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BNDES destina R$2bi para combustíveis sustentáveis na frota naval brasileira | Café com ESG, 25/01

BNDES anuncia redução de até 0,4 p.p. na taxa de juros para modernização da frota naval brasileira; GM anuncia investimento de R$7bi no Brasil até 2028

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado encerrou o pregão de quarta-feira em território negativo, com o IBOV e o ISE registrando queda de 0,34% e 0,66%, respectivamente.

• No Brasil, (i) o BNDES anunciou, nesta quarta (24/1), a redução de até 0,4 p.p. na taxa de juros para modernização da frota naval brasileira, dentro do programa “BNDES Azul” – segundo o presidente da instituição, Aloizio Mercadante, a ideia é fomentar a produção de navios nacionais que utilizem combustíveis sustentáveis, com etanol, metanol verde, amônia e hidrogênio verdes; e (ii) de olho nas oportunidades da eletrificação, a General Motors International (GM) anunciou ontem que investirá R$7 bilhões no Brasil até 2028 – os aportes deverão ser destinados a melhorias na capacidade de produção e desenvolvimento tecnológico, principalmente veículos elétricos, energias renováveis e controle de poluentes.

• No internacional, segundo novo relatório publicado ontem pela Agência Internacional de Energia (IEA, em inglês), as emissões de gases de efeito estufa provenientes da geração de eletricidade estão entrando em declínio estrutural à medida que a substituição de fontes fósseis por renováveis ganha ritmo – o estudo indica que emissões globais de CO2 da geração devem diminuir mais de 2% em 2024, após um aumento de 1% em 2023.

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Brasil

Empresas

BNDES prevê R$ 2 bi para renovação de frota de navios com foco em combustíveis sustentáveis

“O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou, nesta quarta (24/1), a redução de taxas de juros para modernização da frota naval brasileira, dentro do programa “BNDES Azul”. A ideia segundo o presidente da instituição, Aloizio Mercadante, é fomentar a produção de navios nacionais que utilizem combustíveis sustentáveis, com etanol, metanol verde, amônia e hidrogênio verdes. “Temos que voltar a construir navio, mas navio do futuro”, disse Mercadante. “Nossa expectativa [em 2024] é de, no mínimo, R$ 2 bilhões de reais para construção naval”. O montante esperado para este ano será disponibilizado via Fundo da Marinha Mercante, administrado pelo BNDES. O programa BNDES Azul apresentou a redução de 0,4 p.p. na taxa de juros para financiamento de modernização de embarcações; 0,2 p.p. para projetos de docagem, reparo e manutenção; e 0,24 p.p. no financiamento para construção de novas embarcações. “O que nós estamos convocando é desenvolver tecnologia para navio com energia renovável. Esse é o futuro da navegação (…) O Brasil tem muita especialidade em etanol, biocombustível, além do metanol verde, amônia verde e hidrogênio. O Brasil pode sair na frente e ocupar a liderança”. Os projetos de navegação com combustíveis sustentáveis também poderão acessar as linhas de financiamento do Programa Mais Inovação e do Fundo Clima. Além disso, o banco tem um carteira de R$ 6 bilhões para modernização de infraestrutura portuária, de olho no portfólio de mais de R$40 bi em projetos no setor dentro do PAC.”

Fonte: Epbr, 24/01/2024

De olho na eletrificação, GM anuncia R$ 7 bi em investimentos no Brasil

“Entusiasta da eletrificação, a General Motors International (GM) anunciou, nesta quarta (24/1), que investirá R$ 7 bilhões no Brasil até 2028. Os aportes deverão ser destinados a melhorias na capacidade de produção e desenvolvimento tecnológico, principalmente veículos elétricos, energias renováveis e controle de poluentes. As informações são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O presidente da GM, Shilpan Amin, e o presidente da empresa para a América do Sul, Santiago Chamorro, estiveram com o presidente Lula (PT) e o vice-presidente e ministro, Geraldo Alckmin (PSB), nesta quarta. Globalmente, a meta da montadora norte-americana é fabricar apenas veículos elétricos até 2035, com o lançamento de pelo menos 30 modelos. Os planos para o Brasil ainda não foram detalhados. Por enquanto, a GM não produz eletrificados em solo brasileiro. Os dois elétricos da marca vendidos aqui são importados. Ainda em 2024, outros três novos modelos devem entrar no mercado. O anúncio da GM chega menos de um mês após o governo brasileiro anunciar mais de R$ 19 bilhões em incentivos fiscais para montadoras fabricarem veículos com menor intensidade de carbono – é o programa Mobilidade Verde (Mover), que substitui o extinto Rota 2030. Com o programa e o retorno do imposto de importação de carros elétricos, a intenção é incentivar investimentos da indústria automotiva no Brasil, e alavancar a pauta exportadora, enviando esses veículos para países vizinhos na América Latina. As vendas de veículos elétricos e híbridos cresceram 91% no Brasil em 2023, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). Foram 93.927 emplacamentos ante 49.245 em 2022. Foi também o primeiro ano em que os modelos plug-in ultrapassaram em vendas os híbridos.”

Fonte: Epbr, 24/01/2024

Ministro do MME pressiona por Mantega na Vale

“O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, ligou ontem para acionistas da Vale para pressionar pela indicação de Guido Mantega para a presidência da mineradora, antecipou o colunista Lauro Jardim, de “O Globo”. Os acionistas de referência são Previ, Cosan, Mitsui e Bradesco. A pressão do governo ocorre no momento em que se aproxima a reunião do conselho de administração da companhia, que terá de decidir se renova o mandato do atual CEO, Eduardo Bartolomeo, ou se indica um novo nome. Procurados, Silveira e o MME não se pronunciaram, assim como os acionistas de referência e a Vale.”

Fonte: Valor Econômico, 25/01/2024

Política

Mudanças climáticas foram ‘principal’ fator para seca recorde na Amazônia; o que isso significa para futuro da floresta?

“As mudanças climáticas causadas pela ação humana foram o principal fator responsável pela pior seca na Amazônia em pelo menos meio século. A conclusão é de um estudo realizado por cientistas da World Weather Attribution (WWA), um consórcio de cientistas de diversas partes do mundo que se debruça sobre as causas e os efeitos de eventos climáticos extremos. Os cientistas afirmam ainda que as consequências da seca foram mais sentidas por populações mais pobres e isoladas da região amazônica e que seus efeitos teriam sido agravados pelo desmatamento e queimadas. Eles alertam que a tendência é que eventos extremos como esse sejam cada vez mais frequentes se o mundo não reduzir radicalmente a utilização de combustíveis fósseis, principal vetor de emissão de gases do efeito estufa que contribuem para as mudanças climáticas. A BBC News Brasil enviou questionamentos para o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) sobre as conclusões do estudo, mas não obteve resposta até o momento. O estudo foi conduzido por treze cientistas do Reino Unido, Brasil, Dinamarca e Holanda. Eles analisaram dados históricos de precipitação (chuva), a evapotranspiração da floresta na região e de temperatura em toda a Bacia Amazônica. A seca de 2023 na Amazônia vinha chamando a atenção da comunidade científica mundial por sua duração e severidade. Embora as secas não sejam incomuns, o evento do ano passado foi considerado “excepcional”, dizem os pesquisadores. Ao longo do ano passado, cientistas não descartavam a influência das mudanças climáticas sobre a seca, mas vinham atribuindo a estiagem a dois fenômenos climáticos naturais.”

Fonte: Época Negócios, 24/01/2024

Ambiente é tema mais presente em plano até 2027 de governo Lula

“A agenda ambiental é a maior pauta transversal do governo Lula. A centralidade do tema está explícita no Plano Plurianual 2024-2027, do Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO). O tópico está inserido em 50 dos 88 programas do PPA, com 113 objetivos específicos, 372 entregas e 150 medidas institucionais sob a gestão de 25 órgãos da administração federal. A interconexão fica clara no relatório “Agenda Transversal Ambiental PPA 2024-2027” que será lançado hoje, em evento em Brasília com as ministras Simone Tebet (Planejamento e Orçamento), Marina Silva (Meio Ambiente e Mudança do Clima), Sonia Guajajara (Povos Indígenas) e o ministro Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional.) “As agendas transversais são uma forma de abordar problemas complexos e multidimensionais de políticas públicas”, diz Leany Lemos, secretária nacional de Planejamento do MPO. “Na construção das agendas transversais no PPA buscamos ajudar o governo a se organizar melhor na gestão, monitoramento e definição de prioridade de gastos, gerando mais eficiência e transparência.” O PPA é plano de governo proposto pelo Executivo, previsto na Constituição e legitimado pelo Congresso. “É uma agenda que ancora os compromissos do país”, diz Virgínia de Ângelis, secretária-adjunta de Planejamento do MPO. Na versão atual há cinco agendas transversais: crianças e adolescentes, mulheres, igualdade racial, povos indígenas e ambiente.”

Fonte: Valor Econômico, 25/01/2024

Internacional

Empresas

Emissões de energia estão entrando em ‘declínio estrutural’, diz IEA

“A Agência Internacional de Energia (IEA, em inglês) disse, nesta quarta (24/1), que as emissões de gases de efeito estufa provenientes da geração de eletricidade estão entrando em declínio estrutural à medida que a substituição de fontes fósseis por renováveis ganha ritmo. Publicado hoje, o relatório Electricity 2024 indica que emissões globais de CO2 da geração devem diminuir mais de 2% em 2024, após um aumento de 1% em 2023. Isso será seguido por pequenas reduções em 2025 e 2026. O aumento das emissões no ano passado foi motivado pelo forte crescimento na geração de energia a carvão, especialmente na China e na Índia. Os países passaram por secas severas que prejudicaram a produção hidrelétrica. A participação dos fósseis no mix de fornecimento de eletricidade, no entanto, deve começar a cair já nos próximos anos, à medida que renováveis e nuclear expandem capacidade, e chegar a 54% em 2026, ante 61% em 2023. Será a primeira vez, desde de 1971, que os fósseis responderão por menos de 60% da matriz. “Embora condições climáticas extremas, choques econômicos ou mudanças nas políticas governamentais possam levar a aumentos temporários nas emissões em anos individuais, espera-se que o declínio mais amplo nas emissões do setor de energia persista à medida que as capacidades de energia renovável e nuclear continuam a se expandir e a substituir a geração a partir de combustíveis fósseis”, analisa a agência. A intensidade de CO2 na geração global de eletricidade está programada para diminuir 4% entre 2023 e 2026, o dobro dos 2% observados no período entre 2015 e 2019. A União Europeia deve registrar a maior taxa de redução da intensidade de emissões, com uma média de 13% ao ano, seguida pela China (6%) e pelos Estados Unidos (5%). O relatório prevê que as renováveis fornecerão mais de um terço da geração total de eletricidade global até o início de 2025, ultrapassando o carvão.”

Fonte: Epbr, 24/01/2024

Política

Legisladores da UE apoiam o adiamento das divulgações corporativas de ESG específicas do setor para 2026

“Na quarta-feira, os legisladores da União Europeia apoiaram um atraso de dois anos nas regras específicas do setor para as indústrias de petróleo, energia e mineração, para fazer divulgações mais detalhadas sobre fatores ambientais, sociais e de governança (ESG), citando a necessidade de aliviar os encargos regulatórios sobre as empresas. O comitê de assuntos jurídicos do Parlamento Europeu aprovou uma proposta preliminar da Comissão Europeia para adiar oito padrões setoriais em dois anos, até junho de 2026. A aprovação dos estados-membros da UE também é necessária. Os setores abrangem petróleo e gás, mineração, transporte rodoviário, alimentos, automóveis, agricultura, produção de energia e têxteis. O objetivo é dar às empresas tempo para se concentrarem na implementação de divulgações iniciais e mais amplas de ESG que elas devem incluir em seus relatórios anuais a partir de 2024, de acordo com a diretriz de relatórios de sustentabilidade corporativa da UE (CSRD). O atraso segue um anúncio feito pela comissária de serviços financeiros da UE, Mairead McGuinness, no ano passado, de que ela havia solicitado ao órgão consultivo de relatórios corporativos do executivo da UE, o EFRAG, que priorizasse a implementação da CSRD antes de trabalhar nos padrões do setor. Esse é o mais recente sinal de como a regulamentação relacionada ao clima está enfrentando alguma resistência na UE após uma série de legislações, ecoando uma reação mais ampla nos Estados Unidos, à medida que os formuladores de políticas buscam aliviar a burocracia das empresas para impulsionar o crescimento. “Atrasaremos em dois anos o prazo para as normas setoriais específicas da Diretriz de Relatórios de Sustentabilidade Corporativa (CSRD) para dar ao EFRAG tempo para desenvolver normas de qualidade e às empresas tempo para colocá-las em prática”, disse Axel Voss, membro alemão do partido de centro-direita EPP. “As empresas têm enfrentado muita burocracia em anos de crise, desde a Covid até a inflação.” O partido EPP pediu uma moratória sobre novas regras relacionadas ao clima enquanto o Parlamento Europeu se prepara para as eleições em junho.”

Fonte: Reuters, 24/01/2024

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
(6)
O Índice MSCI ACWI, que representa o desempenho de todo o conjunto de ações de grande e médio porte do mundo, em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes.


Nossos últimos relatórios

Análise ESG Empresas (Radar ESG)

Moura Dubeux (MDNE3): De tijolo em tijolo construindo uma agenda promissora(link)

Unipar (UNIP3) e Braskem (BRKM5): Entendendo os desafios (e oportunidades) do setor petroquímico no Brasil(link)

Smart Fit (SMFT3): O segredo para progredir é dar o primeiro passo(link)

Outros relatórios de destaque

Cosan (CSAN3): Principais destaques ESG do Investor Day(link)

Carteira ESG XP: Sem alterações no nosso portfólio para setembro (link)

ESG na Expert XP 2023: As três principais mensagens que marcaram o tema no evento(link)

Relatórios Semanais (Brunch com ESG)

Atenções voltados para a agenda de Lula em Nova York e os desdobramentos da Semana do Clima (link)

1° título verde soberano do Brasil avança; ORVR3 emite SLB no valor de R$130M; Bancos públicos de desenvolvimento se encontram (link)

Expert XP 2023 coloca transição energética em pauta; Marco legal de captura de carbono avança; Investidores pressionam BlackRock (link)


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