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Morning Call XP (01.ago): Brasil em foco, novo ciclo de cortes de juros se inicia

Tudo o que você precisa saber sobre os mercados nacional e internacional, com análises econômicas e políticas sobre fatos que podem impactar seus investimentos.

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IBOVESPA -1,09% | 101.812 Pontos

CÂMBIO 0,5% | 3,81/USD

O que pode impactar o mercado hoje

O Ibovespa teve dia de queda ontem (-1%) após o presidente do Banco Central americano, Jerome Powell, sinalizar que o corte de juros de 0,25% promovido ontem é um “ajuste de ciclo” e não o início de uma mudança na política monetária, causando dúvidas sobre cortes futuros.

Os mercados ainda atribuem probabilidade significativa de uma redução adicional em setembro (61,4%), mas nosso estrategista global, Alberto Bernal, espera um corte apenas no final do ano, com riscos de que não haja nenhum corte.

No Brasil, o Banco Central anunciou ontem um corte de 0,50% na taxa SELIC, acima da projeção da XP e da expectativa mediana de mercado. Assim, a taxa SELIC passa a ser de 6,00% ao ano, atingindo seu menor nível histórico.

No comunicado emitido após a reunião, entendemos que o BC sinalizou a possibilidade de seguir cortando na mesma magnitude na próxima reunião. Assim, acreditamos que mais dois cortes de 0,50% são possíveis, o que levaria a SELIC para 5,00% ainda neste ano e impulsionaria uma grande rotação de alocação para a bolsa adiante.

O mercado aguarda a votação da reforma da previdência no segundo turno da Câmara, esperada para as primeiras semanas de agosto, em meio a um ambiente político positivo. Além disso, a agenda após a Previdência começa a ganhar corpo, o que pode trazer novos horizontes para o Ibovespa.

No Panorama de Mercado de agosto, reiteramos nossa visão de que a bolsa é o melhor veículo para se investir no Brasil e aumentamos exposição para nomes domésticos. Realizamos três trocas na nossa carteira Top 10 ações XP: (i) saída de GGBR e entrada de PCAR; (ii) saída de VALE e entrada de PETR; e (iii) saída de BBAS e entrada de IRBR.

O Ibovespa negocia a 11,5x preço/lucro 2020, contra média histórica de 12,3x, e potencial de chegar a 14x. Mantemos nossas projeções de 115 mil pontos para o final do ano, 140 mil no final de 2020.

Do lado das empresas, retomamos a cobertura das ações da Petrobras (link) com recomendação de Compra com preços-alvo de R$36/35 para PETR4 e PETR3. Nossa tese se âncora no elevado desconto que as ações negociam em meio a um ciclo tão positivo para a companhia, com destaque para venda de ativos em refino e gás natural, além de desfecho da questão da Cessão Onerosa.

A Vale reportou resultados abaixo do esperado devido principalmente a custos mais elevados. Apesar disso, mantemos recomendação de Compra (preço-alvo de R$68/ação) seguindo riscos cada vez mais mitigados com normalização das operações, definição de grande parte das provisões e melhor cenário para custos e despesas no terceiro trimestre.

Tópicos do dia

Agenda de resultados hoje

GOL (GOLL4): Antes da abertura
Localiza (RENT3): Após o fechamento
Petrobras (PETR4): Após o fechamento
Clique aqui para acessar o calendário completo
Para ver um resumo dos resultados até o momento, clique aqui

Panorama de Mercado XP

  1. Bolsa em agosto – O que você precisa saber

Brasil

  1. Política Brasil:  Declarações de Bolsonaro não devem ter impacto significativo na votação da reforma da previdência 
  2. Banco Central corta juro em 0,50%. Acreditamos que o novo ciclo de cortes que se inicia poderá levar a SELIC para 5,00% ainda em 2019
  3. Novo projeto de saque do FGTS é adicionado à pauta de votações do Senado

Internacional

  1. EUA: Banco Central americano volta a cortar juros após 11 anos

Empresas

  1. Petrobras (PETR4): Grandes avanços estão acontecendo e não estão sendo vistos; Retomamos cobertura com COMPRA
  2. Vale (VALE3): Custos mais altos pesam no 2T, mas riscos sendo mitigados; Mantemos Compra
  3. Gol (GOLL4): Resultados ligeiramente acima do esperado no 2T19, impulsionados por receitas unitárias fortes
  4. Azul (AZUL4): ANAC distribui slots de Congonhas; Azul fica com 37%
  5. BR Distribuidora (BRDT3): Companhia cede nas margens, resultados fracos no 2T19
  6. JBS (JBSS3): Pilgrim’s Pride, controlada pela JBS, reporta um sólido 2T
  7. Estudo do IDC sobre uso de carteiras digitais no Brasil

Renda Fixa

  1. Rumo oficializa contrato de concessão da Norte-Sul; Ministro ressalta importância do trecho
  2. FI-FGTS reprovou venda de participação na Alupar

COE

  1. Spotify apresenta resultados sólidos no 2T19, destaque para o crescimento de novos usuários
  2. British Petroleum: Resultados acima das expectativas no 2T19, com destaque para o crescimento da produção


Veja todos os detalhes

Panorama de Mercado XP

Bolsa em agosto – O que você precisa saber para investir
 

  • Julho foi um mês de avanços importantes, o cenário é transformacional e único na história brasileira. O índice Ibovespa chegou a atingir níveis recordes de 106 mil pontos, mas recuou e fechou o mês em alta de 0,84%;
  • Nas reformas, a Previdência foi votada no primeiro turno na Câmara com economia próxima a R$900bi. Enquanto isso, a discussão em relação à reforma Tributária ganhou força, e a agenda após a Previdência começa a dominar a narrativa. Não menos importante, o Banco Central anunciou corte de 0,50% nos juros no último dia do mês, nova mínima histórica, dando início a um novo ciclo de cortes. Os juros baixos vieram para ficar, e vão durar mais do que se imagina. A combinação desses fatores é muito poderosa para a Bolsa;
  • O mercado aguarda a votação no segundo turno da Câmara, esperada para as primeiras semanas de agosto. Em meio a isso, a agenda após a Previdência começa a ganhar corpo, o que pode trazer novos horizontes para o Ibovespa. Todos os sinais são positivos. Seguimos vendo a bolsa como o melhor veículo para se investir no Brasil;
  • Para o mês de agosto, realizamos três trocas: (i) saída de GGBR e entrada de PCAR; (ii) saída de VALE e entrada de PETR; e (iii) saída de BBAS e entrada de IRBR. Os principais temas da nossa carteira Top 10 ações XP são: 1. SELIC baixa por mais tempo do que está precificado (RENT, ENBR e CPLE); 2. Crescimento acelerando (BBDC e PCAR); 3. Nomes de qualidade (LREN, RENT, IRBR e AZUL); e 4. Cíclicos globais descontados (PETR e JBSS). Para mais detalhes do que você deve saber para investir na bolsa no próximo mês e da composição das nossas carteiras, clique aqui e acesse o relatório completo.

Brasil

Política Brasil:  Declarações de Bolsonaro não devem ter impacto significativo na votação da reforma da previdência 

  • Declarações recentes de Bolsonaro não devem ter impacto significativo na votação do segundo turno da reforma da previdência na próxima semana. A continuidade da liberação de recursos, da distribuição de cargos e a baixa resistência encontrada pelos parlamentares em seus redutos durante o recesso contribuem para o ambiente positivo.

Banco Central corta juro em 0,50%. Acreditamos que o novo ciclo de cortes que se inicia poderá levar a SELIC para 5,00% ainda em 2019

  • O Banco Central do Brasil (BC) anunciou ontem um corte de 0,50% na taxa SELIC, acima da projeção da XP e da expectativa mediana de mercado divulgada pelo Broadcast e Bloomberg (corte de 0,25% em ambas). A decisão foi unânime. Assim, a taxa SELIC passa a ser de 6,00% ao ano, atingindo seu menor nível histórico;
  • No comunicado emitido após a reunião, entendemos que o BC sinalizou a possibilidade de seguir cortando 0,50% na próxima reunião ao ressaltar que: i) o cenário externo mostra-se benigno, ii) a retomada da atividade econômica ainda é gradual, iii) a inflação segue controlada e iv) que o processo de reformas e ajustes tem avançado positivamente;
  • É natural esperar que o BC siga monitorando a evolução dos riscos para a inflação e reavaliando sua estratégia se julgar necessário, mas acreditamos que mais dois cortes de 0,50% são possíveis, o que levaria a SELIC para 5,00% ainda neste ano.

Novo projeto de saque do FGTS é adicionado à pauta de votações do Senado

  • De acordo com o Valor Econômico, o plenário do Senado acrescentou em sua pauta de votações um projeto que permite que o trabalhador receba o montante do FGTS mesmo quando pedir demissão;
  • A proposta é da senadora Rose de Freitas (Podemos – ES) e apesar de tramitar na Casa desde 2016, sempre contou com a objeção do Palácio do Planalto. Tanto o governo quanto a Caixa Econômica são contrários ao avanço da medida, já que o montante retido no FGTS financia iniciativas como o Minha Casa Minha vida;
  • Entre os governistas, a ordem é brecar o projeto da senadora e aprovar na íntegra a medida provisória que alterou as regras para recebimento do FGTS em caso de demissão. Pelas novas regras da MP, além da possibilidade de sacar até R$500 de cada conta, os cotistas poderão também optar pelo chamado saque-aniversário, que prevê retiradas anuais de um percentual das contas ativas e inativas.

Internacional

EUA: Banco Central americano volta a cortar juros após 11 anos

  • O Banco Central americano (FED) decidiu cortar a taxa de juros em 0,25%, levando os juros para o intervalo de 2,00% – 2,25%. A decisão não foi unânime, uma vez que dois membros votantes do comitê votaram por manutenção. Assim, o FED volta a cortar a taxa de juros após 11 anos;
  • Em discurso após a decisão, Jerome Powell, presidente do FED, reforçou que tanto a guerra comercial quanto a desaceleração dos investimentos das empresas tiveram peso significativo no processo decisório, mas que a economia americana está sólida e sustentada pelo crescimento do consumo das famílias. Além disso, Powell assegurou que as futuras decisões do FED serão baseadas exclusivamente na evolução dos dados de atividade econômica e que o BC não sofre influência política em suas decisões;
  • A expectativa de mercado após a fala de Powell ficou dividida entre mais um corte de 0,25% e manutenção na próxima reunião. De acordo com nosso estrategista, Alberto Bernal, a dissidência na votação mostra que não há urgência em se cortar mais juros agora e que o cenário base é de manutenção. Os dois riscos para o nosso cenário são: i) acentuação da guerra comercial e ii) se a situação do Brexit (saída do Reino Unido da União Européia) piorar. De toda forma, acreditamos que esses riscos estão controlados por enquanto.

Empresas

Petrobras (PETR4): Grandes avanços estão acontecendo e não estão sendo vistos; Retomamos cobertura com COMPRA

  • Retomamos a cobertura das ações da Petrobras com recomendação de COMPRA e preços-alvo de 12 meses de R$ 36 / R$ 35 / US$ 18,5 / US$ 18 para PETR4 / PETR3 / PBR_A / PBR. Todas as nossas estimativas se ancoram em uma hipótese de preços de petróleo de US$60/barril no longo prazo;
  • O ano de 2019 foi intenso para a Petrobras, com grandes marcos como (1) a conclusão da renegociação do contrato da Cessão Onerosa com a União, com um reembolso acordado de US$ 9,058 bilhões para a empresa, (2) a permissão obtida pela empresa no plenário do STF para a venda de suas subsidiárias sem a necessidade de autorização legislativa, (3) o sucesso da venda de 90% da rede de gasodutos TAG e (4) a conclusão da oferta secundária e consequente privatização da BR Distribuidora;
  • Além disso, grandes eventos estão por vir, como (1) a privatização de 8 das suas refinarias, (2) a agenda do governo federal para abrir o mercado brasileiro de gás natural e (3) potenciais ganhos após o leilão dos barris excedentes da Cessão Onerosa; Apesar de tudo, as ações da Petrobras continuam excessivamente descontadas, negociando a patamares de múltiplos 15% abaixo do histórico e a um desconto de 30% em relação às grandes petroleiras globais. Não acreditamos que isso seja justo no momento atual, e vemos um risco-retorno atrativo nas ações. Clique aqui para acessar o relatório completo.

Vale (VALE3): Custos mais altos pesam no 2T, mas riscos sendo mitigados; Mantemos Compra

  • A Vale acaba de divulgar os resultados do 2T19. O foco se mantém nas atualizações de Brumadinho, com US$1,5bi em provisões e despesas no trimestre, considerando potenciais perdas/danos ambientais e coletivos, o que ajuda a mitigar riscos adicionais, além dos US$4,5mi anunciados no 1T19. O EBITDA operacional de US$4,6bi foi 8% abaixo do nosso e 6% abaixo do consenso frente ao custo por tonelada US$7/t acima do que o mercado esperava;
  • Mantemos nossa recomendação de Compra (preço-alvo de R$68/ação), uma vez que vemos o 2T19 como um trimestre de transição, marcado pela normalização das operações e definição da maioria das provisões, o que deve permitir que as ações da Vale voltem gradualmente a negociar com base em fundamentos;
  • Vemos as ações negociando a 4x EV/EBITDA 2020, um desconto de 25% em relação aos pares e esperamos uma convergência gradual para os 10-15% que consideramos justos, com um rendimento de caixa de 10-15% em 2019-20. Assumimos conservadoramente em nosso modelo uma despesa efetiva de US$3,3bi já em 2019-20 (55% das provisões). Clique aqui para relatório completo.

Gol (GOLL4): Resultados ligeiramente acima do esperado no 2T19, impulsionados por receitas unitárias fortes

  • A Gol reportou resultados ligeiramente mais fortes do que o esperado no 2T19, com uma margem operacional de 10,2%, o que se compara com nossa estimativa de 10,1% e de ~8% do consenso. Excluindo as despesas não recorrentes, a margem operacional teria atingido 12,7%. O principal catalisador para o desempenho mais forte no trimestre foi o aumento acima das expectativas na receita unitária de passageiros (que aumentaram 29% a/a), resultando em (a) um crescimento de ~38% na receita líquida (R$ 3.141mi), (b) um yield de R$ 31,76 centavos (ambos ~4% acima da nossa estimativa) e (c) um resultado operacional aproximadamente 5% acima do esperado (de R$ 319 mi). No geral foi um trimestre positivo, e esperamos reação positiva das ações
  • Com relação aos custos, o custo unitário alcançou ~R$ 25 centavos (custo por ASK), ~4% acima das nossas estimativas impactado principalmente por maiores despesas com vendas e marketing e maiores custos de manutenção. No geral, os custos no trimestre foram afetados (i) pela depreciação do Real de 9%, (ii) pela maior depreciação devido à inclusão líquida de 5 jatos na frota e capitalização de alguns componentes, e (iii) pela provisão para devolução de jatos (R$ 192 mi). Para mitigar os impactos relacionados à paralisação do Boeing MAX, a Gol pretende reduzir o número de jatos Boeing NG a serem devolvidos no ano, de 12 para 2 em 2019. Os pagamentos referentes ao período pré-entrega também serão postergados para 2020;
  • A Gol também revisou algumas de suas projeções para os próximos 2 anos de forma a refletir o ambiente atual de câmbio e mercado, sendo os principais destaques: (i) aumento de ~200 bps no crescimento anual esperado na oferta doméstica para 2019 e de ~100 bps em 2020 (com uma redução simultânea de 10 p.p. no ​​crescimento da oferta internacional), resultando em uma expectativa de crescimento a/a de 5% a 6% no ASK doméstico em 2019 e 2020; (ii) aumento de ~100 bps na taxa de ocupação de 2020, no intervalo de 80-82%; e (iii) receitas maiores nos dois anos (4% superiores à previsão anterior em 2019, e 8% em 2020). A receita e o crescimento esperado de ASK em 2019 são ligeiramente superiores às nossas estimativas atuais.

Azul (AZUL4): ANAC distribui slots de Congonhas; Azul fica com 37%

  • A ANAC finalizou ontem o processo de distribuição provisória dos 41 slots da Avianca Brasil no Aeroporto de Congonhas (SP). A Azul (AZUL4) ficou com 15 slots (~37% do total), levemente abaixo das leituras iniciais. 12 slots ficaram com a MAP e 14 com a Passaredo;
  • A MAP e a Passaredo deverão comprovar o atendimento de requisitos operacionais exigidos para operação no aeroporto até o dia 9 de agosto, e após a aprovação as empresas poderão iniciar a oferta de voos. Caso uma das empresas não seja autorizada a operar, a distribuição seguirá a regra vigente;
  • Tendo em vista a reorganização dos slots após a saída da Avianca, nossos números já embutem crescimento de oferta no ano superior ao estipulado pelas projeções da companhia no mercado doméstico (~20% a/a, em linha com o 1S19). A eventual entrada em rotas de ponte aérea pode resultar em crescimento ainda superior ao estimado em nossa visão. Temos recomendação de compra para as ações da Azul, com preço-alvo de R$ 60,0/ação.

BR Distribuidora (BRDT3): Companhia cede nas margens, resultados fracos no 2T19

  • Em 31 de julho, a BR Distribuidora reportou um EBITDA ajustado de R$ 518 milhões (margem de R$ 52 / m3), muito abaixo dos nossos R$ 774,5 milhões e consenso de R$ 743,2 milhões. Os maiores desapontamentos frente às nossas expectativas foram nas linhas de postos de combustíveis e grandes consumidores, refletindo principalmente a redução de margens brutas pela companhia a fim de recuperar a participação de mercado. Além disso, variações negativas de estoque também prejudicaram o resultado;
  • Além disso, após a efetiva privatização da BR em julho, a empresa apresentou 10 iniciativas para melhorar sua lucratividade, como (1) sistema eficiente de precificação, (2) iniciativas em compras, (3) otimização logística, (4) gestão de despesas, (5) gestão de pessoal, (6) marketing, (7) gestão de ativos, (8) conveniência, (9) lubrificantes e (10) programas de fidelidade;
  • Temos uma avaliação negativa dos resultados do BR no 2T19. O trimestre ilustra perfeitamente nossas preocupações desde que iniciamos cobertura: a BRDT poderia eventualmente abrir mão de margens para recuperar participação de mercado. Dito isso, ainda vemos oportunidades em reduções de custo e nos dividendos atrativos da ação, e mantemos nossa recomendação Neutra, com preço-alvo de R$30.

JBS (JBSS3): Pilgrim’s Pride, controlada pela JBS, reporta um sólido 2T

  • A americana Pilgrim’s Pride, empresa controlada pela JBS, reportou sólidos resultados para segundo trimestre de 2019, com margens acima da nossa estimativa. O EBITDA teve alta de 39% A/A, em US$347,1mi, com a margem EBITDA surpreendendo, com alta de 310bps A/A e 480bps T/T, em 12,3%, 20% acima do esperado pelo mercado;  
  • Os resultados sólidos foram impulsionados principalmente por: 1) forte demanda no México, dada a menor disponibilidade de proteínas substitutas (principalmente carne suína dos EUA); e 2) preços mais altos de frango nos EUA, que foram muito pressionados no 2T18 e nesse trimestre voltaram ao patamar médio dos últimos cinco anos;
  • A JBS divulgará os resultados no dia 14 de agosto. Esperamos um forte 2T19, com EBITDA de R$4,7bi e margem EBITDA de 9,1%. Mantemos recomendação de Compra.

Estudo do IDC sobre uso de carteiras digitais no Brasil

  • Segundo pesquisa da consultoria IDC, 61% dos brasileiros das classes A, B e C usam carteiras digitais. A penetração na parcela da população mais jovem (entre 18 e 24 anos) chega a 66%, enquanto apenas 37% da população acima de 60 anos fazem uso dessa tecnologia;
  • A pesquisa ainda sugere o aumento do uso de canais digitais para acessar serviços financeiros em comparação a transações feita de forma presencial. De acordo com os dados, 24% dos brasileiros fizeram interações via celular no últimos 12 meses, enquanto 16% usaram caixa eletrônico, 14% computador e 13% atendentes de agência. Além disso, a pesquisa aponta que mais de 60% dos brasileiros usaram celulares para abrir conta ou obter um produto ou serviço financeiro nos últimos anos;
  • A oferta de carteiras eletrônicas está crescendo no Brasil, que lidera o mercado de fintechs na América Latina com 380 empresas ano passado, segundo pesquisa do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Do lado das empresas de varejo da nossa cobertura, empresas como B2W, Lojas Americanas, Magazine Luiza e Via Varejo já se posicionaram para essa tendência, ofertando serviços financeiros digitais com objetivo de melhorar a experiência de compra e agregar mais serviços a plataforma.

Renda Fixa

Rumo oficializa contrato de concessão da Norte-Sul; Ministro ressalta importância do trecho

  • A Rumo celebrou contrato oficializando a concessão do trecho da Ferrovia Norte-Sul que venceu em março desse ano. Conforme previsto, a concessionária pagará R$2,7 bilhões em 10 anos pela concessão. O início das operações é esperado para 2019, com dois anos de antecedência em relação ao prazo final estabelecido no contrato;
  • Durante a cerimônia de assinatura do contrato, o ministro da Infraestrutura ressaltou a importância do trecho para o setor de transportes brasileiro, uma vez que interliga Goiás, Minas Gerais e São Paulo, referindo-se a ele como “grande espinha dorsal ferroviária”. A declaração é positiva para a empresa, principalmente ao se considerar que o trecho é complementar às malhas já operadas pela Rumo;
  • O ministro declarou também que “a ferrovia se agrega a outros empreendimentos dentro de uma estratégia ferroviária muito sólida”, um indicativo positivo de que novos leilões no setor podem ocorrer, em linha com o esperado dada a necessidade de expansão da matriz ferroviária no país.

FI-FGTS reprovou venda de participação na Alupar

  • A venda da participação do fundo na empresa de energia Alupar não foi aprovada. Eram necessários nove votos a favor, porém três dos 11 presentes votaram contra o desinvestimento. O presidente do comitê do fundo disse que, apesar da reprovação, o tema ainda pode ser discutido novamente, sem data prevista, e avaliou que o desinvestimento pode ocorrer em um momento melhor, dado que atualmente há muita liquidez;
  • A participação do FI-FGTS atualmente é avaliada em R$800 milhões e o fundo busca o desinvestimento após obter retorno de cerca de 200% em dez anos com o projeto da Alupar. A venda faz parte da estratégia da Caixa Econômica Federal de desinvestimento do fundo.

COE

Spotify apresenta resultados sólidos no 2T19, destaque para o crescimento de novos usuários

  • O Spotify divulgou nessa quarta-feira receitas de EUR 1,66bi no 2T19, número 31% superior no ano contra ano e acima do consenso, com expansão da margem operacional ao atingir 26%. Como toda empresa de tecnologia em estágio inicial, a empresa segue com queima de caixa, mas apresentou forte potencial para gerar lucro operacional positivo já no próximo trimestre, surpreendendo as expectativas de mercado;
  • Com crescimento em diversas regiões onde atua, o grande destaque positivo foi o marco de 232mi de usuários ativos por mês, com o número de assinaturas Premium (serviço pago) atingindo 108mi, ambos os números em linha com o consenso de mercado. Outro destaque importante foi o relevante crescimento das receitas com publicidade online e aumento do engajamento dos usuários em relação ao uso da plataforma;
  • Os dirigentes da empresa anunciaram suas estimativas para este ano, em linha com o consenso, com destaque para a continuidade dos investimentos na melhoria operacional do uso da plataforma e diversificação das receitas, como no segmento de podcast. A maior empresa de streaming de música do mundo pretende se tornar a maior empresa de streaming de áudio, podendo desembolsar o total de ~US$ 500 mi em investimentos até o final do ano. O grupo também anunciou que concluiu as negociações com dois de seus principais parceiros musicais, as gravadoras Sony Music e Merlin Network, além do lançamento da parceria com a plataforma para games da Sony, PlayStation, na América Latina e Oriente Médio;
  • Em suma, a Spotify mantém-se bem posicionada para continuar ganhando participação de mercado, considerando a escala, diversidade do conteúdo, eficiência e integração da plataforma com outros sistemas.

British Petroleum: Resultados acima das expectativas no 2T19, com destaque para o crescimento da produção

  • Embora tenha registrado queda de 4% nas receitas e 35% no lucro, a gigante petrolífera apresentou resultados acima das expectativas de mercado. Considerando ajustes, o lucro manteve-se estável em US$ 2,8bi, enquanto que as receitas foram de US$ 73,7bi;
  • O grande destaque positivo foi o crescimento de 4% na produção, atingindo 3,8mi de barris por dia, considerando a média de preço de US$69/barril para o petróleo Brent, número acima dos US$ 63/barril praticados no 1T19. Outro destaque positivo foi o crescimento nas atividades de baixo carbono, incluindo uma expansão significativa no Brasil. O grupo também apresentou avanço no plano de venda de ativos, estimado em US$ 10bi até o final do próximo ano, já tendo alienado ativos no valor de US$ 1,5bi;
  • A BP também executou mais um dos pagamentos dedicados ao governo americano até 2032, como parte de seu acordo de US$ 20bi em conexão com o vazamento de óleo no Golfo do México em 2015. Dirigentes do grupo também anunciaram que embora o crescimento no 2T19 tenha sido muito positivo, suas estimativas para o terceiro trimestre consideram o impacto negativo causado pelo furacão Barry nas operações no Golfo do México.
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O investimento em ações é indicado para investidores de perfil moderado e agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela XP Investimentos Ação é uma fração do capital de uma empresa que é negociada no mercado. É um título de renda variável, ou seja, um investimento no qual a rentabilidade não é preestabelecida, varia conforme as cotações de mercado. O investimento em ações é um investimento de alto risco e os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros e nenhuma declaração ou garantia, de forma expressa ou implícita, é feita neste material em relação a desempenhos. As condições de mercado, o cenário macroeconômico, os eventos específicos da empresa e do setor podem afetar o desempenho do investimento, podendo resultar até mesmo em significativas perdas patrimoniais. A duração recomendada para o investimento é de médio-longo prazo. Não há quaisquer garantias sobre o patrimônio do cliente neste tipo de produto. O investimento em opções é preferencialmente indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela XP Investimentos. No mercado de opções, são negociados direitos de compra ou venda de um bem por preço fixado em data futura, devendo o adquirente do direito negociado pagar um prêmio ao vendedor tal como num acordo seguro. As operações com esses derivativos são consideradas de risco muito alto por apresentarem altas relações de risco e retorno e algumas posições apresentarem a possibilidade de perdas superiores ao capital investido. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. O investimento em termos é indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela XP Investimentos. São contratos para compra ou a venda de uma determinada quantidade de ações, a um preço fixado, para liquidação em prazo determinado. O prazo do contrato a Termo é livremente escolhido pelos investidores, obedecendo o prazo mínimo de 16 dias e máximo de 999 dias corridos. O preço será o valor da ação adicionado de uma parcela correspondente aos juros – que são fixados livremente em mercado, em função do prazo do contrato. Toda transação a termo requer um depósito de garantia. Essas garantias são prestadas em duas formas: cobertura ou margem. O investimento em Mercados Futuros embute riscos de perdas patrimoniais significativos, e por isso é indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela XP Investimentos. Commodity é um objeto ou determinante de preço de um contrato futuro ou outro instrumento derivativo, podendo consubstanciar um índice, uma taxa, um valor mobiliário ou produto físico. É um investimento de risco muito alto, que contempla a possibilidade de oscilação de preço devido à utilização de alavancagem financeira. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. As condições de mercado, mudanças climáticas e o cenário macroeconômico podem afetar o desempenho do investimento.

A XP Investimentos CCTVM S/A, inscrita sob o CNPJ: 02.332.886/0001-04, é uma instituição financeira autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.Toda comunicação através de rede mundial de computadores está sujeita a interrupções ou atrasos, podendo impedir ou prejudicar o envio de ordens ou a recepção de informações atualizadas. A XP Investimentos exime-se de responsabilidade por danos sofridos por seus clientes, por força de falha de serviços disponibilizados por terceiros. A XP Investimentos CCTVM S/A é instituição autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.


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