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Dia Mundial do Meio Ambiente em destaque | Café com ESG, 05/06

Dia Mundial do Meio Ambiente; Mercado de seguros atraindo capital

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado encerrou o pregão de terça-feira em território negativo, com o IBOV e o ISE recuando 0,18% e 0,29%, respectivamente.

• No Brasil, as novas regras da União Europeia sobre comércio e desmatamento, que começam a valer no fim deste ano, estão fazendo a cadeia da soja no país reavaliar sua logística de escoamento para garantir aos compradores a rastreabilidade da produção – carregamentos de madeira, soja, carne bovina, cacau, café, óleo de palma, borracha e derivados serão impactadas.

• No internacional, (i) apesar dos avisos de um potencial aumento de tempestades no Atlântico neste verão no Hemisfério Norte, o seguro contra catástrofes está mais uma vez atraindo capital – com os juros altos proporcionando aos investidores melhores locais ajustados ao risco para colocar seu dinheiro como pano de fundo, e depois de vários anos de grandes perdas, uma oferta mais restrita de capital ajudou as resseguradoras a obter taxas mais altas e condições de cobertura mais rigorosas; e (ii) o Dia Mundial do Meio Ambiente é comemorado anualmente hoje, dia 5 de junho, visando incentivar a conscientização e ação mundial em prol do meio ambiente – em 2024, a Arábia Saudita será a sede dos encontros, que terão como foco principal a restauração de terras, desertificação e resiliência à seca.

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Brasil

Empresas

Projeto de reflorestamento da Heineken com a SOS Mata Atlântica aumenta em 20% volume de água em Itu

“Desde 2007, o Grupo Heineken e a Fundação SOS Mata Atlântica contam com uma parceria para restaurar o bioma na cidade de Itu, no interior de São Paulo. Em uma fazenda cedida pela fabricante de bebidas foram replantadas 7 milhões de mudas de espécies nativas da região, processo que tem beneficiado a população, os animais e até mesmo a oferta de água. Chamada de Centro de Experimentos Florestais, a área de 526 hectares já foi utilizada no passado para a produção de café e a criação de gado. Desde 2022, após ter sido “emprestado” para a Fundação SOS Mata Atlântica, o local abriga a sede da ONG que luta pela conservação do ecossistema. Do total, 386 hectares da região já foram reflorestados. A área conta com um viveiro com a capacidade de cultivar até 700 mil mudas de 110 espécies nativas do bioma por ano. Pontos turísticos também são incluídos no passeio, com o intuito de permitir que o visitante conheça a Mata Atlântica em diferentes estágios de preservação e recuperação. Entre esses pontos, estão a Trilha do Jequitibá, caminho com 600 m de extensão, além de um jardim sensorial. De acordo com a diretora de sustentabilidade do Grupo Heineken, Ligia Camargo, a região escolhida reúne diversos fatores, incluindo a proximidade com a fábrica da Heineken na cidade. “Além disso, a cidade sofre uma preocupação constante com a disponibilidade hídrica, tema que é tão caro para a estratégia global da Heineken”, conta.”

Fonte: Exame, 04/06/2024

Como a Biofix leva os créditos de carbono aos indígenas

“Territórios indígenas lideram com frequência os rankings das áreas menos desmatadas do país, mas isso não aparece no mapa dos projetos que remuneram o trabalho de proteção da vegetação nativa com créditos de carbono. Somente 6 do 139 projetos de geração de créditos florestais brasileiros registrados na base da Verra, a maior certificadora do mundo, têm como “donos” povos indígenas, pequenos agricultores ou comunidades tradicionais, segundo levantamento realizado pelo Idesam, uma ONG amazônica. A maioria das companhias desenvolvedoras atua em áreas privadas, tipicamente em acordos de parceria com donos de terras e, num movimento mais recente, em áreas pertencentes a governos, mediante licitação. De certa forma, trata-se de escolher que problema resolver. Trabalhar com particulares envolve lidar com o problema da titularidade das propriedades, algo especialmente complicado na Amazônia brasileira. A maior parte dos empreendimentos não passa da análise fundiária inicial. A Biofix optou por outro caminho. Em áreas indígenas demarcadas, a propriedade da terra deixa de ser uma questão, pois a legislação garante todos os direitos aos ocupantes do território.”

Fonte: Capital Reset, 04/06/2024

Fama e Gaia criam fundo para financiar a sociobioeconomia

“Dois nomes pioneiros no mundo dos investimentos sustentáveis, a gestora Fama Re.capital, de Fabio Alperowitch, e a securitizadora Gaia, de João Paulo Pacífico, se uniram para botar de pé dois fundos de crédito dedicados a fomentar a sociobioeconomia dos biomas brasileiros. A ideia é financiar projetos e pessoas geralmente desassistidas pelo mercado financeiro. Um dos veículos, o Fama Gaia Sociobioeconomia FIDC, voltado para todos os biomas do país, já está em operação. O outro, destinado exclusivamente a financiar projetos na Amazônia, ainda está em desenvolvimento. Bebendo dos conceitos de microcrédito, os fundos pretendem emprestar recursos para iniciativas de agricultura familiar, regenerativa e extrativismo responsável. A ideia é oferecer taxas de juro abaixo das de mercado e também estruturas de garantia alternativas para associações e cooperativas, por exemplo. “Não podemos falar de futuro planetário e da humanidade sem falar em sociobioeconomia. É central na agenda e precisamos fazer o dinheiro chegar lá. Não através de meia dúzia de doações, mas efetivamente fazendo isso rodar, com bastante profissionalismo”, diz João Pacífico. “Quando a gente fala do bioma amazônico, por exemplo, não se tem escala, o acesso é remoto. É muito mais fácil para uma instituição financeira fazer um cheque de R$ 1 bilhão para uma empresa do que ficar olhando para microcréditos”, afirma Fabio Alperowitch.”

Fonte: Capital Reset, 05/06/2024

Cadeia de soja corre para se ajustar a regras europeias

“As novas regras da União Europeia sobre comércio e desmatamento, que começam a valer no fim deste ano, estão fazendo a cadeia da soja no Brasil reavaliar sua logística de escoamento para garantir aos compradores a rastreabilidade da produção. Carregamentos de madeira, soja, carne bovina, cacau, café, óleo de palma, borracha e derivados e cuja produção tenha tido relação com desmatamentos recentes estarão impedidos de entrar no bloco europeu. A data limite para desmatamento em áreas de produção dos itens é 31 de dezembro de 2020. As demandas servem para todos os países produtores. A maior parte das exportações brasileiras para Europa não é de soja em grão, mas de farelo de soja, insumo usado na alimentação de gado de leite e de outros animais que fazem parte da dieta do consumidor europeu. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais (Abiove), entidade que congrega grandes tradings agrícolas que operam com soja no país, uma das medidas em vista no Brasil será a segregação de parte da produção. Isso significará reservar plantios, silos, caminhões e navios apenas para atender ao mercado europeu.”

Fonte: Globo, 05/06/2024

Política

Governo de São Paulo manterá no mínimo 18% de ações da Sabesp após privatização

“A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) comunicou ao mercado que foi aprovada a modelagem final para a desestatização da empresa, e o governo estadual vai manter no mínimo 18% das ações Sabesp após a privatização, podendo ser superior a depender das condições de mercado, por meio de oferta pública. Segundo a Sabesp, o Conselho Diretor do Programa Estadual de Desestatização (CDPED), em conjunto com o Conselho Gestor do Programa Estadual de Parcerias Público-Privadas (CGPPP), aprovou a modelagem final para a alienação parcial de ativos mobiliários detidos pelo Estado de São Paulo, incluindo autorização para alienação de ações da Sabesp de forma a manter no mínimo 18% do capital social da companhia. O CDPED também ratificou o percentual de 10% do capital social da Sabesp como o mínimo necessário para manutenção, pelo Estado de São Paulo, da ação preferencial de classe especial (“golden share”), conforme previsto no novo estatuto social da companhia aprovado em 27 de maio pela assembleia geral extraordinária da companhia sob a condição suspensiva de liquidação da oferta pública, diz a Sabesp. A companhia esclarece, em comunicado enviado à Comissão de valores Mobiliários (CVM), que conforme decisão da administração não haverá parcela primária mediante emissão de novas ações pela Sabesp na oferta pública.”

Fonte: Valor Econômico, 04/06/2024

Pantanal tem novos planos contra incêndios

“Ainda sob os ecos da maior tragédia ambiental de sua história – os incêndios de 2020, que consumiram 4 milhões de hectares -, o Pantanal se vê acometido por secas mais frequentes e temperaturas elevadas que vêm mudando a região. Neste ano já foram identificados 827 focos de incêndios (até 23 de maio), de acordo com a plataforma BD Queimadas, do tituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e cerca de 274 mil ha foram consumidos pelo fogo, segundo dados do Laboratório de Aplicações Ambientais (Lasa) da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Em 13 de maio, a Agência Nacional de Águas (ANA) decretou escassez hídrica na região hidrográfica do rio Paraguai. As condições atuais assemelham-se às de 2020, alerta a SOS Pantanal em nota técnica divulgada no dia 20 de maio. O diretor-executivo da ONG, Leonardo Gomes, ressalta que há uma intensificação e sobreposição de fenômenos que propiciam amaior ocorrência de queimadas na maior planície alagável do planeta, de modo que não é mais possível limitar o período de pico de incêndios no bioma entre agosto e outubro, como antes. “Desde 2019 temos um cenário de predominância de seca. Menos água no solo, menos áreas alagadas. Outro fator muito associado são ondas de calor, que aumentam a severidade e a propagação do fogo”, explica.”

Fonte: Valor Econômico, 05/06/2024

Plano de Transformação Ecológica prevê captação externa

“O Plano de Transformação Ecológica, lançado pelo governo no ano passado com a proposta de alinhar desenvolvimento econômico a proteção ambiental e redução de desigualdades, avançou nos últimos meses, sobretudo em seu eixo financeiro. A emissão de US$ 2 bilhões em títulos soberanos garantiu recursos para que o Fundo Clima, gerido pelo BNDES e peça chave da agenda verde, desse a largada. Hoje, já são R$ 32 bilhões em projetos, tornando-se um dos maiores do mundo no enfrentamento às mudanças climáticas. Nova rodada de captação externa está prevista para 2024, afirma a subsecretária de Desenvolvimento Econômico Sustentável do Ministério da Fazenda, Cristina Reis, o que ampliará o fluxo de capital privado internacional para financiar a nova economia de baixo carbono. “O valor estará em harmonia com o da primeira captação”, diz. A iniciativa é parte da estratégia do Ministério da Fazenda de criar instrumentos financeiros adequados a fim de garantir investimentos na transição para um desenvolvimento verde. Compõem o plano mais de cem políticas públicas com diferentes prazos de execução e alocadas em seis eixos: finanças sustentáveis, transformações tecnológicas, bioeconomia, transição energética, economia circular, infraestrutura verde e de adaptação.”

Fonte: Valor Econômico, 05/06/2024

Internacional

Empresas

Incentivo a veículos elétricos e Salão de Pequim impulsionam vendas da Tesla na China

“As vendas da Tesla na China cresceram em maio, com os programas de incentivo do governo e o interesse do público no Salão do Automóvel de Pequim impulsionando a demanda por veículos elétricos. A montadora de Elon Musk vendeu 72.573 modelos fabricados na China no mês passado, crescimento de 17% na comparação anual, segundo dados preliminares da China Passenger Car Association. No entanto, sobre abril, houve queda de 6,5%. Os dados da CPCA mostram que as venda totais de carros elétricos cresceram 35% no mês passado na China, a 910 mil unidades, na comparação anual. Sobre o mês de abril, a alta foi de 16%. Um programa de incentivo do governo chinês para troca de veículos e o lançamento de novos modelos no Salão do Automóvel de Pequim acabaram aumentando o interesse do público em maio, segundo a associação. A Tesla se manteve como a segunda maior vendedora de veículos elétricos na China. A rival BYD vendeu 330.488 unidades, terceiro mês seguido que fica acima dos 300 mil carros vendidos. A Geely Auto ficou em terceiro lugar, com 58.673 veículos elétricos vendidos, seguida da Changan Automobile em quarto, com 55,8 mil. A Li Auto teve 35.020 carros elétricos vendidos em maio e a Seres, investida da Huawei, 32.377.”

Fonte: Valor Econômico, 04/06/2024

Mercado de seguros contra catástrofes atrai cada vez mais capital

“Apesar dos avisos de um potencial aumento de tempestades no Atlântico neste verão no Hemisfério Norte, o seguro contra catástrofes está mais uma vez atraindo capital. Os investidores têm alguns motivos para estarem confiantes, mas não deveriam ser excessivamente confiantes. A Administração Oceânica e Atmosférica Nacional do Departamento do Comércio dos EUA previu em meio o maior número de tempestades de todos os tempos para a temporada. A projeção inclui quatro a sete grandes furacões. Outros pesquisadores também previram uma temporada de tempestades “hiperativa”. Este é o tipo de temporada para a qual o mercado de seguros está muito mais preparado nos últimos anos. Com os juros altos proporcionando aos investidores melhores locais ajustados ao risco para colocar seu dinheiro como pano de fundo, e depois de vários anos de grandes perdas, uma oferta mais restrita de capital ajudou as resseguradoras – as empresas que apoiam outras seguradoras – a obter taxas mais altas e condições de cobertura mais rigorosas. Isto tem sido um impulsionador de taxas mais altas ou menos cobertura para clientes de seguradoras primárias que utilizam resseguros, como proprietários de residências na Califórnia ou na Flórida.”

Fonte: Valor Econômico, 04/06/2024

Companhias aéreas e empresas de energia entram em conflito sobre o fornecimento de combustível verde

“As companhias aéreas e as empresas de energia entraram em confronto sobre a escassa disponibilidade de combustíveis alternativos na terça-feira, quando as transportadoras terminaram uma cimeira de três dias lutando para conciliar a procura quase recorde com os problemas da cadeia de abastecimento e a pressão para cumprir as metas ambientais. A indústria da aviação comprometeu-se a reduzir as emissões líquidas a zero até 2050, em grande parte através de Combustíveis de Aviação Sustentáveis ​​(SAF) baseados em plantas. Mas com os actuais fornecimentos de SAF cobrindo apenas 0,5% das necessidades de combustível das companhias aéreas, surgiram divergências durante uma reunião anual da Associação Internacional de Transporte Aéreo, na qual participaram empresas de energia, incluindo a francesa TotalEnergies. “O lucro líquido da Total no ano passado foi de US$ 23,2 bilhões. O lucro líquido de todo o setor aéreo em 2023 foi de US$ 27 bilhões” disse o Diretor Geral da IATA, Willie Walsh, durante um debate de encerramento. “As empresas de combustível que produzem o problema… precisamos ver empresas como a Total investindo somas significativas de dinheiro no desenvolvimento de Combustível de Aviação Sustentável. Essa é a realidade de onde estamos.”O chefe dos negócios de aviação e marítimo do gigante energético francês defendeu o seu compromisso em ajudar indústrias como a aviação, que tem poucas alternativas imediatas, a atingir os seus objetivos.”

Fonte: Reuters, 04/06/2024

Política

Eleição da UE mostrará o que eleitor pensa sobre Pacto Ecológico Europeu

“O apoio público ao Pacto Ecológico Europeu, cuja meta é acabar com as emissões de carbono na União Europeia até 2050, está ameaçado pelo impacto de uma crise energética no bolso dos eleitores. Além disso, uma enxurrada de medidas de incentivo a tecnologias limpas desencadeada pelos EUA e pela China tem gerado preocupações de que a abordagem europeia, do tipo “mais punições do que incentivos”, possa tornar o continente menos competitivo. A extensão dos danos ficará mais clara quando os cidadãos votarem nas eleições parlamentares europeias de 6 a 9 de junho. Em suas campanhas, os principais candidatos mudaram de postura. Deixaram de retratar as medidas climáticas como uma forma de a Europa liderar o mundo e reorientaram o foco para como eles protegerão os setores privados locais e limitarão o custo para o consumidor. Por sua vez, o descontentamento popular com quase tudo, desde as proibições às caldeiras de aquecimento doméstico até as diretrizes de agricultura sustentável, ajudou a canalizar mais apoio a partidos de direita que questionam as mudanças climáticas. “Muita gente sente que os partidos democráticos não conseguiram encontrar soluções confiáveis para seus problemas cotidianos e veem a transição climática como um peso financeiro num momento em que suas contas já estão apertadas”, disse Dirk Messner, presidente da Agência Ambiental da Alemanha.”

Fonte: Valor Econômico, 04/06/2024

Países produtores de petróleo do G20 querem limitar uso de biomassa para energia

“Países membros do G20 que também são grandes produtores de petróleo querem que o Brasil hierarquize o uso de biomassa para a produção de energia. O objetivo é “deixar claro” que os combustíveis renováveis não são candidatos a substituir aqueles de origem fóssil, mas apenas uma alternativa mais sustentável. Insatisfeito com a proposta, o Brasil negocia um acordo, segundo Vicente Araújo, coordenador de Desenvolvimento Sustentável do Ministério das Relações Exteriores. De acordo com ele, alguns integrantes do grupo das 20 economias mais industrializadas do planeta querem que a biomassa seja priorizada para a produção de alimentos, ficando a energia no final dessa “cascata”. Os negociadores brasileiros vão argumentar que a produção nacional de biomassa não é inelástica, ou seja, pode ser ampliada de acordo com as necessidades e os usos desta matéria-prima. Um acordo em torno do tema é importante para que haja consenso no grupo de trabalho que trata de bioeconomia. O objetivo do Brasil é que um conjunto de princípios de alto nível em bioeconomia constem na declaração final do G20, aguardada para a cúpula do grupo, em novembro, no Rio. Para isso, um acordo teria que ser selado até setembro, quando acontece a última reunião oficial do grupo que trata do tema, também na capital fluminense.”

Fonte: Valor Econômico, 04/06/2024

Reguladores não têm recursos para combater o greenwashing, afirma órgão de fiscalização da UE

“Os vigilantes do mercado em toda a União Europeia puniram poucos casos de “lavagem verde” por parte de empresas financeiras, em parte porque os reguladores não têm recursos suficientes para usar os seus poderes, disse o regulador de valores mobiliários da UE na terça-feira. Bilhões de euros foram canalizados para investimentos e empresas que promovem as suas credenciais verdes, levantando preocupações entre os reguladores sobre o greenwashing ou alegações exageradas de respeito pelo clima. A Autoridade Europeia dos Valores Mobiliários e dos Mercados (ESMA) afirmou que os reguladores locais – conhecidos como autoridades nacionais competentes, ou ANC – que monitorizam o cumprimento diário das regras da UE relataram apenas um número limitado de ocorrências reais ou potenciais de lavagem verde. “As decisões formais de execução também são, até agora, limitadas”, afirmou a ESMA num comunicado, acrescentando que isto se deve em parte ao facto de as ANC enfrentarem restrições nos seus recursos, no acesso a conhecimentos especializados e a dados de boa qualidade. A ESMA e os reguladores locais começaram a reforçar a sua capacidade para lidar com o greenwashing, nomeadamente através de uma melhor formação do pessoal. “A maioria das ANC considera, no entanto, que os seus recursos não são suficientes”, afirmou a ESMA. A Autoridade Bancária Europeia (EBA) e a Autoridade Europeia dos Seguros e Pensões Complementares de Reforma também emitiram relatórios sobre o greenwashing na terça-feira nos seus respetivos setores.”

Fonte: Reuters, 04/06/2024

UE aprova potenciais 38 bilhões de dólares em subsídios às energias renováveis ​​em Itália

“Os vigilantes do mercado em toda a União Europeia puniram poucos casos de “lavagem verde” por parte de empresas financeiras, em parte porque os reguladores não têm recursos suficientes para usar os seus poderes, disse o regulador de valores mobiliários da UE na terça-feira. Bilhões de euros foram canalizados para investimentos e empresas que promovem as suas credenciais verdes, levantando preocupações entre os reguladores sobre o greenwashing ou alegações exageradas de respeito pelo clima. A Autoridade Europeia dos Valores Mobiliários e dos Mercados (ESMA) afirmou que os reguladores locais – conhecidos como autoridades nacionais competentes, ou ANC – que monitorizam o cumprimento diário das regras da UE relataram apenas um número limitado de ocorrências reais ou potenciais de lavagem verde. “As decisões formais de execução também são, até agora, limitadas”, afirmou a ESMA num comunicado, acrescentando que isto se deve em parte ao facto de as ANC enfrentarem restrições nos seus recursos, no acesso a conhecimentos especializados e a dados de boa qualidade. A ESMA e os reguladores locais começaram a reforçar a sua capacidade para lidar com o greenwashing, nomeadamente através de uma melhor formação do pessoal. “A maioria das ANC considera, no entanto, que os seus recursos não são suficientes”, afirmou a ESMA. A Autoridade Bancária Europeia (EBA) e a Autoridade Europeia dos Seguros e Pensões Complementares de Reforma também emitiram relatórios sobre o greenwashing na terça-feira nos seus respetivos setores.”

Fonte: Reuters, 04/06/2024

Crise climática pode encarecer alimentos

“Além das mudanças climáticas, as pressões inflacionárias decorrentes de quebras de produção ameaçam a segurança alimentar. No caso do arroz do Rio Grande do Sul, maior produtor nacional, o governo federal decidiu importar o grão para controlar os preços que subiram após a enchente que atingiu o Estado. Mas o impacto da crise climática sobre a inflação pode ser sistêmico e se agravar ao longo dos anos, como indica estudo de economistas do Banco Central Europeu e da Universidade de Potsdam, na Alemanha, que prevê que a crise do clima contribuirá para elevar os preços dos alimentos de 0,9% a 3,2% ao ano até 2035. O Brasil seria um dos países mais afetados, com pressão de 1,9% ao ano, dentro de uma década. “Somos vulneráveis a oscilações de preços causadas pelo clima, por isso temos de tirar o pé do acelerador e encarecer o carbono, precificando os setores mais poluentes e subsidiando as atividades de baixa emissão, com o cuidado de não sobretaxar os mais pobres”, defende Ariaster Chimeli, professor titular da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP). Segundo ele, diversos países têm usado o sistema de preços para aumentar a resiliência climática. Ele cita a Suécia, que aumentou a tributação sobre o carbono nos anos 1990 sem impacto sobre PIB e taxa de emprego, e a China, com mais patentes de tecnologias e produtos mais limpos, com impactos na geração de emprego e renda.”

Fonte: Valor Econômico, 05/06/2024

Por que 5 de junho é o Dia Mundial do Meio Ambiente

“O Dia Mundial do Meio Ambiente é comemorado anualmente no dia 5 de junho. A data, estabelecida pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), visa incentivar a conscientização e ação mundial em prol do meio ambiente. A Arábia Saudita será a sede dos encontros do Dia Mundial do Ambiente em 2024. Os temas deste ano terão como foco principal a restauração de terras, desertificação e resiliência à seca. Dados da ONU mostram que 40% das terras do planeta estão degradadas, afetando diretamente metade da população mundial e ameaçando cerca de metade do PIB global (US$ 44 trilhões). A entidade também destaca que o número e a duração das secas aumentaram em 29% desde 2000. “Sem uma ação urgente, as secas podem afetar mais de três quartos da população mundial até 2050″, ressalta a ONU em comunicado. Para marcar a data serão realizados eventos e atividades presenciais e online em mais de 150 países. As iniciativas que discutem a questão ambiental são promovidas, por exemplo, por instituições ligadas ao governo, escolas e empresas. O Brasil integra a lista de nações que participam das ações.”

Fonte: Valor Econômico, 05/06/2024

A remoção de carbono precisa quadruplicar para atingir as metas climáticas, dizem os pesquisadores

“Os governos precisam de plantar mais árvores e implementar tecnologias que quadruplicarão a quantidade de dióxido de carbono removido anualmente da atmosfera, a fim de cumprir as metas climáticas globais, afirmou uma equipa de investigadores num relatório publicado na quarta-feira. A “remoção de dióxido de carbono” (CDR) refere-se a uma série de intervenções que sequestram o CO2 já existente no ar. Inclui métodos convencionais, como o reflorestamento, bem como soluções potencialmente em grande escala, como biocombustíveis, cultivo de algas nos oceanos e o uso de filtros que capturam diretamente o CO2 atmosférico. Atualmente, o CDR remove cerca de 2 mil milhões de toneladas métricas de CO2 da atmosfera todos os anos, mas precisa de aumentar para cerca de 7 a 9 mil milhões de toneladas se quisermos que os aumentos de temperatura sejam mantidos abaixo do limiar chave de 1,5 graus Celsius, de acordo com um relatório de investigação. por mais de 50 especialistas internacionais. “As emissões globais líquidas de gases com efeito de estufa foram de cerca de 55 mil milhões de toneladas por ano em 2022, e as emissões acumulam-se na atmosfera, por isso, todos os anos, todas as ações contam”, disse Gregory Nemet, professor da Universidade de Wisconsin-Madison e um dos co- autores do relatório anual sobre o estado da remoção de dióxido de carbono.”

Fonte: Reuters, 05/06/2024

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
(6)
O Índice MSCI ACWI, que representa o desempenho de todo o conjunto de ações de grande e médio porte do mundo, em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes.


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