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Comentário Internacional: Bolsas recuperam após pior dia desde 1987

CENÁRIO GLOBAL Sexta-feira 13, o que mais pode dar errado? Após indicar queda ontem a noite, futuros de S&P 500 hoje recuperam e já sobem 5%. Europa também sobe 5%, e na Ásia, Japão caiu 6% enquanto China teve queda de 1.5%. Dando sequência a semana dramática nos mercados, ontem o S&P 500 caiu 9.5% na maior queda […]

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CENÁRIO GLOBAL

Sexta-feira 13, o que mais pode dar errado? Após indicar queda ontem a noite, futuros de S&P 500 hoje recuperam e já sobem 5%. Europa também sobe 5%, e na Ásia, Japão caiu 6% enquanto China teve queda de 1.5%.

Dando sequência a semana dramática nos mercados, ontem o S&P 500 caiu 9.5% na maior queda diária desde 1987 (quando caiu 20.5% na Black Monday) e a quinta maior da história, acumulando queda de 16.5% na semana, a pior desde 2008. O índice cai 26% do topo, tendo entrado em territóro de bear market (caracterizado por mais de 20% de queda). Já o Nasdaq tem a sua pior semana desde a bolha dot-com de 2001, mas dessa vez movida por motivos estruturalmente diferentes. Registrando o pânico, o índice de volatilidade VIX subiu 40% para 75, nível mais alto desde 2008.

Bancos Centrais: Fed anunciou recompra de US$ 1,5tri em títulos do governo, Banco Central Europeu vai afrouxar os critérios de Basileia, deixando os bancos colocarem em uso parte do capital até então mobilizado como margem de segurança, além de intensificar o programa de compra de ativos e empréstimos a juros baixos, com o intuito de minimizar os impactos do coronavírus na economia. Paralelamente, o Banco Central Chinês anunciou medidas similares, além de um corte de 0,5% na taxa de compulsório.

Reguladores ao redor do mundo aplicam regras proibindo venda a descoberto (Coréia do Sul por 6 meses, Tailândia até o fim de junho, Espanha por um dia, Reuno Unido em alguns instrumentos, Alemanha está analisando).

Macro EUA: Índice de preços de bens importados e exportados as 9:30h, confiança do consumidor e expecativas de inflação medidas pela Universidade de Michigan as 11h.

Coronavírus: Enquanto as infecções se alastram pelo mundo (mais de 128 mil casos e 4.700 mortes), tiveram apenas 8 novos casos na China ontem, o que demonstra que o surto tem fim.

EMPRESAS

Fechem tudo! Receitas são adiadas, e em muitos casos perdidas. Eventos esportivos cancelados (canais de TV como a ESPN sofrem com buraco de programação), lançamentos de filmes adiados, parques da Disney fechados, e apertos de mão viram telefonemas enquanto companhias aéreas/hoteleiras/cruzeiros chegam a cair 30%. O impacto nos resutados das empresas será significativo.

Tesla: Morgan Stanley reduziu estimativas de entregas de veículos este ano de 500 mil para 450 mil, explicando essa redução por queda de demanda e não por uma disrupção na cadeia de suprimentos que impacte a oferta. Ainda prevê 10% de crescimento de volume nos EUA, e queda de 10% de volume na Europa. Será importante monitorar a velocidade de ramp up de produção na China pós-coronavírus. A empresa, que depende de aumento de ganhos de escala para viabilizar suas operações e se tornar rentável, perde atratividade em um cenário mais incerto e com menos visibilidade quanto ao crescimento de demanda global por carros elétricos, especialmente tendo em vista o atual patamar de preços de petróleo.

Análises de Mercado

É diferente de 2008? Sim. Instituições de empréstimo não estão em risco (2008 governo teve que assegurar US$ 5tri em liquidez de curto prazo), instituições financeiras intactas e funcionando (ainda), não temos o peso de investimentos ruins como construção exagerada que levou a subsequente queda de 90% no indicador de novas construções residencias. Apesar da recessão ter se tornado mais provável (alguns chegam a precificar 80% de chances mas NY Fed ainda tem 30%), estima-se que a recuperação seria mais rápida.

Índices de sentimento em relação a fazer negócios estão atingindo mínimas históricas, mas de acordo com as pesquisas, dessa vez não existe preocupação estrutural (com a economia e saúde financeira das empresas como em 2008) mas sim focado exclusivamente nos impactos pontuais do coronavírus e incerteza sobre quantos meses perdura.

Peter Schiff, que “previu” a crise de 2008, afirmou que a queda está só começando, a recessão será profunda, Biden será eleito, o dolar irá quebrar e retornaremos ao padrão ouro, e EUA deixará de ser o centro financeiro do mundo, dando lugar a paises com mais reservas como Suiça e Cingapura. Schiff ganha holofotes agora mas importante notar que vem cantando a próxima crise desde o final da última.

Bitcoin caiu 40% em 24h. O ativo que deveria funcionar como um hedge estrutural para momentos de stress de mercado como esse, parece estar correlacionado com as quedas na bolsa, e com um beta altíssimo. Em menor escala, até as treasuries demonstraram em alguns momentos movimentos um tanto disfuncionais, e além do ouro que caiu 4% ontem. Cash is king. Venda primeiro, faça perguntas depois – parece ter sido o lema da semana.

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