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Resumo semanal da Bolsa | Ibovespa avança apesar de forte saída de capital estrangeiro

Não conseguiu acompanhar de perto o mercado durante a semana? Resumimos para você os principais destaques!

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  • O Ibovespa encerrou a semana em alta de 2,4% em reais e de 4,2% em dólares, por conta da apreciação de 1,5% do real, aos 170.999 pontos.
  • As bolsas globais encerraram a semana em queda (S&P 500: -1,3%; Nasdaq: -2,5%; Dow Jones: -0,8%). Após renovar máximas históricas na semana anterior, o S&P 500 perdeu fôlego à medida que o avanço das taxas das Treasuries reacendeu preocupações, pressionando principalmente os setores de tecnologia e inteligência artificial. A taxa de 30 anos atingiu o maior nível desde 2007 durante a semana, enquanto o Brent se aproximou dos US$ 93/barril diante da escalada das tensões entre EUA e Irã. Na reta final do período, entretanto, os mercados encontraram suporte após o anúncio de um programa de recompra de títulos pelo Tesouro americano, que contribuiu para aliviar parcialmente a pressão sobre os juros. No micro, a temporada de resultados do varejo nos EUA trouxe sinais mistos sobre a resiliência do consumidor, com os reembolsos tarifários em foco após resultados distintos de Walmart e Target.
  • Por outro lado, as ações brasileiras encerraram a semana em alta, interrompendo uma sequência de 11 pregões consecutivos de queda. O movimento refletiu principalmente o fechamento das taxas de juros ao longo do período, acompanhando a mudança de postura do Tesouro americano, que fez recompras de Treasuries de vencimentos mais longos, e alta do petróleo no período (Brent: +4,7% na semana), contribuindo para a performance de parte relevante do índice. Nesse contexto, a ponta longa da curva local (DI Jan/36) recuou 23 bps, enquanto a ponta curta (DI Jan/27) fechou 7 bps abaixo dos níveis da semana anterior. Apesar da recuperação do mercado, o fluxo estrangeiro segue como o principal vetor de pressão para os ativos domésticos, acumulando saída líquida de US$ 22 bilhões até 19 de agosto, com doze pregões consecutivos de resgates. Ao mesmo tempo, a temporada de resultados chegou ao fim e, em nossa avaliação, foi mais uma temporada fraca para as empresas brasileiras. A surpresa positiva de lucros atingiu o menor nível da nossa série histórica, iniciada no 1T23: dentro da nossa cobertura, apenas 41% das companhias superaram as estimativas de lucro líquido, enquanto 26% ficaram acima do esperado em EBITDA e 29% em receita. A reação média das ações no pregão seguinte à divulgação foi de -1,3%, reforçando a percepção de resultados abaixo das expectativas do mercado.
  • MBRF foi o destaque positivo da semana (MBRF3, +19,0%), junto de outras empresas do setor de Alimentos e Bebidas, com notícia de liberação dos EUA de até 300 mil toneladas de carne bovina sem tarifa adicional por 90 dias. Por outro lado, Gerdau (GGBR4, -9,3%) foi o destaque negativo após anúncio de um acordo preliminar entre EUA e Canadá para reduzir tarifas sobre o aço canadense.

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