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José Galló fala em fase do pânico, e Pedro Parente vê falta de liderança durante pandemia

Presidente do Conselho de Administração da Renner e ex-presidente da Petrobras participaram de live com o CEO do Hospital Sírio Libanês, Paulo ChapChap, e o político e economista Paulo Hartung

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Como gerir uma crise? Das menores, onde se aprendem grandes lições, àquelas sem precedentes, como a que o Brasil e o mundo inteiro vive atualmente?

No que forcar, o quê priorizar, onde gastar energia e investimentos? Como tratar o bem que, provavelmente, encontrará as soluções para o problema: o ser humano.

Diante de tantos questionamentos, e no mar de volatilidade que mergulhou o mercado financeiro, o engenheiro, ex-presidente da Petrobras e ex-ministro das gestões FHC, Pedro Parente, o presidente do Conselho de Administração da Renner, José Galló, o CEO do Hospital Sírio Libanês, Paulo ChapChap, e o político e economista Paulo Hartung, debateram nesta noite (25) os desafios da gestão de crises.

Eles discutiram estratégias e alternativas para o Brasil sair da quarentena e iniciar sua trajetória de retomada da normalidade.

As 4 fases da pandemia

Na visão de José Galló, a pandemia do coronavírus no Brasil passará por 4 etapas distintas em que as pessoas precisam saber como agir em cada uma delas.

“A primeira é a fase do pânico, as pessoas estão assustadas e descontroladas. Normalmente, deveria surgir o grande líder, que tira esse pânico do povo. E não o que semeia o pânico. E quando você vê que não tem alguém que gera a tranquilidade, há o vácuo de autoridade. E temos isso nesse momento no Brasil”, afirmou.

Na opinião dele, a “fase do pânico” em relação ao coronavírus que o Brasil vive deve terminar em abril.

Depois, viria a fase da realidade, em que as pessoas se dão conta de que o pânico não pode persistir. “Empresas estão parando e lojas fechando. Depois do pânico começa a organização das ideias, com medidas mais práticas”.

Depois disso, chega a fase da solidariedade, quando então as pessoas se perguntam sobre qual é a sua contribuição para a crise. No fechamento do ciclo, chegaria então a solução da crise.

“Temos uma crise econômica, mas por enquanto ela é de saúde. Precisamos resolver isso. Se não formos sérios nisso, pagaremos a conta mais adiante.”

Desafios claros

O CEO do Hospital Sírio Libanês, Paulo ChapChap, listou quatro desafios que, para ele, “são claros”: sanitário, econômico, social e logístico.

“Temos uma população significativa morando em favelas e isso é uma particularidade do Brasil, com pessoas vivendo muito próximas umas das outras. Não existe isolamento domiciliar numa camada grande da sociedade brasileira”, afirmou.

Sobre a crise sanitária, ChapChap demonstrou preocupação: “sem dúvida teremos um desafio muito grande. O potencial é de uma crise muito grave com o esgotamento do sistema de saúde público e privado. Fazer o isolamento no começo é necessário, e aí vamos estudar a evolução dos casos”.

Questionado sobre a a validade da quarentena, foi claro: “É uma crise muito grave, principalmente no curto prazo. Com alta mortalidade, sobretudo nas camadas mais baixas da sociedade e isso justifica o isolamento social. Claro que a quarentena precisa ser inteligente e não pode parar o país inteiro.”

ChapChap defendeu um grande isolamento horizontal para proteger as pessoas que estão em situação de risco, deixando livres os serviços essenciais.

Vácuo de liderança

A ausência de liderança na gestão de crise do coronavírus no Brasil foi ponto de concordância entre todos os participantes.

“O que está faltando agora é um processo de gestão. Naquela época era uma liderança com gestão terminativa. Tinha poder de decisão na hora”, exemplificou Pedro Parente, lembrando da “crise do apagão”.

Aquela crise exigia a ação de diversas áreas do governo. Um grau de articulação muito grande, como esta atual. E demandava respostas prontas, além de recursos financeiros. A diferença é que tinha gestão e liderança.

“Se o Paulo Guedes vinha liderando, agora ele deveria colocar energia na liderança dessa crise como um todo. Mas não está acontecendo”, disse Paulo Hartung.

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