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🌎RADAR GLOBAL: A guerra dos influencers

Guerra dos influencers, IPO da Virgin Orbit e recorde da Starlink

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MACRO

Mercados globais amanhecem sem movimentos expressivos (EUA +0,1% e Europa -0,3%) enquanto investidores aguardam a reunião de Jackson Hole para movimentar suas carteiras. A desaceleração, catalisada pela variante Delta, deve ajudar Powell a adotar um discurso mais ponderado e menos contracionista. O Bitcoin (-0,5%) segue negociado acima dos US$50 mil, após PayPal anunciar que expandirá seu serviço de negociação de criptoativos para o Reino Unido.

Coronavírus: Pfizer recebe aprovação integral do FDA para a sua vacina contra a COVID-19, com 91% de eficácia. Uma pesquisa da Kaiser Family Foundation revelou que 3 em cada 10 adultos não vacinados disseram que teriam maior probabilidade de serem vacinados caso o imuniazannte recebesse aprovação total, assim, a novidade pode trazer uma confiança adicional para a população.

EMPRESAS

Guerra dos influencers: A Alphabet (dona do Google), anunciou que já pagou mais de US$ 30 bilhões para criadores de conteúdo nos últimos 3 anos, à medida que a competição de conteúdos digitais aumenta. A plataforma anunciou que compartilha as vendas de publicidade com mais de 2 milhões de produtores de vídeo. Em 2007, o YouTube começou a dividir as vendas de anúncios com os criadores com poucas regras. No início de 2018, o YouTube reduziu o número de canais monetizados, com limites mínimos e diretrizes de audiência. No entanto, o número de “monetizados” está crescendo novamente, tendo dobrado em 2020, mostrando o interesse na plataforma por parte dos criadores de conteúdo.

Do lado da concorrência: Os rivais Facebook, TikTok e Spotify também estão desenvolvendo suas plataformas para aumentar a monetização para os criadores. Enquanto o chinês TikTok introduziu a opção de vídeos de 3 minutos para os criadores, o Instagram tem concentrado sua estratégia em vídeos curtos e e-commerce, não sendo mais um aplicativo apenas de fotos. Além disso, o Twitter começou a lançar o seu serviço de assinatura Twitter Blue. Atualmente, conforme o Statista, em milhões de usuários temos, respectivamente: Facebook (2.853), Youtube (2.291), WhatsApp (2.000), Instagram (1.386) e TikTok (732).

IPO da Vingin Orbit: A Virgin Orbit, empresa de transporte espacial, irá abrir o seu capital por meio de uma fusão com uma SPAC avaliada em US$3,2 bi. As SPAC são conhecidas como “empresas cheque-em-branco” e usam o capital levantado por meio de um IPO para se fundir com uma empresa privada e torná-la pública. Assim, a empresa do bilionário Richard Branson se une à NextGen, que já é negociada na Nasdaq sob o código “NGCA” e até o fechamento esperado da transação perto do final do ano, as ações serão convertidas para “VORB”.

Falando em números: O negócio deve levantar cerca de US$ 483 milhões para a Virgin Orbit, incluindo uma rodada de investimentos em ações públicas de US$ 100 milhões, à ser ofertada por investidores como a Boeing e do private equity AE Industrial Partners. A companhia possui cerca de US$ 300 milhões em contratos ativos, com outros US$ 2,3 bilhões em oportunidades de vendas identificadas que ainda não foram concluídas. Segundo o CEO, a empresa planeja realizar 18 lançamentos até 2021 e espera ter cerca de US$ 15 milhões em receita ainda neste ano, com previsão de US$ 2,1 bilhões de faturamento até 2026.

Starlink bate recorde: A SpaceX (de Elon Musk) atingiu 100.000 terminais Starlink vendidos para clientes de mais de 14 países. O projeto é uma iniciativa da companhia para criar uma rede de milhares de satélites, conhecida na indústria espacial como uma constelação, com o objetivo de fornecer internet de alta velocidade para clientes em qualquer lugar da Terra. Atualmente, o cliente paga US$ 500 de entrada, para instalação dos aparelhos, e as assinaturas de internet ilimitada são US$ 99 mensais. Com mais de 500 mil reservas antecipadas, a novidade representa um produto estratégico fundamental para sua expansão global, dado que já é a empresa espacial mais valorizada do mundo.

O céu é o limite: Embora o rápido crescimento da Starlink reflita uma estratégia agressiva, a companhia deseja alçar vôos mais altos e tem como meta de lançar em órbita mais de 30 mil satélites. Além disso, a SpaceX indica que planeja expandir o serviço para levar a internet para vôos, caminhões e navios em alto-mar. E por falar em próximos passos, o presidente anunciou recentemente a possibilidade da empresa desmembrar seu negócio de satélites e realizar um IPO para a unidade nos próximos anos.

ANÁLISES

Fonte: Credit-Suisse

Geração Coca-Cola: Contrariando a ideia de que que as novas gerações estavam se tornando mais saudáveis, o gráfico acima do Credit-Suisse mostra o aumento constante, desde o ano de 1999, no consumo de alimentos ultraprocessados (laranja, eixo esquerdo) nos EUA. O dado, preocupante, indica que, em 2018, 67% das calorias diárias ingeridas pelo cidadão americano eram provenientes de alimentos ultraprocessados, sendo que apenas 23% vieram de “comida de verdade”, pouco ou nada processada. Estruturalmente, redes de fast-food, como McDonald’s (MCDC43), Starbucks (SBUB34) e marcas de refrigerante, como Coca-Cola (COCA34) e Pepsi (PEPB34), ainda não estão ameaçadas por uma “onda saudável” e permanecem competitivas no mercado.

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