos projetos mais promissores no Nordeste;
  • • No internacional, a França anunciou na quinta-feira licitações para sete projetos eólicos offshore totalizando 10 gigawatts, bem como licitações menores para energia solar e eólica terrestre – segundo o governo francês, o intuito é favorecer tecnologias locais em sua busca pela soberania energética;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

EUA garantem fornecimento de terras raras no Brasil; NATU3 anuncia mudanças na governança | Brunch com ESG

  • Pensando em melhor auxiliar os investidores, o Brunch com ESG é um relatório publicado todos os domingos pelo time ESG do Research da XP que busca destacar os principais tópicos da agenda na semana;
  • Nesta semana, destacamos: (i) Agência dos EUA (DFC) concede financiamento à Serra Verde e diversifica acesso à terras raras fora da China; e (ii) Natura anuncia mudanças na governança com fundadores assumindo papel consultivo e a entrada da Advent na base acionária;
  • Clique aqui para ler o conteúdo completo.

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