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Ações da Didi despencam – 🌎RADAR GLOBAL

Atraso na produção de baterias da Tesla, Youtube amplia bloqueios na Rússia e queda nas ações da Didi.

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MACRO

Bolsas internacionais amanhecem positivas (EUA +0,8% e Europa +1,2%) enquanto o mercado monitora a quarta rodada de negociações entre Rússia e Ucrânia, que deverá focar em um potencial acordo de cessar fogo. Nos EUA, o destaque fica por conta da reunião do FOMC, com início nesta terça-feira. Investidores projetam que o banco central americano irá aumentar a taxa de juros pela primeira vez desde 2018. Na China, ambos os índices CSI 300 (-3,1%) e Hang Seng (-5,0%) encerram em forte baixa com a escalada dos casos da Covid-19 no país e novas pressões regulatórias sobre empresas de tecnologia. Neste domingo o país registrou mais de 1,8 mil novas contaminações sintomáticas, o volume mais alto desde o início da pandemia, o que catalisou a adoção de novas medidas restritivas e prolongou lockdowns em cidades importantes como Shenzhen, considerada o vale do silício chinês. Por fim, o petróleo (-4,7%) segue em tendência de baixa com a possibilidade de uma resolução diplomática da guerra.

Coronavírus: A China registrou mais de 1.800 casos sintomáticos por Covid-19 neste domingo, sendo este o maior número nacional desde o início da pandemia. Para conter o avanço da variante Ômicron, cidades como Pequim introduziram novas medidas como o uso de kits autoteste, que deverão impulsionar a identificação precoce de novos casos.

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EMPRESAS

A produção própria de novas baterias da Tesla (TSLA34) pode atrasar: Elon Musk, CEO da Tesla (TSLA34), tem o plano de fabricar baterias mais baratas e não terceirizadas, porém, analistas e especialistas do setor afirmam ser improvável que o presidente executivo atinja as ambiciosas metas de produção própria ainda este ano. Os preços dos insumos necessários para a produção bateram recordes na última semana devido aos temores de escassez decorridos pelo conflito Rússia-Ucrânia, dificultando o processo proposto. Por outro lado, Musk tem como objetivo construir carros elétricos com preços competitivos e de maior alcance, mantendo a Tesla à frente de seus concorrentes, por isso a necessidade das baterias.

Assim como outras montadoras, a gigante dos veículos elétricos obtém suas baterias de forma terceirizada de empresas como Panasonic, LG Energy e CATL. No entanto, no final de 2020 a companhia se programou para reduzir os custos da parte mais cara da produção de EVs, produzindo suas próprias baterias. As baterias da empresa serão de íons de lítio, contendo cerca de 5x a energia das atuais e possibilitando um número menor de novas células para a mesma performance, resultando na redução de custos. Segundo a Benchmark Mineral Intelligence, a Tesla deverá produzir apenas 30 mil baterias neste ano, podendo escalar este número para 484 mil já em 2024.

Youtube amplia bloqueios na Rússia: O Youtube afirmou que irá expandir o bloqueio aos meios de comunicação russos RT e Sputnik em sua plataforma globalmente. O site de compartilhamento de vídeos também impedirá que criadores de conteúdo na Rússia ganhem dinheiro por meio de publicações em sua plataforma. A companhia tomou a medida de remover todos os vídeos relacionados as invasões que violem suas políticas, incluindo discurso de ódio, de acordo com a empresa. O anúncio sucede ao prévio bloqueio de 1.000 canais e mais de 15 mil vídeos relacionados a guerra no continente europeu.

Esta medida marca apensas mais uma iniciativa das multinacionais de retaliação contra a Rússia em virtude do avanço da guerra. Além das novas restrições do Youtube, o Google (GOGL34) havia bloqueado a exibição de anúncios digitais em território russo, o que poderá resultar em uma perda de até 2% do faturamento total de seu veículo de buscas, segundo estimativas da Bloomberg Intelligence.

Ações da Didi despencam 44% após notícias de que a empresa teria que interromper sua listagem em Hong Kong: As ações da Didi registram maior queda em um dia desde que a empresa chinesa abriu seu capital nos Estados Unidos, em junho de 2021. As ações agora estão 87% abaixo do preço de IPO, acumulando perdas para seus dois principais acionistas, SoftBank e Uber. O papel já estava em queda livre por conta de uma repressão do governo chinês frente empresas domésticas listadas nos EUA. Na sexta-feira, a Bloomberg informou que Didi não cumpriu os requisitos de segurança de dados necessários para prosseguir com a oferta de ações em Hong Kong.

A decisão foi tomada no momento em que a Administração do Ciberespaço da China (CAC) informou aos executivos da empresa que suas propostas para evitar vazamentos de segurança e dados ficaram aquém dos requisitos exigidos. Os principais aplicativos da Didi, retirados das lojas locais no ano passado, permanecerão suspensos por enquanto. Com a queda das ações da gigante chinesa, a participação da Softbank, que detém cerca de 20% da Didi, agora vale cerca de US$ 1,8 bilhão, abaixo dos US$ 14 bilhões na época do IPO. A participação de aproximadamente 12% da Uber caiu de mais de US$ 8 bilhões em junho para pouco mais de US$ 1 bilhão. A Didi não foi a única ação de tecnologia chinesa a cair na sexta-feira, embora seu declínio tenha sido o mais forte. Os sites de e-commerce Alibaba (BABA34) e JD.com (JDCO34), bem como a montadora elétrica Nio, caíram à medida que os temores ressurgiam em relação a empresas com listagens duplas nos EUA e em Hong Kong.

ANÁLISE

Fonte: Goldman Sachs

Setor de energia deve continuar a ter uma performance positiva em 2022: O gráfico acima, do Goldman Sachs, mostra que o banco continua com uma visão positiva para o setor de Energia, uma vez que a correlação do setor com o preço do petróleo segue alta e, segundo o banco, a commodity poderá chegar até US$ 135/barril em 2022. Os estrategistas do Goldman esperam que o preço continue subindo à medida que o atual conflito geopolítico avança, intensificando o atual desequilíbrio entre oferta e demanda visto no mercado. Sobre valuation, embora Energia tenha sido o setor S&P 500 com melhor desempenho no acumulado do ano (+40%), ela é negociada com um desconto no P/L de 18% em relação ao S&P 500. Por fim, ainda de acordo com o banco, o setor deve contribuir com 7% do LPA do S&P 500 em 2022 e 6% em 2023, em comparação com 4% em 2021.

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