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Economia em Destaque: Risco de recessão atinge commodities, risco fiscal pressiona o câmbio

Seu resumo semanal de economia no Brasil e no mundo

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Resumo

No cenário internacional, o destaque foi a política monetária americana, no foco por conta da divulgação da ata da última reunião do FOMC e do aumento da percepção de risco de recessão pelos mercados.

Publicamos nesta semana o relatório Brasil Macro Mensal de julho, e revisamos para cima as nossa projeções de PIB em 2022 e de Selic em 2023. Na seara de dados econômicos, o destaque foi a desaceleração do IPCA de junho, e a quarta alta consecutiva da produção industrial em maio. A PEC dos benefícios continua em discussão e deve ser votada na Câmara na próxima semana.

Atualizações Covid-19 no Brasil

No Brasil, as médias móveis de sete dias de novos casos e de óbitos subiram para 57,4 mil e de 237, respectivamente. Ao todo, 84,8% da população brasileira já está vacinada com ao menos a primeira dose de imunizante contra a doença; 80,0% já tomou dose única ou duas doses e 51,6% já teve o reforço da vacinação.

Cenário internacional

Ata do Fed reforça necessidade de alta de juros e mercado de trabalho segue aquecido

A Ata da reunião de junho do Federal Reserve, o banco central americano, revelou que os dirigentes do banco entendem que inflação é um “risco significativo” para a economia. Desta forma, pode ser necessário apertar ainda mais a política monetária. Ou seja, os juros podem subir mais do que os mercados estão esperando, para conter a demanda interna e arrefecer a alta de preços.  

Não estão claro, por ora, se o ritmo de alta na reunião deste mês será de 0,5pp ou 0,75pp. Mas os dados fortes do mercado de trabalho de junho podem sugerir o ritmo mais forte.

De fato, os resultados do emprego continuam sólidos, pouco afetados pela desaceleração vista em alguns setores da economia: a taxa de desemprego permaneceu em 3,6% e foram criados 372 mil empregos em junho (contra 233 mil esperados pelo consenso de mercado).

De toda forma, com juros mais altos, o risco da economia americana entrar em recessão adiante é real. Publicamos recentemente um artigo detalhando mais esse cenário (confira aqui).

Após novos recordes de inflação, atividade na Europa dá sinais de desaceleração

Após atingir um novo recorde de inflação na semana passada, indicadores de atividade econômica na Europa, como a sondagem de gerentes de compras (PMI) e as vendas no varejo, deram sinais de desaceleração. Uma pesquisa da Standard & Poor’s aponta que as pressões inflacionárias podem estar começando a diminuir, citando “um arrefecimento acentuado do crescimento dos preços industriais, melhoria das cadeias de suprimentos e diminuição da demanda”.

Preços de commodities continuam em queda

Com a perspectiva de desaceleração global e a menor liquidez dos mercados por conta da alta dos juros, os preços de commodities seguiram em queda esta semana. O petróleo Brent chegou a baixar de 100 dólares o barril, atingindo os menores preços desde o início da guerra.  No final da semana os preços recuperaram um pouco (gráfico).

Além do petróleo, commodities agrícolas e metálicas também vem recuando nas últimas semanas. Vemos esse movimento com bons olhos, porque deve ajudar a reduzir a inflação global adiante. Para frente, não esperamos quedas adicionais muito significativas.

Enquanto isso, no Brasil…

Brasil Macro Mensal – Elevamos projeção do PIB, mas o alerta fiscal aumentou

Publicamos nessa semana o relatório Brasil Macro Mensal de julho. Elevamos a nossa projeção de crescimento do PIB em 2022 para 2,2%, em linha com a retomada mais forte do mercado de trabalho e estímulos fiscais adicionais no curto prazo.

Em contrapartida, alertamos para os riscos fiscais crescentes, que pressionam a taxa de câmbio e os juros futuros, tornando o cenário mais desafiador adiante.

Inflação de junho desacelera

O IPCA de junho subiu 0,67% (consenso: 0,72%; XP: 0,75%). No ano, o IPCA acumula alta de 5,49% (contra meta de 3,5%) e 11,89% em 12 meses. O resultado mais baixo veio da gasolina e de cuidados pessoais, mas a dinâmica da inflação continua a mesma: desaceleração gradual de bens industriais em meio a itens que continuam sob pressão, como automóveis e roupas. Serviços permanecem em trajetória de alta devido a efeitos da reabertura e da alta inflação corrente.

Olhando adiante, o IPCA deve seguir uma tendência deflacionária, seguindo a sanção da LC 194, que reduz o ICMS sobre a eletricidade, combustíveis, comunicação e transporte público. Esperamos que a Inflação de julho caia 0,81% e que o IPCA de 2022 seja de 7,0%.

Quarta alta consecutiva da produção industrial

A produção industrial brasileira aumentou 0,3% entre abril e maio (consenso: 0,6%; XP: 0,4%). Este resultado representou o quarto aumento mensal consecutivo, embora não compense totalmente a queda de 1,9% registrada em janeiro. Apesar da melhoria recente, o setor industrial está 1,1% abaixo do nível pré-pandemia.

A boa performance da indústria nesse primeiro semestre respalda nossa nova projeção de 2,2% para o crescimento do PIB este ano (lembrando que essa projeção chegou a 0%, mostrando que de fato a dinâmica positiva da economia vem nos surpreendendo).

PEC dos Benefícios Sociais em discussão na Câmara

Após aprovação no Senado, a discussão da Emenda Constitucional que permite ao governo aumentar os gastos sociais este ano além do teto constitucional continua na Câmara, e deve ser votada na próxima semana. A incerteza fiscal vem pressionando o prêmio de risco dos ativos brasileiros (especialmente a taxa de câmbio, que chegou a atingir 5,46 reais por dólar) desde que este projeto de lei foi proposto pelo governo.

A Proposta de Emenda à Constituição reconhece estado de emergência até o final de 2022 e permite ampliar o pagamento de vários benefícios sociais. O pacote tem orçamento total de R$ 41,25 bilhões.

Todas as medidas serão válidas até o final deste ano, e será dispensada a observância do teto de gastos, da regra de ouro e da necessidade de compensação fiscal. O mercado conjectura, contudo, que os benefícios acabem sendo prorrogados no ano que vem, o que poderia significar o fim do teto de gastos.

O que esperar para semana que vem?

No cenário internacional, o destaque será a inflação americana ao consumidor (CPI) e ao produtor (PPI) de junho e a publicação do Livro Bege pelo Fed, que reúne informações sobre as condições econômicas nos EUA. Além disso, dados de setor externo e atividade na China serão importantes termômetros para a atividade global.

No Brasil, o foco vai continuar na tramitação da PEC dos Benefícios fiscais, que deve ser votada na Câmara. Na seara de indicadores, os destaques serão a divulgação do volume de serviços e das vendas no varejo referentes a maio.

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