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Pesquisa com assessores XP: Apetite por ações se deteriora levemente em abril

Confira os destaques dessa edição da Pesquisa XP de Sentimento com os assessores de investimento da XP e de escritórios autônomos filiados à XP Investimentos.

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Neste mês, realizamos uma nova edição da nossa pesquisa com os assessores da XP e assessores de investimento de escritórios autônomos filiados à XP Investimentos. Temos como objetivo obter a visão dos assessores e, principalmente, dos seus clientes sobre investimentos. Nesta edição, obtivemos 122 respostas únicas.

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Nesta edição da nossa pesquisa com assessores XP, observamos uma queda na intenção de aumentar a exposição em ações, enquanto os níveis de alocação permaneceram relativamente estáveis. Os principais resultados foram: (i) a parcela dos assessores que planeja não alterar sua alocação em ações subiu para 63% (+4 p.p. M/M), enquanto aqueles que planejam aumentar sua alocação recuaram para 29% (‑3 p.p. M/M); (ii) o sentimento dos assessores em relação a ações melhorou, passando de 6,7 para 7,4; (iii) Renda Fixa permanece como a classe de ativo preferida entre os clientes, mas o interesse em Ações aumentou para 51% (+11 p.p. M/M); (iv) riscos fiscais no Brasil são a principal preocupação indicada pelos assessores, seguidos por alta da inflação e instabilidade política/eleições; (v) 65% dos assessores afirmaram que as decisões de alocação de seus clientes não foram influenciadas pela guerra no Oriente Médio.

A alocação em ações permaneceu relativamente estável. De acordo com os dados da pesquisa, a faixa de alocação de 0-10% aumentou levemente (44%, +1 p.p. M/M), enquanto as faixas de 10–25% (37%) e 25–50% (15%) permaneceram inalteradas. Por fim, a faixa de 50–75% recuou 1 p.p. e a faixa de 75-100% avançou 1 p.p., com ambas alcançando 2%.

Por outro lado, o apetite por risco se deteriorou ligeiramente. A parcela de assessores que planeja não alterar sua alocação em ações subiu para 63% (+4 p.p. M/M), enquanto aqueles que planejam aumentar a alocação recuaram para 29% (‑3 p.p. M/M). Ao mesmo tempo, a parcela de clientes que pretende reduzir sua exposição em ações caiu para 8% (‑1 p.p. M/M).

O sentimento dos assessores em relação a ações melhorou de forma significativa, com 78% (+14 p.p. M/M) atribuindo uma nota igual ou superior a 7, e a nota média de sentimento subindo de 6,7 em março para 7,4 atualmente. Em relação ao Ibovespa, a projeção média para o fim de 2026 aumentou para 196 mil pontos, de 188 mil anteriormente, implicando apenas cerca de 3% de potencial de alta em relação ao nível atual do índice, em torno de 190 mil pontos.

O interesse em Renda Fixa aumentou, mantendo-se como a classe de ativo preferida. Em abril, o interesse em Renda Fixa subiu para 69% (+9 p.p. M/M) e em Fundos de Renda Fixa para 48% (+8 p.p. M/M). Além disso, o interesse em Ações aumentou significativamente, atingindo 51% (+11 p.p. M/M), enquanto o interesse em Investimentos Internacionais avançou para 34% (+9 p.p. M/M).

Os riscos fiscais no Brasil são a principal preocupação. 55% dos assessores apontam os riscos fiscais no país como o principal fator de preocupação, enquanto 40% destacam a inflação em alta. A instabilidade política e as eleições também aparecem com destaque, citadas por 38% dos assessores, refletindo preocupações em relação à próxima corrida presidencial.

Por fim, quando questionados se haviam notado alguma mudança no comportamento de seus clientes desde o início da guerra no Oriente Médio, a resposta mais comum entre os assessores (65%) foi que o conflito ainda não influenciou as decisões de alocação dos clientes, enquanto 28% perceberam que seus clientes enxergaram a volatilidade como uma oportunidade de ganhos e 11% observaram um aumento na aversão ao risco.

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