XP Expert

Fluxo estrangeiro retorna em julho com correção do trade de IA – Fluxo em foco

...mas os dados de agosto já apontam para a retomada de fluxos negativos

Compartilhar:

  • Compartilhar no Facebook
  • Compartilhar no X
  • Compartilhar no Whatsapp
  • Compartilhar no LinkedIn
  • Compartilhar via E-mail
MY Banner Intratexto2semestreMid Year 2026 Hellobar mobile
banner pesquisa de qualidade

Julho foi o primeiro mês positivo para o fluxo estrangeiro desde março, com os investidores estrangeiros registrando entradas de R$ 3,7 bi (+R$ 2,6 bi no mercado à vista e +R$ 1,2 bi em futuros), interrompendo a tendência negativa iniciada em meados de abril. Como discutimos em nosso último Raio-XP, a correção da tese de inteligência artificial e as leituras de inflação abaixo do esperado sustentaram os ativos locais no mês passado, ajudando a atrair os investidores estrangeiros de volta à bolsa brasileira. Dito isso, os dados de agosto já apontam para uma nova tendência negativa, com saídas líquidas de R$ 7,7 bi no acumulado do mês. Em contrapartida, os investidores domésticos foram vendedores líquidos em julho, com os institucionais registrando saídas líquidas de R$ 5,6 bi, enquanto a pessoa física ficou praticamente neutra (+R$ 0,2 bi). Por fim, a indústria de fundos registrou seu mês mais fraco desde dezembro de 2025, com saídas líquidas de R$ 25,3 bi, puxadas principalmente pelos R$ 19,8 bi de resgates nos fundos de renda fixa. Os fundos multimercados tiveram saídas de R$ 5,6 bi, enquanto os fundos de ações registraram resgates líquidos de R$ 1,4 bi.

As entradas de estrangeiros retomaram em julho. Após três meses consecutivos de saídas, o fluxo estrangeiro voltou ao terreno positivo no mês passado, com entradas líquidas de R$ 2,6 bi no mercado à vista e de R$ 1,2 bi em futuros, totalizando R$ 3,7 bi e marcando o primeiro mês positivo desde março. Como discutimos em nosso último Raio-XP, o Brasil vinha perdendo momentum (e fluxo) desde abril, à medida que a tese de inteligência artificial voltou ao centro do palco global e a cadeia de capex de IA (memória, semicondutores, energia) se destacou. Nesse cenário, a recente forte correção do trade de IA, somada às leituras de inflação abaixo do esperado no Brasil, ajudou a atrair os investidores estrangeiros de volta à bolsa brasileira e sustentou uma recuperação modesta do fluxo.

No entanto, o fluxo estrangeiro voltou a ser negativo em agosto. No acumulado do mês até o momento, os investidores estrangeiros registraram saídas líquidas de R$ 3,3 bi no mercado à vista e de R$ 4,4 bi em futuros. Mais recentemente, a bolsa brasileira voltou a apresentar desempenho inferior ao dos mercados globais, puxada por uma temporada de resultados do 2T26 significativamente mais forte que o esperado nos Estados Unidos, em contraste com uma temporada mista no Brasil até aqui. As entradas acumuladas em 2026 estão agora em R$ 37,8 bi no mercado à vista, ante o pico de R$ 69,1 bi em meados de abril.

A nível setorial, observamos um quadro misto. Os destaques positivos foram Saúde, Inst. Financeiras, Papel & Celulose e Óleo, Gás e Petroquímicos, este último sustentado pela alta do petróleo em meio à reescalada do conflito entre Estados Unidos e Irã. Em contrapartida, Alimentos & Bebidas, Agro e Mineração & Siderurgia concentraram as maiores saídas. Em agosto, até o momento, a maior parte dos setores registrou saídas líquidas.

Enquanto isso, os investidores institucionais foram vendedores líquidos de ações brasileiras em julho. Foram registradas saídas líquidas de R$ 5,4 bi no mercado à vista e de R$ 0,2 bi em futuros, e o fluxo está levemente positivo em agosto até o momento (+R$ 0,4 bi). Os investidores pessoa física foram compradores líquidos marginais no mês passado, com entradas líquidas de R$ 1,1 bi no mercado à vista e saídas líquidas de R$ 0,9 bi em futuros. Já os dados iniciais de agosto apontam para uma tendência positiva (+R$ 2,6 bi).

Por fim, a indústria de fundos registrou seu mês mais fraco desde dezembro de 2025, com saídas líquidas de R$ 25,3 bi em julho, puxadas principalmente pelos R$ 19,8 bi de resgates nos fundos de renda fixa. Os fundos multimercados tiveram saídas líquidas de R$ 5,6 bi, estendendo para seis meses consecutivos sua sequência negativa, enquanto os fundos de ações registraram resgates líquidos de R$ 1,4 bi.

Conteúdo exclusivo para clientes XP
A conta XP é gratuita. Abra a sua agora!

Cadastrar

Já é cliente XP? Faça seu login

 

Assessor ou parceiro? Clique no botão abaixo

 

Invista melhor com as recomendações
e análises exclusivas dos nossos especialistas.

XP Expert

A XP Investimentos CCTVM S/A, inscrita sob o CNPJ: 02.332.886/0001-04, é uma instituição financeira autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.Toda comunicação através de rede mundial de computadores está sujeita a interrupções ou atrasos, podendo impedir ou prejudicar o envio de ordens ou a recepção de informações atualizadas. A XP Investimentos exime-se de responsabilidade por danos sofridos por seus clientes, por força de falha de serviços disponibilizados por terceiros. A XP Investimentos CCTVM S/A é instituição autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.


Este site usa cookies e dados pessoais de acordo com a nossa Política de Cookies e a nossa Política de Privacidade.