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Projetamos Selic a 9% em 2024, mas incerteza reforça risco de alta

Nossa previsão de taxa Selic terminal segue em 9,00%, com três cortes de 0,25 p.p. no segundo semestre deste ano

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Em sua última reunião, realizada em março, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) decidiu reduzir a Selic, taxa básica de juros, em 0,50 p.p., de 11,25% para 10,75%.

Como destacado no relatório Brasil Macro Mensal deste mês, ainda vemos o Copom reduzindo a taxa Selic para patamar de um dígito, provavelmente com mais dois cortes de 0,50 p.p. em maio e junho.

Após atingir 9,75%, o Copom deverá reduzir o ritmo de flexibilização monetária para 0,25 p.p. por reunião, e começar a “tatear” o momento de pausa. Nossa previsão de taxa Selic terminal segue em 9,00%, com três cortes de 0,25 p.p. no segundo semestre deste ano.

Em nossa visão, o risco é para cima. A principal mensagem do BC após a última decisão foi de que o Copom precisa de “maior flexibilidade” devido à “elevação da incerteza”. A maior incerteza está relacionada à política monetária nas economias desenvolvidas e se a demanda interna e mercado de trabalho fortes manterão a inflação de serviços sob pressão.

Se as previsões do mercado para a inflação de 2025 realmente começarem a subir, o Copom poderá optar por pausar o ciclo de flexibilização mais cedo, com a taxa Selic dentro do intervalo de 9,25% a 9,75%.   

O que esperar para as ações?

Segundo destacou o time de estratégia do Research XP, juros mais baixos tendem a ser positivos para empresas e ativos de risco de forma geral. Afinal, significa que o custo de capital para as empresas fica mais barato, ou seja, que a empresa tende a pagar menos para financiar suas atividades. Ao mesmo tempo, ciclos de corte juros também reduzem a taxa de desconto utilizada pelos analistas do mercado para avaliar uma empresa, aumentando seu valor justo (que é de onde vem o preço-alvo de uma ação).

Continuamos com uma visão positiva para a Bolsa, vendo que:

– o investidor estrangeiro continua com uma visão otimista em relação ao Brasil, conforme as últimas rodadas de reuniões que tivemos com gestores globais;

– os investidores domésticos estão gradualmente voltando a comprar bolsa nesse ano;

– o valuation do Ibovespa continua muito descontado comparando com a média histórica e seus pares globais; e

– o ciclo de corte de juros ainda tem espaço para continuar.

Como ficam os rendimentos em Renda Fixa?

Também continuamos com visão positiva para a renda fixa de maneira geral, principalmente para ativos atrelados à inflação (IPCA+). Mesmo com os cortes recentes e esperados, as taxas de juros nominais permanecem elevadas, acima de dois dígitos, e as taxas reais (acima da inflação) continuam em patamares interessantes, em nossa opinião. saiba mais sobre os investimentos em renda fixa aqui.

Oportunidades em FIIs

Diante de cenários de corte na taxa Selic, o IFIX costuma apresentar uma correlação negativa com os movimentos da taxa e com as expectativas de mercado refletidas na DI Futura. Com isso, o índice costuma apresentar performance positiva e retornos acima da média.

Em ciclos de quedas da Selic, o IFIX tende a apresentar movimento de alta. Os movimentos de alta até mesmo antecedem o primeiro corte, refletindo as expectativas de mercado quanto ao futuro da taxa de juros brasileira. O primeiro corte do ciclo atual que estamos vivenciando aconteceu em agosto do ano passado, mas em abril já foi possível perceber maior apetite dos investidores para classe dos FIIs, comportamento refletido como alta no IFIX. Saiba mais sobre como se posicionar na classe.

Assista à análise completa dos nossos experts sobre a Selic:

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