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Resultados do Snap e American Express – 🌎Radar Global

Trimestre desafiador do Snap, American Express decepciona em projeções futuras e rede de supermercados do Alibaba enfrenta forte demanda.

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MACRO

Mercados globais amanhecem negativos (EUA -0,9% e Europa -2,1%) à medida que o avanço dos casos de Covid-19 e as perspectivas mais contracionistas do Federal Reserve contribuem para um movimento de aversão ao risco dos investidores. Nos EUA, a temporada de resultados ganhará tração em semana importante, uma vez que 179 membros do S&P 500 divulgarão seus balanços, incluindo as big techs: Apple, Meta, Amazon, Google e Microsoft. Na Europa, a reeleição do presidente da França, Emmanuel Macron, catalisou novas preocupações com o crescimento econômico da região. O presidente deverá continuar exercendo pressão para um embargo europeu sobre ambos petróleo e gás russos, o que impactará a economia local, ao menos no curto prazo. Na China, o índice de Hang Seng (-3,7%) sofre a sua maior baixa dos últimos dois anos em consequência do avanço da pandemia em território chinês, ocasionando novas medidas restritivas que terão impacto na atividade econômica do país. A capital da China, Pequim, entrou em lockdown parcial após reportar que o vírus estaria circulando despercebido na cidade há pelo menos uma semana. Por fim, o petróleo (-4,2%) amanhece em queda com os temores relacionados ao possível crescimento global mais fraco.

Coronavírus: Novo levantamento na Inglaterra aponta que 7 em cada 10 pessoas foram infectados pela Covid-19 no país. Como resultado, 38,5 milhões de pessoas teriam contraído o vírus desde abril de 2020, ou 70,7% da população da nação.

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EMPRESAS

Snap relata trimestre desafiador em sua divulgação de resultados: O Snap (NYSE: SNAP, BDR: S1NA34) reportou nessa última quinta-feira os resultados do primeiro trimestre, com uma receita de US$ 1,06bi vs. US$ 1,07bi projetados pelos analistas, o lucro por ação (LPA) foi de -US$ 0,02 vs. -US$ 0,01 esperados. No entanto, apesar do resultado levemente abaixo do esperado, os usuários diários cresceram 18% ao ano, para 332mi contra 330mi esperados, de acordo com StreetAccount. Embora a receita geral da empresa tenha aumentado 38% ano a ano, a Snap relatou um prejuízo líquido maior e menos fluxo de caixa livre anualmente durante o trimestre encerrado em março. O CFO da Snap, Derek Andersen, disse que outras condições que afetam os clientes de publicidade como as interrupções na cadeia de suprimentos, escassez de mão de obra, inflação e o impacto do aumento das taxas de juros.

A empresa relatou também estar enfrentando desafios relacionados à mudança de privacidade da Apple (NASDAQ: AAPL, BDR: AAPL34) em 2021, que torna mais difícil segmentar e medir anúncios em iPhones. Andersen pontuou que a ferramenta criada pela empresa para melhorar a questão agora responde por 90% da receita de publicidade da empresa. Por fim, a companhia projeta que a receita do trimestre de junho aumente entre +20% e +25%, abaixo da estimativa de Wall Street de +28%. Além disso, prevê usuários diários em cerca de 344mi, acima das expectativas de 341,4mi.

American Express supera as expectativas, mas projeções futuras decepcionam: A American Express (NYSE: AXP, BDR: AXPB34) reportou seus resultados nessa última sexta-feira, com uma receita de US$ 11,7bi vs. US$ 11,6 projetados pelos analistas. O LPA foi de US$ 2,73 vs. US$ 2,40, uma surpresa positiva de +13,8%. O crescimento da receita no primeiro trimestre foi impulsionado pelo crescimento em torno de +35% dos gastos dos usuários dos cartões globalmente ajustados às taxas de câmbio, com volumes atingindo um recorde mensal em março, disse o CEO Stephen Squeri em um comunicado à imprensa. Os gastos com bens e serviços cresceram 21% ano a ano, mas o maior aumento nos gastos veio do segmento de viagens da empresa. Os gastos com viagens e entretenimento aumentaram 121%, atingindo níveis pré-pandemia pela primeira vez em março, disse Squali. A AmEx também teve recorde de aquisições mensais para seus cartões de crédito Delta Air Lines (NYSE: DAL, BDR: DEAI34) em março.

Embora as recompensas de viagem da AmEx sempre tenham sido uma das ferramentas mais fortes da empresa para atrair clientes, elas também são uma de suas maiores despesas. As despesas consolidadas cresceram 34% em relação ao ano anterior, disse a empresa, refletindo custos mais altos de engajamento do cliente, bem como maiores custos de remuneração e investimentos em ações. Por fim, a empresa afirmou que espera um crescimento de receita de +18% a +20% no ano fiscal e ganhos por ação entre US$ 9,25 e US$ 9,65. Os analistas estavam prevendo ganhos de US$ 9,71 por ação para o ano fiscal.

Rede de supermercados do Alibaba enfrenta forte demanda: A Freshippo, cadeia de mercados de alta tecnologia do Alibaba, afirmou estar a procura de novos entregadores para suprir toda a demanda existente na cidade de Xangai. A companhia afirmou que não está sendo capaz de acompanhar o volume de pedidos da população, catalisados pelos novos lockdows na cidade devido ao novo surto da Covid-19. Shen Li, vice presidente do Grupo Alibaba Freshippo, pontuou que embora a capacidade de entrega da empresa tenha sido recuperada, à medida que novos entregadores puderam retornar as ruas, em cerca de 60%-70% vs. o período pré-pandêmico, as dificuldades ainda permanecem.

“O maior desafio que encaramos agora é que a demanda e volume de pedidos dos consumidores aumentaram em torno de 2 a 3 vezes comparado aos níveis pré-pandemia” – afirma Shen Li. Vale ressaltar que a cidade de Xangai passa pelo seu pior surto de casos desde que a pandemia teve início em 2019 e colocou seus 25 milhões de habitantes em lockdown há mais de 3 semanas. Como resultado, hoje a Freshippo opera 47 lojas na cidade de Xangai, abertas também aos pedidos online, e construiu seis novos armazéns na cidade para aumentar seu estoque de produtos, buscando atender a grande procura por seus produtos.

ANÁLISE

Fonte: J.P Morgan

Recompras de ações apresenta forte início de 2022: O gráfico acima, do J.P Morgan, mostra que as empresas do S&P 500 deverão seguir a tendência robusta de recompras, vista nos últimos anos, durante 2022, dada a elevada volatilidade do mercado e preços mais baixos (nomes de mega capitalização tiveram reduções acentuadas no acumulado do ano). Nos últimos meses, as empresas do S&P 500 anunciaram coletivamente US$ 218bi em recompras lideradas pelo setor Financeiro (US$ 52bi) e Industriais (US$ 45bi). O ritmo atual dos anúncios de recompra permanece forte e alinhado com 2019 (US$ 702bi) e 2021 (US$  810bi). Para 2022, as empresas do S&P 500 devem encerrar o ano em linha com a expectativa de atividade recorde de recompra de ~$1T e pairar perto desse nível até a próxima virada no ciclo de negócios. De acordo com o banco, o crescimento das recompras deve desacelerar com o pico das margens de lucro e o aumento do custo de dívida. A margem de lucro média do S&P 500 dobrou de 7% para 14% desde o final da década de 1990 e tem sido um fator-chave para a atividade de recompra. Com custos crescentes e margens de pico potencialmente para este ciclo, a taxa de crescimento de recompra se tornará mais inflacionária e deverá cair materialmente do CAGR de 8% observado desde o final da década de 1990.

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