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Preocupações com cabos de chumbo impactam empresas americanas de telecomunicações

Preocupações com custo de passivo ambiental de empresas de telecomunicações provocam queda nas ações

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As empresas americanas de telecomunicações AT&T e Verizon caíram 6,7% e 7,5% na segunda-feira (17), respectivamente, após investigação do Wall Street Journal que revelou a extensão do problema associado a cabos de chumbo deixados para trás e seu efeito negativo para o meio ambiente, provocando contaminação do solo e de águas subterrâneas. A investigação fez com que a agência de proteção ambiental dos Estados Unidos, a EPA, fosse acionada por grupos ambientalistas. Ainda não se sabe a real extensão do passivo ambiental com o qual as empresas terão que lidar e, com isso, Citi e JP Morgan rebaixaram suas recomendações para AT&T. Verizon e AT&T são, respectivamente, a sétima e a nona maiores companhias do ETF XLC, representativo do setor de Comunicações, que fechou a segunda-feira em queda de 0,4%.

No ano, AT&T acumula queda de 23%, e a Verizon cai 16%, enquanto o ETF XLC sobe 40%, impulsionado pelo rali das grandes empresas de tecnologia americanas. O ETF possui Alphabet (a empresa mãe do Google), Meta (Facebook) e Netflix em sua composição, empresas que figuram entre as de maior capitalização da Bolsa americana e parte do acrônimo FANGMANT.

Dados até 17/07/2023

Empresas tradicionais de telecomunicações tendem a possuir nível mais alto de alavancagem, associado ao custo e prazo de retorno de investimentos em infraestrutura. Com a necessidade de substituição da rede existente à medida que ela se torna não apenas defasada, como também um passivo para as companhias, o mercado se preocupa com a saúde financeira das empresas do setor. Ainda é difícil quantificar o impacto por companhia, o que deve levar o mercado a negociar empresas do setor com desconto até que a extensão do problema seja mensurada.

Sobre o chumbo: O chumbo é um metal naturalmente tóxico encontrado na crosta terrestre cujo uso pode resultar em extensa contaminação ambiental, exposição humana e significativos problemas de saúde pública. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), níveis elevados de chumbo no ambiente natural podem causar vários impactos climáticos adversos, além de serem considerados um perigo para a saúde pública.  

Nossa visão ESG

À medida que os investimentos ESG amadurecem globalmente, os riscos relacionados à sustentabilidade estão cada vez mais sendo considerados como um fator-chave para a alocação de capital e tomada de decisão no portfólio. Assim, na nossa visão, os investidores estão cada vez mais conscientes de como as métricas ambientais podem se tornar um problema de longo prazo para empresa com alta exposição ao pilar ambiental (E).

De forma semelhante, as companhias também estão sendo pressionadas para divulgar, agir e responder visando a mitigação de tais riscos. Nesse contexto, embora observemos que o mercado ainda esteja precificando o risco financeiro associado ao envelhecimento dos cabos revestidos de chumbo em todos os EUA, o custo de ignorar a exposição adicional ao metal provavelmente será ainda maior. Além disso, sem um tratamento adequado, o risco representado pela exposição prolongada deve aumentar à medida que eles se deterioram ainda mais. Portanto, enfatizamos nossa visão de que as empresas de telecomunicação nos EUA, expostas a cabos de chumbo, podem enfrentar um problema de longo prazo à frente.  

Cenário no Brasil

Diferentemente do mercado americano, observamos que o setor de telecomunicações do Brasil é composto por cerca de 70% de provedores de fibra óptica (FTTH, na sigla em inglês), o que vemos como positivo, principalmente por causa (i) da eliminação de riscos relacionados ao chumbo; e (ii) do consumo de energia mais baixo, sendo uma rede de acesso que consome cerca de 85% menos energia. 

Nesse sentido, na nossa visão, o possível impacto nas empresas brasileiras de telecomunicações na cobertura XP é extremamente baixo, dado que elas já não contam com rede de cobre, enquanto as que ainda possuem já estão avançadas na substituição da tecnologia legada de cobre por FTTH. Das principais telcos brasileiras listadas, TIM, Unifique, Desktop e Brisanet não apresentam rede de cobre significativa em sua base. Além disso, a Vivo está em um patamar avançado na substituição de tecnologia legada de cobre por FTTH, com 90% de sua base na tecnologia de fibra ótica. 

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