Panorama Mensal de Fundos – Dezembro de 2020

Confira o relatório mensal da equipe de fundos da XP


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Novembro foi marcado por uma recuperação generalizada nas principais classes de ativos globais.

No cenário externo, mesmo com o avanço das ondas secundárias de Covid-19, a expectativa quanto ao início da distribuição de vacinas ajudou a sustentar os principais ativos de risco. Além disso, o resultado das eleições presidenciais americanas sugere um alívio nas tensões comerciais que marcaram o governo Trump, o que pode ser favorável ao comércio global em 2021. Outro fator que tem trazido otimismo é a expectativa de que as autoridades mundiais sigam com políticas fiscais estimulativas no médio prazo.

No cenário local, a recuperação vista em novembro está em boa parte condicionada à continuidade do bom humor internacional e, no âmbito político, ao andamento positivo da questão fiscal. Nesse cenário positivo, o Ibovespa encerrou o mês com forte alta de 15,90%, o IMA-B (títulos públicos atrelados à inflação) subiu 2,00% e o dólar teve queda de 7,63% contra o real, voltando para o nível de R$ 5,30 – R$ 5,35. O IHFA, índice de Multimercados da Anbima, subiu  2,99% no período.

Apesar dos bons retornos em quase todas as classes, no entanto, no agregado a indústria de fundos teve um mês negativo de captação, puxada pelos fortes resgates na classe de Renda Fixa (quase R$ 19 bilhões) e, em menor escala, na classe de fundos de Ações (cerca de R$ 1,5 bilhão).

Principais Indicadores

Fundos de Crédito

A recuperação dos fundos de crédito, tanto os High Grade quanto os High Yield, continuou em novembro. O Idex-CDI, índice de debêntures atreladas ao CDI, teve alta de 0,62% e o IDA-IPCA Infraestrutura, índice de debêntures incentivadas da Anbima, subiu 1,90%.

Os fundos de crédito, tanto “High Grade” quanto “High Yield”, tiveram mais um mês bastante positivo, apesar de uma leve abertura nos spreads de crédito (aumento das taxas no mercado secundário) no final do mês. O carrego dos papéis, em geral, está com bastante “gordura”, ajudando os fundos a continuarem com bons retornos mesmo com a abertura de taxas recente.

Na opinião dos gestores, esse carrego mais alto dos papéis não reflete o risco de crédito das empresas, que permanece controlado, principalmente se considerarmos as perspectivas de retomada da economia. Eles também esperam que as emissões do mercado primário aumentem e venham com taxas “mais saudáveis”, em patamares atrativos. O carrego dos fundos continua, na média, próximo de CDI + 2% a.a.

Fundos Multimercados

A indústria de multimercados teve uma recuperação generalizada no mês de novembro, com retornos expressivos para os diferentes tipos de estratégias. O posicionamento dos gestores em classes de ativos  “pró-risco”, como posições compradas em ações locais e internacionais, por exemplo, foram os principais fatores que impulsionaram positivamente a rentabilidade da classe.

Em novembro, o destaque positivo de performance foram os multimercados internacionais com hedge cambial, que tiveram retorno médio de 2,74%. Em seguida, figuraram os fundos de estratégia macro, com alta mensal média de 2,23%, os quais apresentaram também a maior dispersão entre os 3 melhores e 3 os três piores de nossa amostra (média de +11,88% vs média de -2,40%). Na janela de 36 meses, os fundos quantitativos / sistemáticos seguem como destaque, com retornos médios de 8,68%, anualizados.

Ao longo dos últimos meses, as eleições nos EUA foram apontadas pelos gestores como um fator relevante de imprevisibilidade de cenário macroeconômico e aumento de volatilidade nos mercados. Com o resultado das eleições praticamente 100% definidos, a equipe da fundos da XP, realizou uma consulta junto a gestores de estratégia Macro, a fim de coletar suas perspectivas para as diferentes classes de ativo ao redor do mundo.

Segundo a consulta, existe uma opinião majoritária de que, dado o resultado das eleições, há uma tendência de enfraquecimento global do dólar e dos títulos soberanos americanos. Além disso, apesar do receio em relação ao possível aumento de impostos corporativos, com a administração Biden, a bolsa americana (S&P 500) segue como classe de ativo com perspectiva mais favorável (para mais resultados da consulta, clique aqui).

Fundos de Ações

O Ibovespa seguiu o otimismo externo generalizado e subiu forte, após 3 meses seguidos de queda, atingindo patamar próximo aos 110 mil pontos. A alta de 15,90% foi o maior retorno mensal desde março de 2016. Em dólar, a alta do Ibovespa de 25,47%, também o maior de 2016.

Os destaques positivos do índice ficaram com as ações de empresas que mais haviam sofrido durante a pandemia, como as dos setores aéreo e de turismo. Do lado negativo, empresas que vinham subindo forte, como as comércio eletrônico, tiveram um mês de correção (kit “stay at home” sofreu).

Outro ponto que vale destacar foi a entrada recorde de capital estrangeiro na bolsa, atingindo R$ 33,3 bilhões líquidos em novembro.

Os fundos de ações, na média, tiveram ótimos retornos, mas abaixo do Ibovespa no mês. Porém, em mais janelas longas, a geração de alpha (retornos acima do índice) continua expressiva.

Gestores estão, no geral, mais otimistas devido à redução das incertezas, com as vacinas se mostrando promissoras e a eleição dos EUA tendo ficado para trás. A questão fiscal local ainda é um risco monitorado, mas com menos peso para gestores “bottom up” em geral, caso da grande maioria dos fundos de ações.

Fundos Internacionais

O otimismo que predominou nos mercados globais ao longo de novembro levou as principais bolsas do mundo a fecharam o mês com fortes altas. As commodities, como petróleo e minério de ferro, também subiram e ativos considerados como mais seguros em tempos de crise, como o ouro e o dólar, fecharam o mês em queda.

O mercado de renda fixa internacional também se beneficiou desse otimismo. Os títulos privados de empresas americanas com menor risco, as chamadas  “investment grade” tiveram alta de 2,64%. Já as empresas com maior risco, as “high yield” atraíram ainda mais os investidores e subiram 3,82% no período.

Os fundos no geral, acompanharam esse movimento de alta e os hedgeados, aqueles que não tem exposição cambial, se destacaram. Gestores estão otimistas, já que as incertezas diminuíram em relação a dois grandes riscos (eleição nos EUA e covid-19). Reflexo disso é a queda do VIX, índice que mede o nível de incerteza dos mercados americanos, para patamares pré-pandemia.

Fundos Alternativos

No mês de novembro, o destaque no universo de fundos Alternativos foi o IPO da 3R Petroleum (3R), empresa investida do fundo Starboard Special Situations II, que fez a sua estreia na B3 com o ticker RRRP3. Com o IPO, a companhia captou cerca de R$700 milhões. Estes recursos serão utilizados para comprar mais campos de petróleo da Petrobras, pagar as aquisições já feitas e ampliar a posição de caixa no polo de Macau. A oferta precificou a ação da 3R em R$21 o que representa um valuation de aproximadamente R$ 2,3 bilhões. A Starboard concluiu o investimento de R$ 75 milhões do fundo na 3R em agosto de 2019. Considerando os valores do IPO, a posição investida ficou avaliada em aproximadamente R$ 300 milhões. É importante ressaltar o fundo está em blackout period nos próximos 6 meses, o que impede o de fazer qualquer negociação com as ações da 3R.

O XP Private Equity I, outro fundo distribuído na grade de Alternativos da XP, anunciou o terceiro investimento do portfólio. A nova aquisição foi a Beyoung, uma das empresas de cosmético mais inovadoras no Brasil. O fundo investirá cerca de R$ 140 milhões para acelerar o crescimento da empresa, com foco em estratégia omnichannel e expansão de portfólio. Atualmente, a companhia possui posicionamento diferenciado no segmento online de cosméticos.

Por fim, a Crescera Investimentos em parceria com a Vulcan Capital, family office fundado por Paul Allen (fundador da Microsoft, junto com Bill Gates), anunciou a compra de uma participação minoritária na Nelogica por R$ 550 milhões. A Nelogica é uma fintech que desenvolve sistemas e fornece informações para o mercado financeiro, um dos seus principais produtos é o Profit, uma ferramenta de negociação e análise técnica amplamente usada por day traders.

Fundos Imobiliários

No universo dos fundos imobiliários, o IFIX apresentou uma performance de 1,51% em novembro, impulsionado pelo segmento de shoppings, fundos de recebíveis e FoFs (fundos de fundos). O XPFI (índice geral de fundos imobiliários) apresentou performance de 1,41%, o XPFT (fundos de tijolo) subiu 1,01% e XPFP (fundos de CRI e fundos de fundos) destacaram-se com alta de 2,01%.

No mês, uma das principais novidades relacionadas ao mercado de fundos imobiliários foi a liberação da possibilidade de aluguel de cotas de FIIs e FIPs a partir do dia 30/11/2020. Num primeiro momento, os fundos elegíveis ao aluguel serão aqueles que possuem uma média de negociação acima de R$1milhão/dia e número de cotistas acima de 500, o que implica no total de 51 FIIs e 1 FIP. Para mais detalhes, acesse nosso relatório completo sobre o assunto. Acreditamos que a liberação será positiva para o universo de fundos listados, pois tende a aumentar a liquidez do mercado e propiciar maior diversificação de estratégias e portfólios, com a possibilidade, por exemplo, de surgirem posições vendidas (“short”), a exemplo do que já ocorre no universo das ações.

Por fim, a XP lançou o primeiro ETF de fundos imobiliários do Brasil. O XFIX11 replicará a carteira do IFIX. O ETF Imobiliário será negociado de maneira similar aos demais ETFs já existentes no mercado, como o BOVA11 (que replica o Ibovespa) e IVVB11 (replica o S&P 500). Para mais detalhes sobre o XIFIX, acesse nosso relatório completo.

Para saber mais leia o Panorama Mensal de FIIs e FIPs-IE.

Radar de Mercado

Confira o relatório completo em pdf

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