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Brasil capta US$ 2 bi em 2ª emissão de título ESG | Café com ESG, 21/06

Tesouro Nacional emite título sustentável; JBS focada em economia circular

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado encerrou o pregão de quinta-feira em território misto, com o IBOV subindo 0,15%, enquanto o ISE caiu 0,11%.

• Na política, o Tesouro Nacional captou nesta quinta-feira US$2 bilhões no mercado internacional com sua segunda emissão de títulos sustentáveis – o rendimento do título ficou em 6,375%, valor abaixo da referência inicial e também inferior ao da primeira emissão de títulos sustentáveis do país, de 6,50%, no ano passado.

• Do lado das empresas, (i) a Ambiental, unidade de negócios da JBS que atua na gestão de resíduos, reciclagem de plásticos e obtenção de novos produtos a partir do material, se prepara para uma nova rodada de expansão -segundo executivos da companhia, a operação vem ganhando musculatura com a procura crescente por parte de grandes empresas por soluções de economia circular; (ii) a norueguesa Equinor anunciou ontem a decisão final de investimento de um complexo solar na Bahia que será construído na mesma área de usinas eólicas da empresa, configurando o primeiro projeto híbrido de geração renovável da petroleira no mundo – o início da construção do novo complexo solar está previsto para setembro, e a operação comercial é esperada até o final de 2025.

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Brasil

Empresas

Com Ambiental, JBS vai da proteína animal à reciclagem de embalagens plásticas

“Dentro de sua unidade de novos negócios, a JBS tem uma operação que vem ganhando musculatura com a procura crescente por parte de grandes empresas por soluções de economia circular. Criada anos antes do conceito de sustentabilidade cair nas graças de um público mais amplo, ainda dentro do Bertin (comprado pelos Batista em 2010), a Ambiental, que atua na gestão de resíduos, reciclagem de plásticos e obtenção de novos produtos a partir do material, se prepara para uma nova rodada de expansão. “A cada três anos temos um ciclo de planejamento estratégico. Estamos fechando agora o plano para o período de 2025 e 2027, olhando tanto para expansão em unidades operacionais quanto na matriz”, diz a gerente executiva da Ambiental, Thuany Taves. Hoje, são 23 unidades em cinco Estados brasileiros, onde ocorre a coleta dos resíduos e seu pré-processamento, para então serem transformados em novos produtos na matriz, em Lins (SP). Em uma década, a operação já reciclou 40 mil toneladas de resíduos plásticos que seriam destinados a aterros sanitários. Esse volume preencheria 16 piscinas olímpicas. Somente no ano passado, foram 3 mil toneladas recicladas de plástico, que resultaram em 6 mil toneladas de matéria-prima reciclada e novos produtos. Os resultados financeiros da operação não são divulgados. Conforme a Ambiental, do total de plásticos reciclados nos últimos dez anos, 35% foram destinados para insumos industriais e 65%, para a obtenção de novos produtos plásticos, como embalagens, pisos, gaiolas e paletes.”

Fonte: Valor Econômico; 20/06/2024

BP assumirá controle de joint venture de biocombustíveis com a Bunge no Brasil

“A BP vai assumir o controle total de sua joint venture de biocombustíveis no Brasil, a BP Bunge Bioenergia, avaliada em US$ 1,4 bilhão, com a aquisição da participação de 50% da Bunge Global. O negócio faz parte do plano da gigante do petróleo de focar em novos projetos de biocombustíveis. A empresa que tem sede no Reino Unido disse nesta quinta-feira que, após a conclusão do negócio, terá o equivalente a 50 mil barris diários de etanol a partir da cana-de-açúcar por meio das 11 unidades agroindustriais da BP Bunge Bioenergia em cinco Estados brasileiros. A joint venture tem uma dívida líquida de US$ 500 milhões e obrigações de arrendamento de US$ 700 milhões. A BP afirmou que a aquisição e o foco em projetos chave de produção de biocombustíveis sustentam o crescimento contínuo de seu negócio estratégico de bioenergia, que inclui biocombustíveis e biogás. Espera-se que eles entreguem cerca de US$ 2 bilhões em ganhos antes de juros, impostos, depreciação e amortização com bioenergia até 2025 e de US$ 3 bilhões a US$ 4 bilhões em todas as suas frentes de crescimento na transição energética.”

Fonte: InfoMoney; 20/06/2024

Equinor construirá no Brasil seu primeiro projeto híbrido em energias renováveis

“A norueguesa Equinor anunciou nesta quinta-feira (20) a decisão final de investimento de um complexo solar na Bahia que será construído na mesma área de usinas eólicas da empresa, configurando o primeiro projeto híbrido de geração renovável da petroleira no mundo. O complexo solar Serra da Babilônia, de 140 megawatts-pico (MWp), será desenvolvido na área do Serra da Babilônia I, conjunto de eólicas com 223 MW de capacidade já operadas pela subsidiária da Equinor, a Rio Energy, adquirida no ano passado. O início da construção do novo complexo solar está previsto para setembro, e a operação comercial é esperada até o final de 2025. O valor dos investimentos não foi divulgado. O modelo híbrido permite uma geração complementar de energia eólica e solar: o complexo solar utilizará o sistema de interconexão existente, já instalado para as eólicas, e não exigirá capacidade adicional da rede. As solares injetarão energia na rede quando as eólicas não estiverem utilizando sua capacidade, otimizando a produção total de energia. A energia produzida pelo novo parque será comercializada pela trading da Equinor, Danske Commodities, que já é responsável pela venda da energia de outros ativos da empresa no Brasil. “Estamos satisfeitos em aprovar este investimento apenas sete meses após a aquisição da Rio Energy. Nossa participação nesta plataforma cria uma base sólida para construir um portfólio de energias renováveis substancial e lucrativo no país, aproveitando as capacidades da Rio Energy e maximizando as sinergias com a nossa trading”, afirmou em nota Veronica Coelho, presidente da Equinor no Brasil.”

Fonte: InfoMoney; 20/06/2024

Brasil pode zerar emissões em 15 anos com captura de carbono (e se parar de desmatar), diz Shell

“O Brasil é capaz de zerar as emissões líquidas de Gases de Efeito Estufa nos próximos 15 anos e atingir a meta de ser neutro em carbono até 2050, desde que estabeleça um amplo programa de captura e estocagem de carbono e acabe com o desmatamento até 2030, apontam os estudos de longo prazo da Shell. A conclusão é que o fator mais importante para que o país atinja as metas climáticas será reduzir as emissões referentes ao uso da terra, que incluem o desmatamento e a agricultura. Hoje, essas são as principais fontes das emissões brasileiras. O estudo aponta que o grande potencial para programas de captura de carbono (CCS) no país está na indústria de etanol, o que teria baixo custo. A maior parte da produção nacional de etanol está em uma região com bom potencial para o armazenamento geológico de carbono. Para isso, o primeiro passo é regulamentar o mercado de carbono no país. O projeto de lei que cria o mercado regulado foi aprovado na Câmara dos Deputados ao final de 2023 e aguarda análise no Senado. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), tem levado o tema às reuniões de líderes, mas ainda não chegou a um acordo para avançar com o texto para o Plenário. A petroleira defende ainda a importância de estimular novos investimentos na bioenergia para consumo interno e exportação e fomentar a descarbonização da mobilidade por meio do biodiesel e da ampliação de mandatos para biocombustíveis. “É importantíssimo criar um mecanismo que estimule a precificação e o comércio de créditos de carbono, vai liberar uma indústria muito grande”, disse o presidente da Shell Brasil, Cristiano Pinto da Costa, a jornalistas nesta quinta-feira (20/6) no Rio de Janeiro.”

Fonte: Epbr; 20/06/2024

COP30 pode ajudar a ampliar energia nuclear na matriz brasileira, diz diretor-geral da AIEA

“A COP30 será uma grande oportunidade para promover o crescimento da fonte nuclear na matriz energética brasileira. Essa é uma das apostas do argentino Rafael Grossi, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que esteve esta semana em Brasília. Segundo ele, a última conferência do clima, realizada em 2023, em Dubai, já promoveu a energia nuclear de “tolerável” a “aliada” no combate às mudanças climáticas. A expectativa é que a reputação melhore ainda mais na reunião de novembro de 2025, em Belém. Considerada limpa, a fonte nuclear ainda enfrenta resistências no mundo, sobretudo devido ao risco de danos ambientais em caso de acidentes. No Brasil, onde a pauta ainda divide opiniões no governo, o argumento contra a energia nuclear é de que a matriz limpa do país dispensa os riscos dessa alternativa. Quem defende, caso de Grossi, aponta para a importância da diversificação. Em entrevista ao Valor, o diretor da agência também defendeu a conclusão do projeto de Angra 3 e falou da renovação da licença de funcionamento de Angra 1 por mais 20 anos. Apontou as principais dificuldades para a aprovação do projeto do submarino nuclear brasileiro e atualizou as preocupações globais sobre os riscos envolvidos no programa nuclear iraniano e na guerra em curso no entorno da usina de Zaporizhia, na Ucrânia.”

Fonte: Valor Econômico; 20/06/2024

Finanças inovadoras reduzem custo da transição para energia verde

“Estudo da consultoria Deloitte, intitulado Financing the Green Energy Transition (financiando a transição para energia verde), destaca que até US$ 50 trilhões poderiam ser economizados na transição para a economia de energia verde até 2050, se forem implementadas estratégias financeiras inovadoras. O relatório aponta que muitos projetos de energia limpa enfrentam dificuldades para obter financiamento devido ao alto risco percebido e à falta de atratividade para investidores. Segundo Luiz Paulo Pereira Assis, sócio responsável pela prática ESG da área de Financial Advisory da Deloitte, existe uma diferença de aproximadamente US$ 3 trilhões entre o montante que especialistas estimam que é necessário para financiar toda a transição energética para uma economia verde (entre US$ 5 trilhões e US$ 7 trilhões por ano), e o que efetivamente hoje está direcionado a essa finalidade (US$ 2 trilhões por ano). Isso é explicado por uma série de fatores, que vão desde a falta de projetos que sejam vistos pelos bancos como “financiáveis” até uma dificuldade de mobilização de recursos globalmente de países desenvolvidos para emergentes. Assis explica que são observados ao menos quatro tipos de risco: macroeconômico global e local (relacionado à oscilação de moedas, juros e fatores econômico); risco do projeto em si (se será viável comercialmente); risco técnico (da tecnologia implementada na iniciativa); e o risco ligado ao retorno esperado do investimento, seja ele via crédito, , seja via compra de participação acionária (equity). “O custo do capital está na diferença entre o risco efetivo de um projeto e a percepção do risco, que inclui o que não se sabe com clareza [incertezas] e a falta de histórico”, diz Assis.”

Fonte: Valor Econômico; 21/06/2024

Scania anuncia investimento de R$ 2 bilhões

“A onda de anúncios de novos investimentos na indústria automobilística continua e ganha, agora, o reforço do segmento de veículos comerciais. A Scania anuncia, nesta sexta-feira (21), detalhes de seu novo ciclo, de R$ 2 bilhões, para o período de 2025 a 2028. A empresa sueca é a primeira fabricante de caminhões e ônibus a juntar-se ao movimento iniciado pelas montadoras de automóveis e segue na direção da eletrificação. Boa parte do novo aporte será destinado à produção de ônibus elétricos. O valor inclui os planos dos fabricantes de automóveis, que chegam a R$ 115,5 bilhões, mais R$ 8,6 bilhões de programas mais antigos da indústria de caminhões e ônibus, já esgotados ou prestes a se esgotarem, e, agora, o novo ciclo da Scania. Com o último programa de investimentos, de R$ 1,4 bilhão, que se encerra neste ano, a Scania preparou a fábrica de São Bernardo do Campo (SP) para produzir a nova geração de caminhões com motores movidos a gás, biodiesel e biometano. E ainda começou a preparar-se para a era da eletrificação, segundo o presidente da área industrial da Scania na América Latina, Christopher Podgorski. “O inimigo comum é o carbono”, diz. Segundo ele, o ônibus 100% elétrico e para uso urbano que a empresa fabricará no Brasil será igual ao que existe na Europa. Algumas unidades começaram a ser importadas para que todos os envolvidos no desenvolvimento da versão nacional conheçam o produto. A estratégia de produzir os mesmos produtos em qualquer fábrica da companhia ajuda a fábrica brasileira a se tornar um centro exportador. Praticamente a metade do que é produzido na unidade, entre veículos, componentes e motores, é exportada. “Trabalhamos sempre utilizando 80% da capacidade; se a demanda cai no Brasil exportamos e vice-versa”, afirma Podgorski.”

Fonte: Valor Econômico; 21/06/2024

Política

Tesouro capta US$2 bilhões com emissão de títulos sustentáveis no exterior

“O Tesouro Nacional captou nesta quinta-feira (20) US$ 2 bilhões com sua segunda emissão de títulos sustentáveis em dólares no mercado internacional, informou uma fonte à Reuters, em iniciativa que busca reafirmar o compromisso do governo com políticas sustentáveis e capitalizar o crescente interesse de investidores estrangeiros. De acordo com a fonte, o rendimento do título ficou em 6,375%, valor abaixo da referência inicial e também inferior ao da primeira emissão de títulos sustentáveis do país, de 6,50%, no ano passado. O Tesouro disse, em comunicado mais cedo, que a emissão do título com duração de sete anos, vencendo em 2032, seria liderada por Bank of America, Goldman Sachs e HSBC e que os resultados da operação seriam detalhados ao fim do dia. “A emissão reforça o papel importante da dívida externa em termos de alongamento de prazo, diversificação de indexadores e da base de investidores”, disse o Tesouro. O “initial price talk“, referência inicial de preços para sentir o interesse dos investidores, foi de 6,625%, de acordo com a fonte, informação que foi confirmada por uma segunda fonte familiarizada com o assunto. Ambas pediram anonimato para discutir a transação. Os ativos brasileiros sofreram nas últimas semanas, mas o Credit Default Swap de cinco anos, que mede o nível de risco do país, não reagiu tão intensamente e está sendo negociado um pouco abaixo do nível observado na estreia do Brasil nas emissões de títulos soberanos sustentáveis, em novembro de 2023.A primeira fonte disse que, apesar de o Brasil não ter uma nota de crédito com grau de investimento, o país emitiu títulos soberanos desde o ano passado com rendimentos semelhantes aos do México, um mercado emergente com recomendação de grau de investimento.”

Fonte: InfoMoney; 20/06/2024

Mudança climática virou tema que ‘pode tirar ou dar votos’ em eleições, diz Eduardo Paes

“O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), afirmou que as mudanças climáticas passaram a ser tema de preocupação da sociedade, sobretudo após a tragédia no Rio Grande do Sul, e que, consequentemente, o assunto entrou para a “agenda eleitoral” da classe política. “Quando o tema não é importante na agenda política, ele não dá nem tira voto. E o que acontece com os políticos? Eles não tratam do tema”, disse o prefeito, completando em seguida: “E isso [as mudanças climáticas] passou a ser um tema, do ponto de vista eleitoral, que anima os políticos. Porque ele pode tirar ou dar votos.” Paes, que é pré-candidato à reeleição este ano, colocou a pauta ambiental como uma das prioridades na reta final de seu mandato. Um dos motivos é a realização do G20 na cidade, sob a presidência brasileira do fórum que reúne as 20 maiores economias do mundo. As declarações foram dadas nesta quinta-feira (20), durante evento de lançamento do programa Jovens Negociadores pelo Clima, uma parceria entre a prefeitura e a Universidade de Columbia. A iniciativa, que está em sua segunda edição, vai capacitar 100 jovens para participarem de debates climáticos em níveis locais, regionais e nacionais. O projeto mira os eventos internacionais sediados no Brasil e que têm o meio ambiente no centro das discussões, como o G20, este ano, e a COP 30, que acontecerá em 2025, em Belém do Pará. “A gente percebe que esse é um tema que passou a ser, de fato, relevante e de preocupação da população”, disse Paes, durante o evento no Palácio da Cidade, em Botafogo.”

Fonte: Valor Econômico; 20/06/2024

Caatinga vai ganhar US$ 10 milhões para preservação

“A Caatinga, o bioma menos protegido, menos conhecido e um dos mais vulneráveis do Brasil, vai receber US$ 10 milhões para que se fortaleçam 4,5 milhões de hectares de unidades de conservação na Bahia, Paraíba, Pernambuco e Piauí. Os recursos vêm do fundo global para a biodiversidade decidido na COP15, a conferência das Nações Unidas para a Biodiversidade, no Canadá, em 2022. O dinheiro do Fundo para o Marco Global da Biodiversidade (GBFF, na sigla em inglês) também servirá para que o governo crie novas unidades de conservação no bioma. Dará impulso ao projeto Arca: Áreas protegidas da Caatinga, envolvendo comunidades locais para a elaboração de planos da manejo das áreas de preservação. O novo fundo é do GEF, o Fundo Global para o Meio Ambiente, que é um dos mais conhecidos fundos globais ambientais, administrado pelo Banco Mundial com governança independente. A iniciativa do MMA, com gestão do Funbio (Fundo Brasileiro para a Biodiversidade), deve apoiar algo próximo a mais de 50% da superfície protegida do bioma. Atualmente só 9% da Caatinga está protegida. Em 10 de junho, em Petrolina, Pernambuco, Marina Silva, ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) anunciou a seleção de 12 projetos prioritários para a criação de unidades de conservação federais no bioma, a serem implantadas até 2026. “Os estudos da ciência estão nos mostrando que já temos uma ampliação das áreas que eram semiáridas e que estão ficando áridas. Isso é mudança do clima. Se a gente ‘descaatinga’ a Caatinga, a gente agrava o problema”, alertou Marina Silva na ocasião. Segundo dados do MMA, a desertificação atinge 13% do semiárido brasileiro.”

Fonte: Valor Econômico; 21/06/2024

Internacional

Empresas

Mudança climática tornou onda de calor nos EUA e no México 35 vezes mais provável

“A mudança climática tornou as recentes ondas de calor extremo nos Estados Unidos, México e alguns países da América Central cerca de 35 vezes mais prováveis, informou hoje uma pesquisa da organização World Weather Attribution (WWA). Nesta semana, uma onda de calor atingiu grande área dos EUA, com milhares de pessoas enfrentando temperaturas perigosas durante o dia e a noite. Enquanto isso, uma cúpula de calor no México se intensifica e se estende do norte do Texas, Arizona e Nevada ao sul de Belize, Honduras, Guatemala e El Salvador. Segundo a pesquisa, que estudou o excesso de calor entre maio e início de junho, esses episódios extremos de calor são quatro vezes mais prováveis hoje do que no início do milênio, quando o planeta era 0,5°C mais frio. Pelo menos 125 pessoas morreram e milhares sofreram insolação no México desde março, onde a temperatura atingiu quase 52°C em 13 de junho – o dia de junho mais quente já registrado no país. “Enquanto os humanos continuarem a encher a atmosfera com emissões de combustíveis fósseis, o calor só piorará – pessoas vulneráveis continuarão a morrer e o custo de vida continuará a aumentar”, afirmou Izidine Pinto, pesquisador do Instituto Meteorológico Real dos Países Baixos que trabalhou no estudo, em comunicado. De acordo com o estudo, sem uma ação política significativa para interromper o uso de combustíveis fósseis, ondas de calor mortais serão “muito comuns em um mundo com 2°C de aquecimento”.”

Fonte: Valor Econômico; 20/06/2024

Como as empresas estão começando a se afastar das metas verdes

“Em um recente discurso para investidores, o ex-Chefe Executivo da BP, Lord John Browne, instou-os a considerar a fábula de Esopo sobre o cavaleiro que deixa de alimentar seu cavalo em tempos de paz, mas que acaba mancando quando chega a guerra. O soldado na analogia representava as empresas que estão recuando em relação às ações climáticas, criando mais riscos de longo prazo para todos os envolvidos, à medida que os efeitos cada vez maiores da crise climática se aproximam. “A história é um bom lembrete de que, se quisermos que algo nos sirva por mais tempo, precisamos cuidar dele constantemente”, disse ele. “A dura verdade é que temos feito um trabalho ruim ao conciliar as ações corporativas com os interesses da sociedade e do planeta de forma equilibrada. No entanto, a necessidade urgente de fazer isso não diminuiu.” Os comentários de Browne, presidente do fundo General Atlantic BeyondNetZero, de US$ 3,5 bilhões, que se tornou um defensor veemente de uma política climática robusta, refletem uma realidade preocupante. Este ano, líderes corporativos de diversos setores reconheceram que não podem cumprir suas metas de emissões de gases de efeito estufa estabelecidas, em alguns casos, há vários anos. Grandes empresas, como a Unilever, o Bank of America e a Shell, abandonaram ou não cumpriram, no ano passado, as metas de redução de emissões ou de diminuição dos laços com os setores mais poluentes. Outras simplesmente não cumpriram sua promessa de melhorar. A maioria justificou o fracasso em manter o esforço com uma reclamação comum: fatores políticos e regulatórios fora do controle das empresas estão atrasando o progresso. Entre eles estão o fracasso na definição de padrões e na regulamentação clara, o apoio insuficiente do governo e os atrasos na implantação de novas tecnologias.”

Fonte: Financial Times; 21/06/2024

Política

Estados Unidos pedem à UE que adie a lei de desmatamento, mostra carta

“Os Estados Unidos solicitaram à União Europeia que adie sua futura proibição de importações de soja, madeira e outras commodities ligadas ao desmatamento, segundo uma carta vista pela Reuters, já que os exportadores americanos estão lutando para se preparar a tempo. A lei de desmatamento da UE exigirá, a partir de 30 de dezembro, que as empresas e os comerciantes que colocarem soja, carne bovina, café, óleo de palma e outros produtos no mercado da União Europeia forneçam provas de que sua cadeia de suprimentos não contribui para a destruição das florestas. Em uma carta à Comissão Europeia, a representante de comércio dos EUA, Katherine Tai, o secretário de agricultura dos EUA, Thomas Vilsack, e a secretária de comércio dos EUA, Gina Raimondo, disseram que os produtores dos EUA estavam lutando para se preparar para cumprir as regras. “Portanto, pedimos à Comissão Europeia que adie a implementação desse regulamento e as penalidades de aplicação subsequentes até que esses desafios substanciais sejam resolvidos”, diz a carta, datada de 30 de maio. A carta dizia que os desafios para os produtores dos EUA incluem o fato de que, faltando apenas seis meses para a lei entrar em vigor, a UE ainda não lançou um sistema para que os produtores enviem sua documentação e “não forneceu orientações claras de implementação” sobre a política. A carta foi relatada pela primeira vez pelo Financial Times. Um porta-voz da Comissão Europeia disse na quinta-feira que havia recebido a carta e que responderia no devido tempo. “Mantemos a situação sob constante revisão e estamos trabalhando arduamente para garantir que todas as condições sejam atendidas para a implementação tranquila da lei”, disse o porta-voz.”

Fonte: Reuters; 20/06/2024

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
(6)
O Índice MSCI ACWI, que representa o desempenho de todo o conjunto de ações de grande e médio porte do mundo, em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes.


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