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Economia em Destaque: Dólar se valoriza no mundo inteiro enquanto perspectivas de inflação se deterioram

Seu resumo semanal de economia no Brasil e no mundo

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Resumo

No cenário internacional, a valorização do dólar contra as principais moedas do mundo continua à medida que o mercado espera pela reunião do FOMC na próxima semana, que deve acelerar a alta da taxa básica de juros. O mundo sofre com elevada inflação, e riscos altistas continuam no radar.

No cenário doméstico, os destaques são dados melhores de mercado de trabalho e inflação ainda pressionada em abril, além de mudanças na tabela do IPI e aumento na CSLL de instituições financeiras.

Atualizações Covid-19 no Brasil

No Brasil, a média móvel de sete dias de novos casos caiu para 12,4 mil, enquanto a de óbitos apresentou leve alta (de 101 para 102). Ao todo, 83,7% da população brasileira já está vacinada com ao menos a primeira dose de imunizante contra a doença; 77,4% já tomou dose única ou duas doses e 41,4% já teve o reforço da vacinação.

Cenário internacional

Guerra na Ucrânia continua e Europa sofre com inflação elevada

Tensões entre Rússia e Ucrânia permanecem no radar, tanto pelos riscos de escalada do conflito quanto pelas consequências econômicas. O chefe da diplomacia russa, Sergei Lavrov alertou para o risco real de uso de armamento nuclear, após visita de autoridades do alto escalão americano à Ucrânia em que foram dadas declarações de que é possível ganhar o conflito com o “equipamento adequado”.

A Rússia cortou o fornecimento de gás natural para a Polônia e Bulgária pois os países se recusaram a pagar em rublos (moeda russa) pela commodity. O movimento catalisou preocupações com a possibilidade de novos países da região também sofrerem com cortes de abastecimento. A Alemanha, por exemplo, tem 40% da oferta de gás natural proveniente da Rússia.

A União Europeia planeja reduzir a dependência em dois terços até o final do ano, mas enquanto isso, sofre com a inflação elevada: Na Zona do Euro, a inflação ao consumidor alcançou 7,5% em 12 meses na prévia de abril, recorde para a região.

Inflação nos EUA segue pressionada

O deflator das despesas de consumo pessoal (PCE) em março – medida de inflação preferida do Federal Reserve, banco central local, teve alta de 6,6% nos doze meses até março, com aceleração em relação aos 6,3% de fevereiro. A inflação de salários, medida pelo Índice de Custo do Emprego, teve alta de 1,4% no primeiro trimestre de 2022 (contra expectativa de 1,1%). A inflação de salários representa maiores custos para empresas e maior demanda por consumo, o que pode significar que as pressões inflacionárias seguirão adiante.

Com a inflação em alta, o Fed (banco central americano) deve acelerar a alta de juros em sua reunião da semana que vem.

Apesar do resultado negativo, PIB dos EUA segue firme, por ora

O PIB dos Estados Unidos contraiu a uma taxa anualizada de 1,4% no 1º trimestre de 2022. No entanto, parte significativa da retração do PIB decorreu de fatores que provavelmente serão revertidos nos próximos trimestres, como queda de estoques. O consumo privado aumentou a uma taxa anualizada de 2,7% no 1º trimestre, ante 2,5% no 4º trimestre de 2021. Nossa projeção é que o PIB cresça 3% este ano.

No entanto, com a esperada alta de juros pelo banco central local, muitos analistas já projetam uma recessão em 2022.

Dólar se valoriza em relação a maior parte das moedas enquanto mercado espera decisão do FOMC na próxima semana

O dólar dos EUA vem se fortalecendo em relação às principais moedas devido à perspectiva de alta mais intensa de juros por parte do Fed. O índice DXY (dólar frente a uma cesta de moedas) subiu cerca de 5% em abril. O euro, por exemplo, está seu nível mais baixo desde 2016. O iene japonês chegou a superar 130 dólares pela primeira vez em 20 anos, também afetado pela postura expansionista do Banco do Japão. Moedas de mercados emergentes também se desvalorizaram significativamente nos últimos dias, a exemplo do real brasileiro (que fechou em 4,97 reais por dólar) e o yuan chinês.

Lockdown na China agrava perspectivas para inflação global

Xangai completa um mês de confinamento para conter a disseminação do Covid-19 e prejudica a dinâmica das cadeias produtivas globais à medida que restrições de circulação provocam atrasos em fretes internacionais e aumento de custos. A situação representa um risco adicional para a inflação global, prolongando o choque que já se estende desde a primeira onda do Coronavírus e se agrava com a Guerra na Ucrânia.

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Enquanto isso, no Brasil…

Apesar de IPCA-15 mais baixo que a expectativa, ainda não há sinais claros de alívio

No Brasil, o IPCA-15 de abril subiu 1,73% no mês, abaixo do consenso de mercado e da nossa projeção (1,84% e 1,89%, respectivamente). Em 2022, o IPCA-15 acumula alta de 4,31%, e em 12 meses, 12,03%. Apesar do resultado acima do esperado, os números revelam que a inflação continua alta e espalhada, sem sinais claros de alívio apesar do aperto monetário implementado pelo banco central.

Nossa expectativa atualmente é de alta de 7,4% no IPCA de 2022 e de 4,0% em 2023.

Mercado de Trabalho demonstra melhora expressiva em março

Nesta semana, foram divulgados dados de criação de empregos formais (CAGED) e estatísticas mais amplas de emprego (PNAD-C), incluindo a taxa de desemprego, referentes ao mês de março. As divulgações apontam que houve criação líquida de 136,2 mil empregos formais em março.

O desemprego também melhorou. A taxa atingiu 11,1% no trimestre móvel até, em comparação aos 11,2% de fevereiro. A queda reflete aumento significativo em emprego informal e autônomos. O salário médio também registrou avanço de 0,3% no mês, após estabilidade no mês anterior.

O emprego formal deverá permanecer em território positivo nos próximos meses, embora a um ritmo mais moderado. O fim do programa BEm (Benefício Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, que limitou os desligamentos durante a pandemia) e o enfraquecimento da demanda doméstica a partir de meados do ano (logo, menor ritmo de contratações) explicam, em grande medida, este cenário.

MP do Auxílio Brasil é votada

Nesta semana, foi votada a MP que criou o Auxílio Brasil. O governo conseguiu manter o benefício em sua formulação original, no valor de 400 reais. O custo da medida já estava incluído no projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias que o governo enviou ao Congresso, e portanto não tende a gerar incertezas adicionais para as contas públicas.

Mudanças no IPI e aumento na CSLL de instituições financeiras

O governo divulgou nova tabela do IPI com reduções nas alíquotas que variam entre 13,3% e 0%, tendo sido, em média 10%. A mudança nas alíquotas acontece após decreto de fevereiro que já havia reduzido o tributo em 25% (exceto automóveis, que tiveram redução de 18,5% e fumo, que não se alterou).

Também nessa semana, o governo promoveu aumento de 1pp na CSLL de bancos e demais instituições financeiras (para 21% e 16%, respectivamente) para ajudar a compensar o custo do RELP, o Refis do Simples nacional.

O que esperar para semana que vem?

Semana que vem marcada por decisões de taxas de juros nos EUA, Brasil e Chile. Os três devem continuar a subir suas taxas de juros, mirando reduzir as pressões de inflação. Outro destaque são os dados do mercado de trabalho nos EUA referentes à abril.

No Brasil, além da reunião do Copom que irá definir a taxa básica de juros – esperamos alta de 1pp na taxa Selic – outros destaques serão a divulgação do IBC-Br (proxy do PIB) de fevereiro e a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) referente a março, estatísticas fiscais de fevereiro e o IGP-DI de abril.

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