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🌎 Mundo em 60s: FAAMGs à prova de crise

A semana mais aguardada do 1º trimestre nos EUA chegou. Veja os destaques da semana.

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Bolsas: Semana se encaminha para um fechamento sem movimentos expressivos nos mercados globais. Nos EUA (+0,3%) na semana, uma enxurrada de notícias: pacote trilionário de Biden (~US$ 1,8tri) será compensado por aumento de impostos; PIB do 1º tri (+6,4% anualizado) registra maior crescimento desde 1984 no período e temporada de resultados confirma a resiliência do setor de tecnologia e das FAAMGs.

Setores:  Petrolíferas foram o destaque com o preço da commodity ultrapassando os US$ 65/barril na quinta-feira. Por enquanto, os sinais de fortalecimento da demanda por parte da China e dos EUA têm compensado os temores com os casos de COVID-19 na Índia, 3º maior consumidor global do combustível. Ao redor do mundo, a preferência tem sido pelos transportes individuais, na contramão dos ônibus, trens e metrôs, modalidades mais econômicas.


FAAMGS à prova de crise

A semana mais aguardada do 1º trimestre nos EUA finalmente chegou e, com ela, vieram os resultados mais importantes das empresas americanas. Somente nestes 5 dias, praticamente 50% do índice S&P 500 apresentou seus demonstrativos, trazendo visibilidade para a recuperação econômica e reforçando a perspectiva positiva de um ambiente de negócios saudável.

Tivemos, nestes últimos dias, o protagonismo das FAAMGs (Facebook, Apple, Amazon, Microsoft e Google) que, juntas, são avaliadas em US$ 8,5 trilhões e representam ~23% do valor de mercado de todas as companhias dos EUA. Estas gigantes demonstraram que suas apostas em histórias de crescimento estrutural – como computação em nuvem, videogames, saúde, pagamentos digitais, streaming, consumo em redes sociais, etc. – continuam dando certo.

Até o momento:

► 284 das 500 empresas do S&P 500 divulgaram, totalizando 73% do índice.

► No agregado, lucros e receitas surpreenderam as expectativas dos analistas em 24,5% e 4%.

► 87% das empresas surpreenderam nos lucros e 220 das 285 anunciadas apresentaram expansão desta linha do demonstrativo.

► Esta semana foi especialmente importante para o setor de tecnologia, que bateu com sucesso os modelos já otimistas (lucros e receitas / 19% e 7% acima) e continua performando melhor que o esperado. No agregado, estas empresas expandiram estas linhas em +42% e +23% a/a, respectivamente.

► Neste 1º trimestre, mercados estão mais anestesiados, recompensando menos as surpresas positivas e penalizando menos as negativas. Em relação ao índice S&P 500, aquelas que bateram os modelos sobem, em média +0,7% acima do mercado (vs. +1,4% no passado) enquanto as que decepcionaram performam -2,1% abaixo do índice (vs. -2,6% no passado).

► Do lado negativo, empresas de utilidades públicas e do setor industrial foram as únicas a apresentarem contração de lucro média de -35% e -14%, respectivamente, principalmente por conta das linhas aéreas, que continuam acumulando perdas bilionárias. Ações responderam bem, no entanto, por conta das perspectivas positivas de reabertura econômica, fruto da vacinação acelerada no país.

Resultado das FAAMGs:

As gigantes de tecnologia americana passaram nos testes e provaram que até mesmo as grandes possuem capacidade de crescer. No agregado, o faturamento destas 5 companhias alcançou, apenas no 1º trimestre, US$ 322 bilhões, cifra 41% superior ao realizado durante o 1T20.

As preocupações que a reabertura e o fim do isolamento poderiam desacelerar o crescimento destas companhias foram reduzidas. O posicionamento estratégico em um mundo que migra para o digital somado ao forte engajamento e capacidade de monetização são atributos que mostram a resiliência destas empresas. Aos números:

Facebook (FBOK34) – muito positivo: Receitas totalizaram US$ 26 bilhões, 10% acima do esperado e 48% superior vs. 2019, principalmente pelo aumento de 30% no preço médio cobrado por anúncios (99% da receita total) e contínua expansão do e-commerce durante a pandemia. As redes sociais da empresa (Facebook, Messenger, Instagram e WhatsApp) fecharam o 1º trimestre com 2,9 bilhões de usuários, ligeiramente abaixo do esperado mas ainda 10% acima vs. o mesmo período em 2020.

À frente, a popularização do Instagram Reels,  das plataformas de marketplace e da iniciativa de realidade virtual (Oculus Quest 2), permanecem como principais apostas da empresa.

Ações sobem 9,4% na semana,

Amazon (AMZO34) – positivo: Receitas cresceram 44% a/a, alcançando US$ 109 bi no 1T21, 5% acima do esperado, impulsionadas pelo segmento de varejo na américa do norte (+40% a/a) e nas operações internacionais (+60%).

A vertical de serviços na nuvem (AWS) foi responsável por 12% das receitas e 50% do lucro operacional da empresa e também se destacou, faturando US$ 13,5 bilhões, 4% acima do esperado e +32% a/a. A cia. anunciou um guidance de receitas de US$ 110-116 bilhões para o próximo trimestre, ligeiramente acima do esperado, beneficiado pela mudança do Amazon Prime Day para o mês de junho.

Ações sobem 4% na semana.

Apple (AAPL34) – positivo: Receitas totalizaram US$ 89,6 bilhões no último trimestre, 8% acima das (já elevadas) expectativas e +54% a/a, com crescimento de dois dígitos na comparação anual em todas suas linhas de negócio. Destaques para – 1) iPhones (53% das receitas totais): vendas 17% acima do esperado, consolidando o sucesso do lançamento do iPhone 12 5G, principalmente no mercado chinês (+88% a/a). 2) Mac, iPad e acessórios (30% da receitas): Vendas superaram o consenso em 30%, ainda beneficiadas pela reclusão de estudantes e funcionários em casa.

A empresa fechou o trimestre com a maior margem bruta em quase 10 anos (42,5%) e um lucro por ação de US$ 1,40, 40% acima do consenso. A cia. também anunciou um programa de recompra de ações de US$ 90 bilhões – quase 2x o valor de mercado atual da Petrobras

Ações sem movimentos expressivos na semana.

Microsoft (MSFT34) – positivo: Receitas de US$ 41,7 bilhões, 2% acima do consenso e +19% a/a, o maior crescimento anual desde 2018. Os resultados da empresa continuam sendo impulsionados pelo movimento “fique em casa”, que inclui trabalho remoto e educação a distância.

Satya Nadella, CEO da empresa, afirmou que “após um ano de pandemia, as curvas de adoção digital não estão diminuindo. Estão acelerando”. Essa tendência contribuiu para o crescimento de 50% dos serviços na nuvem (Azure, que é a segunda do mercado depois da Amazon e é uma fonte de receita maior do que o Windows) e de 32% do segmento de videogames (Xbox).

Por fim, a empresa anunciou um guidance de receitas para o próximo trimestre de US$ 44-44,5 bilhões, 4% acima do esperado pelo mercado.

Ações caem 3,3% na semana,

Google (GOGL34) – muito positivo: Após reportar, as ações chegaram a subir quase 5%. Receitas totalizaram US$ 55,3 bilhões, 7% acima do esperado e +34% vs. 2020,  o maior crescimento anual desde 2017.

Os sólidos resultados marcam a recuperação do faturamento com anúncios digitais (+36% a/a), que chegaram a cair ~10% no pico da pandemia; neste contexto, o Youtube segue como destaque, expandindo 50% a/a. O lucro por ação de US$ 26,3 surpreendeu o mercado em 66%. Por fim, a empresa fechou o trimestre com US$ 135 bilhões em caixa, e anunciou um programa de recompra de ações de US$ 50 bilhões.

Ações sobem 4% na semana.

Agenda da próxima semana:

Agenda dos Top 10 BDRs:


#ProvaRápida – Se compararmos o faturamento das FATAMGs em 2020 (incluindo a Tesla no acrônimo) com o PIB brasileiro do período, qual é maior?

a) PIB

b) Faturamento

Resposta: a) PIB; o faturamento agregado das FATAMGs em 2020 foi de R$ 5,9tri, cifra equivalente a 80% do PIB brasileiro no período.

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