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A Sopa de Letrinhas na Divulgação ESG

Conheça as principais formas de interpretar e avaliar os fatores ESG

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Os fatores ESG geraram uma demanda crescente por transparência. A pressão veio de todos os lados: empresas de rating e consultorias, bolsas de valores, reguladores, investidores, fornecedores e clientes. Afinal, os fatores ambientais, sociais e de governança precisam ser medidos e divulgados para serem considerados na análise de riscos e oportunidades das empresas.

A divulgação de informações ESG pode ser feita no relatório anual da empresa, no relatório de sustentabilidade ou em um relatório integrado. É importante que o formato escolhido evidencie a integração ESG na estratégia corporativa, bem como permita que os dados apresentados possam ser facilmente acessados e utilizados por uma ampla gama de partes interessadas.

Medir e reportar os fatores ESG de forma uniforme e consistente não é uma tarefa fácil. É necessário considerar o impacto material de tais fatores sobre diferentes setores econômicos e portes de empresa. Também, dada a diversidade de métricas que podem ser utilizadas, uma mesma informação pode ser interpretada e divulgada de diferentes maneiras, dificultando a comparação entre companhias.

Para buscar soluções para esses desafios, iniciativas globais se formaram, com o objetivo de orientar as empresas sobre como medir, avaliar e reportar os fatores ESG, dentre as quais se destacam: Sustainability Accounting Standards Board (SASB), Global Reporting Initiative (GRI), Carbon Disclosure Project (CDP) e Força-Tarefa sobre Divulgações Financeiras Relacionadas ao Clima (TCFD).

“Medir e reportar os fatores ESG de forma uniforme e consistente não é uma tarefa fácil. É necessário considerar o impacto material de tais fatores sobre diferentes setores econômicos e portes de empresa.

A GRI e o SASB fornecem padrões globais para divulgação voluntária em relatórios de sustentabilidade ou integrados. A GRI, criada em 1997, desenvolveu os primeiros e mais amplamente adotados padrões globais para reporte de informações relacionadas à sustentabilidade, apresentando um escopo mais amplo de divulgação.

Por sua vez, em 2018, o SASB publicou um conjunto de normas para 77 setores diferentes, que indica um conjunto mínimo de tópicos de sustentabilidade financeiramente materiais e respectivas métricas relacionadas para cada um desses setores, focando em um escopo mais específico para reporte.  

Além do SASB e do GRI, existem requisitos de divulgação específicos para determinados temas, como mudanças climáticas. Dentre as iniciativas mais conhecidas, destacam-se a TCFD e o CDP.

O CDP é uma organização sem fins lucrativos que administra um sistema global de divulgação para investidores, empresas, cidades, estados e regiões gerenciarem seus impactos ambientais. Mais de 8.400 empresas, 800 cidades e 120 estados e regiões utilizam o CDP para divulgar informações relacionadas a mudanças climáticas, segurança hídrica e desmatamento.

A TCFD, presidida pelo ex-prefeito da cidade de Nova York Michael Bloomberg, foi criada em 2015 pelo Conselho de Estabilidade Financeira do G20. Tem como objetivo desenvolver diretrizes voluntárias para precificação e divulgação de riscos e oportunidades relacionados ao clima sob a ótica financeira.

O panorama dessas iniciativas pode parecer complexo, quase uma “sopa de letrinhas”, mas elas têm progressivamente se unido para estimular o alinhamento. O SASB e a GRI, por exemplo, começaram um trabalho conjunto em 2020 para transparecer como os dois padrões podem ser usados simultaneamente no reporte de informações, bem como as diferenças e semelhanças entre eles. Além disso, em 2014, foi lançado o Corporate Reporting Dialogue (CRD), plataforma que tem como objetivo promover maior coerência, consistência e comparabilidade entre padrões de reporte de informações relacionadas aos fatores ESG.

Independentemente do padrão escolhido, é fundamental que as empresas cada vez mais se conscientizem sobre a importância de analisar e reportar dados e informações relacionados aos fatores ESG. Caso contrário, correm o risco de serem penalizadas pelos seus stakeholders e pelo próprio mercado. Hoje, transparência é a palavra de ordem.

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