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Pesquisa com assessores XP: Apetite por risco cai ao menor nível desde maio de 2023

Confira os destaques dessa edição da Pesquisa XP de Sentimento com os assessores de investimento da XP e de escritórios autônomos filiados à XP Investimentos.

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Neste mês, realizamos uma nova edição da nossa pesquisa com os assessores da XP e assessores de investimento de escritórios autônomos filiados à XP Investimentos. Temos como objetivo obter a visão dos assessores e, principalmente, dos seus clientes sobre investimentos. Nesta edição, obtivemos 103 respostas únicas.

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Nesta edição da nossa pesquisa com assessores afiliados à XP, observamos uma deterioração significativa do apetite por risco e do sentimento em relação à Bolsa, em meio à correção das ações brasileiras e ao aumento da incerteza eleitoral. Os principais destaques são: (i) a parcela de respondentes que planeja aumentar a alocação em ações caiu para 10% (-11 p.p. M/M), a menor leitura desde maio de 2023, enquanto 17% (+3 p.p. M/M) pretendem reduzi-la; (ii) o sentimento dos assessores em relação às ações recuou para 5,7, ante 6,6 em julho (em uma escala de 0 a 10), o menor nível desde janeiro de 2025; (iii) a projeção média para o Ibovespa no fim de 2026 caiu para 172 mil pontos, ante 184 mil anteriormente, o que implica praticamente nenhum potencial de alta em relação ao nível atual do índice; (iv) Riscos fiscais no Brasil (79%) e Instabilidade política/eleições (71%) são as principais preocupações para as ações brasileiras; (v) 63% dos assessores reportaram que o cenário eleitoral de 2026 já influencia o posicionamento de seus clientes, ante 57% na nossa pesquisa de dezembro.

A alocação em ações permaneceu praticamente estável em agosto, com uma leve migração em direção às faixas intermediárias de alocação. A parcela de respondentes na faixa de 0-10% recuou para 50% (-1 p.p. M/M), enquanto a de 10-25% subiu para 35% (+3 p.p. M/M). No geral, a alocação entre 0% e 25% ficou em 85%, em linha com julho.

Por outro lado, o apetite por risco se deteriorou de forma significativa. A parcela de respondentes que planeja aumentar a alocação em ações caiu para 10% (-11 p.p. M/M), a menor leitura desde maio de 2023, enquanto a que planeja reduzi-la subiu para 17% (+3 p.p. M/M), o maior nível desde janeiro de 2025.

O sentimento dos investidores em relação às ações se deteriorou, com apenas 43% (-16 p.p. M/M) atribuindo nota 7 ou superior e a nota média recuando de 6,6 em julho para 5,7, o menor nível desde janeiro de 2025. A estimativa média para o Ibovespa no fim de 2026 caiu para 172 mil pontos, ante 184 mil anteriormente, o que implica praticamente nenhum potencial de alta em relação ao nível atual do índice, em torno de 171 mil pontos.

Renda fixa segue como a principal classe de ativos, apesar de perder espaço neste mês, com o interesse recuando para 77% (-7 p.p. M/M), seguida pelos Fundos de Renda Fixa e pelos Investimentos Internacionais. Enquanto isso, o interesse por Fundos Imobiliários subiu levemente para 29% (+1 p.p. M/M).

Riscos fiscais e eleitorais dominam. 79% dos assessores (+6 p.p. M/M) apontam os riscos fiscais no Brasil como o principal risco para as ações brasileiras, seguidos pela instabilidade política/eleições, com 71% (+8 p.p. M/M). Consequentemente, uma mudança de rumo na política econômica assumiu a liderança entre os fatores que aumentariam o apetite por risco (67%, +8 p.p. M/M).

Nas preferências setoriais, o posicionamento segue defensivo. O setor Financeiro retomou a liderança (70%, +8 p.p. M/M) e Petróleo & Gás registrou a maior alta do mês (58%, +20 p.p. M/M).

Por fim, quando perguntados sobre como o cenário eleitoral de 2026 está influenciando o posicionamento de seus clientes, 63% dos assessores reportaram que ele já tem impacto, ante 57% quando fizemos a mesma pergunta em dezembro. A parcela cujos clientes já estão se posicionando subiu para 30%, ante 22%.

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