Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O mercado encerrou o pregão de quarta-feira em leve alta, com o IBOV e o ISE subindo 0,50% e 0,68%, respectivamente.
• Na política, (i) a Câmara dos Deputados aprovou, por votação simbólica, o projeto que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), com um fundo garantidor para estimular projetos e crédito tributário de R$ 5 bilhões para incentivar o processamento de minérios no Brasil – o texto agora segue para o Senado e, se aprovado, ainda precisará ser sancionado pelo presidente Lula; e (ii) o governo federal publicou, nesta quarta (6/5), a resolução 4/2026 do Conselho Nacional de Política Energética que fixa a meta anual de 0,5% nas emissões de gases de efeito estufa no mercado de gás natural – aprovada em 1º de abril, a resolução foi publicada no Diário Oficial da União de ontem, e indica que a meta de 0,5% tem caráter excepcional, já que a lei do Combustível do Futuro determinou o início do mandato em 2026 com 1% de descarbonização.
• No lado das empresas, a Microsoft estuda adiar, ou até rever, sua meta para 2030 de igualar todo o consumo de eletricidade com compras de energia renovável – segundo a Bloomberg, a expansão intensa e altamente intensiva em energia de data centers está colocando em xeque a viabilidade dos compromissos climáticos assumidos pela companhia antes da era da IA.
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Brasil
Empresas
Bosch financia R$ 29,7 milhões com BNDES para adaptar motores à etanol e digitalização
“O grupo Bosch teve um financiamento no valor de R$ 29,7 milhões aprovado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para investir em pesquisa e o desenvolvimento tecnológico, conforme comunicado divulgado nesta quarta-feira (6/5) pelo banco. Uma das frentes é voltada para descarbonização e visa adaptar motores de veículos pesados para operar com uma mistura de diesel e etanol, sem comprometer seu desempenho. Além disso, os recursos serão destinados para a criação de soluções digitais personalizadas. De acordo com a Bosch, a expectativa é de que a tecnologia de descarbonização substitua em média 35% o consumo de óleo diesel por etanol nos veículos pesados, com picos de até 60%. A ideia é atender o mercado interno e externo, visando, sobretudo, países com alta produção e disponibilidade de etanol, como Índia e Estados Unidos. Na frente de digitaliização, o foco será a execução de projetos para necessidades específicas dentro do próprio grupo e de clientes externos. Uma das iniciativas envolve atualizações no software DriveB, que conecta gestores de frotas, motoristas e oficinas e dá maior eficiência à gestão da manutenção de frotas de veículos. “Tanto a iniciativa de digitalização, quanto as inovações em biocombustíveis com o Dual Fuel Diesel Etanol são estratégicas para o grupo Bosch, tendo esse investimento relevância para aceleração dos programas envolvidos. Esse apoio é fundamental para alavancar iniciativas estratégicas para a empresa e para o país”, disse Paulo Rocca, vice-presidente de Inovação e Novos Negócios da Bosch América Latina, no comunicado.”
Fonte: Valor Econômico; 06/05/2026
Política
Governo publica meta de descarbonização do gás natural com biometano
“O governo federal publicou, nesta quarta (6/5), a resolução 4/2026 do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) que fixa a meta anual de 0,5% nas emissões de gases de efeito estufa (GEE) no mercado de gás natural. Aprovada em 1º de abril, a resolução foi publicada no Diário Oficial da União de hoje, e indica que a meta de 0,5% tem caráter excepcional, já que a lei do Combustível do Futuro, de 2024, determinou o início do mandato em 2026 com 1% de descarbonização. A medida será cumprida por produtores e importadores que comercializam gás natural por meio da participação do biometano no consumo. Para acompanhar essa evolução, será estruturada uma Mesa de Monitoramento do Mercado de Biometano, no Comitê Técnico Permanente do Combustível do Futuro, coordenada pelo Ministério de Minas e Energia. O objetivo é avaliar a dinâmica do setor e subsidiar a retomada de metas mais ambiciosas. De acordo com o governo, a intenção é viabilizar o restabelecimento do patamar de 1% de redução de emissões, conforme previsto na política energética nacional.”
Fonte: Eixos; 06/05/2026
Acordo entre Brasil e Alemanha estabelece cooperação em minerais críticos
“O Brasil usou seu destaque na feira industrial de Hannover, na Alemanha, para firmar parcerias na área de minerais críticos, que deverá ser estratégica no avanço de tecnologias de descarbonização e de defesa – dois temas que pautaram boa parte das discussões no evento. O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e o chanceler alemão, Friedrich Merz, assinaram uma declaração conjunta de intenção de cooperação tecnológica na área de minerais críticos e estratégicos. No documento assinado, os dois países destacaram os planos conjuntos de promover pesquisa, desenvolvimento e inovação na área e ressaltaram a importância de agregar valor à cadeia, contribuindo para “o desenvolvimento industrial sustentável, a soberania tecnológica e o fortalecimento das capacidades industriais internas”. Hoje, quatro projetos estão em estudo pelo Brasil, juntamente com a União Europeia, já em fase avançada. Desde novembro, o país e o bloco europeu têm uma força-tarefa dedicada no setor para viabilizar investimentos. “Não tem tecnologia sem a mineração. Não tem tecnologia sem minerais críticos, sem cobre, sem níquel, sem cobalto, sem zinco. Só que a mineração não pode servir simplesmente como atividade de extração, ela gera valor e protege”, afirmou o vice-presidente executivo técnico da Vale, Rafael Bittar. A mineradora foi a única do segmento a participar da feira.”
Fonte: Valor Econômico; 06/05/2026
Câmara aprova texto-base da política nacional de minerais críticos
“A Câmara dos Deputados aprovou, por votação simbólica, na noite desta quarta-feira, 6, o projeto que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. De acordo com o relator da proposta, o deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), a finalidade é fomentar a pesquisa, a lavra e a transformação de minerais críticos e estratégicos no Brasil. Os destaques estão sendo votados neste momento. São 12 destaques. O relatório do deputado, no campo dos incentivos fiscais, institui o Programa Federal de Beneficiamento e Transformação de Minerais Críticos e Estratégicos (PFMCE), que prevê a concessão de créditos fiscais entre 2030 e 2034, no montante de R$ 1 bilhão por ano, totalizando R$ 5 bilhões no período. O benefício poderá corresponder a até 20% dos dispêndios realizados pelos projetos contemplados. Os minerais críticos são riquezas que incluem elementos como o cobre, o lítio, o grafite, o lítio e o níquel e as chamadas terras raras (leia mais abaixo). Nos últimos anos despertaram uma corrida mundial, por serem fundamentais para baterias de veículos elétricos, turbinas eólicas, painéis solares e semicondutores — e também servirem à indústria bélica. O Brasil detém uma das maiores reservas mundiais de terras raras.”
Fonte: Estadão; 06/05/2026
Biocombustíveis podem adicionar R$ 403,2 bilhões ao PIB até 2030
“Os biocombustíveis podem, até 2030, adicionar de até R$ 403,2 bilhões no PIB brasileiro, segundo um estudo do Observatório de Bioeconomia da Fundação Getulio Vargas (FGV), com apoio do Instituto Equilíbrio e da Agni. O levantamento considera uma futura produção estimada em 64 bilhões de litros, incluindo etanol de cana, etanol de milho, etanol de segunda geração e biodiesel. “Os biocombustíveis podem gerar R$ 62 de retorno para cada R$ 1 investido, um dos resultados mais expressivos do estudo. Mais do que uma alternativa energética, a bioenergia se configura como um vetor de crescimento, com efeitos que se propagam por diferentes setores da economia”, afirma o pesquisador responsável, Cícero Lima. Essa expansão pode tornar o setor até 70% maior, com efeitos sobre transportes, indústria de transformação, agropecuária e agroindústria, o que também impulsionaria a produção de cana-de-açúcar em 31,34%. Outra grande vantagem seria a geração de emprego, com 225,5 mil novas ocupações, principalmente na agropecuária e na agroindústria. A pesquisa também destaca a ação dos biocombustíveis no impacto climático. O potencial de redução das emissões é de 27,6 milhões de toneladas de CO2 quando se considera somente a substituição dos combustíveis fósseis, uma vez que o etanol de cana pode reduzir de 70% a 90% das emissões em comparação à gasolina. O aumento nos volumes de biocombustíveis pode ser positivo também para a eficiência no uso da terra. O segmento seria responsável por evitar 480 mil hectares de desmatamento, grande parte desta área no Cerrado e na Amazônia.”
Fonte: NovaCana; 06/05/2026
Internacional
Empresas
“A Microsoft (MSFT.O) está considerando adiar ou abandonar sua meta para 2030 de igualar todo o seu consumo horário de eletricidade com compras de energia renovável, informou a Bloomberg News nesta quarta-feira, citando pessoas familiarizadas com o assunto. Segundo a reportagem, o avanço caro e intensivo em energia dos data centers está mudando a viabilidade dos compromissos climáticos da Microsoft, assumidos antes da era da IA e considerados entre as metas mais ambiciosas do setor. As discussões ainda estão em andamento e nenhuma decisão final foi tomada, acrescentou a Bloomberg News. Um porta-voz da Microsoft disse que a empresa continua buscando oportunidades para manter sua meta de correspondência (matching), apontando para acordos recentemente assinados com a We Energies para adicionar 1,2 gigawatts de projetos de energia livre de carbono à rede em Wisconsin, incluindo projetos solares e de baterias que devem começar a entrar em operação a partir de dezembro de 2028. Assim como rivais como Amazon (AMZN.O) e Alphabet (GOOGL.O), a fabricante do Windows está investindo centenas de bilhões de dólares para construir a infraestrutura de inteligência artificial necessária para alimentar serviços como seu assistente Copilot e a plataforma em nuvem Azure.”
Fonte: Reuters; 06/05/2026
Política
“A Comissão Europeia está considerando suspender penalidades por emissões de metano durante crises de abastecimento de energia, após enfrentar forte pressão dos Estados Unidos e da indústria de combustíveis fósseis para suavizar as regras sobre vazamentos desse gás de efeito estufa. A Comissão planeja implementar no próximo ano novas regras de monitoramento, reporte e verificação de vazamentos de metano e queima em flare vinculados a importações de combustíveis fósseis, mas a crise no Oriente Médio levou a pedidos para que essas medidas fossem suspensas. No rascunho mais recente de orientações às autoridades nacionais, que serão responsáveis por aplicar as regras a partir de janeiro de 2027, a Comissão afirma que aplicar penalidades durante uma crise poderia “agravar a situação de segurança do abastecimento, colocando em risco a continuidade”. Essa justificativa contrasta com as conclusões da Agência Internacional de Energia em um relatório publicado nesta semana, segundo o qual mais que o dobro do volume de gás potencialmente bloqueado devido ao fechamento efetivo do Estreito de Hormuz é desperdiçado todos os anos pela falta de ação sobre vazamentos e queima em flare desnecessária. A AIE defende um combate mais rigoroso a essas práticas para ajudar a lidar com a “grande questão de segurança energética”, direcionando o gás desperdiçado para usos produtivos. Em vez disso, as novas orientações correm o risco de permitir que importadores que compram gás de projetos com altos níveis de queima em flare e vazamentos evitem penalidades quando o abastecimento nacional estiver ameaçado. A evolução do processo ocorre após pedidos do governo Trump para suspender a legislação. O embaixador dos EUA na UE, Andrew Puzder, escreveu no Financial Times que ela “poderia desencadear uma crise energética”.”
Fonte: Financial Times; 06/05/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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