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Resumo semanal da Bolsa | Alívio na inflação impulsiona Ibovespa na semana

Não conseguiu acompanhar de perto o mercado durante a semana? Resumimos para você os principais destaques!

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  • O Ibovespa encerrou a semana em alta de 2,3% em reais e de 2,1% em dólares, por conta da apreciação de 0,3% do real, aos 177.999 pontos. No mês, o índice subiu 3,5% em reais e 5,3% em dólares.
  • As bolsas globais encerraram a semana em alta (S&P 500: +1,0%; Nasdaq: +0,5%; Dow Jones: +1,0%). No micro, o destaque da semana foi o setor de semicondutores, que oscilou entre fortes quedas, levando o Kospi a acionar circuit breaker em dois pregões consecutivos, e uma recuperação histórica ao final do período, impulsionada pelo acordo da Citadel para adquirir os ativos da carteira da Situational Awareness, uma das empresas mais impactadas pelas quedas do setor. Na temporada de resultados, o saldo foi misto entre as Big Techs: Microsoft e Amazon surpreenderam positivamente e sustentaram o trade de IA, enquanto Meta e Apple decepcionaram. No macro, a semana foi marcada pela escalada das tensões entre EUA e Irã, pela decisão do Fed de manter a taxa de juros inalterada e pelo PCE de junho, que veio essencialmente em linha com o consenso. O PIB americano do 2T26 veio abaixo das expectativas, embora esse dado tenha tido menor peso na leitura do mercado diante dos maiores ruído na interpretação do resultado. Na Europa, o PIB da Zona do Euro veio acima do esperado, reforçando a resiliência da atividade econômica na região.
  • As ações brasileiras também encerraram a semana em alta e com volatilidade ao longo do período. O movimento inicial foi impulsionado pela expectativa de retomada das negociações entre EUA e Irã, após a suspensão dos ataques americanos, o que elevou o apetite global por risco e favoreceu os papéis domésticos, apesar da pressão sobre o setor de óleo e gás com a queda do petróleo. A divulgação do IPCA-15 de julho, que subiu 0,06%, a menor variação para o mês desde 2023 e bem abaixo do esperado, reforçou o movimento positivo ao reduzir juros futuros ao longo de toda a curva, beneficiando amplamente as ações domésticas e mais sensíveis a juros. No entanto, o índice devolveu parte dos ganhos com a escalada das tensões entre EUA e Irã e a decisão de juros do Federal Reserve nos EUA. Os resultados mais fracos que o esperado de bancos como Santander Brasil também impactaram negativamente o setor financeiro durante a semana. Na temporada de resultados, o desempenho foi misto: enquanto Embraer surpreendeu positivamente com carteira recorde de pedidos, companhias como Vivo, TIM, Santander e Usiminas divulgaram números abaixo das expectativas do mercado.
  • MBRF foi o destaque positivo da semana (MBRF3, +18,2%), após abertura da fronteira para importação de gado do México para os EUA, aumentando a oferta. Por outro lado, Usiminas (USIM5, -13,7%) foi o destaque negativo, recuando após divulgação de resultados com perspectivas de um terceiro trimestre mais fraco do que o esperado.

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