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Caged surpreende positivamente em janeiro, mas dinâmica do mercado de trabalho segue preocupante

Caged vem forte em janeiro, mas desemprego ainda deve sofrer com recrudescimento da pandemia e volta ao mercado de trabalho.

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O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) apresentou criação líquida de 260,4 mil empregos formais em janeiro, resultado acima do consenso de mercado (+189 mil) e de nossa estimativa (+200 mil).

O saldo divulgado hoje superou, com ampla margem, a média histórica referente ao primeiro mês do ano (+73,5 mil, considerando a série do Novo CAGED com dados a partir de 2007). Descontadas as influências sazonais, as estatísticas mostraram criação líquida de 248 mil empregos formais no mês, o que representou uma desaceleração ante a geração de 366 mil postos em dezembro. Com isso, a média móvel de três meses do saldo de ocupação formal (uma medida mais suave da dinâmica dos dados) variou de aproximadamente 355 mil para 305 mil ocupações. 

Em termos de composição deste resultado, as contratações totais de postos formais cresceram 13,8% entre janeiro de 2021 e o mesmo mês do ano passado, enquanto que as demissões recuaram 0,7% nesta métrica. Já na comparação com dezembro de 2020 (com base na série livre de efeitos da sazonalidade), as admissões e desligamentos subiram 1,3% e 8,6%, respectivamente. Este último explica certa perda de ímpeto da geração líquida de empregos na média móvel de três meses.

Com relação aos setores, todas as principais atividades produtivas registraram saldo positivo de empregos formais em janeiro, com destaque para serviços (+64 mil), comércio (+63 mil), indústria de transformação (+45 mil) e construção civil (+28 mil).

Embora a geração líquida de vagas em tais setores seja um sinal favorável para a economia doméstica, vale destacar a possível perda de fôlego em alguns casos importantes. No setor de serviços, por exemplo, o saldo de emprego formal passou de cerca de 155 mil na média entre outubro e dezembro de 2020 para 64 mil na leitura de janeiro deste ano. Assim, as próximas divulgações mensais do CAGED serão muito importantes para confirmarmos (ou não) uma menor tração da recuperação do mercado de trabalho formal ao longo do primeiro semestre de 2021.

Além disso, chama a atenção o fato de o CAGED apresentar resultados muito melhores em comparação aos divulgados pela PNAD Contínua do IBGE (considerando apenas os dados sobre emprego formal). Isso pode ser explicado, ao menos parcialmente, pela menor taxa de resposta das pesquisas (menor base de respondentes) e algumas mudanças metodológicas relacionadas ao processo de coleta de dados após a deflagração da pandemia.

De forma geral, apesar da dinâmica mais favorável dos dados do CAGED a partir de julho do ano passado, ainda não vemos sinais claros de uma recuperação consistente do mercado de trabalho brasileiro como um todo. De fato, a deterioração do setor informal – fortemente afetado pelo agravamento da pandemia e consequentes restrições à mobilidade – tem mantido a taxa de desemprego em patamares elevados e os salários reais em níveis relativamente deprimidos.

Olhando para frente, a recuperação da força de trabalho, tendo em vista a retomada de um contingente significativo de indivíduos em busca de ocupação, também tende a impedir uma queda expressiva do desemprego ao longo do ano. É sempre válido lembrar que os indicadores do mercado de trabalho tipicamente reagem com defasagem à melhoria da atividade econômica. 

No entanto, acreditamos que o processo de normalização da atividade econômica decorrente do progresso da vacinação contra a Covid-19 (com expectativa de aceleração a partir de meados do segundo trimestre deste ano) implicará em queda importante da taxa de desemprego em 2022.

Portanto, projetamos que a taxa de desocupação da economia brasileira encerrará 2021 em 14,6%, apenas ligeiramente abaixo do patamar observado ao final de 2020 (14,7%), recuperando-se gradualmente ao longo de 2022. Esperamos que o indicador atinja 11,8% no final do próximo ano, retornando ao patamar pré-crise.  

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