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Petrobras e BNDES desenvolvem fundo de apoio à inovação para startups | Café com ESG, 22/02

Petrobras e o BNDES iniciaram estudos para estruturar um fundo na modalidade Corporate Venture Capital (CVC); Fórum Brasileiro de Finanças Climáticas, discutirá o financiamento das ações climáticas; e Peter Faricy, afirmou que setor de energia solar para telhados dos EUA tinha espaço para crescer mais de 3.200%

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado encerrou o pregão de quarta-feira em território misto, com o IBOV andando de lado (0,08%), enquanto o ISE caiu 0,18%.

• No Brasil, com a finalidade de apoiar micro, pequenas e médias empresas de tecnologia e inovação na área de transição energética, a Petrobras e o BNDES iniciaram estudos para estruturar um fundo de Corporate Venture Capital (CVC) – na fase inicial, as organizações vão identificar os setores mais promissores para este tipo de investimento.
• No campo político, (i) o programa nacional de Mobilidade Verde e Inovação (Mover), cujo objetivo é impulsionar a descarbonização do setor automotivo, sendo uma ampliação do escopo do Rota 2030, pretende expandir os investimentos em eficiência energética, incluir limites mínimos de reciclagem na fabricação dos veículos e cobrar menos imposto de quem polui menos, criando o IPI Verde – ao todo, o programa alcançará mais de R$ 19 bilhões em créditos concedidos; e (ii) o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), afirmou nesta quarta (21/2) que projetos relacionados à produção de minerais críticos para a transição energética poderão emitir debêntures incentivadas – segundo Silveira, o tema já tem o aval inclusive do Ministério da Fazenda.

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Brasil

Empresas

Conselho da Vale se reúne para debater balanço e sucessão de CEO pode entrar na pauta

“O processo sucessório para definir o presidente da Vale prossegue, mas ainda sem conclusões. O conselho de administração da mineradora se reúne nesta quinta-feira (22) para aprovar as demonstrações financeiras relativas ao ano de 2023 e a sucessão do CEO pode ser discutida, embora não esteja oficialmente na pauta do encontro. O mandato do atual presidente, Eduardo Bartolomeo, vence em maio e a discussão está centrada na possível recondução dele — um engenheiro de longa carreira na Vale — ou na abertura de um processo competitivo para selecionar um nome a partir de lista tríplice feita por empresa especializada em recrutamento de executivos. Se a opção for pela abertura, Bartolomeo poderia ser incluído entre os três candidatos. Como mostrou o Valor na semana passada, a sucessão na mineradora, uma das maiores empresas brasileiras, chegou ao ponto de ficar travada, o que evidenciou racha no conselho de administração. Na mesma quinta-feira (15) em que as informações de bastidores indicavam um impasse na sucessão, a Vale divulgou comunicado dizendo que uma nova reunião do colegiado seguiria discutindo o tema. Essa reunião ainda não foi realizada.”

Fonte: Valor Econômico, 21/02/2024

Petrobras e BNDES vão criar fundo para apoiar startups de inovação

“A Petrobras e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) iniciaram estudos para estruturar um fundo para apoiar micro, pequenas e médias empresas de tecnologia e inovação na área de transição energética. O anúncio foi feito pela estatal nesta quarta-feira (21). O fundo será na modalidade Corporate Venture Capital (CVC), capital de risco corporativo, em português. Nesse modelo, grandes companhias investem nas chamadas startups – empresas menores com potencial de crescimento, notadamente de base tecnológica. É uma forma de corporações levarem para dentro de si esforços de inovação desenvolvidos por terceiros, que passam a ser parceiros. Na fase inicial do estudo do CVC, a Petrobras e o BNDES vão identificar os setores mais promissores para este tipo de investimento, considerando temas relacionados à transição energética – diminuição de fontes de energia poluentes, como os combustíveis fósseis, em troca de energias limpas, como eólica, solar e biocombustíveis – e que estejam alinhadas às estratégias de longo prazo das duas entidades.”

Fonte: Epbr, 21/02/2024

G20: Fórum em SP discute como escalar as finanças climáticas

“O financiamento das ações climáticas, um dos aspectos mais importantes do combate ao aquecimento global e tema central da COP deste ano, será discutido no Fórum Brasileiro de Finanças Climáticas. O evento de dois dias acontece na semana que vem em São Paulo e faz parte do G20 Social, uma das iniciativas da presidência brasileira do grupo das maiores 20 economias do mundo. Na sessão de abertura, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, conversará com Mark Carney, ex-presidente dos bancos centrais da Inglaterra e do Canadá e líder da Gfanz, uma coalizão global de instituições financeiras que se comprometeram com o net zero. A discussão será acompanhada de um painel com a presença do presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento, Ilan Goldfajn, da secretária de mudanças climáticas do governo federal, Ana Toni, e representantes dos governos americano e britânico. Também no primeiro dia, o americano Joseph Stiglitz, vencedor do Prêmio Nobel de Economia de 2001 e professor da Universidade Columbia, vai debater o tema da transição justa em uma mesa que inclui o coordenador da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, Kleber Karipuna, e a ex-ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira, entre outros.”

Fonte: Capital Reset, 21/02/2024

Minerais críticos poderão emitir debêntures incentivadas, diz ministro

“O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), afirmou nesta quarta (21/2) que projetos relacionados à produção de minerais críticos para a transição energética poderão emitir debêntures incentivadas. Segundo Silveira, o tema já tem o aval do Ministério da Fazenda. “Isso já foi discutido [com a Fazenda], já está bem avançado. Nas novas debêntures que vão ser autorizadas pelo governo, estará incluída a política mineral dos minerais críticos para a transição”, disse o ministro a jornalistas. Em agosto do ano passado, o secretário de mineração do MME, Vitor Saback, havia dito à epbr que o governo poderia ampliar os aportes no setor mineral por meio de instrumentos financeiros. As debêntures incentivadas são títulos de dívida, que isentam o investidor do imposto de renda sobre os lucros obtidos, como forma de estimular o financiamento de infraestruturas consideradas estratégicas para o país.”

Fonte: Epbr, 21/02/2024

Programa de incentivo à descarbonização transforma o papel do setor automotivo

“O ano de 2023 terminou com uma notícia que mexe com toda a cadeia produtiva do setor automobilístico – a assinatura do Governo Federal, no dia 30 de dezembro, da Medida Provisória que cria o programa nacional de Mobilidade Verde e Inovação (Mover), que prevê novas exigências de sustentabilidade para a frota automotiva e estimula a produção de novas tecnologias nas áreas de mobilidade e logística, ampliando o escopo do antigo Rota 2030. Idealizado pelo MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), o novo programa irá expandir os investimentos em eficiência energética, incluir limites mínimos de reciclagem na fabricação dos veículos e cobrar menos imposto de quem polui menos, criando o IPI Verde. O objetivo é impulsionar a descarbonização do setor automotivo. O incentivo fiscal para que as empresas invistam em descarbonização e se enquadrem nos requisitos obrigatórios do programa será de R$ 3,5 bilhões em 2024, R$ 3,8 bilhões em 2025, R$ 3,9 bilhões em 2026, R$ 4 bilhões em 2027 e R$ 4,1 bilhões em 2028, valores que deverão ser convertidos em créditos financeiros. O programa alcançará, no final, mais de R$ 19 bilhões em créditos concedidos.”

Fonte: Epbr, 21/02/2024

Internacional

Por que a energia solar não está mais crescendo tanto nos EUA?

“Depois de assumir as rédeas da SunPower Corp. há menos de três anos, Peter Faricy fez uma afirmação audaciosa. O setor de energia solar para telhados dos EUA tinha espaço para crescer mais de 3.200%. Ex-executivo da Amazon, ele tinha o objetivo de melhorar os apps que os consumidores usavam para monitorar seus painéis e simplificar o processo de comprar de energia solar. “Precisamos tornar a compra de energia solar tão fácil quanto comprar um livro na Amazon”. disse ele a investidores em 2022. Não foi bem isso que aconteceu com a empresa. De acordo com a Bloomberg, a empresa, que vende principalmente sistemas para telhados, demitiu funcionários para cortar custos e teve de levantar US$ 200 milhões para aliviar uma crise de caixa. Após uma queda de 75% nas ações durante o ano passado, o antecessor de Faricy retornou como presidente-executivo nesta semana para ajudar a conduzir a SunPower durante a turbulência.”

Fonte: Exame, 22/02/2024

Combustíveis sustentáveis mostram que a aviação não tem ideias

“O Singapore Air Show, bienal da aviação, é a oportunidade que a indústria tem para mostrar os progressos em tudo, desde o poderio militar ao conforto dos passageiros. Embora este ano haja muito hardware e habilidades acrobáticas em exibição, os temas-chave do evento, sustentabilidade e inovação, soam a vazio. O Governo de Singapura deu o pontapé de saída com o anúncio de que, a partir de 2026, obrigará as companhias aéreas a adoptarem combustíveis de aviação sustentáveis – que emitem até menos 80% de carbono do que o querosene – e a aplicarem uma taxa aos passageiros para financiar a mudança. De acordo com o Ministro dos Transportes, Chee Hong Tat, um bilhete de Singapura para Londres em classe económica custará mais 16 dólares americanos (12 dólares), com base nas actuais projecções, e as tarifas serão mais elevadas para as classes premium.”

Fonte: Bloomberg, 21/02/2024

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
(6)
O Índice MSCI ACWI, que representa o desempenho de todo o conjunto de ações de grande e médio porte do mundo, em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes.


Nossos últimos relatórios

Análise ESG Empresas (Radar ESG)

Moura Dubeux (MDNE3): De tijolo em tijolo construindo uma agenda promissora(link)

Unipar (UNIP3) e Braskem (BRKM5): Entendendo os desafios (e oportunidades) do setor petroquímico no Brasil(link)

Smart Fit (SMFT3): O segredo para progredir é dar o primeiro passo(link)

Outros relatórios de destaque

Cosan (CSAN3): Principais destaques ESG do Investor Day(link)

ESG na Expert XP 2023: As três principais mensagens que marcaram o tema no evento(link)

Relatórios Semanais (Brunch com ESG)

Atenções voltados para a agenda de Lula em Nova York e os desdobramentos da Semana do Clima (link)

1° título verde soberano do Brasil avança; ORVR3 emite SLB no valor de R$130M; Bancos públicos de desenvolvimento se encontram (link)

Expert XP 2023 coloca transição energética em pauta; Marco legal de captura de carbono avança; Investidores pressionam BlackRock (link)


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