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Pesquisa com assessores XP: Apetite por risco mostra leve deterioração

Confira os destaques dessa edição da Pesquisa XP de Sentimento com os assessores de investimento da XP e de escritórios autônomos filiados à XP Investimentos.

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Neste mês, realizamos uma nova edição da nossa pesquisa com os assessores da XP e assessores de investimento de escritórios autônomos filiados à XP Investimentos. Temos como objetivo obter a visão dos assessores e, principalmente, dos seus clientes sobre investimentos. Nesta edição, obtivemos 107 respostas únicas.

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Nesta edição da nossa pesquisa com assessores afiliados à XP, observamos um pequeno aumento na intenção de reduzir a exposição em ações. Os principais destaques são: (i) a parcela que pretende reduzir a alocação em ações subiu para 14% (+3 p.p. M/M), a que pretende mantê-la inalterada caiu para 65% (-5 p.p. M/M) e a que planeja aumentá-la avançou marginalmente para 21% (+1 p.p. M/M); (ii) o sentimento dos assessores em relação às ações melhorou ligeiramente para 6,6, ante 6,4 na pesquisa anterior; (iii) a Renda Fixa segue como a classe de ativo preferida, apesar de uma queda significativa de interesse observada na pesquisa deste mês; (iv) Riscos fiscais no Brasil seguem como a principal preocupação, seguidos por Instabilidade política/eleições e juros mais altos que o esperado no Brasil; (v) após a recente correção das ações brasileiras, 49% dos assessores reportaram que seus clientes veem uma oportunidade na Bolsa, mas preferem aguardar níveis mais atrativos para aumentar exposição.

A alocação em ações aumentou em julho, com migração de faixas mais baixas de alocação para faixas mais altas. A parcela de respondentes na faixa de 0-10% caiu para 51% (-4 p.p. M/M) e a de 10-25% recuou para 32% (-1 p.p. M/M). Ao mesmo tempo, a faixa de 25-50% subiu para 13% (+1 p.p. M/M) e a de 50-75% avançou para 4%, indicando um leve aumento de exposição a ações por parte dos clientes.

Por outro lado, a intenção de reduzir a exposição a ações aumentou. A parcela de respondentes que planeja diminuir a alocação em ações subiu para 14% (+3 p.p. M/M), enquanto a parcela dos que pretendem manter a alocação atual inalterada caiu para 65% (-5 p.p. M/M). Já a parcela que planeja elevar a exposição a ações aumentou marginalmente para 21% (+1 p.p. M/M).

Ao mesmo tempo, o sentimento dos assessores em relação às ações melhorou ligeiramente, com 59% (+2 p.p. M/M) atribuindo nota 7 ou superior, e a nota média de sentimento subindo de 6,4 em junho para 6,6 atualmente. Em relação às projeções para o Ibovespa, a estimativa média para o fim de 2026 avançou para 184 mil pontos, ante 182 mil anteriormente, o que implica cerca de 5% de potencial de alta em relação ao nível atual do índice, em torno de 175 mil pontos.

Renda fixa segue sendo a principal classe de ativos, apesar de forte queda de interesse observada nesta pesquisa, para 58% (-18 p.p. M/M). Os fundos de renda fixa recuaram para 36% (-21 p.p. M/M), enquanto o interesse em ações também caiu para 25% (-8 p.p. M/M). Adicionalmente, o interesse por fundos de renda variável também recuou, para 1% (-7 p.p. M/M).

Riscos fiscais no Brasil são a principal preocupação. 70% dos assessores apontam a questão fiscal como o maior risco para as ações brasileiras, enquanto 62% destacam a instabilidade política/eleições e 42% citam juros locais acima do esperado. Nas preferências setoriais, o posicionamento segue defensivo, com Elétricas & Saneamento na liderança (64%, +8 p.p. M/M), seguido pelo setor Financeiro (62%, 0 p.p. M/M).

Por fim, quando perguntados sobre a recente correção da Bolsa brasileira, a resposta mais comum entre os assessores (49%) foi que a queda representa uma oportunidade de compra, mas que os clientes ainda preferem aguardar níveis mais atrativos para aumentar a exposição à renda variável Brasil.

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