Indicadores econômicos que serão divulgados entre 09/03/2020 e 13/03/2020

access_time 06/03/2020 - 12:08
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Quais indicadores econômicos devem ser acompanhados na próxima semana?

No Brasil, os destaques da agenda econômica serão a produção industrial de janeiro e o IPCA de fevereiro. Ambos os indicadores serão importantes, pois trarão sinalizações adicionais do que podemos esperar das próximas decisões de política monetária do Banco Central. Diante dos últimos acontecimentos e da nota divulgada pelo BC na última terça-feira (03/03), revisamos a nossa projeção de Selic para 3,50% ao final de 2020 e 5,00% ao final de 2021. O cenário base é de que a taxa seja reduzida para 3,75% a.a. na próxima reunião do BC (em março) e para 3,50% a.a. em uma reunião extraordinária em abril. O ciclo de alta deve se iniciar na reunião de setembro de 2021, com três altas consecutivas de 0,50% nas reuniões de setembro, outubro e dezembro.

No Zona do Euro, os destaques serão a reunião de política monetária, o PIB do 4º trimestre de 2019 e a produção industrial de janeiro. Por fim, tanto na China quanto nos Estados Unidos, serão divulgados dados de inflação (CPI e PPI). Todos os indicadores e eventos devem ajudar na compreensão de qual tem sido o impacto do alastramento do coronavírus nas economias globais e de como os bancos centrais estão interpretando a situação.

Reforçamos que, por enquanto, os indicadores disponíveis até o momento não mostram desaceleração atípica da atividade econômica brasileira, mas o aumento da incerteza quanto ao impacto do coronavírus na economia eleva a probabilidade de que a recuperação da economia aconteça de forma mais gradual do que se esperava anteriormente. Assim, revisamos a nossa projeção de crescimento do PIB de 2,3% para 1,8% em 2020 e de 2,3% para 2,5% em 2021.

Quais indicadores econômicos foram divulgados na última semana?

No Brasil, os destaques da agenda econômica foram a nota do BC, que sinalizou que a desaceleração global poderá dar continuidade ao ciclo de corte de juros, e o PIB do 4º trimestre de 2019, que registrou expansão de +0,5% com relação ao trimestre anterior e +1,7% com relação ao mesmo trimestre de 2018. Em 2019, a expansão do indicador foi de 1,1%, em linha com as expectativas.

Nos Estados Unidos, o destaque foi a decisão do Banco Central americano (Fed) de cortar a taxa básica de juros do país em 0,5 pontos percentuais em uma reunião extraordinária, levando a taxa de juros americana para a faixa entre 1,0% e 1,25%. Também foram registrados 273 mil novos postos de trabalho em fevereiro no país, acima do que era esperado pelo mercado (+174 mil).

Na Zona do Euro, foram divulgadas a taxa de desemprego de janeiro, que permaneceu em 7,4% (em linha com as expectativas), o PMI composto, que subiu de 51,3 em janeiro para 51,6 em fevereiro (maior nível em 6 meses), e as vendas no varejo, que surpreenderam as expectativas ao apresentaram expansão de 0,6% na comparação mensal de janeiro.

Por fim, na China, o destaque foi o PMI composto, que caiu de 51,9 em janeiro para 27,5 em fevereiro. A leitura abaixo de 50 apontou para uma forte contração da atividade econômica do país, em meio ao alastramento do novo coronavírus.

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