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Eleições e Investimentos: Como o pleito eleitoral impacta diferentes classes de ativos

Como o pleito eleitoral impacta diferentes classes de ativos​

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  • Eleições tendem a vir acompanhadas de maior volatilidade — mas menos do que se costuma imaginar, e nem sempre no momento esperado. Comparamos o comportamento histórico de diferentes classes de ativos em períodos eleitorais para testar a hipótese da volatilidade e analisar potenciais impactos em portfólios. Um spoiler: a resposta passa, quase sempre, pela diversificação e pelo foco no longo prazo.
  • A história indica que se trata menos de resultados, e mais da incerteza que os rodeia. Enquanto o desfecho eleitoral está em aberto, o cenário fica incerto: as “regras do jogo econômico” nos anos seguintes são desconhecidas — e essa dúvida tende a se traduzir nos preços de ativos.
  • No Brasil, o tema fiscal tende a ser um dos canais de transmissão mais relevantes entre as urnas e os mercados. Sinalizações sobre a gestão das contas públicas se tornam peça chave nesse processo de precificação. Quanto maior a incerteza sobre a sustentabilidade fiscal, maiores tendem a ser os prêmios exigidos por investidores. Esse mesmo prêmio de risco aparece, em intensidades e momentos diferentes, em diferentes classes de ativos.
  • Ainda assim, o impacto precisa ser qualificado. A volatilidade eleitoral não costuma ser tão diferente da volatilidade “padrão” observada nos mercados brasileiros. Além disso, o momento em que ela aparece com mais força varia entre classes: em algumas, se concentra antes do pleito; em outras, depois, quando as “regras do jogo” se tornam mais concretas.
  • Não obstante, há um fio comum entre as classes: o tempo. Quanto mais curto o horizonte, mais o resultado depende do momento de entrada; quanto mais longo, menor a influência desse momento sobre o resultado final. Eleições geram ruído de curto prazo — e é esse tipo de ruído que o longo prazo ajuda a diluir.
  • A conclusão principal? Eleições não deveriam ser motivo para mudanças estruturais em carteiras de investimento. A construção de um portfólio deve seguir – com eleição ou sem – guiada pelos mesmos pilares: diversificação, aderência ao perfil e aos objetivos do investidor, e foco no longo prazo.
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