XP Expert

Economia em Destaque: Inflação pressionada, juros em alta

Seu resumo semanal de economia no Brasil e no Mundo

Compartilhar:

  • Compartilhar no Facebook
  • Compartilhar no Twitter
  • Compartilhar no Whatsapp
  • Compartilhar no LinkedIn
  • Compartilhar via E-mail

Resumo

No cenário internacional, a guerra entre Rússia e Ucrânia intensificou as pressões inflacionárias no mundo e reforçou a necessidade de os principais bancos centrais do mundo ajustarem as condições monetárias, retirando o estímulo extraordinário dado durante a pandemia. Os Bancos Centrais dos Estados Unidos e Inglaterra elevaram suas taxas de juros, enquanto o Banco Central Europeu já sinalizou a possibilidade de elevação de juros ‘mais cedo que o esperado’.

No Brasil, os destaques foram a decisão de política monetária, que elevou a taxa Selic para 11,75%, e a divulgação de dados econômicos de atividade, que mostrou um início de ano mais fraco que a expectativa, muito em decorrência da desaceleração de serviços e uma queda na produção industrial.

Cenário Internacional

Pressão de custos eleva inflação, bancos centrais reagem subindo juros

A guerra na Ucrânia intensificou as pressões inflacionárias no mundo ao impulsionar preços de petróleo e alimentos. Este ambiente reforça a necessidade de os principais bancos centrais do mundo ajustarem as condições monetárias, retirando o estímulo extraordinário dado durante a pandemia.

Nos EUA, pela primeira vez em quatro anos, o Federal Reserve (banco central americano), subiu a taxa básica de juros em 0,25pp para o intervalo entre 0,25% e 0,5% (estava em entre 0% e 0,25% anteriormente), e sinalizou que vai continuar subindo até um ponto próximo de 3%.

na Europa, o Banco da Inglaterra deu continuidade ao ciclo de alta de juros elevando a taxa básica para 0,75% ao ano. Na Zona do Euro, o Banco Central Europeu, que se reuniu na semana passada, já sinalizou a possibilidade de elevação de juros ‘mais cedo que o esperado’ em meio a inflação recorde na região.

A alta de juros tende a levar a uma desaceleração da economia. É um remédio amargo, mas importante, pois se os bancos centrais deixarem a inflação permanecer alta por muito tempo reequilíbrio da economia no futuro é mais difícil. Discutimos isso em artigo publicado na InfoMoney esta semana

O processo tende a ser positivo para ativos de risco ao longo do tempo caso o processo siga de forma gradual. Mas se os BCs enxergarem a necessidade de acelerar a alta de juros, o movimento pode trazer volatilidade nas bolsas e desvalorização das moedas emergentes. Esse é um tema que devemos seguir de perto nos próximos meses.

Discussões diplomáticas na Ucrânia segue sem avanços claros

A guerra entre Rússia e Ucrânia continua pela quarta semana com crescentes perdas humanas e de patrimônio para o país invadido. Os países do ocidente mantêm sanções à Rússia, que colocam em risco o pagamento de títulos russos em dólares e isolam o país do comércio global. É esperada contração de até 30% em 2022 para o país liderado por Vladmir Putin.

Durante a semana as partes tentaram avançar em discussões diplomáticas. A imprensa internacional chegou a reportar avanços, mas que não foram confirmados. A incerteza segue elevada.

Enquanto isso, no Brasil

Copom segue subindo juros, em ritmo menor

O Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil, o Copom, subiu juros mais uma vez, porém em ritmo menor, (de 1,5pp na última reunião para 1pp ontem) levando a Selic de 10,75% a.a. para 11,75% a.a. A decisão já era esperada. No comunicado divulgado após a reunião, o comitê sinalizou outra alta de mesma magnitude para a próxima reunião, levando a Selic a 12,75% a.a., taxa que hoje projetamos como final de ciclo. Não alteramos nossa projeção para o final do ano, mas aguardamos a ata da reunião do Copom (a ser publicada na próxima semana) para avaliar possíveis revisões de cenário.

Logo após a decisão fizemos uma live com nossa equipe de análise sobre os efeitos da alta de juros nos investimentos. Confira aqui:

Atividade econômica fraca em janeiro, mas desemprego segue melhorando

Nesta semana, foram divulgados os números da atividade do setor de serviços e o IBC-Br, proxy mensal do PIB calculado pelo Banco Central, ambos referentes a janeiro. Os dados indicaram um início de ano mais fraco que a expectativa muito em decorrência da desaceleração de serviços e uma queda na produção industrial (principalmente por falta de insumos de produção).

Do lado do mercado de trabalho as notícias são melhores. O IBGE divulgou que a taxa de desemprego ficou em 11,2% no trimestre móvel terminado em janeiro. Isso significa uma pequena queda frente ao resultado de dezembro quando ajustamos pela sazonalidade. Conforme a economia vai normalizando, o nível de emprego pré-pandemia vai sendo recomposto. O desafio segue no lado da renda, que segue restrita, especialmente quando levamos em consideração a alta recente da inflação.

O que esperar para semana que vem?

Os mercados vão seguir acompanhando de perto as negociações de paz na Ucrânia.

Ainda no cenário internacional, a decisão de política monetária na China e dados de confiança nos EUA referentes a março.

No Brasil, atenções voltadas para a divulgação da ata da última reunião do Copom e o Relatório Trimestral de Inflação. Entre os indicadores, teremos criação de empregos formais (Caged) de fevereiro e o IPCA-15 de março.

Se você ainda não tem conta na XP Investimentos, abra a sua aqui.
XP Expert

Avaliação

O quão foi útil este conteúdo pra você?


Newsletter
Newsletter

Gostaria de receber nossos conteúdos por e-mail?

Cadastre-se e receba grátis nossos relatórios e recomendações de investimentos

Telegram
Telegram XP

Acesse os conteúdos

Telegram XP

pelo Telegram da XP Investimentos

Disclaimer:

Este relatório foi preparado pela XP Investimentos CCTVM S.A. (“XP Investimentos”) e não deve ser considerado um relatório de análise para os fins do artigo 1º na Resolução CVM 20/2021. Este relatório tem como objetivo único fornecer informações macroeconômicas e análises políticas, e não constitui e nem deve ser interpretado como sendo uma oferta de compra/venda ou como uma solicitação de uma oferta de compra/venda de qualquer instrumento financeiro, ou de participação em uma determinada estratégia de negócios em qualquer jurisdição. As informações contidas neste relatório foram consideradas razoáveis na data em que ele foi divulgado e foram obtidas de fontes públicas consideradas confiáveis. A XP Investimentos não dá nenhuma segurança ou garantia, seja de forma expressa ou implícita, sobre a integridade, confiabilidade ou exatidão dessas informações. Este relatório também não tem a intenção de ser uma relação completa ou resumida dos mercados ou desdobramentos nele abordados. As opiniões, estimativas e projeções expressas neste relatório refletem a opinião atual do responsável pelo conteúdo deste relatório na data de sua divulgação e estão, portanto, sujeitas a alterações sem aviso prévio. A XP Investimentos não tem obrigação de atualizar, modificar ou alterar este relatório e de informar o leitor. O responsável pela elaboração deste relatório certifica que as opiniões expressas nele refletem, de forma precisa, única e exclusiva, suas visões e opiniões pessoais, e foram produzidas de forma independente e autônoma, inclusive em relação a XP Investimentos. Este relatório é destinado à circulação exclusiva para a rede de relacionamento da XP Investimentos, incluindo agentes autônomos da XP e clientes da XP, podendo também ser divulgado no site da XP. Fica proibida a sua reprodução ou redistribuição para qualquer pessoa, no todo ou em parte, qualquer que seja o propósito, sem o prévio consentimento expresso da XP Investimentos. A XP Investimentos não se responsabiliza por decisões de investimentos que venham a ser tomadas com base nas informações divulgadas e se exime de qualquer responsabilidade por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, que venham a decorrer da utilização deste material ou seu conteúdo. A Ouvidoria da XP Investimentos tem a missão de servir de canal de contato sempre que os clientes que não se sentirem satisfeitos com as soluções dadas pela empresa aos seus problemas. O contato pode ser realizado por meio do telefone: 0800 722 3710. Para maiores informações sobre produtos, tabelas de custos operacionais e política de cobrança, favor acessar o nosso site: www.xpi.com.br.

A XP Investimentos CCTVM S/A, inscrita sob o CNPJ: 02.332.886/0001-04, é uma instituição financeira autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.Toda comunicação através de rede mundial de computadores está sujeita a interrupções ou atrasos, podendo impedir ou prejudicar o envio de ordens ou a recepção de informações atualizadas. A XP Investimentos exime-se de responsabilidade por danos sofridos por seus clientes, por força de falha de serviços disponibilizados por terceiros. A XP Investimentos CCTVM S/A é instituição autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.


Este site usa cookies e dados pessoais de acordo com a nossa Política de Cookies (gerencie suas preferências de cookies) e a nossa Política de Privacidade.