IBOVESPA -0,12% | 158.359 Pontos
CÂMBIO -0,38% | 5,34/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de quinta-feira próximo da estabilidade, com uma leve queda de 0,1%, aos 158.360 pontos, em um dia de menor liquidez devido ao feriado de Ação de Graças nos EUA. No cenário doméstico, o Caged de outubro veio abaixo das expectativas, mas ainda sinalizando uma atividade e mercado de trabalho resilientes no Brasil. Entre as companhias de maior relevância no índice, Petrobras (PETR3, PETR4) subiu 0,5% enquanto os investidores esperavam a divulgação do plano de negócios da companhia após o fechamento de mercado, enquanto Vale recuou 0,4%.
Pão de Açucar (PCAR3, +3,2%) também apresentou alta. A companhia anunciou que contratou um empréstimo de R$ 470 milhões com o objetivo de alongar uma de suas dívidas. Na ponta negativa, Hapvida (HAPV3, -5,3%) voltou a recuar, ainda refletindo a divulgação de resultados significativamente abaixo das expectativas no 3T25, o que gerou uma onda de revisões negativas nas recomendações de analistas.
Nesta sexta-feira, destaque para a divulgação da taxa de desemprego referente a outubro no Brasil. Além disso, publicamos um relatório sobre o pagamento de dividendos extraordinários. A aprovação da reforma do Imposto de Renda pela Câmara dos Deputados em 1º de outubro introduziu uma medida compensatória de imposto de renda retido na fonte (IRRF) de 10% sobre dividendos mensais acima de R$ 50.000 pagos por empresas a pessoas físicas no Brasil, acompanhada de uma emenda que estabelece que os lucros apurados até 31 de dezembro de 2025 permanecerão isentos desse imposto, mesmo que distribuídos até 2028. Essa combinação criou um forte incentivo para que as companhias brasileiras antecipem anúncios de dividendos antes do final de 2025, e nomes como Allos, Itaú e Vale já o fizeram, totalizando R$ 42,2 bilhões. Saiba mais aqui.
Renda Fixa
As taxas futuras de juros apresentaram movimentos sem direção clara ao longo da curvanesta quinta-feira. O Caged de outubro mostrou criação líquida de 85.147 vagas, abaixo da expectativa do mercado (entre 105 mil e 120 mil), enquanto os comentários de Galípolo foram vistos como mais duros, reduzindo as apostas em cortes da Selic e pressionando a ponta curta da curva. O DI jan/26 encerrou em 14,89% (- 0,2bps vs. pregão anterior); DI jan/27 em 13,55% (+2,7bps); DI jan/29 em 12,72% (+1bps); DI jan/31 em 13,01% (- 1,4bps). Nos Estados Unidos, o mercado de Treasuries permaneceu fechado devido ao feriado de Ação de Graças.
Mercados globais
Nesta sexta-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,1%; Nasdaq 100: +0,2%), com o Nasdaq Composite caminhando para encerrar uma sequência de sete meses de ganhos. O avanço de novembro foi pressionado por realização em nomes de tecnologia, à medida que dúvidas sobre a lucratividade futura das empresas de IA pesaram sobre o mercado. Ainda assim, parte dos investidores vê o recuo como uma oportunidade para um possível rali de fim de ano, especialmente após a forte recuperação dos últimos dias.
Na Europa, as bolsas operam em leve baixa (Stoxx 600: -0,1%) conforme os investidores digerem o fim de um mês bastante volátil para ativos globais. A região enfrentou fortes oscilações por conta das preocupações com valuations de IA e incertezas de política monetária, embora o sentimento tenha melhorado nesta semana com expectativas de corte de juros pelo Fed em dezembro. No setor automotivo, a produção britânica caiu 23,8% em outubro devido a um ataque cibernético que paralisou a Jaguar Land Rover por mais de duas semanas. Investidores também monitoram hoje dados preliminares de inflação de diversos países europeus.
Na China, os mercados fecharam em mistos (CSI 300: +0,3%; HSI: -0,3%), em meio às expectativas de corte de juros pelo Fed e incertezas em relação à inteligência artificial. O Nikkei 225 subiu 0,2%, enquanto o Topix avançou 0,3%, ambos em sua terceira sessão positiva, após a inflação central de Tóquio subir 2,8%, acima do esperado, reforçando a possibilidade de alta de juros pelo Banco do Japão.
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a quinta-feira em alta de 0,45%, impulsionado principalmente pelo desempenho dos fundos de papel, que avançaram 0,50%, enquanto os fundos de tijolo registraram alta de 0,43%. Com esse desempenho, o IFIX renovou sua máxima histórica, atingindo 3.634,55 pontos, acumulando valorização de 1,14% no mês e de 16,63% no ano. Entre as maiores altas do dia, destacaram-se VILG11 (+3,8%), VINO11 (+3,0%) e TGAR11 (+2,1%). Já entre as principais quedas figuraram AIEC11 (-1,1%), URPR11 (-0,6%) e WHGR11 (-0,6%).
Economia
Divulgado ontem, o relatório do Caged mostrou criação líquida de 85,1 mil empregos formais em outubro, abaixo das expectativas. Segundo nossas estimativas com ajuste sazonal, o saldo de empregos recuou para 82 mil, ante 115 mil em setembro. O acumulado em 12 meses atingiu 1,352 milhão de vagas em outubro. O cenário de taxa de desemprego historicamente baixa e salários reais em alta persiste. Projetamos criação líquida de 1,320 milhão de empregos formais em 2025, após 1,680 milhão em 2024. Nossa projeção para 2026 é de 950 mil vagas com carteira assinada.
Na agenda doméstica, destaque para a divulgação da Pnad, que deve continuar apresentando um mercado de trabalho aquecido, com a taxa de desemprego nas mínimas históricas, em torno de 5,5%. Além disso, o resultado do setor público de outubro deve apresentar superávit de R$ 33,3 bilhões.
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Economia
Taxa de desemprego deve continuar nas mínimas históricas
- O relatório do Caged mostrou criação líquida de 85,1 mil empregos formais em outubro, abaixo das expectativas (XP: 102 mil; Mercado: 110 mil). Segundo nossas estimativas com ajuste sazonal, o saldo de empregos recuou para 82 mil, ante 115 mil em setembro. O acumulado em 12 meses atingiu 1,352 milhão de vagas em outubro, ante 1,398 milhão na leitura anterior. A maioria dos setores arrefeceu na comparação mensal, entretanto, o cenário de taxa de desemprego historicamente baixa e salários reais em alta persiste. Em suma, projetamos criação líquida de 1,320 milhão de empregos formais em 2025, após 1,680 milhão em 2024. Nossa projeção para 2026 é de 950 mil vagas com carteira assinada.
- O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia deve ser concluído em dezembro durante a cúpula do bloco no Brasil segundo o embaixador brasileiro Ricardo Neiva Tavares que considera o pacto estratégico para ampliar exportações e investimentos. Apesar da expectativa positiva o processo enfrenta resistência na Europa pois o Parlamento francês aprovou por unanimidade uma resolução pedindo que o governo se oponha ao acordo alegando riscos à agricultura e ao meio ambiente. O tratado prevê a integração de dois mercados que juntos representam cerca de 722 milhões de pessoas e um PIB de aproximadamente 22 trilhões de dólares. Entre os principais pontos estão maior acesso para produtos industriais e serviços europeus nos países do Mercosul e ampliação da entrada de commodities agrícolas sul-americanas na Europa.
- Na agenda doméstica, destaque para a divulgação da Pnad, que deve continuar apresentando um mercado de trabalho aquecido, com a taxa de desemprego nas mínimas históricas, em torno de 5,5%. Além disso, o resultado do setor público de outubro deve apresentar superávit de R$ 33,3 bilhões.
Empresas
BTG (BPAC): Incorporando a Mudança – ROE, Eficiência e Valuation
- Após a divulgação dos resultados do 3T do BTG, estamos atualizando nosso modelo para incorporar os dados mais recentes, as premissas macroeconômicas atualizadas e um novo preço-alvo para o final de 2026.
- Desde nossa última atualização, as ações do BTG valorizaram cerca de 60%, superando significativamente o IBOV (~30%).
- No entanto, esse desempenho de preço foi sustentado por uma série de resultados acima do consenso, demonstrando que a melhora nos fundamentos acompanhou o rali.
- Estamos revisando nossas estimativas de lucro líquido para cima em +18% para 2026 e +19% para 2027, impulsionadas por um momentum mais forte na receita e alavancagem operacional sustentada.
- Como resultado, nosso novo preço-alvo para o final de 2026 é de R$63 por ação (vs. R$36 por ação para 2025), implicando um potencial de valorização de 19%.
- Isso, combinado com maior convicção na sustentabilidade de ROEs acima de 30%, apoia a elevação da nossa recomendação para Compra.
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Varejo XP: Uma Black Friday recorde a caminho
Nesta edição do Carrinho XP, apresentamos uma visão geral do que esperar para a Black Friday (BF) deste ano. Destacamos:
- A Black Friday 2025 no Brasil está se configurando como uma temporada forte, com expectativa de atingir um novo recorde de R$ 5,4 bilhões, enquanto o e-commerce deve continuar ganhando participação;
- Apesar do poder de compra apertado ser um obstáculo para a demanda, o pagamento do 13º salário, junto com a busca por boas ofertas, deve sustentar um desempenho sólido no evento;
- Acreditamos que as vendas do 11.11 e da Black Friday podem canibalizar as compras de fim de ano, já que os consumidores podem antecipar o consumo;
- Por categoria, eletrônicos e eletrodomésticos são os destaques principais, embora vestuário também esteja em foco, enquanto saúde ganhou espaço com o forte crescimento dos medicamentos GLP-1;
Clique aqui para acessar o relatório completo.
Varejo XP: As estratégias dos marketplaces para a Black Friday
- Nesse relatório, apresentamos uma visão geral das principais estratégias adotadas pelas plataformas líderes de marketplace para a Black Friday (BF), já que as expectativas para as vendas do e-commerce brasileiro estão particularmente altas este ano (veja mais aqui). Nossos principais destaques são:
- MELI está intensificando seus esforços promocionais em suas duas plataformas (Mercado Livre e Mercado Pago);
- Amazon está focada em 1P com descontos pesados e cupons de hora em hora, além de lançar a “Black Friday Mega Live” para alcançar novos públicos;
- Shopee concentrou seus esforços no 11.11, mas também deve estar ativa durante a BF com R$16 milhões em cupons;
- Nossa pesquisa proprietária sobre consumo online mostra indicações positivas para a BF, com 70% dos consumidores planejando comprar durante o evento;
- Mantemos otimismo com o desempenho da BF, embora vejamos riscos de canibalização para as vendas de dezembro;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Kepler Weber (KEPL3): Construindo resiliência por meio da diversificação
Feedback do Investor Day 2025
- A Kepler Weber organizou seu Investor Day de 2025, contando com a presença dos principais executivos, membros do conselho e principais stakeholders de toda a cadeia de valor agrícola, em uma discussão perspicaz sobre tendências estruturais e oportunidades de crescimento.
- Vemos a estratégia da Kepler ancorada na diversificação, combinando modernização de portfólio e expansão de mercado endereçável (notadamente Argentina), enquanto explora fontes recorrentes de receita, como aluguel de unidades de armazenamento e oportunidades de monetização em soluções de conectividade pós-colheita.
- Apesar de um cenário macroeconômico desafiador, fatores estruturais como a expansão da base agrícola do Brasil e um déficit persistente de armazenamento continuam a sustentar a demanda, mitigando a ciclicidade e mantendo uma rentabilidade saudável, ao mesmo tempo em que mantendo uma alocação disciplinada de capital.
- No geral, continuamos sendo construtivos quanto aos esforços comerciais da empresa para fortalecer a resiliência, com a Kepler bem posicionada quando o ciclo virar, com uma história de crescimento plausível e um valuation descontado apoiando nossa recomendação de Compra.
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Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- UK signals expansion of short-term debt market in ‘radical’ borrowing shift (Financial Times);
- Mercado secundário vai ser ‘grande virada’ no financiamento imobiliário, diz presidente da Caixa (Valor Econômico);
- Renegociações de dívidas rurais levam R$ 90 bi de crédito da safra (Globo Rural);
- Moody’s Ratings downgrades Raízen to Ba1 from Baa3; ratings remain under review for downgrade (Moody´s);
- Clique aqui para acessar o clipping.
Estratégia
Pagamento de dividendos extraordinários pode ser significativo no Brasil
- A aprovação da reforma do Imposto de Renda pela Câmara dos Deputados em 1º de outubro introduziu uma medida compensatória de imposto de renda retido na fonte (IRRF) de 10% sobre dividendos mensais acima de R$ 50.000 pagos por empresas a pessoas físicas no Brasil, acompanhada de uma emenda que estabelece que os lucros apurados até 31 de dezembro de 2025 permanecerão isentos desse imposto, mesmo que distribuídos até 2028;
- Essa combinação criou um forte incentivo para que as companhias brasileiras antecipem anúncios de dividendos antes do final de 2025, e nomes como Allos, Itaú e Vale já o fizeram, totalizando R$ 42,2 bilhões;
- Neste relatório, consideramos três cenários para identificar quais empresas têm capacidade de antecipar pagamentos de dividendos. Somando todos os cenários, estimamos um intervalo entre R$ 42 bilhões e R$ 85 bilhões em dividendos adicionais a serem anunciados nas próximas semanas/meses. Acreditamos que isso pode atuar como um catalisador para essas ações e dar suporte ao mercado;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- Fundos imobiliários reagem e IFIX volta a renovar máxima na véspera de rali de dividendos (Suno);
- FIIs ganham protagonismo e viram principais compradores do mercado imobiliário (InfoMoney);
- Compra milionária do HGLG11 em galpões logísticos levanta a pergunta: vale investir? (Valor Investe);
- Clique aqui para acessar o relatório.
ESG
Explorando os temas que os investidores estão acompanhando de perto
- Nas últimas semanas, nos reunimos com investidores em São Paulo e no Rio de Janeiro para avaliar o sentimento do mercado em relação à agenda ESG. Em linha com as demais reuniões recentes que fizemos, os investidores seguem construtivos quanto ao papel estratégico do Brasil no contexto global de descarbonização, apesar das incertezas macroeconômicas e políticas de curto prazo;
- De forma geral, as discussões foram altamente temáticas, com foco em curtailment e armazenamento de energia, aceleração da demanda por data centers, o papel estratégico dos minerais críticos, o escrutínio crescente sobre governança e principais destaques do PRI In Person e da COP30;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.

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