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🌎Mundo em 60s: China vs. Bitcoin e preço-alvo do S&P 500

O que você precisa saber dos mercados globais nesta semana

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Bolsas: As tensões sobre uma possível correção do S&P 500 foram aliviadas após os comentários do FOMC não surpreenderem negativamente e trazerem visibilidade para o programa de retirada de estímulos. O índice americano já devolve todas as perdas da semana e encaminha-se para um fechamento +0,3% positivo. Ainda resta uma alta de +2,5% para que volte a bater seu patamar histórico. O dólar voltou a se valorizar contra moedas emergentes ao passo que a mediana de membros do Fed prevêem juros subindo já em 2022, inclinando a curva, uma vez que o mercado esperava apenas em 2023.

Setores: Os setores mais penalizados foram os bons pagadores de dividendos, como imobiliário, utilidades públicas, comunicação e saúde, uma vez que, nesta semana, os treasuries de 10 anos americanos voltaram a negociar acima dos 1,4%, tornando atrativa uma migração parcial de empresas pagadoras de dividendos para a renda fixa livre de risco. Do lado positivo, o setor petrolífero segue beneficiando-se dos altos preços da commodity, que beiram os US$ 78/barril.


As 5 histórias da semana

1. Mantemos nosso preço-alvo para o S&P 500 em 4.550pts

Nosso time de estratégia global manteve inalterado o preço-alvo do S&P 500 em 4.550pts para o final de 2021, reconhecendo a possibilidade de que o risco de um “Rali de Natal” pode tornar a estimativa conservadora. O S&P 500 já sobe 19% no ano, mas os lucros estão 90% acima dos vistos no ano passado. Estas condições, em conjunto com o alto volume de dinheiro em poupança e a baixa atratividade da renda fixa por lá, sustentam o apetite por risco e os valuations historicamente elevados.

Mais de US$ 14tri rendendo taxas negativas no mundo.

Para Alberto Bernal (Esrategista Global XP), as perspectivas de crescimento do PIB americano em 2022 estão se tornando mais positivas e estima uma expansão de +3,8%, sustentada por mais investimentos, forte demanda doméstica e crescimento do emprego. Ainda assim, 2022 será mais desafiador que 2021 para o S&P 500, uma vez que as bases de comparação se tornarão mais difíceis e o tapering do Federal Reserve será finalizado.

2. O Federal Reserve trouxe previsibilidade para a retirada dos estímulos (tapering)

Em seu último pronunciamento após o FOMC, Jerome Powell, presidente do Federal Reserve entregou pontos relevantes sobre o processo de tapering: 1) O processo de redução dos estímulos deve ser finalizado em meados de 2022, em linha com o precificado pelo mercado e pela expectativa de nosso time de estratégia global de cortes de US$ 15bi/mês e 2) Há “suporte generalizado” por parte dos membros do FOMC para cumprir esta agenda.

Com relação à subida das taxas de juros (processo conhecido como liftoff), vimos mais membros do Fed antecipando este preocesso, de forma que a mediana dos membros do FOMC agora prevêem um aumento dos juros em 2022.

3. Sazonalidade favorável

O Goldman Sachs, no gráfico abaixo, calculou a média do desempenho anual dos principais índices americanos (NDX – Nasdaq 100; RUT – Russell 2000 e SPX – S&P 500) desde 1985 até 2019 (excluindo 2008). O gráfico nos mostra que, na média, o desempenho entre o final de setembro e o início de novembro é mudo, mas, a partir do 11º mês, inicia-se um período de “Rali de Natal”, com sazonalidade normalmente favorável para as bolsas americanas.

Fonte: Goldman Sachs

4. China já está injetando liquidez na economia para evitar crise

Embora as autoridades chinesas permaneçam em silêncio em relação ao caso Evergrande, o banco central do país já começou a injetar mais liquidez na economia a fim de impedir a deterioração do sentimento dos mercados por lá. Nesta semana, já foram US$ 71bi de títulos comprados pelo PBOC, muito acima da média diária registrada em 2021.

Ainda assim, a falta de visibilidade e o aparente desejo do governo em demonstrar que não irá arcar com as dívidas, deve manter a alta volatilidade dos ativos da região. Para o Goldman Sachs, autoridades deveriam “mandar mensagens mais claras de como impedir uma contaminação geral dos mercados“. Já o economista-chefe da Standard Chartered espera que a China ofereça, em breve, ao menos algum suporte verbal para estabilizar o sentimento.

5. Bitcoin é (mais uma vez) alvo do governo chinês

Pela 7ª vez desde 2013, o governo chinês baniu as atividades de criptoativos no país. O banco central da China incluiu, em seu website, que transações e atividades financeiras, incluindo via corretoras internacionais, serão consideradas ilegais no país. O preço do Bitcoin chegou a cair -15% após as declarações.

Apesar das decisões governamentais, o país sedia ~46% da capacidade global de mineração de criptomoedas, de acordo com a Cambridge Bitcoin Electricity Consumption Index. Apesar dos impactos de curto prazo, acreditamos que as repetidas tentativas de “banir” as criptos do país não devem surtir efeitos de longo prazo nestas moedas, uma vez que são formas de transação descentralizadas.

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