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Economia em Destaque: Inflação nos Estados Unidos atinge recorde em décadas e, no Brasil, Copom sinaliza juros mais altos

Seu resumo semanal de economia no Brasil e no mundo

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Resumo

A inflação ao consumidor nos Estados Unidos atingiu recorde em 40 anos, chegando ao patamar de 7,5% em 12 meses. Na Ucrânia, as tensões atingem seu ponto mais alto e preços de commodities continuam subindo, o que por sua vez pressiona a inflação global.

No Brasil, o destaque foi a ata do Copom e a inflação de janeiro. Já há indicação agora de que a Selic deve continuar subindo, o que coloca viés de alta em nossa projeção.

Atualizações Covid-19

No Brasil, a média móvel de sete dias de novos casos caiu para 164,6 mil, enquanto os óbitos tiveram alta, chegando a atingir 862 na média móvel de 7 dias.

Ao todo, 79,5% da população brasileira já está vacinada com ao menos a primeira dose de imunizante contra a doença; 71,7% já tomou dose única ou duas doses e 25,9% já teve o reforço da vacinação.

Cenário Internacional

Inflação nos Estados Unidos atinge nível mais alto em 40 anos

O índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos (CPI, em inglês) subiu 0,6% entre dezembro e janeiro (consenso: 0,4%). No acumulado em 12 meses até janeiro, a inflação geral atingiu 7,5%, o maior patamar em 40 anos. Na abertura dos dados, destaque para a forte elevação dos preços de alimentos em janeiro, ao passo que os preços de habitação e automóveis usados exibiram desaceleração significativa.

Em linhas gerais, a inflação corrente continua bastante pressionada, reforçado avaliações de que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) conduzirá a política monetária de forma mais agressiva em 2022.

Commodities em alta

A tensão entre Rússia e Ucrânia atingiu seu ponto mais alto até o momento, após a Casa Branca alertar a possibilidade de intervenção em caso de conflito. Com isto, além dos desenvolvimentos da última semana, os preços de commodities sofrem pressões. O petróleo Brent chegou a ultrapassar a marca de 95 dólares por barril, patamar mais alto desde 2014.

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Enquanto isso, no Brasil…

Ata do Copom já indica mais elevações na Selic

A ata da última reunião do Copom veio com um tom mais duro. O Comitê concluiu que “um novo ajuste de 1,50 ponto percentual, seguido de ajustes adicionais em ritmo menor nas próximas reuniões, é a estratégia mais adequada para atingir aperto monetário suficiente e garantir a convergência da inflação ao longo do horizonte relevante, assim como a ancoragem das expectativas de prazos mais longos”. Os plurais já sinalizam a necessidade de estender o período de ajuste, o que coloca um viés inequívoco de alta em nossa taxa Selic terminal (11,75%).

Inflação em linha com as expectativas, perspectivas piores

A inflação de janeiro, medida pelo IPCA, registrou alta de 0,54% em janeiro, em linha com nossa estimativa. Esse foi o maior resultado desde janeiro de 2016, e levou o índice acumulado em 12 meses de 10,06% para 10,38%.

Confira aqui a nossa avaliação completa sobre o último dado de inflação e o que esperar.

Desoneração dos combustíveis segue em pauta

Na frente fiscal, o governo e o Congresso continuam buscando uma alternativa para reduzir os preços dos combustíveis. Segundo a imprensa, o governo Bolsonaro considera agora reduzir impostos sobre diesel, em vez de todos os combustíveis e gás. Seria uma opção menos prejudicial do ponto de vista fiscal. As notícias também indicam que a medida será conduzida por uma lei complementar ao invés de uma Emenda Constitucional, o que é mais rápido e menos arriscado por não dar margem para alterações em pontos constitucionais como o teto de gastos.

Proxy do PIB calculada pelo Banco Central cresce 4,5% em 2021

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) subiu 0,3% entre novembro e dezembro (XP: 0,6%; consenso: 0,5%). Em comparação a dezembro de 2020, o IBC-Br registrou elevação de 1,3% (XP: 1,2%; consenso: 1,0%). Vale ressaltar as revisões (altistas) observadas na série de dados do IBC-Br.

Nossa expectativa para o PIB do 4º trimestre indica crescimento de 0,3% em relação ao 3º trimestre e aumento de 1,3% ante o 4º trimestre de 2020. Em nosso cenário base, projetamos que o PIB do Brasil ficará estável em 2022 (0%), após ter crescido 4,5% em 2021. Para 2023, esperamos recuperação moderada da economia doméstica (elevação de 1,2%).

Para mais informações sobre nosso cenário para a atividade econômica, ver o relatório Brasil Macro Mensal: Encarando o ajuste global.

O que esperar para semana que vem?

Para a próxima semana, o principal destaque internacional será a escalada das tensões na Ucrânia, que coloca pressão sobre preços de commodities. Na seara de dados econômicos, teremos divulgações da inflação (ao produtor) de janeiro nos EUA e na China (ao produtor e ao consumidor), além de dados de atividade econômica nos países desenvolvidos.

No cenário doméstico, os destaques serão as negociações a respeito dos projetos de desoneração de combustíveis.

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