Lançamento do aluguel de cotas de Fundos Imobiliários e Fundos de Participações

Nas últimas semanas a B3 divulgou que os investidores podem começar a colocar as cotas para alugar, podendo gerar uma boa renda extra; saiba mais sobre a novidade


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A partir de novembro as cotas de FIIs poderão ser alugadas. O que isso significa para a Indústria?

Nas últimas semanas a B3 divulgou que, a partir de novembro de 2020, os investidores poderão colocar as cotas para alugar, podendo gerar uma boa renda extra para o investidor de FII. Mas o que é o aluguel de cotas e qual seu impacto para a indústria de FII?

Aluguel de Cotas

Conhecida no mundo de ações, esta modalidade envolve dois elos. O primeiro é o investidor doador, que loca as ações que possui na carteira para um segundo investidor, o tomador. Esse, por sua vez, passa a ter o direito de usar os papéis em questão em suas operações no mercado.

A negociação envolve uma taxa e um período acordado entre as duas partes. Podendo ambos solicitar o encerramento antecipado do contrato, na maioria dos casos.

Para o doador, essa categoria se apresenta como uma maneira de ampliar a rentabilidade da carteira. Já o tomador, costuma focar em operações no curto prazo, buscando lucrar com a queda no preço das ações operando “vendido” (termo conhecido como “short” no mercado financeiro).

Como funciona o aluguel de cotas?

No aluguel de ações a relação acontece entre os investidores, pois toda a transação é intermediada pela B3 – Brasil, Bolsa, Balcão.

O doador (dono da ação) recebe o rendimento do empréstimo de um ativo que ficaria parado. E quem aluga pode conseguir ganhos de movimentações de curto prazo, com a queda do ativo.

A taxa do aluguel (anualizada) é pré-estabelecida pela corretora e B3. Na XP, o contrato padrão é de 33 dias, mas é rolado automaticamente se nenhuma das pontas pedir para zerar a posição.

Quais as vantagens do aluguel de cotas?

Para o doador, a maior vantagem é conseguir rentabilidade extra com ações sem precisar vendê-las.

Outros benefícios são o baixo risco e o fato de não haver custos na operação.

Já o tomador das ações corre mais riscos, mas pode ter ganhos interessantes. Para ele, existe uma taxa a ser paga para a B3 (emolumentos) sobre o volume da transação, mais a taxa do aluguel e corretagem a serem pagas.

O tomador também precisa garantir que terá capital para cobrir a liquidação na data de vencimento do contrato, por isso a B3 exige garantias para esta operação.

O tomador pode investir acreditando na queda das ações e lucrar com isso. Por exemplo, ele aluga uma ação por R$ 10 e as vende pelo mesmo valor, prevendo que ela perderá valor.

Quando a ação cai para R$ 7, por exemplo, ele as recompra e devolve para o doador. Com isso, ganha R$ 3, sem contar o custo do aluguel e a corretagem de 0,25%. Essa estratégia é a chamada venda a descoberto. Por fim, ele devolve as ações ao dono e paga a taxa de aluguel.

Proventos

O mercado de Fundos Imobiliários é famoso por pagar dividendos isentos de IR para seus cotistas que são pessoas físicas. Mas neste caso de aluguel das cotas, a principal dúvida é quem manterá os direitos sobre os papeis durante a vigência da transação: doador ou tomador?

Na prática, o doador mantém todos os direitos sobre as cotas, entre eles o recebimento de dividendos, a única diferença é que o dividendo é debitado da conta do tomador e creditado ao doador, porém o tomador não tem prejuízo dado que a cota do fundo é descontada deste valor.

Tributação

A isenção só é válida para os valores recebidos à título de rendimento, para pessoas físicas. Eventuais ganhos de capital serão sujeitos a incidência dos impostos de renda à alíquota de 20%.

Volatilidade

Os Fundos Imobiliários são uma alternativa para quem está ingressando no mundo de renda variável, principalmente pela sua baixa volatilidade.

Fazendo um comparativo com o Ibovespa, é possível verificar no gráfico abaixo a diferença entre o IFIX (Índice de Fundos Imobiliários da B3) com o Ibovespa.

Dado essa nova modalidade na indústria de FIIs, certamente resultará em um aumento da liquidez em diversos fundos imobiliários.

No comunicado feito pela B3, este projeto de aluguel de cotas de FIIs visa proporcionar o desenvolvimento da indústria, uma vez que o empréstimo é uma ferramenta que pode ajudar na melhor formação de preço do ativo e na atuação dos formadores de mercado. Outra possibilidade é a criação de diferentes estratégias, como por exemplo, estar comprado no setor de lajes corporativas e vendido no segmento de agências.

Metodologia para os fundos disponíveis para empréstimo

No dia 24 de novembro de 2020, a B3 divulgou um Ofício Circular sobre o Empréstimo de Cotas de Fundos de Investimentos Imobiliários (FII) e Cotas de Fundos de Investimentos em Participações (FIP), informando que, a partir do dia 30/11/2020, inclusive, estará disponível o serviço de empréstimo para essas duas classes de ativos, FIIs e FIPs.

Segundo o Ofício da B3, o fundo deverá atender os seguintes critérios para que as cotas estejam disponíveis para empréstimo, são eles:

  1. média de ADTV > ou = R$ 1 milhão de reais
  2. média de número de cotistas > ou = 500 cotistas

O cálculo da média será feito com base nos últimos seis meses, referente ao período de maio de 2020 a outubro de 2020.

A análise para inclusão de novos fundos será feita semestralmente, a partir de outubro de 2020, levando em consideração a média dos seis meses anteriores.

Lista de ativos elegíveis

Conclusão

O aluguel de cotas é uma alternativa que oferece atrativos tanto para os doadores como para os tomadores. 

Já sob a perspectiva de quem coloca suas ações à disposição para locação, é uma alternativa interessante para rentabilizar um ativo que não se pretende vender no curto prazo e que, na prática, ficaria parado.

Além da vantagem da remuneração extra, outro benefício é manter os direitos relacionados ao papel em questão, como dividendos e bonificações.

Isso nos mostra o crescimento e amadurecimento desta indústria, que no mês de agosto/20 atingiu o patamar de 1 milhão de investidores, conforme nossa projeção e não deve parar de crescer nos próximos anos.

Para saber mais sobre a indústria de FII, acesse o Panorama Mensal.

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