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Morning Call XP (06.ago): Reforma da Previdência volta à tramitação junto a tensões comerciais ainda elevadas

Tudo o que você precisa saber sobre os mercados nacional e internacional, com análises econômicas e políticas sobre fatos que podem impactar seus investimentos.

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O que pode impactar o mercado hoje

A bolsa brasileira repercutiu a tensão comercial mais elevada entre EUA e China ontem, com maior percepção de risco e preocupação com o crescimento global. O Ibovespa fechou o dia em queda de 2,5%.

Na semana de votação do segundo turno da reforma da previdência na Câmara, o governo não conseguiu garantir quórum na segunda-feira para facilitar a tramitação nos próximos dias. Entretanto, ainda vemos esforço do governo e de lideranças parlamentares para que a Câmara aprove a previdência até quinta-feira. Depois o texto segue ao Senado, onde deve passar pela CCJ e dois turnos no plenário.

No internacional, futuros dos EUA negociam em alta, em meio a sessão positiva na Europa e negativa na Ásia durante a noite. O movimento da China para estabilizar a moeda (yuan) na terça-feira ofereceu um certo alívio, mas chegou tarde demais para evitar a designação de “manipulador de moedas” pelos EUA, o que poderia gerar novas penalidades além dos aumentos de tarifas já impostos.

A China disse que a recente depreciação do yuan foi decidida pelo mercado, não Pequim, e negou a acusação da administração de Trump.

Na Europa, a Inglaterra está “pronta e disposta” a fazer um acordo para deixar a União Europeia se Bruxelas renegociar o tratado, disse uma fonte do governo nesta terça-feira, negando que uma saída sem acordo tenha sido o primeiro plano do primeiro-ministro Boris Johnson. Johnson disse que o país deixará a UE em 31 de outubro, com ou sem um acordo.

Do lado das commodities, a escalada das tensões comerciais continua pressionando os preços. Após queda de -3,4% ontem, o petróleo opera estável, em US$59,95/barril, enquanto o minério de ferro continua recuando (-3,9%) e volta ao nível dos US$100/t. Na celulose, os preços seguem caindo na China, mas em menor compasso, recuando -US$5,5/t nessa terça-feira e rompendo o patamar de US$500/t, em US$495,84/t.

Do lado das empresas, participamos de um café da manhã com os principais executivos da Petrobras, com destaque para (1) venda de ativos (com surpresas positivas em transporte de gás natural e termelétricas), (2) expectativas para o leilão dos barris excedentes da Cessão Onerosa e (3) perspectivas para o crescimento da produção, entre outros. Continuamos a ver muitos eventos positivos no horizonte, e reiteramos a recomendação de Compra nas ações.

Por fim, o IRB divulgou ontem resultado forte do 2T19, com lucro líquido e ROE acima das nossas expectativas. A companhia também revisou positivamente sua projeção de crescimento de prêmios emitidos para o ano de 2019, o que reforça nossa visão positiva e recomendação de Compra para as ações.

Tópicos do dia

Agenda de resultados hoje

BB Seguridade (BBSE3): Depois do fechamento
Engie Brasil (EGIE3):  Depois do fechamento
Iguatemi (IGTA3):  Depois do fechamento
Clique aqui para acessar o calendário completo
Para ver um resumo dos resultados até o momento, clique aqui

Brasil

  1. Política Brasil: Governo falha em sua missão de garantir quórum na Câmara nesta segunda-feira
  2. Governo diz que sua proposta de reforma tributária será enviada à Câmara após a aprovação da reforma da previdência em segundo turno
  3. Repasses do FAT ao BNDES podem ser reduzidos

Internacional

  1. Reino Unido: Governo britânico diz que está “pronto e disposto” para acordo do Brexit

Empresas

  1. Petrobras (PETR4): Principais destaques de reunião com a diretoria
  2. IRB Brasil (IRBR3): Forte resultado operacional no 2T19; Reiteramos Compra
  3. AES Tietê (TIET11): Um trimestre fraco, como para outras geradoras hidrelétricas
  4. Unidas (LCAM3) 2T19: Operacional acima, crescimento expressivo de volumes; Positivo
  5. Minério de ferro: Com escalada das tensões comerciais EUA-China, preço da commodity recua e volta aos US$100/t
  6. TAESA (TAEE11): Destaques dos resultados do 2T19
  7. Klabin (KLBN11): Resultados do 2T19 em linha com o esperado (divulgados ontem de manhã)
  8. Petrobras (PETR4): Revisa política de preços de GLP
  9. Ânima Educação (ANIM3): Aquisição da UniAges

Renda Fixa

  1. C6 Bank é lançado com 200 mil contas
  2. Novo desenho no setor de shoppings centers
  3. Banco Pine esclarece movimentação de ações


Veja todos os detalhes

Brasil

Política Brasil: Governo falha em sua missão de garantir quórum na Câmara nesta segunda-feira

  • Na semana de votação do segundo turno da reforma da previdência na Câmara, o governo falhou na primeira missão, que era garantir quórum nesta segunda-feira para facilitar a tramitação nos próximos dias. Entretanto, ainda vemos esforço do governo e de lideranças parlamentares para que a Câmara aprove a previdência até quinta-feira. Depois o texto segue ao Senado, onde deve passar pela CCJ e dois turnos no plenário.

Governo diz que sua proposta de reforma tributária será enviada à câmara após a aprovação da reforma da previdência em segundo turno

  • Em entrevista ao jornal Valor Econômico, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse que a proposta de reforma tributária de autoria do governo será enviada à câmara “entre uma semana ou dez dias” após a votação da reforma da previdência em segundo turno;
  • Onyx descartou a possibilidade de impostos locais serem contemplados pela proposta do governo. A ideia é que a reforma atinja exclusivamente impostos federais e vise reduzir a carga tributária do país;
  • Por fim, Onyx disse que, tão logo a reforma tributária seja aprovada, o governo irá propor um pacto federativo que distribua melhor os recursos e dê mais autonomia e responsabilidade aos Estados.

Repasses do FAT ao BNDES podem ser reduzidos

  • De acordo com a mídia local, a área econômica do governo estuda a possibilidade de diminuir os repasses do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) ao BNDES e retirar o monopólio do banco no acesso a esses recursos. Se concretizada, a medida abriria fonte adicional de crédito de longo prazo aos bancos privados;
  • Diante da delicadeza política da medida, ainda não foram tomadas iniciativas concretas nessa direção. Entretanto, o ministro da economia, Paulo Guedes, e sua equipe têm enfatizado publicamente que querem reduzir o BNDES e os demais bancos públicos para dar mais espaço para as instituições privadas;
  • O secretário especial da Fazenda, Waldery Rodrigues, afirmou que a proposta deverá ser feita por meio de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC), mas que medidas concretas só terão tomadas após análise em conjunto com a diretoria do BNDES sobre liquidez, solvência e governança do banco.

Internacional

Reino Unido: Governo britânico diz que está “pronto e disposto” para acordo do Brexit

  • O Reino Unido reforçou que está “pronto e disposto” a chegar a um acordo para a saída da União Europeia. Porém, uma fonte do governo britânico sugeriu que dificilmente o novo primeiro ministro, Boris Johnson, conseguirá aprovar o acordo anterior, que foi rejeitado três vezes pelo Parlamento e levou a renúncia de Theresa May;
  • Desde que assumiu como primeiro ministro há duas semanas atrás, Boris Johnson adotou uma postura mais dura com a União Europeia, demandando mudanças no acordo anterior para que a saída do bloco ocorra de forma mais suave, o que deve ocorrer até 31 de outubro, com ou sem acordo. Isso levou a especulações de que o objetivo central de Johnson é uma saída sem acordo, o que pressionou a libra nos últimos dias.

Empresas

Petrobras (PETR4): Principais destaques de reunião com a diretoria

  • Participamos de um café da manhã com os principais executivos da Petrobras: (1) Presidente Roberto Castello Branco, (2) Diretora executiva de Finanças Andrea Almeida, (3) Diretor executivo de Exploração e Produção Carlos Alberto Pereira de Oliveira e (4) Diretora executiva de Refino e Gás Natural Anelise Lara;
  • Em suma, foi um evento positivo, renovando a convicção com a agenda positiva em curso com a empresa, com destaque para (1) venda de ativos (com surpresas positivas em transporte de gás natural e termelétricas), (2) expectativas para o leilão dos barris excedentes da Cessão Onerosa e (3) perspectivas para o crescimento da produção, entre outros;
  • Mantemos nossa recomendação de compra na Petrobras e e preços-alvo de 12 meses de R$ 36 / R$ 35 / US$ 18,5 / US$ 18 para PETR4 / PETR3 / PBR_A / PBR. Você encontra mais detalhes sobre a reunião na nossa plataforma de conteúdos, no link.

IRB Brasil (IRBR3): Forte resultado operacional no 2T19; Reiteramos Compra

  • O IRB divulgou ontem o resultado do 2T19 com lucro líquido de R$388 milhões (ROE  39%), 5% acima da nossa expectativa, expandindo 11% T/T e 35% A/A. A dinâmica operacional permanece sólida, com crescimento de prêmios emitidos superando nossas estimativas no Brasil e no exterior;
  • Destaques positivos foram: (1) Crescimento de prêmios emitidos no Brasil; (2) Crescimento dos prêmios internacionais; (3) Queda da sinistralidade total e (4) Leve queda da relação das despesas operacionais sobre os prêmios ganhos;
  • Destaques negativos foram: (1) Menores resultados financeiros; (2) Custos de aquisição crescendo acima dos prêmios emitidos e (3) Maior sinistralidade do agro, embora já esperada e provisionada;
  • Temos uma leitura positiva do desempenho do IRB no 2T19, uma vez que superou nossas expectativas otimistas. Nos múltiplos atuais, vemos um ponto de entrada atraente nas ações. Clique aqui  para acessar o relatório de resultado completo.

AES Tietê (TIET11): Um trimestre fraco, como para outras geradoras hidrelétricas

  • Em 5 de agosto, a AES Tietê registrou um lucro líquido de R$ 35,4 milhões no 2T19, abaixo da nossa estimativa de R$ 62,6 milhões. O EBITDA ajustado de R$ 224,5 também veio abaixo de nossa estimativa de R$237,3 milhões;
  • O motivo dos resultados destes negócios terem vindo abaixo do esperado é que as condições de hidrologia foram melhores do que é tipicamente esperado nos meses de abril a junho. Normalmente, empresas de geração hidrelétrica como a Tietê se protegem dos impactos de preços elevados no curto prazo ao comprar contratos de energia de terceiros e alterar a alocação sazonal do despacho de suas usinas. Como choveu mais que o esperado e os preços no mercado de curto prazo foram inferiores ao esperado, a estratégia de proteção da empresa acabou sendo ineficiente;
  • A companhia também propôs uma distribuição de dividendos de R$ 0,089 / unit (yield de 0,7%), ou 99% do lucro líquido. As ações negociarão ex-dividendos em 9 de agosto de 2019, e o pagamento será realizado em 23 de outubro de 2019;
  • Temos uma avaliação negativa dos resultados do 2T19 da TIET, uma vez que os números divulgados vieram abaixo das nossas estimativas. No entanto, notamos que a estratégia de comercialização da empresa foi a correta para um segundo trimestre e adotada pela maioria das geradoras hidrelétricas, como observado nos resultados da EDP Energias do Brasil (ENBR3, Compra) .Continuamos a ver as ações da AES Tietê muito descontadas em relação a pares, principalmente tendo em vista os eventos positivos no horizonte, como a eventual aquisição do complexo eólico Alto Sertão III e uma possível extensão de concessões de suas usinas hidrelétricas com a aprovação do PL 10.985. Mantemos recomendação de Compra e preço-alvo de R$16/unit.

Unidas (LCAM3) 2T19: Operacional acima, crescimento expressivo de volumes; Positivo

  • A Unidas reportou números ligeiramente acima das expectativas no 2T19 em geral, finalizando mais um trimestre de crescimento expressivo e aumento na rentabilidade. O lucro líquido recorrente (com o IFRS 16) foi de ~R$ 84 milhões (+64% a/a), ~2% acima do consenso e ~3% abaixo do nosso. Os números foram impulsionados por um desempenho acima do esperado no segmento de aluguel de carros (RAC), mas parcialmente compensados por despesas financeiras acima das nossas estimativas. O impacto não recorrente refere-se ao pré-pagamento da 9ª emissão de debêntures da Unidas;
  • A receita líquida consolidada foi de ~R$ 1,16 bilhão (+51% a/a) no 2T19 e o EBITDA atingiu R$ 317 milhões (+34% a/a), ~6% acima das nossas estimativas e do consenso. O segmento de RAC apresentou um crescimento forte de volumes de 84% em relação ao ano anterior (considerando apenas a rede própria), ~5% acima do nosso número e resultando em receita líquida de R$ 219 milhões. No segmento de aluguel de frotas, o volume ficou em linha com as nossas expectativas, o que representa crescimento de ~15% em relação ao 2T18. Vale destacar que a tarifa aumentou 8% a/a, apesar da queda da taxa de juros no período. A margem atingiu 65%, em linha com as estimativas e estável na comparação anual;
  • Quanto ao segmento de Seminovos, o volume de veículos vendidos foi de 15,9 mil, em linha com as estimativas e resultando em receita líquida de ~R$ 630 mi (2% acima do nosso número). A margem bruta atingiu 7,2% no trimestre (levemente abaixo da nossa estimativa), e a margem EBITDA 1,6%, 20 bps acima das nossas expectativas. Apesar da redução na idade média do veículo vendido, destacamos o ligeiro aumento na idade média da frota operacional no segmento de terceirização de frotas. No caso de RAC, a idade média caiu no trimestre;  
  • Em resumo, o 2T19 foi mais um trimestre sólido, com avanço significativo de volumes sem indícios de comportamento competitivo irracional. No segmento de seminovos, apesar de um leve desvio na margem bruta em relação às expectativas, o volume de vendas foi sólido, e os indicadores em geral foram sólidos. Esperamos uma reação positiva do mercado e reforçamos nossa recomendação de compra, com um preço-alvo de R$ 60,0/ação. Clique aqui para cessar o relatório completo.

Minério de ferro: Com escalada das tensões comerciais EUA-China, preço da commodity recua e volta aos US$100/t

  • Depois de ultrapassarem o nível de US$120/t, os preços do minério de ferro recuaram e estão de volta aos US$100/t, pressionados, principalmente, pela escalada das tensões comerciais;
  • Contudo, reconhecemos que outros fatores também ajudaram no recuo dos preços. A expectativa de volta gradual da oferta, com destaque para as operações da Vale, somado ao fato da produção de aço na China ter ultrapassado o pico sazonal, o que sinaliza eventual recuo da demanda de minério adiante, colocaram pressão adicional. Ainda assim, os preços acumulam alta de 38% no ano;
  • Em nossos modelos, assumimos, conservadoramente, preço médio do minério de ferro de US$85/t em 2019 e US$75/t em 2020. Para cada US$10/t de aumento no preço do minério, o EBITDA da Vale aumenta US$3bi. Mantemos Compra. Na nossa visão, os riscos estão sendo cada vez mais mitigados, o que permite que as ações voltem gradualmente a negociar com base em fundamentos. Vemos as ações da Vale atrativas, negociando a 4,2x EV/EBITDA 2020, com uma rentabilidade de 10-15% de sua geração de caixa em 2019-20, que pode ser ainda maior com preços de minério de ferro surpreendendo positivamente.

TAESA (TAEE11): Destaques dos resultados do 2T19

  • A TAESA reportou Lucro Líquido de R$307,4 milhões, muito acima da nossa estimativa de R$ 173,5milhões, com a melhora nos resultados refletindo o impacto de maiores dados de inflação media pelo IGP-M de +2,65% no 2T19 ante os -0,20% no 1T19;
  • A TAESA anunciou a distribuição de proventos totais (divididos entre dividendos e JCP) de R$ 248,7 milhões (R $ 0,72 / unit ou 2,5% de yield). As ações serão negociadas ex-dividendos em 9 de agosto 2019, e o pagamento será efetuado em 19 de agosto de 2019;
  • Mantemos nossa recomendação de Neutra nas ações da TAESA por acreditar que negociam no seu preço-justo, com projeção de 9,3% de dividendos nos próximos 2 anos.

Klabin (KLBN11): Resultados do segundo trimestre em linha com o esperado (divulgados ontem de manhã)

  • Ontem, antes do mercado abrir, a Klabin divulgou resultados do segundo trimestre de 2019 em linha com o esperado, com EBITDA ajustado de R$957mi, 2% abaixo das nossas estimativas (-5% trimestre contra trimestre, +8% ano contra ano);
  • Nesse trimestre, o Projeto de Expansão Puma II evoluiu de acordo com o cronograma e os desembolsos começaram, totalizando R$288mi (do projeto de R$8,1bi para a construção e instalação de duas máquinas de papel para embalagens). A dívida líquida/EBITDA ficou em 3x, sequencialmente estável. Mantemos recomendação Neutra. Clique aqui para mais detalhes.

Petrobras (PETR4): Revisa política de preços de GLP

  • Ontem, a Petrobras anunciou a revisão de sua política de preços para o GLP. De acordo com a nova política, os preços do GLP irão variar de acordo com as referências internacionais mais margem para cobrir os custos de internalização;
  • Após a decisão, os preços industriais e domésticos de GLP foram ajustados em -13,4% e -8,2%, respectivamente;
  • Vemos as notícias como neutras ou ligeiramente positivas para a Petrobras, proporcionando mais clareza para a dinâmica de preços do GLP, em linha com o que é adotado na gasolina e pelo diesel. A decisão também é importante à medida que nos aproximamos dos desinvestimentos das refinarias e da Liquigás.

Ânima Educação (ANIM3): Aquisição da UniAges

  • A Ânima Educação anunciou ontem a aquisição do Centro Universitário Ages (UniAges) por R$200 milhões e entrou no mercado do Nordeste. De acordo com o Valor, a empresa adquirida possui 5,6 mil aluno em 26 cursos de graduação na Bahia e Sergipe;
  • Outro destaque é a ampliação de cursos na área de saúde. Para o curso de medicina, a UniAges conta com uma faculdade em Jacobina (BA), com 85 vagas, e outra em Irecê, no mesmo estado, com 50 vagas;
  • O pagamento envolverá a quantia de R$150 milhões pela UniAges e outros R$50 milhões vinculados a metas de desempenho. O EBITDA da empresa projetado para 2019 é de ~R$20 milhões.  

Renda Fixa

Novo desenho no setor de shoppings centers

  • Os conselhos da Sonae Sierra Brasil e da Aliansce autorizaram o início imediato das operações do novo grupo, que se chamará Aliansce Sonae Shopping Centers S.A. e se torna líder do setor no país. Com isso, se voltará a capturar sinergias e a revisar o portfólio de shoppings, podendo vender entre duas e cinco unidades. Porém, o presidente da companhia, Rafael Sales, afirmou ao Estadão que os ativos são bons e não há urgência para venda;
  • O foco da Aliansce Sonae será em shoppings “dominantes”, com apelo ao consumidor e em áreas populosas, o que pode significar aquisições desde que atendam esse perfil. O crescimento se dará através de compra de participação adicional em shoppings em que já está presente ou em unidades de terceiros. Além disso, assim como já vinha ocorrendo, haverá expansões físicas de shoppings em funcionamento. Shoppings novos (greenfield) não estão no radar para os próximos 12 meses, uma vez que muitos lojistas ainda não se recuperaram da crise;
  • A captura esperada de economias com a fusão é estimada em torno de R$55 milhões a R$70 milhões ao ano (75% até 2022), com redução de despesas administrativas e comerciais. Para efeitos de comparação, o EBITDA combinado (sem eliminações) das duas companhias em 2018 teria sido de R$611 milhões. Considerando a dívida líquida combinada de R$1,3 bilhão, a alavancagem poderia reduzir de 2,1x para 1,9x.

C6 Bank é lançado com 200 mil contas

  • No dia 5 de agosto de 2019, o C6 Bank iniciou suas operações oficialmente, já com 200 mil contas abertas. O banco é 100% digital, com serviços oferecidos por meio de aplicativo de celular e pretende oferecer soluções “humano tech”, aliando tecnologia e talento;
  • Segundo o Estadão, a estratégia inicial é voltada aos clientes pessoa jurídica, com a oferta de maquininhas sem taxa de aluguel nem de aquisição para MEIs (Microempreendedores Individuais e empresas com faturamento na maquininha a partir de R$5 mil ao mês. Ainda nesse segmento, o banco oferecerá consultoria empresarial, para atender empresas com faturamento entre R$50 mil a R$50 milhões ao ano. Por ser um segmento com ainda poucas soluções customizadas, acreditam haver potencial de crescimento;
  • Inicialmente, o C6 será suportado por recursos próprios dos sócios, ex-sócios do BTG Pactual, porém no futuro esperam atrair grandes investidores, como o que ocorreu com o Banco Inter, por exemplo.

Banco Pine esclarece movimentação de ações

  • No dia 5 de agosto de 2019, o Banco Pine divulgou um comunicado ao mercado em que prestou esclarecimento à B3 acerca de movimentação atípica de ações de sua emissão. Segundo o documento, o banco e seu acionista controlador estão constantemente analisando alternativas para maximização de sua estrutura de capital;
  • Além disso, destacou que, em linha com suas demonstrações financeiras, estão em curso a implantação de novo modelo de negócios visando aumento da base de clientes e a continuidade da cura da carteira monitorada e venda de ativos não-core (imóveis e ativos financeiros referentes à antiga operação Corporate), ações que proverão novo ciclo de crescimento;
  • No entanto, afirmou que não há ainda definição sobre realização ou modelagem de uma ou mais operações, não houve ainda contratação de assessores financeiros e jurídicos para as operações e não há transações que tenham sido celebradas.
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