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Prévia de Resultados do 4T23: Um trimestre melhor para mineradoras e empresas de celulose vs. papeleiras e siderúrgicas

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Esperamos um 4T23 misto para as ações de Metais & Mineração e Papel e Celulose. Destacamos: (i) maiores preços do minério de ferro no 4T23 (+12% T/T), apoiados por um renovado otimismo na China após incentivos governamentais; (ii) maiores preços de BHKP na China (+17% T/T), dado o movimento de reposição de celulose no trimestre; e (iii) um ambiente desafiador para aumentos de preços na indústria siderúrgica, especialmente no Brasil, dados os maiores volumes de aço importado (preços de BQ e vergalhão -6% e -1% T/T em reais, respectivamente). Vemos: (-) Gerdau como destaque do 4T23 (EBITDA -36% T/T); e (+) Vale, CMIN e Suzano apresentando desempenhos mais fortes (EBITDA +44%, +26% e +21% T/T, respectivamente).

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Metais e Mineração. Com preços mais elevados de minério de ferro no 4T23 (IO 62% Fe +12% T/T em média) e um ambiente desafiador para aumentos de preços na indústria siderúrgica (BQ -6% T/T e Vergalhão -1% T/T em BRL), esperamos um melhor desempenho das mineradoras em comparação às siderúrgicas no Brasil. Do lado positivo, esperamos que a Vale e a CSN Mineração apresentem resultados sólidos, refletindo principalmente os preços realizados mais elevados durante o trimestre. Do lado negativo, esperamos que a Gerdau apresente resultados mais fracos, dada a perspectiva desafiadora para as vendas de aço devido à maior penetração de aço importado no Brasil e um trimestre mais fraco para a divisão da América do Norte, principalmente devido a volumes mais baixos e um ambiente de custos pressionado.

Papel e Celulose: Esperamos um trimestre melhor para as empresas expostas à celulose, devido aos preços mais elevados do BHKP (+17% no trimestre) e um trimestre enfraquecido para as empresas de embalagens. Do lado positivo, esperamos que a Suzano apresente bons resultados, dado um mix de maiores preços realizados de celulose (+4% QoQ), volumes (+12% T/T) e menores custos (-6% T/T). Do lado negativo, esperamos um trimestre ligeiramente mais fraco para a Irani, impactado por preços ligeiramente mais baixos de caixas de papelão ondulado e menores resultados no segmento de resinas.

O que ficar de olho? (i) Os efeitos do estímulo governamental na China e os seus potenciais impactos na demanda de aço, refletindo-se nos preços do minério de ferro; (ii) discussões em torno do potencial aumento de tarifas de importação sobre produtos siderúrgicos no Brasil; e (iii) as discussões de oferta e demanda no mercado de celulose, visto que o projeto do Cerrado deverá entrar em operação em Jun/24.

Metais e Mineração:

Vale (VALE3):

Esperamos que a Vale registre um trimestre forte no 4T23, com faturamento de US$ 13,7 bilhões +14% A/A e +29% T/T, refletindo principalmente: (i) maiores preços realizados de minério de ferro (+US$ 12/t vs. 3T23), dado o maior preço de referência do minério de ferro com teor de 62% Fe durante o trimestre; e (ii) maiores volumes de minério de ferro (projetamos +17% T/T). Na linha do EBITDA, projetamos US$ 6,5 bilhões (+44% T/T, +29% A/A), com margens acima em 5 p.p. vs. 3T23 e vs. 3T22, suportado por melhores resultados nas operações de Soluções para a Siderurgia (EBITDA de US$ 6,6 bilhões, aumento de 40% A/A). Como destaque negativo do trimestre, esperamos números mais fracos nas operações de Metais Básicos (EBITDA de US$ 386 milhões, queda de 50% A/A), principalmente devido a um fraco desempenho nas operações de Níquel, impactado pelos preços mais baixos do níquel (queda de 31% A/A) e volumes (-23% A/A), parcialmente compensados ​​por um melhor desempenho na divisão de Cobre.

Gerdau (GGBR4):

Esperamos que a Gerdau apresente resultados mais fracos no 4T23, com faturamento de R$ 15,4 bilhões -10% T/T (-14% A/A) e EBITDA de ~R$ 2,1 bilhões -36% T/T (-41% A/A). Esperamos: (i) uma perspectiva desafiadora para volumes, dada a maior penetração de aço importado no Brasil, que (ii) também afetou os preços, e (iii) um trimestre enfraquecido na divisão América do Norte em termos de volumes. Projetamos outra contração de margem nas divisões Brasil e América do Norte impactadas por pressões inflacionárias e menor diluição de custos fixos (prevemos margens de 20,1% para América do Norte e 7,3% para o Brasil no 4T23). Esperamos também que a divisão de Aços Especiais da Gerdau apresente resultados mais fracos (margem EBITDA de 11,8% vs. 17,2% no 3T23), dados preços mais baixos (-1% T/T) e volumes (-10% T/T), com um trimestre mais fraco para o Sul Divisão da América.

CSN (CSNA3):

Esperamos que a CSN apresente melhores números no 4T23, com faturamento de R$ 12,1 bilhões +9% T/T e +9% A/A e EBITDA de R$3,3 bilhões +6% A/A e +18% T/T. Esperamos: (i) que as operações de mineração da CSN sejam sustentadas por melhores preços e volumes (veja mais detalhes na seção sobre a CSN Mineração abaixo); e (ii) desempenho de rentabilidade ligeiramente melhor, apesar do ambiente desafiador de precificação na divisão siderúrgica da CSN (margem EBITDA de 5,0% no 4T23 vs. 3,4% no 3T23). Além disso, esperamos que as outras divisões da CSN apresentem números mais fracos, com o EBITDA da divisão de Cimento -4% T/T e o EBITDA das operações de Logística -28% T/T devido à sazonalidade mais fraca.

CSN Mineração (CMIN3):

Esperamos que a CSN Mineração apresente fortes resultados no 4T23, com EBITDA de R$ 2,5 bilhões +26% T/T (+41% A/A). Projetamos melhor desempenho dos volumes no 4T23, com vendas estimadas em crescimento de 19% vs. 4T22 (-4% T/T), refletindo também um melhor desempenho de preços (+US$ 13/t T/T). Nesse sentido, prevemos preços realizados de US$ 89/t, +17% T/T, impactando positivamente o desempenho das receitas (receita líquida acima de 14% T/T). Além disso, esperamos que o CPV caixa aumente 3% em relação ao trimestre anterior, dado o menor impacto da produção na diluição dos custos fixos. No geral, esperamos uma margem EBITDA melhorando 5 p.p. no 4T23 vs. 3T23.

Usiminas (USIM5):

Esperamos que a Usiminas apresente resultados ligeiramente melhores no 4T23, com EBITDA de R$ 61 milhões caindo 90% A/A (e melhorando sequencialmente). Com a expectativa de que os volumes de aço estejam alinhados com a faixa superior da orientação da empresa de 0,9-1,0 milhão de toneladas para o 4T23, vemos um melhor desempenho de custos no 4T23 (em parte devido ao ramp-up do alto-forno #3) impulsionando uma melhora sequencial na divisão siderúrgica, embora ainda afetada por uma postura desafiadora de precificação (EBITDA de –R$ 232 milhões vs. –R$ 251 milhões no 3T23). Por fim, esperamos uma contribuição positiva das operações de mineração para gerar um EBITDA positivo de R$ 61 milhões.

CBA (CBAV3):

Esperamos que a CBA reporte resultados ligeiramente melhores no 4T23, com EBITDA de R$ 99 milhões +2x T/T (-4% A/A), com margens EBITDA melhorando para 5,3% no 4T23 (aumento de 3 p.p. T/T). Para o alumínio, esperamos: (i) maiores volumes (+3% T/T) principalmente para produtos primários, o que deverá impactar negativamente nos prêmios; apesar (ii) dos preços ligeiramente mais elevados na LME (+1% T/T) e do BRL desvalorizado (+1% T/T), resultando em um EBITDA de R$ 144 milhões para a divisão de alumínio. Além disso, esperamos que as divisões de energia e níquel da CBA continuem afetando negativamente os resultados (EBITDA de –R$ 33 milhões e –R$ 13 milhões, respectivamente).

Aura (AURA33):

Esperamos que a Aura apresente melhores resultados no 4T23, com EBITDA de US$ 37 milhões +23% T/T (+1% A/A), explicado principalmente pelos melhores resultados nas operações de EPP e San Andres. Do lado positivo, esperamos que EPP registre EBITDA de US$ 10 milhões (aumento de US$ 9 milhões no trimestre), dado melhores volumes e custos mais baixos, e San Andres registre EBITDA de US$ 12 milhões (aumento de US$ 5 milhões no trimestre), com volumes um pouco maiores e custos menores. Do lado negativo, projetamos um trimestre mais fraco para a Almas (EBITDA de US$ 2 milhões), ainda em processo de ramp-up.

Papel e Celulose:

Suzano (SUZB3):

Esperamos que a Suzano apresente melhores resultados no 4T23, com EBITDA de R$ 4,5 bilhões +21% T/T (-45% A/A). Esperamos: (i) maiores preços realizados de celulose, que esperamos em ~USD 560/t (+4% T/T); (ii) maiores volumes (+12% T/T) dada uma melhor sazonalidade; e (iii) menores custos, impactados pela maior diluição dos custos fixos e sem impacto de paradas para manutenção (-6% T/T). Para: (i) celulose, projetamos EBITDA de R$ 3,7 bilhões (+28% T/T), com margens de 48,7% (ante 44,1% no 3T23); e (ii) para papel, esperamos EBITDA de R$ 0,7 bilhão (-6% T/T), com margens de 31,7% (contra 33,4% no 3T23), impactado principalmente por preços mais baixos e parcialmente compensados ​​por custos mais baixos.

Klabin (KLBN11):

Esperamos que a Klabin apresente melhores resultados no 4T23, com EBITDA atingindo ~R$ 1,6 bilhão (+16% T/T, -17% A/A) e margens melhorando para ~34,6% (comparado a 30,7% no 3T23). Observamos que os resultados deverão ser impactados por: (i) melhores resultados na divisão de celulose (EBITDA +12% T/T), impulsionados por maiores preços realizados (+6% T/T), com um mix de melhores preços em BHKP e BRL desvalorizado; (ii) melhores resultados na divisão de papéis e embalagens (+16% T/T), impulsionados por maiores vendas de papelão (+16% T/T), parcialmente compensados ​​por preços menores na divisão de papelão ondulado (-5% T/T); e (iii) redução de custos. Para celulose, projetamos EBITDA de R$ 488 milhões e margem de 35,2%, enquanto para os negócios ex-celulose, projetamos EBITDA de R$ 1.086 milhões e margem de 34,3%.

Irani (RANI3):

Esperamos que a Irani apresente resultados bons no 4T23, com EBITDA atingindo R$ 115 milhões (-14% T/T, -4% A/A), com margens reduzidas para ~28,9% (comparado a 32,7% no 3T23). Destacamos: (i) melhores volumes de caixas de papelão ondulado (+10% T/T, +21% A/A), dado o ramp-up de Gaia II, apesar dos menores volumes de vendas de papel flexível (-21% T/T, -17% T/T); (ii) preços ligeiramente menores de caixas de papelão ondulado (-2% T/T); e (iii) menores resultados no segmento de resinas, afetados principalmente por menores preços (-6% T/T). Em custos, esperamos que o aumento do custo fixo impacte negativamente o CPV/tonelada no 4T23, diminuindo a rentabilidade e explicando a contração da margem no trimestre (queda de 4 p.p. T/T).

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