Bitcoin dispara após estreia de ETF nos EUA, mas é preciso cautela antes de investir; entenda

O início das negociações do BITO foi um marco para a indústria de cripto. Entenda como isso influenciou a alta do Bitcoin


Compartilhar:

  • Compartilhar no Facebook
  • Compartilhar no Twitter
  • Compartilhar no Whatsapp
  • Compartilhar no LinkedIn
  • Compartilhar via E-mail

O Bitcoin voltou a subir e operava acima de US$66 mil nesta quarta-feira, 20, um dia após a estreia do primeiro fundo de índice (ETF, em inglês) em criptomoeda nos Estados Unidos. O patamar supera o pico atingido em abril deste ano, quando o Bitcoin chegou perto dos US$65 mil.

O novo ETF da ProShares, BITO, começou a ser negociado na Bolsa de Nova York na última terça-feira. Na primeira hora e meia de mercado, mais de US$ 400 milhões foram negociados. Mais de 24 milhões de unidades trocaram de mãos, sendo um dos fundos com maior negociação num dia de lançamento.

Analistas já projetam um fluxo de US$ 50 bilhões no primeiro ano. No primeiro dia, o ETF subiu quase 5%.

“O BITO oferecerá aos investidores uma oportunidade de obter exposição aos retornos do Bitcoin de maneira conveniente, por meio de uma conta de corretora”, afirmou a ProShares em comunicado. 

A empresa destacou que o ETF BITO poderá ser negociado como uma ação, eliminando a necessidade de o investidor possuir uma carteira de criptomoedas.  Agora, investidores americanos não precisarão mais abrir contas em exchanges dedicadas a criptomoedas como a Coinbase, e podem negociar o ativo ligado ao Bitcoin diretamente de uma corretora tradicional.

O BITO é negociado em contratos que especulam em preços futuros do Bitcoin, logo ele tem uma diferença com o preço real da criptomoeda. Além disso, há custos adicionais atrelados com a rolagem de contratos, à medida que elas expiram.

Marco na indústria de cripto

O início das negociações do BITO foi um marco para a indústria de cripto. Desde 2013, quando Cameron e Tyler Winklevoss (gêmeos ligados à criação do Facebook) enviaram uma proposta para um ETF de bitcoin, investidores de cripto tentaram permissão com reguladores americanos.

Ao longo dos anos, autoridades estavam desconfortáveis com a volatilidade das criptomoedas e o fato de que o mercado não é regulado, além do potencial de fraude e manipulações. Finalmente, o SEC (CVM americana) deu o selo de aprovação para o BITO, que replica o movimento de contratos futuros de bitcoins. Na visão deles, esse formato oferece mais proteção ao investidor.

Os futuros seguem o preço do Bitcoin indiretamente, por meio de contratos negociados na Bolsa de Chicago (CME).

Com esse primeiro passo, outros ETFs já estão na fila para serem aprovados – já há cinco casos esperando a revisão pelo SEC.

Criptomoedas: você está preparado?

Apesar do rali do Bitcoin, é importante lembrar de sua alta volatilidade. O último recorde da criptomoeda havia sido em 14 de abril, quando chegou a quase US$ 65 mil. Em julho, o patamar caiu para menos de US$ 30 mil.

Segundo o estrategista chefe da XP, Fernando Ferreira, “a volatilidade das criptomoedas é tão alta que a grande maioria dos investidores brasileiros anda não está preparada para ela”.

Ferreira aponta que, apesar de o Bitcoin ter, historicamente, uma correlação pouco significativa com outros tipos de investimentos, não significa que as criptos são completamente à prova de quedas quando o mundo entra em uma crise. “Em 2020, quando o S&P 500 teve uma queda de -34% por conta da pandemia, o Bitcoin caiu -33% no mesmo período, ambos em dólares”, lembra.

O que é HASH11? Saiba tudo sobre o ETF de criptomoedas!

Vale investir?

Por causa da alta volatilidade, de acordo com os analistas, o investimento em criptomoedas é mais adequado para os investidores que estão dispostos em tomar mais risco.

O time de Research da XP já abordou em alguns relatórios as principais características das criptomoedas, a recente queda de quase 50% nos preços do Bitcoin, bem como suas características de diversificação e baixa correlação com ativos tradicionais e, ainda, uma análise ESG do Bitcoin.

Considerando esses fatores, nossos analistas recomendam um aporte cauteloso em criptomoedas de 1% a, no máximo, 5% do portfólio, a depender da tolerância de risco de cada investidor, visto que ainda é uma tecnologia incipiente com potencial de retorno no longo prazo, mas que possui extrema volatilidade e, consequentemente, risco de grandes perdas patrimoniais.

Quer saber como investir em criptoativos? A XP distribui vários fundos como o Hashdex 40 Nasdaq Crypto, o Hashdex Bitcoin Full e o Hashdex Criptoativos Voyager para investidores qualificados. Para o público geral, temos o Hashdex 20 Nasdaq Crypto.

Se você ainda não tem conta na XP Investimentos, abra a sua aqui.
Avaliação

O quão foi útil este conteúdo pra você?


Newsletter
Newsletter

Gostaria de receber nossos conteúdos por e-mail?

Cadastre-se e receba grátis nossos relatórios e recomendações de investimentos

Telegram
Telegram XP

Acesse os conteúdos

Telegram XP

pelo Telegram da XP Investimentos

Leia também
BM&F Bovespa Autorregulação Anbima - Gestão de patrimônio Autorregulação Anbima - Gestão de recursos Autorregulação Anbima - Private Autorregulação Anbima - Distribuição de Produtos de Investimentos

A XP Investimentos CCTVM S/A, inscrita sob o CNPJ: 02.332.886/0001-04, é uma instituição financeira autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.

Toda comunicação através de rede mundial de computadores está sujeita a interrupções ou atrasos, podendo impedir ou prejudicar o envio de ordens ou a recepção de informações atualizadas. A XP Investimentos exime-se de responsabilidade por danos sofridos por seus clientes, por força de falha de serviços disponibilizados por terceiros. A XP Investimentos CCTVM S/A é instituição autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.

B3 Certifica B3 Agro Broker B3 Execution Broker B3 Retail Broker B3 Nonresident Investor Broker

BMF&BOVESPA

BSM

CVM

Este site usa cookies e dados pessoais de acordo com a nossa Política de Cookies (gerencie suas preferências de cookies) e a nossa Política de Privacidade.