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Distribuidoras criticam RenovaBio e cobram do governo ajustes na política de descarbonização | Café com ESG, 21/11

Mubadala Capital propõe tirar a Zamp do Novo Mercado; Distribuidoras cobram do governo ajustes ao RenovaBio

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado encerrou o pregão de segunda-feira em território positivo, com o IBOV e o ISE registrando alta de +0,94% e +0,74%, respectivamente.

• Do lado das empresas, (i) numa carta enviada ao Conselho de Administração ontem, o Mubadala Capital, a gestora de private equity ligada ao fundo soberano de Abu Dhabi, está propondo retirar a Zamp do Novo Mercado – segundo a companhia, o movimento busca ampliar as alternativas de funding da dona do Burger King Brasil e do Popeyes em meio a sua alta alavancagem, dado que, fora do Novo Mercado, a Zamp poderia, por exemplo, fazer um follow-on com a emissão de ações preferenciais; e (ii) passados 4 anos desde o início do RenovaBio, distribuidoras como Ipiranga, Vibra e Brasilcom, consideram que o programa fracassou e cobram do governo ajustes na política de descarbonização – em encontro ontem com o Ministério de Desenvolvimento Industrial, Comércio, Serviços e Inovação, representantes das empresas afirmaram que o RenovaBio se tornou uma transferência de renda da sociedade para o setor de biocombustíveis, sem cumprir as metas estabelecidas.

• Na política, o governo se prepara para anunciar antes da COP28, que começa no dia 30, o programa federal de recuperação de pastagens degradadas com potencial de regenerar até 40 milhões de hectares num prazo entre 10 e 15 anos – segundo informações do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, o plano contará com linhas especiais de financiamento do Banco do Brasil e do BNDES e demandará contrapartidas socioambientais dos produtores.

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Brasil

Empresas

Maioria dos consumidores não compra produtos de marcas que não investem em ESG, aponta pesquisa

“Na esteira das mudanças climáticas, que parecem cada vez mais presentes no dia a dia das pessoas, a preocupação das marcas com as questões ambientais, sociais e de governança (ESG, na sigla em inglês) tornou-se um fator determinante na decisão de consumo. Segundo o Índice do Setor de Sustentabilidade 2023 da Kantar, mais da metade da população já deixa de consumir produtos de uma marca que não investe em sustentabilidade, ou que tem práticas vistas como nocivas ao meio ambiente e à sociedade. A pesquisa, que chega à sua terceira edição, mapeou a percepção dos consumidores sobre as pautas ESG e o seu impacto nas decisões de consumo. O estudo analisou dados de 26 mil consumidores em relação a 43 setores da economia, nos 33 países em que a Kantar está presente. No Brasil, foram ouvidas mil pessoas, das quais 56% disseram ter parado de adquirir produtos e serviços de empresas que não investem em sustentabilidade ou impactam o planeta. Mais: 63% disseram procurar marcas com um histórico ativo de ações pró ESG. De acordo com a diretora da divisão de mídia e digital da Kantar, Maura Coracini, os resultados da pesquisa demonstram a urgência de as marcas se posicionarem e divulgarem suas ações em relação à sustentabilidade do planeta. Além de basear o seu consumo por questões ESG, as pessoas estão atentas às marcas que praticam o “greenwashing”, termo em inglês que designa ações das companhias que se dizem sustentáveis, mas não são.”

Fonte: Infomoney, 20/11/2023

Distribuidoras de combustíveis dizem que RenovaBio fracassou e pedem reformulação

“Passados 4 anos desde o início do RenovaBio, programa de incentivo aos biocombustíveis, as distribuidoras consideram que o programa fracassou e cobram do governo ajustes na política de descarbonização. Apesar de terem sido transferidos R$ 16,7 bilhões para o setor em certificados de descarbonização (CBIOs), o volume de produção de etanol diminuiu em 5,7 bilhões de litros entre 2019 e 2022. Nesta segunda (20), Ipiranga, Vibra e Brasilcom – Federação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, Gás Natural e Biocombustíveis, que reúne 10 sindicatos estaduais e 40 distribuidoras regionais – foram ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) pressionar para que o programa seja repaginado e atenda aos objetivos. O encontro incluiu o secretário de Desenvolvimento Industrial, Comércio, Serviços e Inovação do Mdic, Uallace Moreira Lima. O RenovaBio nasceu em junho de 2019 e os principais instrumentos são o cumprimento dos compromissos assumidos pelo Brasil no âmbito do Acordo de Paris, promover a expansão dos biocombustíveis na matriz de transportes e assegurar previsibilidade para o mercado de combustíveis. Entretanto, Aurélio Amaral, representante das distribuidoras e ex-diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Brasil (ANP), afirmou que o RenovaBio não atingiu seus objetivos iniciais. Para ele, o programa se tornou uma transferência de renda da sociedade para o setor de biocombustíveis, sem cumprir as metas estabelecidas.”

Fonte: Valor Econômico, 20/11/2023

Diversidade: quando mercado e regulação seguem na mesma direção

“Show, don’t tell. Para além de uma técnica narrativa geralmente utilizada por escritores, esta máxima ‘mostre, não conte’ parece, cada vez mais, adotada por autoridades na regulação do mercado financeiro e transacional. Investidores e empresas têm sido instados a ir além do discurso no que diz respeito à responsabilidade nos negócios e comprovar que seus aportes e atividades consideram, na prática, questões sociais, ambientais e de governança, em linha com a agenda ESG e com os anseios do século XXI. Na Califórnia, um dos maiores hubs de venture capital e inovação do mundo, uma nova lei recém-sancionada busca incentivar a diversidade nos investimentos. A legislação, que começa a valer em março de 2025, determina que os fundos de venture capital (VC) que atuem no estado devem divulgar anualmente informações sobre os fundadores das empresas nas quais investem, como gênero, etnia, deficiências e classificação na sigla LGBTQIA+. A iniciativa é inédita nos Estados Unidos, e a preocupação dos legisladores se baseia no fato de que startups fundadas por mulheres, pessoas negras e latinas tendem a receber menos investimentos. Os dados evidenciam de forma clara as desigualdades do venture capital nos EUA. De acordo com a plataforma Crunchbase, em 2022, startups fundadas por pessoas negras e latinas receberam apenas 1% e 1,5%, respectivamente, dos investimentos de VC no país. Já o PitchBook Data revela que as empresas fundadas por mulheres receberam somente 1,9% – percentual que cai para reles 0,1% quando se trata de mulheres negras e latinas.”

Fonte: Valor Econômico, 20/11/2023

Mubadala propõe tirar a Zamp do Novo Mercado

“O Mubadala Capital — a gestora de private equity ligada ao fundo soberano de Abu Dhabi — está propondo retirar a Zamp do Novo Mercado. Numa carta enviada ao board, o Mubadala disse que o movimento busca ampliar as alternativas de funding da dona do Burger King Brasil e do Popeyes em meio a sua alta alavancagem. Ao longo dos últimos quatro meses, o Mubadala aumentou sua participação de 5% para 30%, tornando-se o maior acionista da companhia. O segundo maior investidor é a Fit Participações — o family office dos ex-banqueiros Tom Freitas Valle e Fernando Prado — com 20%; seguida pela Restaurant Brands International, com 10%, e a Mar Asset, com cerca de 5%. A proposta do Mubadala foi enviada agora à noite ao conselho da Zamp, que tem uma semana para chamar uma assembleia de acionistas para votar a matéria. Para que ela seja aprovada, é preciso maioria simples dos presentes na AGE. O Mubadala disse na carta que seu objetivo com a proposta é ampliar o leque de alternativas de financiamento da companhia. Fora do Novo Mercado, a Zamp poderia, por exemplo, fazer um follow-on com a emissão de ações preferenciais, o que tornaria mais fácil a aprovação da base acionária — inclusive do Mubadala — já que não teriam seu poder de voto diluído. Segundo o Mubadala, outras alternativas possíveis com o movimento incluem a combinação de negócios com uma empresa do setor que não seja listada no Novo Mercado; e a migração das ações da Zamp para Bolsas de outros países.”

Fonte: Brazil Journal, 20/11/2023

United: 6 bilhões de galões de SAF e 200 veículos elétricos voadores para descarbonizar viagens

“O setor de transportes é responsável por 2,4% das emissões globais de carbono. É um número relevante que preocupa as empresas. Algumas iniciativas estão em curso para reduzir a pegada de carbono dos voos, sendo a mais relevante o desenvolvimento do chamado SAF (combustível de aviação sustentável, na sigla em inglês), uma fonte de energia renovável para substituir o diesel. Na United Airlines, companhia aérea americana, o uso do SAF se tornou estratégico. A empresa se comprometeu a reduzir em 50% suas emissões de gases de efeito estufa, escopos 1, 2 e 3, até 2030. As metas foram aprovadas pela Science Based Targets Initiative (SBTi), entidade que atesta que os planos de descarbonização das empresas estão baseados na ciência. Em entrevista à EXAME, Jacqueline Conrado, country manager da United no país, explicou a estratégia ESG da companhia. Confira os principais trechos da entrevista: Jacqueline Conrado, country manager: compromisso de compra de até 400 veículos elétricos voadores da Embraer. A United Airlines teve sua meta de redução de emissões para 2035 aprovada pela iniciativa Science-Based Targets (SBTi), validando a conformidade com trajetórias científicas para limitar o aquecimento global. A meta aprovada visa reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) de combustível de aviação em 50% por tonelada-quilômetro de receita até 2035, em relação a 2019. A empresa prevê avanços na eficiência de combustível por meio de design de aeronaves e tecnologias de motores, com projeção de aumento de eficiência de até 30% nas aeronaves da geração futura até 2050.”

Fonte: Exame, 20/11/2023

Política

Delegação brasileira para COP28 bate recorde, com 2.400 inscritos

“A delegação brasileira para a COP28 bateu neste ano um recorde de 2.400 inscritos, informou nesta segunda-feira (20) o embaixador André Corrêa do Lago, secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Itamaraty. Desse total, cerca de 400 são autoridades e funcionários do governo. Os demais são representantes do setor privado, da academia e da sociedade civil. Se todos forem ao evento, será a maior delegação brasileira em COPs. O evento começa no fim do mês, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. O alto número de participantes brasileiros foi alvo de críticas em conferências climáticas anteriores. Corrêa do Lago, contudo, classifica a notícia como “um maravilhoso sinal”. “Quando tem o empresariado vendo como o Brasil está tentando defender uma posição e entendendo os contextos difíceis nos quais os temas passam, isso ajuda imensamente”, afirmou o embaixador em entrevista coletiva. “É um maravilhoso sinal que a nossa delegação seja muito grande, porque ela demonstra que há uma atenção imensa no Brasil nas áreas mais diversas e um desejo muito grande de assistir ao debate mais avançado sobre esse tema.” Corrêa do Lago ponderou, no entanto, que muitos dos inscritos não devem comparecer ao evento. E que “só uma parte bem menor” dessa delegação será custeada pelo governo brasileiro. “Há grande satisfação de que estejam muitíssimos empresários, muitos acadêmicos, muitos cientistas e representantes da sociedade civil [na delegação]”, afirmou. “Uma grande parte da força do Brasil é termos todas essas pessoas debatendo lá, inclusive debatendo com os equivalentes de outras delegações.”.”

Fonte: Valor Econômico, 20/11/2023

Pré COP-28: Brasil desembarca em Dubai como provedor de soluções climáticas pautado por ciência

“O Brasil desembarca em Dubai, na semana que vem, com a intenção de se apresentar na 28ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP-28) como um provedor de soluções para o mundo. Além disso, vai defender a ciência como determinante nas decisões e políticas públicas a respeito do aquecimento global. As afirmações são da secretária de Mudanças do Clima do Ministério do Meio Ambiente, Ana Toni, e do secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores (MRE), embaixador André Aranha Corrêa do Lago, que participaram nesta segunda, 20, do encontro sobre a COP-28 com jornalistas. “O Brasil vai defender de maneira firme o comprometimento com a meta global de aumento de até 1,5 grau Celsius da temperatura”, disse Corrêa do Lago. O governo brasileiro também chegará COP-28 defendendo o protagonismo de países com florestas tropicais na discussão de soluções para os problemas desses biomas. “Na COP, veremos a continuidade desse debate iniciado na Cúpula de Belém e propostas mais concretas”, afirmou a secretária Ana Toni.”

Fonte: Exame, 20/11/2023

Negacionismo de Milei sobre mudanças climáticas preocupa brasileiros

“A postura negacionista do presidente eleito da Argentina, Javier Milei, em relação às mudanças climáticas virou motivo de preocupação para brasileiros nas negociações para combater o aquecimento global. O Brasil receberá a COP30, em Belém, daqui a dois anos. No fim do mês, será um dos protagonistas da COP28, nos Emirados Árabes Unidos. Milei já atribuiu as discussões climáticas ao “marxismo cultural” e, ao longo da campanha eleitoral, ele manifestou a intenção de retirar seu país do Acordo de Paris, assim como o fez o ex-presidente americano Donald Trump, durante seu mandato. Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (20), em Brasília, o embaixador André Corrêa do Lago, secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Itamaraty, e Ana Toni, secretária nacional de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente, buscaram ser cautelosos sobre possível virada de rumo do país vizinho. Mas admitiram que seria “péssimo” se Milei cumprisse sua promessa, embora o peso da Argentina nas negociações não seja tão grande quanto a de países como Brasil, EUA ou China. Eles também foram questionados sobre a possibilidade de os americanos deixarem novamente a mesa de negociação. Corrêa do Lago disse se fiar na atuação de cientistas em ambos os países para manter o envolvimento dos governos nas negociações. Ele afirmou que, hoje, o quadro climático é “muito diferente” daquele quando Trump foi eleito, há sete anos. Agora, eventos extremos ocorrem com maior frequência em diversas partes do globo.”

Fonte: Valor Econômico, 20/11/2023

Plano de recuperação de pastagens terá dinheiro do BB e do BNDES

“O governo se prepara para anunciar antes da COP28, que começa no dia 30, o programa federal de recuperação de pastagens degradadas. Com potencial de regenerar até 40 milhões de hectares num prazo entre 10 e 15 anos, o plano contará com linhas especiais de financiamento do Banco do Brasil e do BNDES e demandará contrapartidas socioambientais dos produtores. As informações foram antecipadas ao Reset pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, que está a cargo do plano. A ideia é publicar um decreto com as regras e a estrutura do programa Os detalhes ficarão sob responsabilidade de um conselho interministerial. Fávaro disse que o texto está em fase final de elaboração e será publicado nos próximos dias. “Nosso compromisso com o presidente Lula é intensificar a produção de alimentos no país, mas mostrando que isso pode ocorrer sem precisar passar sobre a floresta”, afirmou o ministro. “É um programa novo, de responsabilidade social e ambiental.” Segundo Fávaro, os dados da Embrapa apontam que as terras usadas para pastagens naturais ou plantadas por produtores já somam cerca de 160 milhões de hectares. Deste total, 35 milhões estão em processo de “degradação severa”, enquanto 58 milhões de hectares têm “boas condições de cultivo” e 66 milhões de hectares possuem uma situação “intermediária” de qualidade para plantio. A iniciativa será financiada com novas linhas de crédito facilitadas pelo Banco do Brasil e BNDES. A ideia é que o BB se concentre em oferta de empréstimos para o pequeno e o médio produtor, enquanto o BNDES atenderia produtores de maior porte, como exportadores de commodities agrícolas, atraindo também capital estrangeiro.”

Fonte: Capital Reset, 21/11/2023

Internacional

Empresas

Produtores de petróleo acusados ​​de atrasar o progresso do tratado sobre poluição por plásticos

“Os países produtores de petróleo paralisaram os esforços para redigir o primeiro acordo internacional juridicamente vinculativo sobre a redução da poluição plástica, propondo mudar o foco para a gestão de resíduos em vez de reduzir a produção, de acordo com observadores oficiais nas conversações de uma semana da ONU em Nairobi. A reunião global na capital queniana teve como objetivo fazer progressos num acordo para o plástico equivalente ao acordo climático de Paris de 2015. Mas as conversações terminaram no domingo à noite sem um plano para iniciar o trabalho formal num projecto de tratado antes da próxima reunião, que terá lugar no Canadá em Abril. As tácticas de bloqueio por parte dos países que argumentaram contra o início da elaboração de um projecto foram “desastrosas” e impediriam a realização de trabalho significativo antes do recomeço das  conversações, disse Graham Forbes, chefe da delegação da Greenpeace em Nairobi.“Mais da metade das negociações do tratado, estamos caminhando para a catástrofe”, disse Forbes. “Não é possível resolver a crise da poluição a menos que restrinjamos, reduzamos e restrinjamos a produção de plástico.” A Arábia Saudita, a Rússia e o Irão estavam entre os países que argumentaram que os cortes vinculativos na produção de plásticos não deveriam estar no âmbito das negociações, de acordo com pessoas presentes nas conversações e documentos divulgados pelos delegados do país. Em vez disso, propuseram uma abordagem voluntária, “de baixo para cima”, focada em melhorias na reciclagem de plástico.”

Fonte: Financial Times, 20/11/2023

Política

Se países não agirem, temperatura do planeta pode subir 3°C, diz ONU

“O mundo está à frente de uma escolha: ou os países aumentam suas promessas atuais de corte de emissões de gases-estufa que fizeram no Acordo de Paris, ou o aquecimento global ficará entre 2,5°C a 2,9°C. As emissões previstas para 2030 devem cair entre 42% e 28% para que se tenha chance de limitar o aumento da temperatura global entre 1,5°C a 2°C respectivamente. Em todos os continentes registram-se sucessivos recordes quebrados de temperaturas – em 2023, até o início de outubro, foram 86 dias com temperaturas mais de 1,5°C acima dos níveis pré-industriais. Cientistas calculam que o mundo vive os atuais eventos extremos provocados por um aumento de temperatura de 1,2°C nos dias de hoje. Junho, julho, agosto, setembro e outubro de 2023 foram os meses mais quentes dos registros históricos. As emissões globais de gases-estufa não estão recuando, ao contrário. De 2021 a 2022 atingiram novo recorde de 57 gigatoneladas de CO2 equivalente, um aumento de 1,2%. Esse foi exatamente o quanto as 20 economias mais fortes do mundo elevaram suas emissões: 1,2%. Esses dados fazem parte da 14ª edição da série Emissions Gap Report do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) divulgado hoje. Trata-se de uma revisão anual que a agência faz da lacuna entre a trajetória das emissões globais com os compromissos atuais dos países (as NDCs) e onde deveriam estar para limitar o aquecimento a 1,5°C. Nesta edição, o Emissions Gap Report 2023 traz em seu subtítulo um alerta grave: “Recorde Quebrado: temperatura atinge novas máximas, mas o mundo falha em cortar emissões (novamente)”.”

Fonte: Valor Econômico, 20/11/2023

China planeja projetos piloto para aumentar uso de biodiesel

“A China lançará uma série de projetos-piloto para estimular a produção doméstica e o consumo de biodiesel, informou a Administração Nacional de Energia (NEA), reforçando os esforços ambientais em uma área em que o país está atrás de outras grandes economias. O escasso apoio político tem mantido o consumo de biodiesel, uma alternativa de baixo carbono ao diesel de petróleo produzido a partir de matérias-primas como óleo de palma e óleo de cozinha usado (UCO), baixo na China, em comparação com a União Europeia e os Estados Unidos. Em um documento emitido na segunda-feira, a NEA pediu às autoridades locais que realizassem projetos de demonstração em várias áreas do setor de biodiesel e aconselhou os governos regionais a fornecer apoio financeiro. “Ampliaremos os cenários de aplicação do biodiesel nacional” a NEA disse, acrescentando que seu objetivo era desenvolver um caminho de desenvolvimento que poderia ser replicado para fornecer uma base para a promoção contínua de de combustíveis líquidos verdes. Esses esforços incluem a integração da cadeia de suprimento de matéria-prima da UCO e a distribuição do combustível em postos de gasolina nas rodovias. Ela também se comprometeu a promover a inclusão do biodiesel em um mecanismo nacional voluntário de redução de emissões certificadas. A NEA não forneceu detalhes sobre financiamento e cronogramas, no entanto.”

Fonte: Reuters, 21/11/2023

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
(6)
O Índice MSCI ACWI, que representa o desempenho de todo o conjunto de ações de grande e médio porte do mundo, em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes.


Nossos últimos relatórios

Análise ESG Empresas (Radar ESG)

Moura Dubeux (MDNE3): De tijolo em tijolo construindo uma agenda promissora(link)

Unipar (UNIP3) e Braskem (BRKM5): Entendendo os desafios (e oportunidades) do setor petroquímico no Brasil(link)

Smart Fit (SMFT3): O segredo para progredir é dar o primeiro passo(link)

Outros relatórios de destaque

Cosan (CSAN3): Principais destaques ESG do Investor Day(link)

Carteira ESG XP: Sem alterações no nosso portfólio para setembro (link)

ESG na Expert XP 2023: As três principais mensagens que marcaram o tema no evento(link)

Relatórios Semanais (Brunch com ESG)

Atenções voltados para a agenda de Lula em Nova York e os desdobramentos da Semana do Clima (link)

1° título verde soberano do Brasil avança; ORVR3 emite SLB no valor de R$130M; Bancos públicos de desenvolvimento se encontram (link)

Expert XP 2023 coloca transição energética em pauta; Marco legal de captura de carbono avança; Investidores pressionam BlackRock (link)


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