Comércio varejista apresenta expansão em setembro e reforça o nosso entendimento de recuperação da atividade econômica brasileira

Em setembro, o comércio varejista ampliado apresentou expansão de 4,31% na base de comparação anual, puxado principalmente pela recuperação do comércio de produtos duráveis e semi-duráveis.

access_time 13/11/2019 - 10:07
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Em setembro de 2019, o comércio varejista ampliado apresentou expansão de 4,31% na base de comparação anual (set19 / set18), em linha com as nossas expectativas (4,3%) e levemente abaixo das expectativas de mercado coletadas pela Bloomberg (4,8%). Na base de comparação mensal (set19 / ago19), o indicador apresentou expansão de 0,95%, também em linha com as nossas expectativas (1,0%) e levemente abaixo das expectativas de mercado (1,2%).

O comércio varejista restrito, que exclui as categorias de veículos e materiais de construção, apresentou expansão de 2,1% na base de comparação anual de setembro e de 0,7% na base de comparação mensal, acima das nossas expectativas (+1,0% a/a e +0,2% m/m) e da expectativa de mercado (+2,0% a/a e +0,6% m/m).

O ritmo de crescimento do comércio de produtos duráveis voltou a apresentar expansão depois de ter desacelerado por dois meses consecutivos. Além disso, o comércio de produtos não-duráveis (como a categoria de supermercados) continuou em ritmo de expansão, mantendo-se mais uma vez acima do nível pré-crise. O comércio de semi-duráveis (como artigos de uso pessoal e doméstico) também apresentou recuperação, ainda que de maneira modesta.

A leitura positiva do varejo em setembro foi generalizada. Nove das categorias analisadas para a elaboração da pesquisa mensal do comércio apresentaram expansão entre agosto e setembro de 2019, com destaque para a categoria de móveis e eletrodomésticos, que apresentou expansão de 5,2% na base de comparação mensal. A única categoria que apresentou contração foi a de equipamentos e materiais para escritório.

Em linhas gerais, os indicadores de comércio apontam para um movimento de recuperação cada vez mais disseminado entre os setores. A recuperação que antes era apresentada apenas por produtos duráveis, hoje já começa a ser apresentada por outros setores da economia, principalmente por aqueles que são mais sensíveis aos estímulos monetários e ao crédito.

Olhando para frente, acreditamos que a recuperação das vendas de produtos duráveis continuará sendo um dos principais vetores de crescimento do comércio nos próximos meses, mas entendemos que a partir do momento que o mercado de trabalho começar a apresentar uma recuperação mais sólida, mais setores da economia começarão a se beneficiar do ciclo econômico. Diante das leituras levemente acima das expectativas e da recente recuperação acima do esperado dos principais setores da economia brasileira (indústria, serviços e comércio), acreditamos que a recuperação da atividade econômica continuará ganhando tração nos próximos meses. Entendemos que as últimas leituras trazem um viés positivo para a nossa projeção inicial de PIB do 3T19 (+0,9% na comparação anual e +0,4% em relação ao trimestre imediatamente anterior) e continuamos esperando que o PIB cresça 0,9% em 2019 e 2,1% em 2020.

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