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🌎 Mundo em 60s: China, regulação e fundamentos

Autoridades chinesas têm amplificado o escrutínio regulatório sobre suas Big Techs. Veja os destaques da semana.

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Bolsas: O jargão sell in May and go away – venda em maio e vá embora – começa a tomar corpo na 2ª semana do mês após queda generalizada nos índices globais de ações ao passo que dados de inflação nos EUA (+4,2% vs. 3,6% exp.), acima das expectativas, levantam preocupações quanto a capacidade do Federal Reserve de manter sua postura acomodativa de juros baixos e injeção monetária.

Índices mais expostos à economia cíclica absorveram melhor as quedas neste cenário.

Setores:  Nesta semana, prevaleceu o movimento de rotação para a economia antiga, com os setores de consumo discricionário (Amazon está aqui dentro), tecnologia e comunicação liderando as quedas.


China, regulação e fundamentos

2021 foi um ano ruim para ativos chineses; até o momento, o índice MSCI China acumula queda de -3,2% em dólares e, se contarmos do pico atingido em fevereiro, a perda foi de -19,4%. Como em outros lugares do planeta, os setores mais afetados foram aqueles mais beneficiados em 2020 com destaque para empresas de tecnologia e de consumo discricionário, mais orientadas para crescimento.

No entanto, as ações chinesas não estão caindo pelos mesmos motivos que em outros lugares. Então, o que aconteceu para ocasionar esta derrocada?

1) Normalização da política monetária chinesa

Investidores permanecem preocupados com os riscos de uma normalização monetária e redução dos estímulos (juros baixos e compras de títulos) pelo banco central da China após autoridades demonstrarem-se “preocupadas” com possíveis bolhas nos mercados internacionais, bem como no mercado doméstico de imóveis.

Para tentar evitar estas deformações, governo chinês tem buscado drenar parte do excesso de liquidez também por outras vias, como 1) aumento nos impostos sobre a corretagem de ações, 2) operações a mercado, nas quais vende títulos para instituições financeiras, reduzindo a quantidade de moeda em circulação.

2) Aumento da regulação sobre empresas de tecnologia

O governo chinês tem demonstrado interesse em aumentar o escrutínio regulatório sobre as grandes corporações do país sob o temor de que a rápida expansão de seus modelos de negócios poderia desencadear em riscos para o sistema financeiro.

No ano passado, o caso mais emblemático foi a interferência pessoal do líder Xi Jinping no IPO da Ant Group, impedindo que o braço financeiro do Alibaba, que fora avaliado em mais de US$ 300 bilhões, fosse desmembrado e listado em Bolsa sem antes cumprir requisitos regulatórios equivalentes aos dos bancos e instituições financeiras da China.

Em abril deste ano, outros 13  nomes influentes – incluindo a Tencent (dona do WeChat), a ByteDance (dona do TikTok), a Meituan (dona do “iFood” chinês) e a Didi (dona do “Uber” chinês) – também foram ordenados a ratificar seus negócios para aderir aos requisitos regulatórios em termos de privacidade, uso de dados e práticas de concessão de crédito para seus clientes.

De acordo com a Agência Xinhua, todas as companhias concordaram em aderir aos termos.

Mantemos nossa visão construtiva para China no longo prazo

1) Motor do crescimento global

A China será o motor do crescimento global nos próximos cinco anos, sendo responsável por 20,4% do crescimento do PIB ao passo que os EUA serão responsáveis por 14,8%. E até o final da década, projeções mostram que a China deve ultrapassar os EUA em termos de PIB, podendo tornar-se a maior economia do mundo.

Fonte: FMI, Bloomberg, XP

2) Ascensão da classe média

Com o enriquecimento da população e aumento da fatia que representa a classe média, o perfil de crescimento econômico do país está migrando da velha economia, muito ligada às exportações e ao setor de infraestrutura, para uma nova economia, focada no consumo doméstico e desenvolvimento tecnológico.

O PIB per capita do país expandiu +540% na última década contra apenas +190% do mundo emergente.

Fonte: IMF, Bloomberg, XP

A China será responsável por ascender mais de meio bilhão de pessoas para a classe média entre 2020 e 2030.

Fonte: Brookings Institution, XP

3) Disputa pela hegemonia tecnológica

A China continua capturando espaço no desenvolvimento tecnológico e inovação global. Acreditamos que a mudança no ambiente regulatório deve manter o ambiente competitivo e permitir que pequenas empresas ascendam por conta de práticas mais justas por parte das gigantes.

O país já produz 35% dos unicórnios do planeta em números absolutos ao passo que possui 43% deles em termos de valor de mercado. Lembrando que unicórnios são startups avaliadas acima de US$ 1 bilhão.

Fonte: Bridgewater, XP

Além disso, o país está à frente até mesmo da Europa em termos de facilidade de se empreender.

Fonte: The World Bank, XP

4) Valuation atrativo

Ambos os índices MSCI China e S&P 500 estão negociando ~33% acima de sua mediana de Preço/Lucro dos últimos dez anos. Porém, a medida de valuation do índice chinês se encontra hoje em 15,6x, um patamar bem mais atrativo do que o índice de ações americanas em 22,3x.

Fonte: Bloomberg, XP

Quando comparamos as gigantes de tecnologia rivais entre os dois países, percebemos que as chinesas negociam a múltiplos atrativos, considerando as projeções de uma expansão média de lucros e receitas superiores às americanas.

Fonte: Bloomberg, XP

Hoje, existem diversas opções no Brasil para se adquirir exposição ao mercado chinês via: 1) Fundos de gestão ativa: J.P. China Equity, Aberdeen China Equity e Wellington All China; 2) ETFs: XINA11; 3) COE: Dragões Asiáticos e 4) BDRs: Alibaba (BABA34), Baidu (BIDU34), Netease (NETE34), China Mobile (C1HL34), etc.


#ProvaRápida – Qual o valor de mercado das BATX, as gigantes de tecnologia chinesas?

a) US$ 0,85 tri

b) US$ 1,15 tri

c) US$ 1,45 tri

d) US$ 1,85 tri

Resposta: c) US$ 1,45tri, sendo a Tencent e Alibaba as maiores, com valor de mercado de US$ 730bi e US$ 550bi

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