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Petrobras | Resultado 1T26: R$ 9,0 bilhões em dividendos anunciados

A Petrobras divulgou seus resultados do 1º trimestre de 2026. Veja nossos comentários.

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EBITDA e dividendos abaixo do esperado por conta de menores preços de realização nas exportações. Resultados mais fortes à frente

Nesta segunda-feira (11), após o fechamento do mercado, a Petrobras (PETR4) divulgou os resultados do 1T26. Apesar de terem aumentado sequencialmente (+7,3% t/t), o EBITDA ajustado de US$ 11,7 bilhões ficou abaixo das nossas estimativas (-7,1% vs. XPe) e do consenso (-8,9%). O lucro líquido de US$ 6,2 bilhões ficou praticamente em linha com nossas estimativas (-2,7% vs. XPe). Consequentemente, os dividendos de US$ 1,8 bilhão (cerca de 1,4% de retorno no trimestre) e a geração de fluxo de caixa livre também ficaram abaixo das nossas estimativas, em magnitude semelhante à diferença no EBITDA. O resultado abaixo das expectativas é explicado principalmente por preços de realização mais baixos do que o esperado nas exportações de petróleo bruto (aproximadamente US$ 72/bbl, +6,5% t/t vs. Brent +27%). A nosso ver, os resultados do 1T26 da Petrobras decepcionaram as expectativas e provavelmente devem desencadear uma reação negativa nas ações no próximo pregão. No entanto, entendemos que isso não deve se traduzir em revisões das estimativas para baixo relevantes à frente. Para o 2T26, esperamos resultados substancialmente melhores, à medida que a Petrobras deve capturar mais upside dos preços mais altos do Brent via preços de realização de exportação, reajustes de derivados e captura do benefício do programa de subsídio ao diesel do Governo.

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Confira as análises dos resultados das empresas da Bolsa referentes ao 1º trimestre de 2026

Dividend yield de 1,4%

A Petrobras anunciou distribuição de Juros sobre Capital Próprio (JCP) de R$ 0,70/ação, totalizando R$ 9,0 bilhões (US$ 1,8 bilhão). Isso representa retornos de 1,5% e 1,4% para as ações preferenciais e ordinárias, respectivamente.

As ações passarão a ser negociadas ex-dividendos em 2 de junho de 2026. Os pagamentos em caixa serão realizados em duas parcelas iguais, em 20 de agosto e 21 de setembro de 2026. Os dividendos anunciados ficaram abaixo das expectativas, tanto da XPe quanto do consenso (US$ 2,4 bilhões e US$ 2,3 bilhões, respectivamente).

Capital de giro pesa no fluxo de caixa livre

O EBITDA da Petrobras abaixo do esperado (aproximadamente -US$ 1,1 bilhão vs. XPe) afetou o fluxo de caixa operacional e 45% desse impacto também se refletiu na política de dividendos (aproximadamente -US$ 0,5 bilhão de desvio em relação à XPe). As demais linhas de fluxo de caixa ficaram, em geral, em linha com nossas estimativas, incluindo capex de US$ 4,5 bilhões e pagamentos de arrendamentos de aproximadamente US$ 2,4 bilhões. Em linha com isso, o fluxo de caixa para o acionista (FCFE) de US$ 1,4 bilhão também ficou abaixo das nossas estimativas (aproximadamente -US$ 1,1 bilhão vs. XPe de US$ 2,5 bilhões). O fluxo de caixa do trimestre foi negativamente impactado pelo capital de giro em -US$ 1,3 bilhão, o que foi semelhante ao que havíamos projetado, dado o consumo de capital de giro associado ao aumento de produção. Ajustando por capital de giro e venda de ativos (aproximadamente US$ 0,5 bilhão), o FCFE recorrente do trimestre foi de cerca de US$ 2,1 bilhões (retorno anualizado de 6,6%) – o que é consistente com preços realizados que pouco avançaram t/t (+6,5% no preço de realização de exportação de petróleo bruto, +2,6% nos preços domésticos de derivados), mas abaixo do que esperaríamos para os próximos trimestres em um ambiente de Brent tão elevado (aproximadamente US$ 100/bbl atualmente). Esperamos uma geração de FCFE significativamente maior no 2T26.

Alavancagem estável

A dívida financeira líquida da Petrobras (excluindo arrendamentos) aumentou cerca de US$ 1,2 bilhão t/t, atingindo US$ 18,4 bilhões no final do 1T26, devido ao pagamento de dividendos no valor de US$ 2,2 bilhões no trimestre. A alavancagem permaneceu estável em 1,4x ND/EBITDA dos últimos 12 meses. Notavelmente, a dívida bruta, incluindo arrendamentos, aumentou em US$ 1,4 bilhão t/t, para US$ 71,2 bilhões (em comparação com o teto do plano de negócios de US$ 75 bilhões).

Aumento da produção

A produção de petróleo da Petrobras cresceu significativamente em relação ao trimestre anterior, atingindo cerca de 2,58 MMbpd. A produção da Petrobras decorre, em grande parte, de seus ativos no pré-sal (2,19 MMbpd), onde a produção aumentou 3,5% t/t devido à entrada em operação da FPSO P-78 (capacidade de 180 kbpd, participação da PBR de cerca de 89%) no campo de Búzios e do FPSO Alexandre de Gusmão (capacidade de 180 kbpd, participação da PBR de cerca de 39%) no campo de Mero. A produção no pós-sal aumentou para 361 kbpd (+1,7% t/t) com o aumento da produção dos FPSOs Anna Nery e Anita Garibaldi. Esperamos que a produção da Petrobras continue apresentando tendência de alta nos próximos trimestres. Destaca-se que o FPSO P-79 (capacidade de 180 kbpd, participação de cerca de 89% na PBR) começou a produzir em 1º de maio.

Aumento marginal no lifting cost

O lifting cost (incluindo arrendamentos) aumentou ligeiramente no 1T26 para US$ 9,3/bbl, vs. US$ 9,1/bbl no 4T25 (+2,1% t/t), refletindo principalmente o aumento do lifting cost no pré-sal (+4,1% t/t). O aumento é explicado em grande parte pela entrada em operação de novos FPSOs que ainda estão em fase de ramp-up, como a P-78, e pelo pagamento de bônus de desempenho relacionados a aumentos de capacidade de outras plataformas.

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