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XP Macro: o segredo por trás dos 6 anos de sucesso da estratégia

Conheça o segredo por trás dos 6 anos de sucesso da estratégia multimercado que tem apresentado altos retornos em meio à cenários de extrema volatilidade.

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Semanalmente, aos sábados, um novo episódio do Outliers é divulgado nos agregadores de podcasts. Até aí, sem novidades. As boas novas são que os episódios passaram a ser transmitidos também em vídeo no Youtube da XP e que o time de analistas da XP passou a cobrir esses episódios para serem publicados em um relatório, como esse, que se aprofunda mais ainda em informações e detalhes sobre a gestora e/ou sobre o(s) fundo(s) discutido(s) em cada episódio. Nosso objetivo é ir mais fundo para ajudá-lo na análise desses produtos, por isso apresentamos o “Indo a Fundo no Outliers”.

Aproveitaremos a grande qualidade dos assuntos abordados e escolheremos uma temática para analisarmos a fundo. No caso desta versão, como episódio #59 apresentou os gestores do XP Macro e Kapitalo K10, optamos por segmentar o relatório em duas partes, onde nessa primeira parte discorremos sobre a família de fundos XP Macro, e as diferenças entre as estratégias XP Macro, XP Macro Plus, XP Macro Institucional, e XP Macro Juros Ativo.

Conheça a família XP Macro

Fundada em 2006, a XP Asset é o braço de gestão da XP Investimentos, e oferece um amplo portfólio de estratégias em Renda Fixa, Renda Variável, Multimercados, Previdência, Alocação, entre outros. Contando com mais de R$137 bilhões sob gestão, a gestora conta com mais de 143 profissionais de investimentos segmentados de acordo com a plataforma de atuação.

A família XP Macro surgiu em 2016 com a chegada dos gestores Júlio Fernandes e Bruno Marques na empresa para montar a célula de multimercados. Contando com pouco mais de R$3,0 bi sob gestão, o foco de atuação da célula é principalmente nos mercados de Juros Brasil, Juros Internacionais, Moedas, Ações Brasil e Ações Internacionais.

Atualmente são mais de 20 profissionais, entre economistas, analistas de bolsa e gestores ligados diretamente a gestão dos fundos. Em termos de estrutura, 70% do risco do fundo está sob a responsabilidade de Júlio e Marques, em um formato de cogestão. O saldo remanescente do risco se divide em vários books satélites com estratégias em Juros, América Latina, Câmbio e Renda Variável.

Em termos de alocação, a tomada de decisão de investimentos do fundo é feita de forma colegiada com uma abordagem que combina análises fundamentalistas do tipo bottom-up e top-down. Existem diferentes estruturas dentro da indústria de fundos de multimercados, e quando falamos em cogestão, a tomada de decisão depende do “aval” de duas pessoas, no caso da família XP Macro, logo exige um consenso, o que tende a fomentar muito mais a discussão das posições dos fundos.

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Para todos os perfis

A família XP Macro conta com uma estratégia principal que se desdobra em mandatos com diferentes níveis de volatilidade. Ao todo são 7 fundos, sendo 3 previdenciários “espelhos” das estratégias (XP Macro XP Seg, XP Icatu Horizonte Macro Prev, Macro Juros Ativo XP Seg.) As alocações são de médio e longo prazo, e se baseiam em estudos macroeconômicos de análise proprietária.

Em linhas gerais, podemos segmentar os fundos como de alta, média e baixa volatilidade (XP Macro Plus, XP Macro, XP Macro Institucional) além de ter uma estratégia focada exclusivamente em juros (XP Macro Juros Ativo) também com uma volatilidade mais baixa. Quando fazemos uma análise comparativa entre as estratégias é possível identificar como essa diferença de risco impacta no retorno apresentado nos últimos 2 anos.

risco x retorno dos fundos, XP Macro, XP Macro Institucional, XP Macro Plus e XP Macro Juros ativo.

Podemos ver uma gradação clara nos retornos obtidos pelos fundos a medida que aumentamos a volatilidade alvo e realizada de cada um. A estratégia mais agressiva, XP Macro Plus, apresentou um retorno de 72,9% nesse período, enquanto o XP Macro apresentou praticamente metade desse retorno acumulado (36,3%) com metade da volatilidade do XP Macro Plus.

Por sua vez, o XP Macro Juros Ativo teve rentabilidade de 15,5% nesses 24 meses com baixa volatilidade anualizada (1,68%) , enquanto e XP Macro Institucional rendeu 16,8% com pouco mais de 2,3% de vol. Vale pontuar que, mesmo diante de um cenário desafiador nos últimos 2 anos, principalmente para os ativos de risco, os fundos apresentaram retornos sólidos até mesmo se comparados aos seus pares/concorrentes das mesmas estratégias.

XP Macro

Sendo o primeiro fundo e a principal estratégia de alocação, o XP Macro foi lançado em 2016 e se trata de um fundo multimercado macro de média volatilidade. Em sua carteira é possível encontrar estratégias em juros, commodities, ações e moedas. O fundo possui o objetivo de entregar um retorno de CDI+5% a.a e possui aplicação mínima de R$10.000,00.

Retorno desde o inicio do fundo XP MACRO

Desde seu início em março de 2016 o fundo apresentou um retorno de 90,56%, contra um retorno de 52,02% do CDI para o mesmo período. A geração de retornos é resultado de uma estratégia focada na diversificação e consistência. O fundo possui o mesmo objetivo de risco que o XP Macro XP Seg, versão previdenciária para a estratégia.

XP Macro Plus

Lançado em 2018, o fundo XP Macro Plus é calibrado para ter o dobro da volatilidade esperada para o XP Macro, seguindo as mesmas estratégias de alocação. Com isso, o fundo tem também maior objetivo de retorno, algo entre CDI+8% e CDI+12% ao ano, com a mesma aplicação mínima de R$ 10.000,00 do XP Macro.

Desde seu início em março de 2017 o fundo apresenta um retorno de 60,60%, contra 22,37% do CDI para o mesmo período, com uma volatilidade anualizada de 15,38% para o mesmo período.

XP Macro Institucional

Lançado em 2017, o XP Macro Institucional apresenta metade da volatilidade esperada para o fundo principal (XP Macro), seguindo a mesma estratégia de alocação. O fundo possui o objetivo de entregar um retorno de CDI+3% a.a com uma aplicação mínima de R$ 5.000,00.

Retorno desde o inicio do fundo XP MACRO INSTITUCIONAL

Desde seu início em março de 2017 o fundo apresenta um retorno de 44,37%, contra 36,50% do CDI para o mesmo período, com uma volatilidade anualizada de 3,22% para o mesmo período. O fundo possui um mandato semelhante ao fundo de previdência XP Icatu Horizonte Macro Prev.

XP Macro Juros Ativo 

Lançado em 2019, o fundo XP Macro Juros Ativo é composto pela carteira de estratégias de juros da família XP Macro. O fundo possui o objetivo de entregar um retorno de CDI+2% a.a, com uma aplicação mínima de R$10.000,00.

Desde seu início em março de 2019 o fundo apresenta um retorno de 14,11%, contra 11,47% do CDI, com uma volatilidade anualizada de 3,70% para o mesmo período. O fundo possui um mandato semelhante ao do fundo de previdência XP Macro Juros Ativo XP Seg.

Para todos os cenários

Manter consistência e retornos positivos em cenários de alta volatilidade demanda uma equipe ativa e com movimentações estratégicas, e quando falamos da gestão dos fundos XP Macro, é possível olhar ao longo do histórico e atribuição de performance, como eles utilizaram a flexibilidade dos fundos multimercados para garantir um portfólio equilibrado e positivo.

Ao fazer um comparativo do XP Macro com o IHFA (índice de Hedge Funds da ANBIMA) e o CDI, podemos destacar alguns períodos críticos do mercado como a greve dos caminheiros em 2017, as eleições de 2018, a pandemia da COVID-19 e todas as turbulências recentes do mercado pós esse período, como o conflito entre Rússia e Ucrânia, e os altos índices de inflação global atuais. Ao olhar para a performance nesses diferentes períodos, a consistência da estratégia é um fator que chama atenção, além do desempenho significativo acima do IHFA após outubro de 2021. Durante o episódio #59 do Outliers, Bruno Marques comenta sobre as mudanças de posições nesse período, e como eles estão enxergando o cenário atual é possível conferir o episodio a seguir.

Confira o episódio #60 do Outliers com XP Macro e Kapitalo

Em resumo, nos diferentes cenários, a equipe de gestão conseguiu “virar a mão”, em termos de posição, ou seja, mudou as posições olhando para as tendências de cenário. No período entre 2018 e 2020, posições “aplicadas em juros no Brasil, apostando na queda da Taxa Selic, e comprados em Bolsa” permitiu, além do bom desempenho, rápida recuperação pós a queda ocorrida com a crise do COVID-19. No momento seguinte as posições mudaram consideravelmente, em um período de 1 ano, tiveram posições compradas (mar21-ago21) e vendidas (ago21-jan22) em bolsa brasileira, além de apostar na alta dos juros norte americanos – grande destaque de rentabilidade dos últimos 12 meses.

A importância de ter estratégia na alocação em multimercados

Sabemos que em períodos de grande volatilidade como o que estamos vivendo, é muito comum uma migração de recursos dos investidores para ativos tidos como “mais conservadores”, como a Renda Fixa. Esse movimento vem acontecendo desde pelo menos o final do ano passado, motivado pelo ciclo de alta de juros que estamos presenciando no Brasil e pela performance baixa em 2021 de alguns ativos de risco como os fundos multimercados. Essas alterações nas alocações não deveriam ser realizadas de qualquer maneira, sem uma estratégia bem definida, pois podem levar o investidor a “realizar prejuízos” desnecessários na saída de um fundo, quando realiza resgates por retornos baixos no curto prazo, que poderiam ser revertidos com um pouco mais de tempo e paciência. Além disso, esse mesmo investidor pode perder janelas de rentabilidades altíssimas que poderiam vir no momento seguinte, como agora estão apresentando os fundos multimercados em 2022.

Dados da Anbima indicam que até março desse ano a captação líquida dos fundos multimercados foi bastante negativa, com mais de R$42 bilhões saindo dessa classe de ativos, reflexo de um ano de 2021 no qual esses fundos tiveram um retorno médio abaixo do CDI. Não é difícil imaginar quantos investidores não saíram de forma precoce desses fundos, não conseguindo capturar o forte desempenho da classe nos primeiros meses de 2022, por isso sugerimos recentemente que o investidor fizesse as pazes com os fundos multimercados de forma definitiva, entendendo que essa é uma classe que precisa ser analisada em janelas mais longas, de preferência acima de 3 anos.

Por fim, reforçamos também o papel dos fundos multimercados na sua carteira de investimento, como uma excelente ferramenta de diversificação de alocação, além de permitir flexibilidade para navegar diferentes cenários e equilibrar a alocação. Os fundos da família XP Macro são exemplos de fundos que, com diferentes estratégias e níveis de risco, podem agregar mais retornos esperados para uma carteira de investimentos, sem necessariamente adicionar mais risco. Para o investidor que deseja saber com mais detalhes sobre qual percentual alocar em multimercados e em quais fundos, nossas carteiras recomendadas por perfil trazem mais informações sobre como montar e gerir um portfólio equilibrado e eficiente.

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