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Natura (NATU3) anuncia mudanças no Conselho com a saída de três fundadores | Café com ESG, 31/03

Orizon inaugura planta de biometano; ANSN atualiza regras para usinas nucleares

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado fechou o pregão de segunda-feira em território positivo, com IBOV e o ISE avançando 0,53% e 0,41%, respectivamente.

• Do lado das empresas, (i) a Orizon inaugurou na sexta a sua segunda planta de biometano no Ecoparque Jaboatão, em Pernambuco – com investimento de R$ 258 milhões, a unidade tem capacidade de produzir cerca de 108 mil m³ por dia de gás renovável; e (ii) a Natura anunciou uma série de mudanças em sua governança, com a saída dos três fundadores do conselho de administração, a troca do chairman e a entrada da Advent como acionista – Luiz Seabra, Guilherme Leal e Pedro Passos, que fundaram a empresa, estão saindo do board pela primeira vez e passarão a integrar um conselho consultivo, que também incluirá Fábio Barbosa, o atual chairman que também está deixando o conselho.

• Na política, a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) publicou ontem no Diário Oficial da União duas resoluções que flexibilizam as regras para o licenciamento de usinas nucleares – a resolução ANSN 12/2026 cria a Licença Prévia de Local (LPL), que permite a avaliação e aprovação de sítios nucleares antes da definição do projeto específico da usina.

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Gostou do conteúdo, tem alguma dúvida ou quer nos enviar uma sugestão? Basta deixar um comentário no final do post!

Brasil

Orizon inaugura planta de biometano em aterro em Pernambuco

“A Orizon inaugurou na sexta (27/3) sua planta de biometano do Ecoparque Jaboatão, em Pernambuco. Com investimento de R$ 258 milhões, a unidade tem capacidade de produzir cerca de 108 mil m³ por dia de gás renovável. Segundo a empresa, o biometano será injetado diretamente na rede de gasodutos da Copergás (Companhia Pernambucana de Gás) e distribuído para uso doméstico e industrial. A construção da planta teve início em maio de 2024 e foi concluída no fim de 2025, e contou com financiamento do Banco do Nordeste (BNB). A usina aproveita o biogás gerado pela decomposição dos resíduos, que é capturado e purificado para se transformar em biometano. O biogás será proveniente da decomposição de 3,5 mil toneladas de resíduos gerados diariamente por 2,5 milhões de pessoas de Recife, Jaboatão dos Guararapes, Cabo de Santo Agostinho, Vitória de Santo Antão e Moreno. O combustível renovável pode ser utilizado na infraestrutura existente de distribuição de gás fóssil, sem necessidade de adaptações, e com o benefício de reduzir as emissões de gases poluentes.”

Fonte: Eixos; 30/03/2026

Carrefour e Casa dos Ventos fecham acordo de longo prazo de R$ 1 bilhão

“A geradora renovável Casa dos Ventos fechou um acordo de R$ 1 bilhão com o grupo Carrefour Brasil. As duas empresas firmaram um contrato de longo prazo para fornecimento de energia que atenderá a varejista por 10 anos e suprirá 25% do consumo da companhia de origem francesa, que reúne as 789 lojas sob as bandeiras Atacadão, Carrefour e Sam’s Club. A eletricidade será proveniente do Complexo Fotovoltaico Paraíso, localizado em Mato Grosso do Sul, que está em construção. O empreendimento soma 640 megawatts (MW) de capacidade instalada, dos quais 240 MW serão dedicados às operações da varejista a partir de 2027. O gerente de compras do Carrefour Brasil, Rodrigo Monteiro, afirmou que este é o primeiro contrato de compra e venda de energia (“Power Purchase Agreement”, em inglês) com tamanha duração. A empresa já tem 96,8% do seu consumo de eletricidade no mercado livre, no qual se escolhe o fornecedor e negocia-se termos como a fonte da energia a ser entregue, mas trabalhava com contratos mais curtos, de dois ou três anos.”

Fonte: Valor Econômico; 31/03/2026

Supergasbras traz primeira carga de ‘gás de cozinha’ renovável ao Brasil

“A distribuidora de gás liquefeito de petróleo (GLP) Supergasbras realizou a primeira importação de BioGL, um tipo de biogás liquefeito, semelhante ao gás de cozinha tradicional, mas produzido com fontes renováveis. A empresa trará da Europa uma carga-piloto, estimada em 1.700 toneladas de BioGL, com previsão de chegar na primeira semana de abril. A chegada do produto se dá em um momento de discussões sobre a busca de alternativas de fornecimento de derivados de petróleo por causa da guerra no Oriente Médio. O BioGL é um combustível renovável produzido a partir de diferentes matérias-primas, como óleos vegetais e gorduras animais residuais. A Supergasbras afirmou que a estratégia é direcionar o produto para clientes como indústrias e empresas do agronegócio que possuem metas de redução de emissões de gases de efeito estufa. O modelo de comercialização, disse a companhia, prevê a venda por meio de certificação de sustentabilidade, permitindo que clientes adquiram volumes proporcionais de BioGL para acelerar o alcance de suas metas de descarbonização.”

Fonte: Valor Econômico; 30/03/2026

Natura: fundadores deixam conselho, e Advent vai virar acionista

“A Natura acaba de anunciar uma série de mudanças em sua governança, com a saída dos três fundadores do conselho de administração, a troca do chairman e a entrada da Advent como acionista. Luiz Seabra, Guilherme Leal e Pedro Passos, que fundaram a empresa em 1969, estão saindo do board pela primeira vez e passarão a integrar um conselho consultivo (sem funções deliberativas), que também incluirá Fábio Barbosa, o atual chairman que também está deixando o conselho. Fábio será substituído por Alessandro Carlucci, que foi CEO da Natura de 2004 a 2014 e já fazia parte do conselho. Já os três fundadores serão substituídos por Luiz Guerra, que cuida do family office de Luiz Seabra; Pedro Villares, que lidera o family office de Guilherme Leal; e Guilherme Passos, o filho de Pedro. Fabio disse ao Brazil Journal que as mudanças têm a ver com o novo momento da companhia, que, depois de concluir uma simplificação dos negócios (com a venda de diversos ativos) e uma desalavancagem significativa, agora precisa de perfis com mais conhecimento digital e operacional. “Esse perfil mais financeiro, que foi mais necessário para o momento anterior da companhia, agora é substituído por um perfil mais digital e de gestão, que é o que vai ajudar a empresa nessa nova fase de retomar o crescimento na América Latina,” disse o executivo.”

Fonte: Brazil Journal; 30/03/2026

Brasil atualiza regras para usinas nucleares

“A Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) publicou nesta segunda (30/3) duas resoluções que alteram regras para licenciamento de usinas nucleares, além de definir novas tecnologias, como os pequenos reatores modulares (SMRs). Publicada no Diário Oficial da União, a resolução ANSN 12/2026 cria a Licença Prévia de Local (LPL), que permite a avaliação e aprovação de sítios nucleares antes da definição do projeto específico da usina. Segundo o texto, o órgão regulador pode aprovar o local proposto por determinada instalação nuclear, mesmo que ainda não se saiba o tipo, potência e número de unidades e módulos. A LPL funcionará como uma licença especial para quando o desenvolvedor do projeto solicitar aprovação de um local sem possuir essas informações. A Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Atividades Nucleares (Abdan) explica que, na prática, a medida traz mais previsibilidade ao processo de licenciamento. A associação celebrou as mudanças. E avalia que elas possibilitam que áreas previamente aprovadas possam receber diferentes configurações tecnológicas no futuro.”

Fonte: Eixos; 30/03/2026

Ruralistas querem adiar regras contra desmatamento para crédito rural

“A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) está pedindo aos membros do Conselho Monetário Nacional (CMN) o adiamento de uma regra que aperta as exigências ambientais nos financiamentos concedidos aos produtores rurais a partir de 1º de abril. As resoluções 5628 de 2025 e 5193 de 2024 travam a concessão de novos financiamentos agrícolas aos produtores que tiverem áreas desmatadas após 31 de julho de 2019 de forma irregular identificadas pelo sistema Prodes, de monitoramento de desmatamento na Amazônia Legal. O Prodes emite alertas de desmatamentos de corte raso ocorridos em extensões superiores a 6,25 hectares na região, mas não distingue desmates realizados de forma legal aos de forma ilegal.”

Fonte: Globo Rural; 30/03/2026

Internacional

BYD eleva projeções para vendas no exterior

“A BYD, a maior empresa de veículos elétricos do mundo, elevou sua projeção de vendas para exportação para 1,5 milhão de carros em 2026, segundo reportagens da Bloomberg. A estimativa representa um aumento de 15% em relação às projeções feitas em janeiro, de que a companhia venderia 1,3 milhão de carros no exterior. Em 2025, a BYD ultrapassou a Tesla para se tornar a maior vendedora de veículos elétricos do mundo. A BYD já era há muito tempo uma líder na China. No entanto, para ultrapassar a Tesla, começou a vender seus carros em outras partes do mundo. Vender carros fora da China tornou-se cada vez mais importante para o futuro da BYD, à medida que seu mercado doméstico enfrenta uma desaceleração prolongada. Na China, as fabricantes de veículos elétricos enfrentam uma intensa guerra de preços, um mercado saturado e uma enxurrada de concorrentes lançando novos modelos de carros.”

Fonte: Valor Econômico; 30/03/2026

Energia desperdiçada: Atlas vai investir US$ 2 bi na AL – Brasil pode ficar pra trás

“A Atlas Renewables, desenvolvedora de projetos de energia renovável, fez uma grande reestruturação de capital para navegar a mudança de ciclo de crescimento do setor no mundo: se antes contava com juros baixos e subsídios, agora é preciso disciplina de capital e execução operacional para seguir crescendo. A companhia fechou um refinanciamento de U$ 3 bilhões (aproximadamente R$ 16 bilhões) para suas operações na América Latina, o maior para energias renováveis não convencionais na região. A operação foi vista como uma prova de conceito para a estrutura de capital do negócio. A operação consolidou um portfólio diversificado de projetos solares e sistemas de armazenamento de energia usados em redes elétricas (BESS) em operações-chave como Chile, Brasil e México. Ao substituir dívidas de projeto (project finance) mais caras e rígidas por uma estrutura corporativa mais flexível, a Atlas calcula uma capacidade de investimento de US$ 2 bilhões na América Latina nos próximos quatro anos.”

Fonte: Capital Reset; 30/03/2026

Saúde e grupos ambientais processam a EPA por revogação da regra do mercúrio

“Uma coalizão de grupos de saúde e meio ambiente processou na segunda-feira a Agência de Proteção Ambiental dos EUA por revogar padrões federais para usinas a carvão que limitavam o mercúrio e outros poluentes nocivos do ar, alegando que as reversões colocavam crianças e pessoas vulneráveis em risco. A coalizão de grupos, que inclui Earthjustice, a American Lung Association, o Natural Resources Defense Council e a American Academy of Pediatrics, entrou com o processo no Tribunal de Apelações dos EUA para o Circuito de D.C.Em fevereiro, a EPA do governo Trump revogou a atualização de 2024 do governo Biden do Padrão de Mercúrio e Tóxicos do Ar, que teria reduzido a poluição permitida por mercúrio proveniente de usinas a carvão em 70%, as emissões de níquel, arsênico, chumbo e outros metais tóxicos em dois terços e teria economizado cerca de US$ 420 milhões em custos de saúde até 2037, segundo o Environmental Defense Fund.”

Fonte: Reuters; 30/03/2026

A UE resiste ao pedido francês de suspender o imposto de carbono na fronteira sobre fertilizantes

“A Comissão Europeia novamente resistiu a um pedido na segunda-feira da França e de outros países para suspender a taxa da UE sobre emissões de CO2 sobre fertilizantes importados, que, segundo os governos, ajudaria os agricultores que enfrentam dificuldades com os preços elevados. Em uma reunião dos ministros da agricultura da UE em Bruxelas, o Comissário de Agricultura da UE, Christophe Hansen, afirmou que os altos preços dos fertilizantes são motivo de preocupação para o setor agrícola, mas que suspender a taxa de carbono na fronteira “corre o risco de agravar a dependência das importações. E, portanto, devemos ser muito cuidadosos nessa questão.” A UE está trabalhando em um plano para enfrentar questões nos mercados de fertilizantes e convocará uma reunião “urgente” em 13 de abril com a indústria sobre medidas para apoiar a produção europeia de fertilizantes e reduzir dependências, disse Hansen.”

Fonte: Reuters; 30/03/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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